24 julho, 2009

BILHETE ÚNICO MAIS UMA VEZ ADIADO

O prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), mudou mais uma vez o prazo para instalação do bilhete único no transporte coletivo municipal. As diversas mudanças de prazos e o não cumprimento de metas deixam o administrador desacreditado.

A primeira promessa em relação ao transporte público foi feita logo após sua eleição. Para a imprensa, divulgou que em janeiro passado já haveria um bilhete integrado único entre as linhas municipais de Poá e Ferraz de Vasconcelos. Além disso, já no primeiro semestre a tarifa seria reduzida. Prometeu em sua campanha que o preço seria de R$ 1,70 e duas novas rodoviárias seriam construídas.

Perto de completar seis meses de governo, Testinha disse que em Julho os munícipes poderiam aproveitar do benefício. O mês está terminando e agora nova promessa foi realizada. De acordo com o jornal Diário do Alto Tietê, ficará para agosto o lançamento, pois um projeto de lei estaria sendo debatido na Câmara Municipal.

Essas constantes mudanças de datas e não cumprimento de promessas só demonstram que o prefeito ou não se atenta aos entraves burocráticos que projetos têm para serem efetivados ou não tem responsabilidade ao lançar espectativas para os cidadãos poaenses.

De concreto, os usuários de transporte coletivo permanecerão tempo maior sem o benefício do bilhete e aguardam ainda a efetivação da redução do preço da passagem. Se foi prometido, o povo acreditou e o elegeu, deve cumprir.

Aguardaremos e cobraremos!

Leandro de Jesus

21 julho, 2009

"SITE EM CONSTRUÇÃO"

É esta mensagem que se encontra ao buscar informações sobre a administração ou a cidade no sítio da prefeitura de Poá, na internet. Após questionamento neste blog da falta de atualização, o sítio foi retirado do ar, há quase três meses, e nada mais foi publicado.

Ná página resta um trecho que diz "mais transparência", mas é justamente isso que está faltando. Não há motivos para tanta demora em colocar um sítio no ar. Muito pelo contrário. Grandes portais da rede mundial de computadores têm suas páginas totalmente reformuladas sem a necessidade de sua retirada total.

A prefeitura presta um desserviço aos cidadãos com a não disponibilização de dados oficiais por este meio de comunicação. O governo de Testinha caminha na contramão daquilo que propôs na campanha eleitoral: publicidade dos atos oficiais.

Espera-se que outras ações do executivo não sejam tão demoradas como esta, pois se assim for, serão 4 anos de poucos projetos e de uma população descontente.

Por Leandro de Jesus

20 julho, 2009

ESCOLAS SOFREM COM TERRENO DA PREFEITURA

Apesar de informada, a Secretaria de Serviços Urbanos não toma providências

Um terreno abandonado de propriedade da prefeitura de Poá, localizado entre a Escola Estadual Nanci Cristina do Espírito Santo e a Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Manoel Petronílio do Santos, tem causado problemas para as unidades e para a comunidade do bairro Jardim Áurea. A prefeitura foi avisada, mas não atendeu a solicitação.

O local está tomado por mato, lixo, fezes, móveis velhos, roedores, baratas e animais mortos. O odor é forte e o mato está alto. Há também árvores grandes no local. Além disso, o muro do terreno faz divisa com as escolas, mas na Rua Jorge Tibiriçá há abertura por onde entram pessoas e por onde são jogados os objetos. Jovens da região servem-se do terreno para usar drogas, invadir e apedrejar as escolas.

“À noite os jovens entram no terreno, usam drogas, observam tudo que acontece dentro da escola e invadem-na para fazer bagunça”, avalia Pedro de Sousa Santos, coordenador pedagógico da Escola Nanci Cristina. Do terreno, é possível visualizar as pedras jogadas pelos jovens no telhado da escola. De acordo com Santos, é comum eles fazerem isso, porém “no escuro não é possível identificá-los, além disso, quando vamos verificar eles saem correndo”.

A direção da unidade escolar informou ainda que algumas vezes é necessário chamar a Polícia Militar para tirar os jovens de dentro do páteo. Na Escola Manoel Petronílio, os problemas não são muito diferentes. Apesar de quase não haver invasões, o vandalismo sempre foi constante.

De acordo com Cintia Coronado, diretora da escola, sempre houve o apedrejamento. “Eles quebravam muitos vidros e telhados. Já jogaram pedras inclusive no meu carro. Hoje a intensidade diminuiu, pois foi erguida uma grade ao lado do muro do terreno”, disse a diretora. Cintia informou ainda que no início do ano a prefeitura fez a manutenção dos vidros e telhados.

A diretora Cintia tenta minimizar os problemas da invasão abrindo a escola para comunidade. “Sempre que querem praticar esportes, nós deixamos os jovens utilizar a quadra”, conclui.

Para Santos, uma solução seria a construção de uma área de lazer. “Deveriam ser construídas quadras esportivas, mas que houvesse também um programa de treinamento e organização. A prefeitura teria que atuar ativamente no local. Deixá-la sem atenção só traria os mesmos problemas”, diz o coordenador.

Prefeitura

O terreno é da prefeitura de Poá, mas foi utilizado há alguns anos pela Escola Nanci Cristina. Depois de reforma e ampliação da unidade, ele ficou sem uso. Ainda se encontra no local os postes de iluminação implantados na então escola.

Em abril de 2006, moradores do bairro já solicitaram à prefeitura mudanças no local. Numa audiência pública sobre o Plano Diretor, Márcia pedira que fosse construído um posto de saúde. José Francisco solicitara a limpeza do terreno e Irailda propusera que se construísse um hospital e alertou para o problema de drogas no local. Apesar das orientações e proposições, a administração do prefeito anterior, Roberto Marques (PTB), e do atual, Francisco Pereira de Sousa (PDT), o Testinha, só fizeram limpezas. A última, porém, foi feita há meses.

Há mais de um mês, a direção da Escola Nanci Cristina encaminhou ofício solicitando providências para a Secretaria de Serviços Urbanos. Sobre a situação e o documento, o Secretário da pasta, Carlos Tavares de Lima, o Léo, não tinha solução para o problema que ronda duas escolas e afeta centenas de alunos e moradores da região.


Léo disse que não saberia informar quando será feita limpeza, nem se seria realizada, pois não saberia dizer no momento se o terreno era ou não da prefeitura. Questionado sobre a propriedade, disse que os dados eram registrados em outro setor. “Quando os pedidos são feitos, primeiro o documento é encaminhado para a Secretaria de Obras, para verificar se o terreno é particular ou não”, disse ele. O secretário não soube informar do ofício da escola. “Como este, eu tenho outras centenas de ofícios que fazem solicitações”.

O secretário disse que não teria como responder datas para a escola ou qualquer outra repartição que solicitar, pois as máquinas estariam quebradas. “Para fazer limpeza de mato, a roçadeira está funcionando, mas para remoção de entulho, acho que o mecânico está consertando a máquina agora”, relatou. Sobre se o muro poderia ser fechado, ele também não tinha informação.

Léo disse, no entanto que agora os serviços melhorarão, pois no dia 6 de julho começaram a trabalhar 88 prestadores de serviço da Frente de Trabalho Municipal. Para ele, não basta a prefeitura fazer o serviço. “É necessário as pessoas se conscientizarem de não jogar lixos nos terrenos, estamos até pensando em fazer campanhas na cidade, comentou.

O secretário, contudo, esquivou-se de responsabilidades e as transferiu para a gestão anterior, a qual, segundo ele, teria deixado as máquinas em estado precário. Nos seis meses de governo, sabendo do problema, a atual administração não fez compra de máquinas novas. Os serviços em toda a cidade dependem, assim, do funcionamento das antigas. Quando estão quebradas, a cidade fica sem a prestação do serviço.


Publicado no jornal Novo São Paulo

08 julho, 2009

DIRETOR DE TURISMO RELATA PROJETOS

Por Leandro de Jesus

Nestaa quarta, dia 8 de Julho, o Diretor de Turismo da cidade de Poá, Fernando José Miranda, recebeu em seu gabinete Leandro de Jesus e Carlos Datovo, fez um balanço de seu trabalho e ouviu sugestões de projetos para o setor.

De acordo com Miranda, quando iniciou na pasta quase não havia projetos para o setor. A falta de estrutura era grande, alguns problemas já foram corrigidos, mas outros ainda continuam. "Não havia computador, nem internet tinha, faltavam técnicos da área. Os funcionários usavam meu gabinete para trabalhar com meu micro pessoal". Eu tinha que usar minha própria internet", informou.

O diretor relatou que hoje já há três micros no local, mas ele ainda trabalha com o seu particular. A diretoria também foi instalada num local mais adequado que o anterior. Hoje está num casarão alugado, com amplas salas, as quais também são utilizadas pelos grupos de teatro e dança da prefeitura.

Apesar da nova estrutura, a diretoria dispõe somente de um técnico na área. O próprio diretor disse preferir "trabalhar com quem não conhece mas tem vontade, do que com os que conhecem mas não a tem".

Miranda disse ainda que está tentando reestruturar o Conselho Municipal do Turismo, com novas eleições para em seguida promover o Fundo Municipal de Turismo. Segundo ele, está buscando junto ao Ministério do Turismo o Inventário Turístico do município e em breve fará a reabertura do Balneário Municipal.

Questionado sobre a falta de materiais promocionais da cidade no 4º Salão de Turismo - Roteiros do Brasil, Miranda respondeu com outra pergunta: "O que teríamos para apresentar"?. Os recursos da cidade realmente não se encontram estruturados para divulgação como atrativos, avaliou Leandro de Jesus.

O diretor de turismo falou ainda que tentou reestruturar o material divulgado em conjunto pelo Circuito Águas e Nascentes. Segundo Miranda, "o material apresentava, por exemplo, o Balneário, só que hoje ele ainda não pode ser visitado turisticamente". Por fim, falou dos projetos da Feira Permanente de Artesanato e da obra que será feita na Praça de Eventos.

Sugestões

Leandro de Jesus e Carlos Datovo informaram que muitos estão empenhados em ajudar a prefeitura, inclusive eles, mas gostariam de ter a confiança de que eles realmente pretendem seguir o que a população deseja. Carlos relatou a tristeza de ter feito diversas sugestões à prefeitura, "de coisas simples, pontuais, mas o prefeito não as acatou".

Nesta reunião, foram feitas sugestões para melhorias e promoção da EXPOÁ (Exposição de Orquídeas e Plantas Ornamentais), para que se possa aumentar o número de visitantes e a recepção seja com qualidade. Tratou-se também de melhor utilização da região das fontes, criando um parque, da organização de atrativos e roteiros na cidade e de uma festa específica sobre a água.

Por fim, cobrou-se do diretor de turismo que convoque a população e as pessoas interessadas no Turismo, para que haja participação popular nos projetos e desenvolva conceitos para melhoria do setor. Leandro e Carlos disseram ao diretor que entendem o Turismo com grande aliado na geração de emprego e renda, mas que é necessário que o poder público crie mecanismos para incentivar as comunidades e a iniciativa privada a participar dos projetos.

*Leandro de Jesus é formado em Turismo e é Secretário Geral do Psol/Poá
Carlo Datovo é professor e Presidente do PSOL/Poá

30 junho, 2009

ORQUESTRA: INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS

As inscrições para participação na Orquestra Municipal de Poá continuam abertas. Os candidatos podem se dirigir à diretoria de cultura, cuja sede é no Centro Cultural Taiguara, localizado na Alameda Pedro Calil, Centro.

A orquestra fará apresentação no próximo domingo, dia 05, no Arraiá Poaense. Os músicos tocarão antes do show do cantor Sérgio Reis.

Informações podem ser obtidas no tel 4639.2765.

PREFEITURA CRIA ORQUESTRA ELITISTA

A Diretoria de Cultura de Poá iniciou este ano várias novas ações, entre as quais está a criação da Orquestra Municipal. A participação nesse projeto, porém, é limitada e apresenta problemas desde seu começo.

De acordo com a mãe de um jovem músico, a inscrição para participação no grupo só é permitida para os que dispõe de instrumento musical. "Além de passar por uma difícil avaliação para demonstrar os conhecimentos", diz ela que não quis ser identificada. Alguns candidatos já são eliminados nesta primeira etapa.

As informações da obrigatoriedade do conhecimento musical e da necessidade de ter instrumento foram confirmadas com Sérgio Cardoso, instrutor da orquestra. Segundo Cardoso, há essa orientação "enquanto se aguarda os projetos de doações de intrumentos".

Cardoso disse ainda que uma possível alteração na limitação da participação de jovens somente será pensada após a Festa da Orquídea, que deverá ocorrer entre Agosto e Setembro.

Diante das condições exigidas, a Diretoria de Cultura impede que maior quantidade de jovens participe das ações do órgão. Jovens carentes não têm condições de comprar, por exemplo, um violoncelo cujo valor está acima de R$ 1000. Além desse custo, existe a manutenção, limpeza, afinação e aulas externas para aperfeiçoamento.

Neste momento não há também programa de remuneração, bolsa ou qualquer outro auxílio para os músicos participantes. Dessa forma, um projeto que poderia servir como escola para muitos e democratizar o acesso à cultura, inicia-se limitado para uma elite detentora das condições impostas.

Por Leandro de Jesus

29 junho, 2009

Conselho Municipal da Juventude

O prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha, criou por meio de decreto uma comissão permanente que terá como objetivo estudar, propor e assessorar as políticas públicas para a juventude. Como primeira medida, a comissão está suscitando o debate para a instalação na cidade do Conselho Municipal da Juventude.

Entre as ações da comissão está a realização de reuniões com jovens para divulgar e debater idéias sobre o novo Conselho. A última ocorreu dia 27 na EE. Padre Simon Switzar, com a presença de grêmios estudantis, alunos de diversas escolas e militantes dos direitos da juventude.

Tanto a criação da comissão como do conselho são ações importantes. É mais que urgente um debate sério com proposições e sistematizações de políticas para esse público alvo. A juventude de Poá, porém, deve ficar atenta à constituição do Conselho.

A história na cidade confirma a falta de democracia nas eleições dos conselhos. Comumente são transformados em peça de ficção. A fiscalização e a proposição de projetos na prática não são realizados, pois não há vontade em boa parte dos indicados dos executivo e legislativo. Provavelmente por gestão desses poderes, muitas vezes nem quórum há nas reuniões. Em outras oportunidades, a entrega de relatórios para análise é feita no último dia para que não haja a vistoria.

Neste momento, o esboço do projeto de lei a ser passado à prefeitura apresenta equívocos na indicação dos membros. Para não continuarem os problemas, a juventude precisa estar atenta ao chamado das reuniões e cobrar ampla divulgação das eleições, além de dar sugestões.

Por Leandro de Jesus

14 junho, 2009

Mobilidade no trânsito está cada dia pior

As obras do Rodoanel em Poá ainda não se iniciaram, mas a mobilidade no trânsito da cidade está complicada. Motoristas sofrem com diversos problemas nas vias principais.

As ruas e avenidas centrais têm curta largura, o que impede maior circulação de automóveis. Exemplos são as Ruas 26 de Março e a Avenida 9 de Julho, importantes ligações para o centro e para municípios vizinhos.

Além disso, o trânsito torna-se mais lento quando bicicletas ou mesmo pedestres ocupam as ruas. Buracos e falta de sinalizações com placas ou pinturas são constantes. Agora, há reclamações da disposição de lombadas, as quais em execesso e em locais indevidos, mais atrapalham que promovem a segurança. A liberação de estacionamento em zona azul em algumas ruas também é um escandâlo, como pode ser visto na rua Marina La Regina. Nesta via, no trecho onde é mão dupla, não há espaço para os veículos nos dois sentidos e os estacionados.

Algumas dessas situações que parecem pequenos problemas poderão ter sua dimensão aumentada quando da construção da parte leste do Rodoanel Metropolitanto. O único acesso da região a esta rodovia será por Poá. Prevê-se, portanto, um fluxo bem maior de veículos na cidade. Há que se fazer, assim, a correção imediata e a prevenção contra as dificuldades futuras.

Se as ruas têm pequena largura, é necessário que a prefeitura faça alterações e escolha prioridades. Ao decidir por ciclovias e calçadas mais largas, mesmo nessas vias pequenas, prioriza-se as seguranças do pedestre e ciclistas. Ao preferir pelos atuais estacionamentos, onde há cobrança de zona azul, o departamento de trânsito privelegia uma minoria que dispõe de veículos.

Ao passo que se construa ciclovias nas rua 26 de Março e 9 de Julho, por exemplo, a qualidade de vida da população melhorará, minimizando os riscos de acidentes e poderá agilizar o fluxo de automóveis, pois haverá maior espaço para a circulação. É importante também que haja guardas de trânsito organizando o trânsito, orientando quando necessário e punindo os infratores.

Não se pode deixar para fazer as obras quando mais acidentes ocorrerem ou quando o fluxo aumentar com a chegada do Rodoanel. É preciso que o poder público haja mais rápido e para isso é urgente a convocação da população para decisões importantes. O que seria o "governo de povo" em Poá só mostra os sinais de governo dos poucos, como sempre foi na cidade. Se o povo não participar as medidas serão burras.

22 maio, 2009

TESTINHA MANTÉM TERCEIRIZAÇÃO DA SAÚDE

Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), continuará com seu programa de terceirização nos serviços de saúde do município. O prefeito manterá uma gestora do Programa Saúde da Família (PSF) e contratará outra para administrar os serviços ambulatoriais de ortopedia no Hospital Municipal Dr Guido Guida.

Enquanto esteve na oposição ao governo Roberto Marques (PTB), Testinha foi grande crítico à gestão da maternidade municipal pela Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (Faep). Nos primeiros dias de governo, no entanto, permaneceu com as terceirizações ao designar a Instituição Assistencial Cristã Lar Mãe Mariana para gerir o PSF. Deu prosseguimento, em caráter emergencial, a uma forma de administrar que já havia demonstrado enormes equívocos no governo anterior.

O histórico no município dessas empresas contratadas são de diversos problemas nas relações trabalhistas dos profissionais. Houve situações desde contratações informais até a falta de pagamentos de salários. O atual Secretário da Saúde, Ali Sami El Kadri, contudo, confirma em entrevista ao jornal Diário do Alto Tietê que as precarizações continuam. Segundo El Kadri, médicos, dentistas e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) são contratados como pessoas jurídicas.

O secretário teria dito também que em até dois meses será contratada a empresa que prestará os serviços médicos de ortopedia, no pronto-socorro municipal. Afirmou a seguir que nada impede de no futuro abrir concurso público. Essa frase demonstra certamente uma vontade política de não cumpri-la, pois do contrário já determinaria um prazo para sua realização.

Essa política de terceirização está viciada e deve ser combatida. O aumento das unidades do Programa Saúde da Família e a abertura do serviço médico de ortopedia é um importante ato da prefeitura, mas a forma como estão sendo gestados é merecedora de repúdio.

As precarizações nas relações trabalhistas devem ser banidas, principalmente por um órgão governamental. Mas se nota uma complacência com este tipo de prática. Além disso, há possibilidade de aumentar já que outra empresa será contratada. Outro problema é a convivência num mesmo ambiente de trabalho de profissionais concursados da prefeitura ou comissionados e terceirizados. Experiências desse tipo não trazem boas recordações das relações entre si dos trabalhadores.

Outra preocupação será a disponibilização de apenas um médico ortopedista para atender o ambulatório e permanecer de plantão. Se ocorrer a chegada de um caso grave e o especialista estiver realizando um consulta, deverá pará-la para atender o novo paciente. Isso é típico de uma gestão má planejada.

Importantes programas como esses anunciados tendem a ter sua qualidade reduzida através de terceirizações. A administração de Testinha opta, assim, por uma opção que certamente não traz esperanças de serviços melhores.

17 maio, 2009

PREFEITURA FAZ LIMPEZA EM ESCOLA

A prefeitura de Poá já realizou limpeza na EMEI Vereador Candido José Balazaima. De acordo com a apuração deste blog, essa ação ocorreu na última semana.

Neste domingo, no entanto, o Blog de Poá publicou com atraso de 10 dias uma crítica em relação ao descuido com aquela unidade escolar. Permanece, contudo, o alerta à administração pública para que não ocorram novamente situações como aquela.

Leandro de Jesus

MATAGAL NA EMEI

O prefeito TESTINHA mais uma vez mostra que não tem compromisso com a população. Desta vez a prova da inação do prefeito é constatada em unidade escolar do município.

Crianças estudantes da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Vereador Candido José Balazaima, situada na Av. Vital Brasil, no centro de Poá, são obrigadas a brincar no meio de um matagal.

O parquinho no qual as crianças utilizam para lazer está totalmente tomado pelo mato. Neste local, as crianças estão sob o risco de serem picadas por insetos e aracnídeos.

O prefeito e o Secretário de Serviços Urbanos, Léo, que gosta bastante de aparecer na imprensa, deveria ter maior preocupação em fiscalizar os prédios públicos e identificar os problemas.

Outro local que continua esquecido pelo poder público é o prédio localizado ao lado da EE. Prof Maria Aparecida Ferreira, na Vila Amélia. O local já foi EMEI e prédio para cursos da Frente de Trabalho. Hoje em dia é dominado por mato, pixações e vidros quebrados.

Prof Carlos Datovo

13 maio, 2009

Opções para o transporte público municipal

Um dos debates mais polêmicos atualmente na cidade de Poá é sobre o transporte público municipal. Apesar da importância do tema para toda a população, a prefeitura municipal providencia edital de licitação de concessão do transporte sem uma consultar popular democrática.

Muitas idéias e opções existem para a concretização de um transporte mais acessível. Transformou-se em moda, em muitas cidades, o bilhete único. Com ele, o passageiro transita em determinado período de tempo por vários ônibus, pagando apenas uma passagem. Na cidade de São Paulo, por exemplo, é possível também utilizar trem ou metrô e ônibus com esse bilhete.

Em outras cidades, optou-se por reduzir a tarifa dos coletivos. Prefeitos compreenderam a importância social do transporte público e decretaram a redução, assim como ocorreu no primeiro mandato de Marcelo Cândido (PT), em Suzano. Em municípios, como São Paulo, a prefeitura subvenciona o transporte para que os custos não sejam altos para as pessoas.

Além dessas alternativas, Poá deve decidir se manterá o modelo de monópolio ou se permitirá a concorrência entre empresas. Sabe-se, contudo, que quando há concorrência a tendência é de disputa de preços e qualidade nos serviços prestados, o que gera benefícios ao consumidor.

Outra polêmica é a permissão para o transporte alternativo. Recente utilização de vans no serviço de foi proibida por Testinha. Alguns munícipes, no entanto, reclamaram desse fato, pois esse transporte demonstrava ser mais rápido que os tradicionais.

Sugestões, opções, dúvidas e polêmicas são várias. Resta à prefeitura fazer pela primeira vez na atual gestão um amplo debate, público e democrático, no qual a população possa realmente participar e ditar os rumos do transporte. A prefeitura, no entanto, até o momento não demonstrou vontade para que isso aconcetça.

Leandro de Jesus

11 maio, 2009

GARANTIA DE EMPREGOS A COBRADORES

Desde o dia 01 de Maio, todos os novos ônibus da cidade de Guarulhos devem circular com cobrador. As empresas de transporte coletivo terão o prazo de 180 dia para adequar a frota atual. A medida foi colocada em prática através de um decreto do prefeito Sebastião Almeida (PT). A prefeitura municipal de Poá deveria seguir o exemplo.

Essa medida é importante por vários motivos. Em primeiro lugar, garante a segurança dos passageiros, já que o motorista não será mais obrigado a dirigir, cobrar, calcular e dar o troco ao mesmo tempo. O motorista terá tranquilidade para exercer sua função. Os passageiros terão melhor qualidade no serviço prestado. Por fim, em tempos de crise, é uma boa oportunidade para criar vagas de empregos.

As empresas de transporte coletivo não podem reduzir custos e com isso diminuir a segurança de passageiros e pedestres. A prefeitura tem o dever de fiscalizar e normatizar para o bem dos cidadãos, haja visto o transporte ser um serviço público essencial.

A cidade de Poá vive a expectativa da divulgação de um edital para licitação da empresa concessionária do transporte municipal. O prefeito deve ficar, então, atento a esta questão. Antes de tudo, é uma questão de segurança ter um cobrador específico nos ônibus.

Algumas linha circulares em Poá tem apenas o motorista dentro dos ônibus. Ou seja, o perigo está iminente. Que as autoridades de Poá, assim, sigam o exemplo de Guarulhos e resguardem os cidadãos de mais problemas no transporte público.

Leandro de Jesus

06 maio, 2009

ABANDONO TOTAL

Muitos problemas...

O prefeito de Poá, Francisco Pereira de Sousa, o “TESTINHA” (PDT), está muito preocupado, como todos os seus antecessores, em mexer só no centro da cidade. O mais grave é que mesmo assim não resolve os problemas mais urgentes, como auxiliar os pedestres na travessia entre a Rua vinte e seis de março e Av. Brasil, uma vez que por causa das obras lá existentes, o percurso está muito perigoso.

Há aproximadamente vinte dias, fui até a prefeitura e falei pessoalmente com o prefeito, apontando vários problemas com relação à acessibilidade e nenhuma providência ainda foi tomada. Tal atitude, ou a falta dela, aparenta um total descaso por parte do prefeito, porque no que foi apontado não se gastará dinheiro. Mas se fosse necessário, deveria gastar, pois o erário público é para se aplicado em benefício da maioria da população e não para alguns afortunados da nossa cidade.

Os serviços públicos vão de mal à pior. No hospital não existe nem pomada para tratar de pacientes com queimaduras. As praças da Bíblia e Guido Guida quase não tem mais bancos para as pessoas sentarem. Nesses locais circulam muitos trabalhadores da região e em seus horários de almoço não encontram o mínimo de acomodação para descansar.

Os bairros estão abandonados, pois o dinheiro dos serviços que deveriam ser feitos lá está sendo gasto para desmanchar e refazer a área central da cidade. Isso é um absurdo.

O que não falta na prefeitura são cargos comissionados, os quais são ocupados por apoiadores da eleição, correligionários e pessoas indicadas por estes.

Nas ruas vemos muitos agentes de trânsito, mas simplesmente andando pelas ruas, sem tomar nenhuma atitude, pois é comum encontrarmos veículos estacionados em lugares proibidos e até contra mão, desrespeitando as pessoas que circulam a pé pela cidade.

O prefeito TESTINHA se preocupou em inchar o quadro de funcionários e o pior sem concurso público, mas a prestação de melhores serviços está muito longe de sua prioridade.

A cidade realmente continua abandonada.


Professor Carlos Datovo

02 maio, 2009

1º DE MAIO. COMEMORAR O QUÊ?

Comemorar desemprego, miséria, isso não se comemora, se combate, é o que deveriam fazer os homens que hoje estão no poder, em nosso país. Porém, o que vemos não é isso. Estão eles de braços dados com aqueles que sempre exploraram e que vão continuar explorando o trabalhador e junto estão também as grandes forças sindicais, cujo papel deveria ser a defesa dos explorados.

Ser trabalhador neste mundo capitalista é ser explorado. Por conta da crise financeira atual, que não foram os trabalhadores quem a criou, desde o fim do ano passado até a presente data, mais de dois milhões de trabalhadores brasileiros perderam seus empregos, o que significa mais de oito milhões de brasileiros que entram para engrossar o grande número já existente de miseráveis.

Devemos comemorar alguma coisa? Claro que não. Devemos sim, cobrar dos nossos dirigentes mais respeito com o povo e fazer com que quem criou a crise que pague por ela.

Em nosso município não é nada diferente. Enquanto faltam médicos e remédios nos postos de saúde e no “chamado Hospital”, o Prefeito Francisco Pereira de Sousa, o TESTINHA, como gosta de ser chamado, entrega nosso dinheiro para as construtoras e conseqüentemente beneficia alguns empresários da cidade, como na nova canalização do rio Tucunduva, por exemplo. Essa obra tem um grande beneficiário, o proprietário do imóvel ao lado de onde se executa o serviço, mais conhecido como Edu do Posto. Esse dinheiro deveria estar sendo investido nos bairros, lá sim é que precisa de obras, pois lá é que está a maioria da população. No entanto, vemos mais uma vez festa para tentar enganar a população.

Temos alguma coisa para comemorar? A única coisa que temos certeza é de que se nós nos mobilizarmos e nos unirmos, conquistaremos de verdade nossos anseios.


Prof. Carlos Datovo

01 maio, 2009

POR QUE FESTEJAR O DIA DO TRABALHADOR?

O feriado de 1º de Maio de 2009 é um dia dos últimos anos que menos motivos o trabalhador tem para comemorar algo. Em plena crise do sistema econômico mundial, a classe trabalhadora é a que mais sofre com a desordem vigente no neoliberalismo. Mas, alheias a isso, grandes centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, promovem festas e ignoram a gravidade do problema.

Segundo estimativas do DIEESE ( Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ), em Março havia 3,01 milhões de desempregados em 6 regiões metropolitanas. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o número de pedidos de seguro desemprego no primeiro trimestre de 2009 subiu 7,9%. Em dezembro de 2008, houve um recorde de demissões de trabalhadores com carteira assinada: 654 mil. O PIB (Produto Interno Bruto) deste ano se não ficar estável deverá ter queda em relação a 2008. O quadro, portanto, não é dos melhores para os trabalhadores.

Este feriado, desse modo, não tem de ser comemorado, principalmente pelas instituições que deveriam prezar por garantias aos trabalhadores. Essa data, no país, assim como em outros, deveria ser marcada se não com protestos, no mínimo como grandes questionamentos e preocupações. Mas CUT e Força Sindical, sem citar outras, promovem festas em várias cidades com direito a distribuição de prêmios, incluindo até carros.

Os trabalhadores estão pagando pela crise com seus empregos. Suas famílias sentem na pele a terrível cena de ver pais, mães e filhos desempregados. O dia do trabalho é de luta, não de festa. Repúdio sim às centrais que estão alheias ao sofrimento do trabalhador e que festejam em momentos de tristeza.

Trabalhador não se engane. Enquanto a burocracia sindical só pensa em festejar, na sua auto-promoção e de seus representantes eleitos, a corda nos pescoço da classe aperta cada dia mais. Resista a eles e procure alternativas, pois do contrário o trabalhador pagará cada dia mais por uma crise da qual ele não é o culpado.