23 abril, 2009

SITIO DA PREFEITURA COMEMORA ANIVERSÁRIO: 1 ANO SEM ATUALIZAÇÃO

O sítio oficial da prefeitura municipal de Poá na rede mundial de computadores faz aniversário. Não é de tempo no ar, mas de falta de atualização. Não é para se comemorar, mas para questionar.

O descaso da administração municipal para com este meio de comunicação existe desde sua criação, no governo de Roberto Marques (PTB). Pouca atenção fora dispensada a ele. Somente eram disponibilizadas algumas matérias elaboradas pela assessoria de imprensa e esporadicamente informações de campanhas.

O ápice da falta de atenção dada a esta mídia aconteceu em 2008. Desde abril não há atualização. Num ano eleitoral, a prefeitura deixou-o de lado. Talvez houvesse outras preocupações. O fato é que o sítio nunca foi utilizado para servir efetivamente ao cidadão.

Transparência dos mais diversos assuntos da administração não foi a tônica. O cidadão não teve fácil acesso, portanto, à detalhes do orçamento municipal, de editais, licitações e obras, de contratações e nomeações, do organograma, de projetos de secretarias, de decretos e leis e de transferências de verbas por parte dos governos federal e estadual. O poaense também não teve direito ao acesso à serviços, como impressão de boletos, informações sobre taxas, multas, cadastros, requirementos ou certidões.

O novo prefeito, Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT) encontrou o sítio nessas condições mas até o momento sua equipe não promoveu alterações ou qualquer atualização. Entre as muitas ações a serem promovidas pelo novo governante deve estar também o sítio, pois ele é um importante instrumento da democracia, no sentido de propiciar fácil acesso a detalhes da administração. Mais que direito do cidadão, é dever constitucional do governante publicizar ações do governo. Está em tempo então de a prefeitura ativar este meio de comunicação e facilitar a vida do cidadão, garantindo acesso rápido a informações e a serviços.

REGIÃO

As prefeituras de Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos mantém sítios atualizados. Neles diversos serviços são oferecidos aos munícipes e informações sobre a administração são divulgadas. Os de Mogi e de Suzano são os mais completos. No primeiro há serviços sobre dívidas, consulta sobre processos, multas, IPTU, editais e licitação. O segundo apresenta notícias sobre ações do governo, divulga a estrutura administrava, finanças, além de um sistema "Fale Conosco".

Embora em menor quantidade, os sítios de Ferraz e Itaquá também disponibilizam notícias e opções "on line" de serviços ao cidadão. Em Poá, no entanto, até o sítio da Câmara Municipal está fora do ar.

15 abril, 2009

GERAÇÃO DE EMPREGOS CONTRA CRISE

Em um período no qual os efeitos da crise econômica são fortemente sentidos pelos trabalhadores, estratégias governamentais que auxiliem na geração de empregos são essenciais. A prefeitura de Poá deu o primeiro passo nesse caminho com a criação da Frente Municipal de Trabalho.


Alguns poaenses terão os efeitos da crise minimizados através da participação na frente de trabalho. Milhares de pessos inscreveram-se, o que mostra a necessidade da criação das vagas. As funções abertas são para profissionais de baixa qualificação e será oferecido um salário mínimo.

Um item, no entanto, precisa ser levado com a seriedade exigida. Os trabalhadores deverão fazer cursos oferecidos pela prefeitura. Essas atividades, em diversas frentes de trabalho, não correspondiam a seu objetivo: qualificar trabalhadores. Os cursos eram de baixa qualidade, de períodos curtos, sem projeto pedagógico eficiente. Os cidadãos terminavam, portanto, sua participação nas frentes e não obtinham qualificação necessária para alcançar vagas no mercado de trabalho.

Exige-se, assim, que a prefeitura, desta vez, ofereça cursos que qualifiquem realmente os trabalhadores. Não ocupem somente um período da jornada de trabalho, mas contribuam efetivamente para a formação do trabalhador e auxilie-o na buscas de vagas.


DISPENSAS


Entre novembro e janeiro, foram quase 800 mil demissões de profissionais com carteira assinada. Maior número de desempregados contribui para o círculo vicioso negativo que desacelara a economia. Em síntese, o trabalhador dispõe de menor poder aquisitivo, o que diminue o consumo e que gera como consequência uma menor produção, que por sua vez leva a novas demissões.

Por Leandro de Jesus

DITADURA EM POÁ?

Na última semana, foi anunciada a segunda alteração em cargo de alto escalão na prefeitura de Poá, com apenas 3 meses da nova administração. O Diretor de Turismo, Aessio Ramos Pinto, foi demitido. A dispensa, que deveria ser apenas uma atitude da burocracia municipal, está envolta de mistério, pois oficialmente não foram divulgados os motivos.

Aessio Ramos é conhecido por sua colaboração com o jornal Novo São Paulo. No dia 4 de abril, nesse periódico, foram publicadas duras críticas contra atitudes do prefeito. Houve questionamentos a respeito de comprissos assumidos durante a campanha e não cumpridos até o momento, além de denuncia de funcionários fantasmas na administração.

Dias depois da publicação, houve a informação da dispensa. Diante disso, a prefeitura precisa divulgar quais foram os motivos para a demissão. Caso não faça, estará claro para a população que a motivação foi a repulsa às críticas públicas.

Se assim for confirmado, o perfil do prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha, estará mais que desenhado: um gestor que não admite críticas de subordinados e que censura a livre expressão da opinião de membros do governo. Práticas assim foram vistas em larga escala na ditadura militar brasileira (1964-1985).

A população aguarda posicionamento do prefeito diante desse fato, pois aparentemente não há outra motivação. Testinha agirá com autoritarismo assim como outros coronéis da cidade? Os munícipes esperam que não, mas aguardam ansiosamente respostas.

Por Leandro de Jesus

10 abril, 2009

A EDUCAÇÃO PÚBLICA AGONIZA

O governo de São Paulo divulgou ontem notas da avaliação SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) 2008. O dados ratificam a visão de um ensino público deficiente, de baixa qualidade, resultado de uma ineficaz política educacional implementada pelos governadores do PSDB.

Em todas as séries avaliadas (2ª, 4ª, 6ª, 8ª do Ensino Fundamental e 3º ano do E. Médio), a maioria dos estudantes não alcançou o conhecimento esperado, definido pela Secretaria de Educação. Os alunos do E.F. pioraram na avaliação de português, entre 2007 e 2008. Na 8ª série os índices são mais alarmantes. Do nível esperado, 82,5% não o atingiram em lingua portuguesa e 88,4% em matemática.

No ano passado, o número de alunos que não detinham conhecimento adequado de português na 8ª série foi 19% maior que em 2007. Na disciplina de matemática, houve uma melhora em todas as séries, exceto a 6ª, embora os resultados ainda sejam muito negativos. Assim também ocorreu no Ensimo Médio, cujas médias foram melhoradas, tanto em português quanto matemática, mas os índices são piores que os do E.F. Por exemplo, 88,4% dos alunos não tem conhecimehto esperado em matemática.

Avaliada pela primeira vez em 2008, Ciências também apresentou resultado muito ruim. Dos alunos avaliados, 82% apresentam domínio insuficiente ou parcial da disciplina.

De modo geral, pode-se afirmar que a política educacional estadual não produz resultados positivos. Provas são realizadas, bônus são dados aos profissionais, mas os índices continuam negativos. O governo decerto não ataca de forma correta o problema.

Segundo educadores ouvidos pela Folha de S.Paulo, o programa do governo precisa ser reestruturado, o sistema de ensino ser modernizado, as escolas deveriam ter uma fiscalização mais presente.

José Serra, contudo, avalia como positivo os dados. Não observa que determinada melhora em uma disciplina ou outra não consegue deixar a maioria dos alunos com conhecimento adequado.

Sabe-se que a melhora do ensino público ocorre somente ao longo de vários anos. Diante disso, tem-se certeza que a politica implementada no estado pelo PSDB é equivocada, para não dizer criminosa. Administrar SP desde 1995 e não produzir melhoras sensíveis na educação pública, retratra um real descompromisso com o povo paulista.

EDUCAÇÃO EM POÁ


Embora a avaliação seja realizada em alunos de escolas estaduais, a administração pública municipal tem o dever de se preocupar também. Parte do problema se deve ao aluno sair da rede municipal com deficiências no conhecimento.

Os alunos da cidade obtiveram média menor que o restante do Estado. Os da cidade de Itaquaquecetuba ficaram com a menor média entre as cidades da região. Poá e Itaquá estão sob a administração da Diretoria Regional de Itaquaquecetuba. A atual dirigente de ensino, Prof Rosânia Morroni, é, por sinal, filiada ao PSDB. Antes dela, o atual secretário de educação de Poá, Prof Carlos Humberto Martins (PDT) era quem dirigia a política regional.

O prof Humberto, apesar de qualificado para a função, precisar dar respostas à população através de projetos. O que se vê, no entanto, é o prefeito divulgar que vai construir escolas com piscinas. Seria este um projeto que revolucionaria a qualidade na educação poaense? Não dá para acreditar.

Precisa-se para uma melhor qualidade no ensino de professores efetivos, com dedicação integral; menor quantidade de alunos por sala; professores assistente; projetos sérios de reforço; acesso às tecnologias; laboratórios; busca de maior participação dos pais. Enquanto estes projetos não são colocados em prática, a educação agoniza e aguardamos o funeral.

Por Leandro de Jesus.

29 março, 2009

POÁ FAZ FESTA. COMEMORE COM MODERAÇÃO

Parabéns. Poá comemorou 60 anos de emancipação política no último dia 26. Festa deve haver sim, mas com moderação e sem esquecer dos problemas que a cidade ainda enfrenta. Alguns avanços houveram nos últimos anos, mas não podemos fechar os olhos para o dever que o poder público não cumpriu.

Na última semana, o prefeito de Poá, Francisco Pereira de Sousa, o Testinha (PDT), foi à Câmara Municipal levar projetos e relatar os primeiros 90 dias de sua administração. Preocupou-se em mostrar o que fez e devemo-nos preocupar com o que falta a fazer.

O problema mais latente para a população continua ser a saúde. Após o pedido de demissão da médica Cristiane de Souza, a secretaria foi ocupada interinamente pelo atual secretário de governo, o também médico Ali Sami El Kadri. A ocupação do cargo que seria temporária, parecer se tornar permanente. Apenas um cargo dessa natureza já é complexo, dois para uma mesma pessoa demonstra um constra-senso do prefeito.

A prefeitura contratou serviço privado de ambulância UTI e comprou peruas Kombi para levar pacientes a outros municípios. O que se quer, no entanto, é o hospital municipal funcionando, com número adequado de funcionários e a qualidade merecidade pelos cidadãos. Estes, por sua vez, não sabem qual será o destino da maternidade. Será reativada ou fechada definitivamente? Se não tiver condições de ser reaberta, Testinha terá coragem de denunciar o ex-prefeito Roberto Marques (PTB)por improbidade administrativa, pois a teria inaugurado sem as condições necessárias?

Outro problema preocupante na cidade e que poucos prestam atenção é a segurança nas obras executadas pelo poder executivo. O secretário de Obras, Paulo Dornellas, que tem o dever de ficalizá-las, quando faz, age de forma atrasada. A obra no Rio Tucunduva permaneceu vários dias sem o isolamento necessário, seja para impedir acesso de carros ou de pedestres. As obras na avenidade Jorge Francisco Correa Allen tumultuaram o trânsito, pois não havia orientação. A construção da escola onde se instalará a ETEC continua sem tapumes. Qualquer curso de construção civil têm a disciplina de segurança, mas pelo visto, as técnicas ensinadas não têm sido aplicadas.

Na área da educação, Poá tem tido resultados regulares nos índices estaduais e federais. Não se viu, no entanto, divulgação de planos que possam alavancar a qualidade do ensino dos estudantes poaenses. A mudança na forma de contratação de diretores de escola é imperativo. Nomeá-los via cargo comissionado abre margem à pessoas desqualificadas na função ou apadrinhados políticos. Que se faça, então, concursos públicos ou eleições com votos da comunidade.

A população segue sem ter a transparência constitucionamente garantida e requisitada da administração pública. O sítio oficial da prefeitura poderia ser utilizado com ferramente de transparência, mas segue sem qualquer atualização. É urgente a divulgação do orçamento da cidade, dos gastos em cada pasta, dos valores empenhados e bloqueados, das licitações e das respectivas empresas contratadas. Uma administração moderna se pauta na divulgação desses itens.

O preço do ônibus municipal também está sendo sentido pelo trabalhador. Não houve indicação de que a prefeitura pretende abaixar o valor ou do alardeado bilhete único, divulgado no fim de dezembro.

Alguns problemas foram elencados e devem ser resolvidos. Se a administração de Testinha pretende ser diferente das anteriores, está na hora de começar a efetivamente resolvê-los. Acabou o carnaval e a festa de aniversário. Está em tempo de trabalhos concretos, então. Mãos à obra prefeito, a população tem pressa.

Por Leandro de Jesus Gomes

21 março, 2009

TURISMO EM POÁ?

A atividade turística na cidade é muitas vezes tema de reportagem e editoriais de jornais na região. O turismo, contudo, não é tratado pela administração municipal com a profundidade, complexidade e a importância requisitada.

Poá é Estância Hidromineral mas não está preparada para receber turistas, sequer visitantes. Não apresenta infra-estrutura adequada para a atividade e não se vê vontade política para que isso aconteça. Os problemas impeditivos do turismo são diversos.

Antes de querer receber turistas, é necessário que a cidade seja boa para seus cidadãos. É importante que eles se sintam bem em sua cidade, que gostem e conservem o ambiente no qual vivem. É preciso criar uma consciência coletiva que ressalte a importância social e econômica em se manter uma cidade bonita, organizada, com pessoas receptivas, apta para receber visitantes. Mas, neste momento, a cidade está feia, com obras desconexas, com praças sujas e pouco atraentes, mesmo depois de reformas. Trânsito atabalhoado, buracos e falta de segurança são também aspectos que desânimam a população.

A gestão do turismo na cidade, em diversos governos, também é realizada de forma equivocada. Faltam técnicos para orientar os políticos, falta estrutura adequada para uma área importante que promove o desenvolvimento, mas, acima de tudo, falta visão e vontade políticas. Nenhum prefeito até hoje se dispôs a incentivar o turismo. A atual diretoria de turismo não conta com estrutura decente para promover projetos. Falta desde computador, passando por e-mail corporativo, acervo bibliográfico, funcionários, até chegar a um gabinete inadequado para receber autoridades ou visitantes.

Conselho municipal de turismo também é outra peça de ficção. Criado há algum tempo, não teve participação ativa, seja criticando, analisando ou articulando projetos na cidade. Não houve transparência na eleição de sua diretoria e não se tem notícias de que haverá novo pleito.

É verdade que em Poá há poucos recursos turísticos, os quais podem vir a serem atrativos e depois produtos turísticos. Com uma gestão visionária, no entanto, a médio prazo, eles podem ser criados, aperfeiçoados e desenvolvidos. Como exemplo, pode ser citada a cidade de Itu. Há algumas décadas, ela não era conhecida como o é hoje. A gestão pública e os empresários levaram à frente aquilo que o humorista Simplicio, do programa "Praça da Alegria", divulgava: uma cidade onde tudo era grande. Hoje Itu recebe milhares de visitantes para ver orelhão, farol e comprar produtos em tamanhos gigantes. A cidade criou um conceito, uma marca, e com seriedade promoveu atrações turísticas.

Poá, por sua vez, segue na contramão. No momento em que poderia divulgar sua maior marca, a água, através das requalificações de praças e passeios no centro da cidade, foram colocados bloquetes que nada são atrativos e a marca da cidade sequer foi lembrada. Pura falta de visão num local onde dizem querer alavancar o turismo.

É positivo para a cidade receber turistas, mas para isso a gestão pública em Poá precisar incentivar a atividade. A cidade, que recebe recursos específicos por ser estância, precisa preservar seus rios, lagos e nascentes. Urge a conscientização ambiental dos cidadãos e promoção de eventos educacinais. Precisa promover mais debates e suscitar ações da iniciativa privada. Os cidadãos só tendem a apoiar. Esses são passos para articular a população num grande projeto.

É urgente a criação de conceitos e principalmente massificar a marca de Poá, a água. A prefeitura precisa criar a infra-estrutura e levar à população a importância que é para o desenvolvimento receber visitantes. É imperativo colocar profissionais do setor para promover projetos e darem sugestões. A seguir, trabalha-se na infra-estrutura, com disponibilização de coisas básicas, como banheiros públicos, rodoviária decente, sinalização em placas e pavimentação de ruas e avenidas, além de melhora nos sentidos do escoamento do trânsito.

E por fim, trabalha-se no desenvolvimento de produtos, sejam naturais ou não. Pode-se criar portais da cidade, visitação às fontes, à prédios históricos, criar a feira permanente do artesanato, com produtos que divuguem a cidade. Divulgar Poá e seus eventos em feiras turísticas é também de grande importância.

Existe um longo trabalho a ser realizado. A sugestão está posta. Que a adminstração pública cumpra, então, seu dever

Por Leandro de Jesus
Formado em Turismo no Instituto Federal de Educação de SP

Combate à corrupção em Poá

No mês de fevereiro, iniciou-se um novo movimento na cidade que tem uma pretensão ousada: ajudar no combate à corrupção, denunciando atos ilegais, fiscalizar o cumprimento da lei de compra de votos, e educacional, cujo objetivo é promover o debate sadio de eleições limpas.

O movimento denomina-se TRANSPARÊNCIA POÁ e é ligado ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)*. Neste primeiro ano, será coordenado por Leandro de Jesus. Este novo movimento social terá como característica sua democracia e a participação será desburocratizada, assim como ocorre com o MCCE em todo o país.

Nas primeiras reuniões, o grupo estrutura o movimento e planeja ações para atuar na cidade. Informações podem ser obtidas através de transparenciapoa@gmail.com

* www.lei9840.org.br

24 fevereiro, 2009

FURTO DE DOCUMENTOS: O CASO CONTINUA

A Polícia Civil prorrogará o prazo para conclusão do inquérito que trata do furto de documentos da prefeitura de Poá. Os documentos sumidos, alvos de boletim de ocorrência, eram referentes à cartas-convite e licitações da administração pública. Após abertura de sindicância interna, os documentos foram devolvidos à prefeitura pelo ex-secretário da Fazenda, Willian Harada.

É importante frisar que o caso se trata de furto e não têm recebido a importância necessária da imprensa local ou regional. Alguns veículos de comunicação ainda relutam em tratar o caso apenas como sumiço de documentos. O patrimônio público, no entanto, tem de ser tratado com a seriedade que merece.

A lei n 8.429, de 02/06/92 versa sobre improbidade administrativa dos agentes públicos. Este caso, em tese, poderia ser julgado nesta lei pelo cap 2, seção II, art 10, itens I, II, VIII e Seção III, item I, os quais tratam do uso indevido do patrimônio público e das ações proibidas pelo agente. Aquele que cometer alguma das ilicitudes, entre outras penas, pode ter “suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos”.

De acordo com o art 155 do Código Penal, o furto resulta em reclusão de um a quatro anos e multa. Além disso, como os documentos eram referentes à licitações, outro crime pode ser considerado, o de tentativa de fraude nestes processos. A lei 8.666 trata dessa modalidade. Os art 82, 83, 90, 98 e 98 tipificam as irregularidades e dimensionam as penas ao administrador público. Dependendo do caso, a pena varia de 6 meses a 4 anos e multa.

Observa-se, portanto, que o caso registrado na cidade é grave e não tem tido a atenção necessária. Serve de alerta para que caso o ex-secretário de fazenda tenha culpa, seja devidamente punido, servindo de exemplo para que ações desse gênero não sejam seguidas.

Outro lado

No início da sindicância, Harada, entretanto, entregou à prefeitura os documentos que detinha em sua posse e alegou tê-los retirado para que não houvessem danos, já que no local de arquivo haveria problemas de goteira. Ainda de acordo com ele, nenhuma outra pessoa soube do ocorrido.

A população ainda segue sem saber os detalhes de uma investigação sigilosa da Polícia Federal na qual um dos possíveis investigados também era Willian Harada. A imprensa, mais uma vez, não divulgou este fato, embora seja de elevada importância.

Por Leandro de Jesus

agradecimento ao Luis por explicações de legislação

15 fevereiro, 2009

DINHEIRO PÚBLICO

Quanto de dinheiro público será investido numa mesma obra? Essa é a pergunta que alguns munícipes atentos devem estar se fazendo. Nos últimos dias, a prefeitura de Poá contratou uma empresa para realizar nova intervenção no largo que inicia as avenidas 26 de Março e Prefeito Jorge Francisco Correa Allen.

Nos últimos anos, essa é a terceira obra no local. A gestão do prefeito Roberto Marques restaurou o local. Um tempo depois, após a retirada do caixa eletrônico do Banco do Brasil, que por sinal deixou o espaço destruído e as custas ficaram para a prefeitura, houve nova obra, regularizando os buracos e retirando diversas pedras. Semana passada, no entanto, a prefeitura realiza nova obra, desta vez a modificação é para permitir parada de ônibus sem que o trânsito de carros fique travado.

Ressalta-se que na última grande obra ali realizada pelo Roberto Marques, o resultado foi desastroso para o escoamento de águas. Basta ir no local em dias de chuvas para que as pessoas recebam águas até o joelho por causa de enchentes.

Por que se investe em tão pouco tempo tanto dinheiro público em um mesmo local? Será que não há obras mais importantes para serem realizadas? Que a administração pública poaense nos responda.

por Leandro de Jesus

05 fevereiro, 2009

TESTINHA QUEBRA PROMESSA DE CAMPANHA

Desde o primeiro dia de mandato, Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), descumpre uma de suas mais celebradas promessas: a não contratação de parentes na prefeitura. Para diversos cargos foram nomeados parentes dele, de secretários ou de vereadores.

Veja o quadro:

Secretária de Assuntos Jurídicos - Erivânia Rosa Andrade El Kadri - esposa do secretário de governo

Secretária da Mulher - Simony Borzani Sanchez Massa - esposa do vereador Ricardo Massa

Chefe de gabinete do prefeito - Geraldo Pereira de Oliveira – primo do prefeito

Secretária da Promoção Social - Márcia Bin de Sousa - esposa do prefeito

Secretaria de Indústria – Adriana Borges - filha do vice-prefeito.

Além dessas nomeações, não cumpriu também sua promessa de ter um secretariado todo técnico, pois se observa, claramente, orientação política em algumas funções. Vide o cargo de Teresinha do Nascimento, em Esportes, entre outros.

Decepciona também o critério utilizado para selecionar os secretários. No jornal Diário do Alto Tietê de 02/01/2009, o modo de escolha foi descrito: “ Aos 52 anos, Oliveira não é filiado a nenhum partido e foi escolhido por Testinha pela sua proximidade familiar. Nossas avós eram irmãs. Somos primos em quarto grau´, atestou.

É com decepção que muitos cidadãos viram essa situação acontecer, já que havia esperança de mudança. Lembra-se que o governo anterior era permeado por parentes em cargos públicos. Testinha criticava Roberto Marques (PTB), mas age da mesma forma.

Por mais que um parente seja técnico qualificado de uma área, como aparentam alguns dos novos secretários, cheira muito mal nomeá-los, cheira ser anti-ético, beira ao impessoalismo, atitude abominada pela constituição federal.

É preferível nomear outras pessoas qualificadas a parentes, para evitar esses dissabores. Mas, pelo visto, Testinha não se preocupa com isso.

Por Leandro de Jesus

27 janeiro, 2009

IMPRENSA MARROM

O que acontece com o Jornal Diário do Alto Tietê? No fim de 2008, eram só elogios para a forma de administração do prefeito Roberto Marques (PTB) e para o desenvolvimento que ele teria levado para Poá.

No início de 2009, no entanto, com as constatações realizadas pela nova equipe de governo, este jornal iniciou uma série de críticas ao ex-prefeito. Os editores nem se quer tiveram o respeito com o leitor de dizer que estavam equivocados.

Este tipo de atitude mostra uma séria falta de compromisso com a informação e de incoerência editorial. Para citar apenas um exemplo, no editorial de 23/01/09, ao falar do fechamento da maternidade municipal, chamou a administração anterior de "doente" e de que Testinha teria herdado "abacaxis" de seu antecessor.

Veja, contudo, o que foi publicado em 30/09/2008: "No caso concreto, temos bons governos de Marcelo Candido (PT), em Suzano; Armando da Farmácia (PR), em Itaquá; ROBERTO MARQUES (PTB), em Poá; Jorge Abissamra (PSB), em Ferraz. A continuidade dos referidos prefeitos serão importantes para que o rumo de desenvolvimento econômico e social prossiga, sem interrupção, tampouco turbulências."

Salienta-se que a visão positiva do governo de Marques não foi apontada somente em textos de opinião, como o de cima, mas também em diversas reportagens. Essa situação demonstra o quão descompromissado é o DAT. Não segue as premissas jornalísticas que tantos manuais pregam. Bastaria publicar uma errata sobre suas opiniões equivocadas, mas pelo visto, para o jornal, os leitores não merecem este tipo de atitude.

O espaço público só perde com imprensa deste gênero. Lamentável.

Por Julyana Ferri

24 janeiro, 2009

ANO NOVO, NOTÍCIA VELHA

Felizmente, terminou o mandato de Roberto Marques (PTB) e findou-se sua ineficaz política. O ano é novo, mas as notícias em Poá são como as velhas. Infelizmente, não é com espanto que se recebe a notícia da interdição da maternidade e paralisação de exames laboratoriais. As ações da gestão Roberto Marques para a saúde já demonstravam o descaso para com a qualidade do serviço público que este político e sua equipe tinham.

Diversas vezes denunciamos aqui os problemas pelos quais passavam um setor tão importante para a vida dos cidadãos (vide links abaixo). A falta de vontade política, a ineficiência administrativa, atitudes anti-éticas, desumanas, entre outros adjetivos, foram imperativos no governo que se encerra.

A atual secretária de saúde, Cristiane da Silveira Souza, só confirmou o que todos os que visitam o Pronto-Socorro já sabiam: a falta de estrutura para atender decentemente. Além disso, o Programa Saúde da Família (PSF) está desestruturado; falta medicamentos nos postos de saúde; exames laboratoriais não estavam sendo feitos; funcionários sem receber salários em dia e; a FAEP – empresa administradora da maternidade – está desacreditada.

Francisco Pereira de Souza, o Testinha, acertou em não renovar o contrato com a FAEP. Desde o início de sua atuação em Poá, os munícipes comprovaram a incompetência dela para gerir a saúde da cidade. Além disso, a empresa sofre também severas críticas nas cidades da região nas quais prestou serviços.

Resta-nos agora torcer para que no ano de 2009 tenhamos muita saúde e precisemos menos do serviço público, pois da forma como está, sofreríamos mais ainda. Torcemos para que Testinha mais acerte que erre nesta área, pois ela é essencial. E acima de tudo, lembremo-nos de que Roberto Marques, Fernando Felipe e toda sua equipe, aliados aos olhos vendados dos vereadores, não trabalharam para o povo, mas contra ele. Não deixarão saudades.

FELIZ 2009!!!


http://poa-sp.blogspot.com/2008/05/maternidades.html

http://poa-sp.blogspot.com/2008/02/reflexes-sobre-sade-de-po.html

http://poa-sp.blogspot.com/2007/10/faep.html

Por Leandro de Jesus

09 outubro, 2008

ELEITO

Por Saulo Souza

Acabou. Testinha é o novo prefeito de Poá. Também, parcial renovação na Câmara aconteceu. Uma coisa é certa, a maioria está cansada das mesmas caras na política. Mas enfim, confesso, não é possível prever o futuro, a não ser que o futuro seja a continuação regular e periódica do presente, e isso é trágico. Mas se o futuro traz algo de surpreendente e novo, sobre ele nada podemos afirmar e nem conhecer qualquer coisa que tenha sentido. É um desafio. Um projeto em construção. Que bom! Prefiro estar nesta segunda situação. Mesmo sem saber bem ao certo como será o futuro da nossa cidade, sigo esperançoso. Agora, acho que o Testinha deixou um grande exemplo de grandiosidade, não falo nem da sua postura política, mas da sua postura como homem e pessoa humana, afinal, a verdadeira medida dele não foi confirmada pelo seu comportamento nos momentos de conforto e conveniência, mas como ele se manteve nos tempos de controvérsia e desafio. Felicidades ao novo prefeito! Ah! A lei natural continua válida: Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo.
PREFEITO

1. TESTINHA PDT 20.143 VOTOS 32,00%
2. EDUARDÃO DEM 19.692 VOTOS 31,29%
3. ROBERTO MARQUES PTB 19.430 VOTOS 30,87%
4. DORALICIO MONTEIRO PT 2.344 VOTOS 3,72%
5. PANÃO PSDB 740 VOTOS 1,18%
6. PROFESSOR CARLOS DATOVO PSOL 592 VOTOS 0,94%
NOVA CÂMARA

PV
JUNIOR DA LOCADORA
LAURISTON

PRB
AUGUSTO DE JESUS
DENEVAL DIAS- MÁNA
PP
RICARDO MASSA

PDT
HUMBERTO DIRETOR
MARQUINHO DA INDAIA

DEM
EDISON RODRIGUES
MARIO SUMIRÊ
PTB
AZUIR
WELINTON LOPES

27 setembro, 2008

DEBATE ELEITORAL

Por Saulo Souza


O Debate Eleitoral realizado por excelente iniciativa da OAB/ACIP POÁ entre prefeituráveis na nossa cidade foi fraco, muito fraco e pobre de idéias. Em debates como esse, apresentar idéias e projetos é importante, mas isso só é possível se o candidato ter desenvoltura para se comunicar. Infelizmente encontrei por lá candidatos despreparados que não conseguiram articular suas respostas em todas as oportunidades que teve, um ou outro salvaram-se.
Sei que devo levar em consideração que situações de ansiedade como essas são naturais em momentos de avaliação, por isso é normal a tendência de baixa produtividade em termos gerais, por outro lado, acredito que capacidade de contornar momentos de pressão é uma das características de uma boa figura pública.
Enfim, saí triste e resignado. O Debate foi péssimo. Se encontros entre pessoas que se dizem preparadas para assumir um cargo público de relevada importância para a população, mesmo tendo opiniões opostas, continuarem não acrescentando nada à cidade, pouca esperança podemos ter de que o nosso futuro possa ser melhor do que tem sido até agora.

Como foi o Debate?

O Debate teve seis blocos. No primeiro, cada candidato falou sobre um tema sorteado. No segundo, fizeram perguntas entre si. No terceiro, seguiram para nova rodada de questões e, no quarto bloco, foi a vez dos jornalistas perguntarem. No quinto, tiveram dois minutos para responder: "Como Poá será entregue em 2012, caso o senhor seja eleito?".

13 setembro, 2008

CURRAL ELEITORAL

Por Leandro de Jesus

Poá, no início deste mês, viveu cenas de entristecer qualquer cidadão que acredita numa eleição civilizada e democrática. Um candidato a vereador pelo PT sofreu uma tentativa grave de agressão enquanto fazia campanha, no centro da cidade.

O candidato, conhecido por sua forma de atuação e de oratória, discursava na praça defronte a comunidade Santo Antonio. Seu discurso, no entanto, incomoda muita gente, principalmente pessoas da atual administração da cidade.

Tudo seria natural se algumas pessoas de Poá não achassem que ainda vivem sob um regime ditatorial ou não tivessem ainda enraizado em suas concepções as formas “coronelísticas” de seus antepassados políticos.

Numa cidade ideal, as proposições e oposições são benéficas para fiscalização e cumprimento do dever público. Mas em Poá, isso parece ser demonizado. O candidato foi brutalmente ameaçado por 4 homens, os quais estariam a mando do Secretário de Comunicação Fernando Felipe, segundo a acusação registrada na delegacia. O postulante adentrou a um comércio para evitar a agressão e promover uma batalha entre militantes em pleno centro da Estância.

Novamente, numa situação ideal, se as acusações ou críticas forem falsas, a justiça serve para resolver este tipo de problema. Mas a brutalidade, o arcaísmo, a falta de civilidade prevalecem.

Estas eleições em Poá poderiam ser mais uma tentativa de os cidadãos elegeram seus representantes de forma democrática, mediante análises de projetos e históricos. O fim do túnel, contudo, sinaliza que será dos mais negativos. A compra de votos provavelmente será decisiva e o caso citado acima e outros que estão ocorrendo comprovam que a cidade está assim como o Rio de Janeiro sob um curral eleitoral, onde o estado paralelo tentar intimidar e se perpetuar no poder.

08 setembro, 2008

FLAGRAS
















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