15 fevereiro, 2009

DINHEIRO PÚBLICO

Quanto de dinheiro público será investido numa mesma obra? Essa é a pergunta que alguns munícipes atentos devem estar se fazendo. Nos últimos dias, a prefeitura de Poá contratou uma empresa para realizar nova intervenção no largo que inicia as avenidas 26 de Março e Prefeito Jorge Francisco Correa Allen.

Nos últimos anos, essa é a terceira obra no local. A gestão do prefeito Roberto Marques restaurou o local. Um tempo depois, após a retirada do caixa eletrônico do Banco do Brasil, que por sinal deixou o espaço destruído e as custas ficaram para a prefeitura, houve nova obra, regularizando os buracos e retirando diversas pedras. Semana passada, no entanto, a prefeitura realiza nova obra, desta vez a modificação é para permitir parada de ônibus sem que o trânsito de carros fique travado.

Ressalta-se que na última grande obra ali realizada pelo Roberto Marques, o resultado foi desastroso para o escoamento de águas. Basta ir no local em dias de chuvas para que as pessoas recebam águas até o joelho por causa de enchentes.

Por que se investe em tão pouco tempo tanto dinheiro público em um mesmo local? Será que não há obras mais importantes para serem realizadas? Que a administração pública poaense nos responda.

por Leandro de Jesus

05 fevereiro, 2009

TESTINHA QUEBRA PROMESSA DE CAMPANHA

Desde o primeiro dia de mandato, Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), descumpre uma de suas mais celebradas promessas: a não contratação de parentes na prefeitura. Para diversos cargos foram nomeados parentes dele, de secretários ou de vereadores.

Veja o quadro:

Secretária de Assuntos Jurídicos - Erivânia Rosa Andrade El Kadri - esposa do secretário de governo

Secretária da Mulher - Simony Borzani Sanchez Massa - esposa do vereador Ricardo Massa

Chefe de gabinete do prefeito - Geraldo Pereira de Oliveira – primo do prefeito

Secretária da Promoção Social - Márcia Bin de Sousa - esposa do prefeito

Secretaria de Indústria – Adriana Borges - filha do vice-prefeito.

Além dessas nomeações, não cumpriu também sua promessa de ter um secretariado todo técnico, pois se observa, claramente, orientação política em algumas funções. Vide o cargo de Teresinha do Nascimento, em Esportes, entre outros.

Decepciona também o critério utilizado para selecionar os secretários. No jornal Diário do Alto Tietê de 02/01/2009, o modo de escolha foi descrito: “ Aos 52 anos, Oliveira não é filiado a nenhum partido e foi escolhido por Testinha pela sua proximidade familiar. Nossas avós eram irmãs. Somos primos em quarto grau´, atestou.

É com decepção que muitos cidadãos viram essa situação acontecer, já que havia esperança de mudança. Lembra-se que o governo anterior era permeado por parentes em cargos públicos. Testinha criticava Roberto Marques (PTB), mas age da mesma forma.

Por mais que um parente seja técnico qualificado de uma área, como aparentam alguns dos novos secretários, cheira muito mal nomeá-los, cheira ser anti-ético, beira ao impessoalismo, atitude abominada pela constituição federal.

É preferível nomear outras pessoas qualificadas a parentes, para evitar esses dissabores. Mas, pelo visto, Testinha não se preocupa com isso.

Por Leandro de Jesus

27 janeiro, 2009

IMPRENSA MARROM

O que acontece com o Jornal Diário do Alto Tietê? No fim de 2008, eram só elogios para a forma de administração do prefeito Roberto Marques (PTB) e para o desenvolvimento que ele teria levado para Poá.

No início de 2009, no entanto, com as constatações realizadas pela nova equipe de governo, este jornal iniciou uma série de críticas ao ex-prefeito. Os editores nem se quer tiveram o respeito com o leitor de dizer que estavam equivocados.

Este tipo de atitude mostra uma séria falta de compromisso com a informação e de incoerência editorial. Para citar apenas um exemplo, no editorial de 23/01/09, ao falar do fechamento da maternidade municipal, chamou a administração anterior de "doente" e de que Testinha teria herdado "abacaxis" de seu antecessor.

Veja, contudo, o que foi publicado em 30/09/2008: "No caso concreto, temos bons governos de Marcelo Candido (PT), em Suzano; Armando da Farmácia (PR), em Itaquá; ROBERTO MARQUES (PTB), em Poá; Jorge Abissamra (PSB), em Ferraz. A continuidade dos referidos prefeitos serão importantes para que o rumo de desenvolvimento econômico e social prossiga, sem interrupção, tampouco turbulências."

Salienta-se que a visão positiva do governo de Marques não foi apontada somente em textos de opinião, como o de cima, mas também em diversas reportagens. Essa situação demonstra o quão descompromissado é o DAT. Não segue as premissas jornalísticas que tantos manuais pregam. Bastaria publicar uma errata sobre suas opiniões equivocadas, mas pelo visto, para o jornal, os leitores não merecem este tipo de atitude.

O espaço público só perde com imprensa deste gênero. Lamentável.

Por Julyana Ferri

24 janeiro, 2009

ANO NOVO, NOTÍCIA VELHA

Felizmente, terminou o mandato de Roberto Marques (PTB) e findou-se sua ineficaz política. O ano é novo, mas as notícias em Poá são como as velhas. Infelizmente, não é com espanto que se recebe a notícia da interdição da maternidade e paralisação de exames laboratoriais. As ações da gestão Roberto Marques para a saúde já demonstravam o descaso para com a qualidade do serviço público que este político e sua equipe tinham.

Diversas vezes denunciamos aqui os problemas pelos quais passavam um setor tão importante para a vida dos cidadãos (vide links abaixo). A falta de vontade política, a ineficiência administrativa, atitudes anti-éticas, desumanas, entre outros adjetivos, foram imperativos no governo que se encerra.

A atual secretária de saúde, Cristiane da Silveira Souza, só confirmou o que todos os que visitam o Pronto-Socorro já sabiam: a falta de estrutura para atender decentemente. Além disso, o Programa Saúde da Família (PSF) está desestruturado; falta medicamentos nos postos de saúde; exames laboratoriais não estavam sendo feitos; funcionários sem receber salários em dia e; a FAEP – empresa administradora da maternidade – está desacreditada.

Francisco Pereira de Souza, o Testinha, acertou em não renovar o contrato com a FAEP. Desde o início de sua atuação em Poá, os munícipes comprovaram a incompetência dela para gerir a saúde da cidade. Além disso, a empresa sofre também severas críticas nas cidades da região nas quais prestou serviços.

Resta-nos agora torcer para que no ano de 2009 tenhamos muita saúde e precisemos menos do serviço público, pois da forma como está, sofreríamos mais ainda. Torcemos para que Testinha mais acerte que erre nesta área, pois ela é essencial. E acima de tudo, lembremo-nos de que Roberto Marques, Fernando Felipe e toda sua equipe, aliados aos olhos vendados dos vereadores, não trabalharam para o povo, mas contra ele. Não deixarão saudades.

FELIZ 2009!!!


http://poa-sp.blogspot.com/2008/05/maternidades.html

http://poa-sp.blogspot.com/2008/02/reflexes-sobre-sade-de-po.html

http://poa-sp.blogspot.com/2007/10/faep.html

Por Leandro de Jesus

09 outubro, 2008

ELEITO

Por Saulo Souza

Acabou. Testinha é o novo prefeito de Poá. Também, parcial renovação na Câmara aconteceu. Uma coisa é certa, a maioria está cansada das mesmas caras na política. Mas enfim, confesso, não é possível prever o futuro, a não ser que o futuro seja a continuação regular e periódica do presente, e isso é trágico. Mas se o futuro traz algo de surpreendente e novo, sobre ele nada podemos afirmar e nem conhecer qualquer coisa que tenha sentido. É um desafio. Um projeto em construção. Que bom! Prefiro estar nesta segunda situação. Mesmo sem saber bem ao certo como será o futuro da nossa cidade, sigo esperançoso. Agora, acho que o Testinha deixou um grande exemplo de grandiosidade, não falo nem da sua postura política, mas da sua postura como homem e pessoa humana, afinal, a verdadeira medida dele não foi confirmada pelo seu comportamento nos momentos de conforto e conveniência, mas como ele se manteve nos tempos de controvérsia e desafio. Felicidades ao novo prefeito! Ah! A lei natural continua válida: Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo.
PREFEITO

1. TESTINHA PDT 20.143 VOTOS 32,00%
2. EDUARDÃO DEM 19.692 VOTOS 31,29%
3. ROBERTO MARQUES PTB 19.430 VOTOS 30,87%
4. DORALICIO MONTEIRO PT 2.344 VOTOS 3,72%
5. PANÃO PSDB 740 VOTOS 1,18%
6. PROFESSOR CARLOS DATOVO PSOL 592 VOTOS 0,94%
NOVA CÂMARA

PV
JUNIOR DA LOCADORA
LAURISTON

PRB
AUGUSTO DE JESUS
DENEVAL DIAS- MÁNA
PP
RICARDO MASSA

PDT
HUMBERTO DIRETOR
MARQUINHO DA INDAIA

DEM
EDISON RODRIGUES
MARIO SUMIRÊ
PTB
AZUIR
WELINTON LOPES

27 setembro, 2008

DEBATE ELEITORAL

Por Saulo Souza


O Debate Eleitoral realizado por excelente iniciativa da OAB/ACIP POÁ entre prefeituráveis na nossa cidade foi fraco, muito fraco e pobre de idéias. Em debates como esse, apresentar idéias e projetos é importante, mas isso só é possível se o candidato ter desenvoltura para se comunicar. Infelizmente encontrei por lá candidatos despreparados que não conseguiram articular suas respostas em todas as oportunidades que teve, um ou outro salvaram-se.
Sei que devo levar em consideração que situações de ansiedade como essas são naturais em momentos de avaliação, por isso é normal a tendência de baixa produtividade em termos gerais, por outro lado, acredito que capacidade de contornar momentos de pressão é uma das características de uma boa figura pública.
Enfim, saí triste e resignado. O Debate foi péssimo. Se encontros entre pessoas que se dizem preparadas para assumir um cargo público de relevada importância para a população, mesmo tendo opiniões opostas, continuarem não acrescentando nada à cidade, pouca esperança podemos ter de que o nosso futuro possa ser melhor do que tem sido até agora.

Como foi o Debate?

O Debate teve seis blocos. No primeiro, cada candidato falou sobre um tema sorteado. No segundo, fizeram perguntas entre si. No terceiro, seguiram para nova rodada de questões e, no quarto bloco, foi a vez dos jornalistas perguntarem. No quinto, tiveram dois minutos para responder: "Como Poá será entregue em 2012, caso o senhor seja eleito?".

13 setembro, 2008

CURRAL ELEITORAL

Por Leandro de Jesus

Poá, no início deste mês, viveu cenas de entristecer qualquer cidadão que acredita numa eleição civilizada e democrática. Um candidato a vereador pelo PT sofreu uma tentativa grave de agressão enquanto fazia campanha, no centro da cidade.

O candidato, conhecido por sua forma de atuação e de oratória, discursava na praça defronte a comunidade Santo Antonio. Seu discurso, no entanto, incomoda muita gente, principalmente pessoas da atual administração da cidade.

Tudo seria natural se algumas pessoas de Poá não achassem que ainda vivem sob um regime ditatorial ou não tivessem ainda enraizado em suas concepções as formas “coronelísticas” de seus antepassados políticos.

Numa cidade ideal, as proposições e oposições são benéficas para fiscalização e cumprimento do dever público. Mas em Poá, isso parece ser demonizado. O candidato foi brutalmente ameaçado por 4 homens, os quais estariam a mando do Secretário de Comunicação Fernando Felipe, segundo a acusação registrada na delegacia. O postulante adentrou a um comércio para evitar a agressão e promover uma batalha entre militantes em pleno centro da Estância.

Novamente, numa situação ideal, se as acusações ou críticas forem falsas, a justiça serve para resolver este tipo de problema. Mas a brutalidade, o arcaísmo, a falta de civilidade prevalecem.

Estas eleições em Poá poderiam ser mais uma tentativa de os cidadãos elegeram seus representantes de forma democrática, mediante análises de projetos e históricos. O fim do túnel, contudo, sinaliza que será dos mais negativos. A compra de votos provavelmente será decisiva e o caso citado acima e outros que estão ocorrendo comprovam que a cidade está assim como o Rio de Janeiro sob um curral eleitoral, onde o estado paralelo tentar intimidar e se perpetuar no poder.

08 setembro, 2008

FLAGRAS
















28 agosto, 2008

BEINJING


Fraca. Não existe outra palavra para resumir como foi a nossa participação nos Jogos Olímpicos de 2008. A delegação brasileira, a maior que o país já levou às Olimpíadas, com mais de 200 atletas, desembarcou de Pequim com apenas TRÊS medalhas de ouro. O fraco desempenho da equipe frustrou boa parte dos torcedores brasileiros, entretanto revelou o quão comprometidos com o esporte estão os políticos de todo o país.

Em Poá, por exemplo, podemos ver o único ginásio da cidade totalmente abandonado, as garotas da ginástica sem lugar adequado para treinos, os meninos do basquete mantendo-se com recursos próprios, ausência de professores de educação física nas escolas e de um lugar decente para que os alunos possam ter iniciação esportiva - o Centro de Esportes não sai dos planos dos prefeituráveis há anos.

Meu desejo é que no lugar de criarmos milhões de piadas com o sumiço da vara, da queda de bunda do nosso ginasta, ou com a quantidade ouro que ganhamos, deveríamos gastar essa energia para cobrar dos nossos políticos o que eles fazem com o nosso esporte.
Por Saulo Souza

23 agosto, 2008

Candidato x Tomate

Sabe, às vezes fico pensando se não seriam as donas de casa as melhores professoras para nos ensinar a escolher.

Vejamos por exemplo quando elas estão fazendo feira, aquelas feiras da semana, elas olham, manuseiam os produtos, vão a todas as barracas, negociam, pechincham, falam umas com as outras e trocam informações, reclamam do produto da feira anterior e voltam para casa com o que escolheram. Nada lhes foi imposto, se não gostam, não compram, se o produto não é bom, encalha, se está estragado, tem outro destino.

Ora, se escolha funciona para feira, deve funcionar também para eleição dos nossos representantes, ou será que um tomate vale mais que um vereador?! Escolhamos candidatos cuja qualidade seja explícita e inquestionável, ou então levemos para casa o produto estragado e degustemo-lo por quatro longos anos, dia-a-dia. Ah, e não adianta reclamar porque a próxima feira será só daqui a quatro anos.


Pois bem, vou sugerir quatro critérios para escolha de um candidato. Baseio-me nos critérios de excelência.

1 - Liderança - O candidato tem história comprovando de onde veio, o que fez, qual foi o resultado que alcançou, e como tem se envolvido com os aspectos públicos. Traz na sua imagem o respeito e a confiança, o comportamento ético, a participação no coletivo, o desenvolvimento de pessoas e liderança de grupos legalmente constituídos por gente honesta. Participa da análise crítica do desempenho global da cidade e colabora para melhoria deste desempenho.

2 - Responsabilidade - O candidato tem se apresentado responsavelmente na abordagem dos temas potenciais sobre sociedade, educação, trabalho, meio-ambiente, desenvolvimento urbano, formação profissional, segurança, qualidade de vida, saúde etc.

3 - Competência estratégica - O candidato está capacitado para descrever, discutir, formular e avaliar as necessidades atuais e futuras dos municípios diante do cenário cruel da globalização. Sabe buscar novas oportunidades para a cidade, avaliando a relação custo-benefício para os riscos financeiros, mercadológicos, tecnológicos, políticos e sociais.

4 - Foco no povo - O candidato está preparado para examinar como a prefeitura identifica, entende e se antecipa às necessidades do povo em relação à saúde, transporte, educação, formação moral e cívica, infra-estrutura, meio ambiente entre outros.

Outros critérios podem se somar aos citados, basta um pouco de criatividade e raciocínio crítico como por exemplo: de onde vem o dinheiro da campanha, ou a que grupo o candidato está ligado, em que seu nome já esteve envolvido que o desabona, ou "diga-me com quem andas e lhe direi quem és" e assim por diante.

Bem, votar na qualidade é votar com critérios, ou então fiquemos só com os tomates.
Por Saulo Souza

31 julho, 2008

PREFEITURÁVEIS


ORQUESTRA DA CIDADANIA

Por Saulo Souza

Eu sou músico violinista e durante bons anos ministrei aulas e trabalhei voluntariamente com Orquestra. Ouvi-lá, todos sabem, sempre é encantador. É lindo ver todos os instrumentos, cada um com sua função, atuando no seu devido tempo e uma linda sinfonia se fazendo ao som de cada um deles!

Eu e você também fazemos parte de uma grande orquestra, a ORQUESTRA DA CIDADANIA. Temos responsabilidade de executar cada ação na vida com o máximo de destreza possível. Trabalhando sempre pela justiça, pela paz, pelo amor e pelas pessoas.

Vivemos as ELEIÇÕES. Não podemos ficar omissos, fazer de conta que nada está acontecendo e esperar que as coisas aconteçam por acaso. Temos nas nossas mãos o instrumento chamado VOTO. Usando-o bem teremos uma cidade encantadora; usando-o mal, deixaremos tudo como está. Que através do nosso voto, uma bela sinfonia possa soar nos cantos mais distantes da nossa cidade.

Corrida Eleitoral

Por Leandro de Jesus

Mais uma eleição se aproxima. Mais estômago precisamos ter para engolir as safadezas, picaretagens, dissimulações, cinismos e gastos do dinheiro público.

A cidade de Poá já vive diariamente com os carros de som, os quais tocam os “jingles” de candidatos. Mal estes sabem o quanto irritante são as músicas e o volume delas. Pensemos além disso, quanto é necessário para pagar todos os gastos com a campanha. Parece que tem um candidato com 4 comitês eleitorais; este e seu concorrente direto tem espalhados na cidade dezenas de carros de som. Tem um desfilando trio elétrico. Adesivos, banner, placas também são materiais já espalhados.
Quanto será o gasto de tudo isso? Será que o salário de um eleito cobre tudo o que ele gastou ou ele buscará outros meios para arcar a dívida? Ah, um candidato a vereador gastou muito dinheiro em calendários, adesivos, festas e “outdoor”. Como ele reaverá todo este gasto. Ah, dúvidas que pairam sobre nossa cabeça.

Os partidos em Poá continuam dando mostra da falta de estrutura ideológica existente entre seus membros. Isso é possível de ser ver através das coligações. Pedro Fernandes, do PMDB, que estava até este ano no governo, vai defender o candidato do DEM, Eduardão, que lançou Marques e Allen em 1996. O PPS, do Marcos da Gráfica, que trabalhou todo o mandato ao lado do PTB, vai jogar no time do PDT, opositor do governo. O PV era base de apoio, agora está na oposição. O PSDB tem gente no governo e lançará candidato. O PT também era base e lançará candidato. Vê-se que a mudança de lado ocorre pela conveniência e não por projetos ou ideologia partidária. Perde-se, assim, o eleitor, a cidade

Nestas eleições, porém, gostaria de não pensar nisso para não me dar mais enjôo. Gostaria de achar uma lâmpada mágica e ver meus desejos realizados. Aí seguem:

- Que em Poá as pessoas não vendam seu voto;

- Que em Poá as pessoas vejam que a beleza de um único local esconde as mazelas da periferia;

- Que a imprensa realmente cumprisse seu papel de informar e não lesar o eleitor;

- Que a justiça cumpra com seu dever julgando corretamente as denúncias;

- Que os atuais eleitos, irresponsáveis, inúteis e medíocres, fossem substituídos por gente séria e competente;

- Que os que agem sob corrupção sejam banidos de nossa política;

- Que não haja caixa 2 nas finanças dos partidos;

- Que os melhores candidatos consigam espaço para se promoverem junto ao eleitor;

Bom, enquanto não acho essa lâmpada, tentarei informar aos amigos e vizinhos as barbaridades que muitos políticos fazem e dizer para não votar neles.
Por Leandro de Jesus

OBRAS ESCANDALOSAS: MEIO AMBIENTE EM PERIGO!

Na cidade de Poá, o prefeitura dá claras mostras de não se preocupar com o meio ambiente. Em todo o seu mandato, Roberto Marques, com a pretensa intenção de reformar praças ou restaurar espaços públicos, arrancou árvores e permitiu a destruição do verde. Esse blog já discutiu o tema, mas volta a ele já que é insaciável a vontade degradadora desse governante.

O exemplo mais atual são as “reformas” das praças Expedicionários e Atílio Santarelli. Será que vale a pena reformar quando se tem de fazer um estrago deste tamanho? Crê-se que o prefeito se vale do pensamento de que o importante é a beleza, independentemente dos meios utilizados para chegar a ela. Cortaram 12 árvores apenas na praça Expedicionários, com o objetivo de facilitar o trânsito de pessoas e melhorar a iluminação. Seria mais inteligente deslocar as barracas de mercadoria do meio da praça para outro local. A prefeitura piorou, degradou o espaço público, e agora quer arrumar através de meios absurdos.

O primeiro ponto a se questionar é se há a necessidade deste tipo de intervenção. Pelo estrago, com certeza não. Segundo, o dinheiro utilizado para reformar estas e outras praças na cidade (Vila Júlia e Pereta) advém da verba disponibilizada pelo DADE – Departamento Estadual de Apoio às Estâncias. O valor direcionado ao município deveria ser investido em recursos turísticos, já que o DADE é para incentivar este setor. Tecnicamente, observa-se que essas praças não têm valor turístico algum, portanto, é direcionamento indevido de verba.

Outras ações de afronta ao verde já foram aqui denunciadas. Praça da Bíblia; construção da avenida atrás da praça dos eventos; avenida 9 de Julho; cruzamento defronte ao túnel – lado sul; rodovia Padre Eustáquio. São medidas que atacam árvores e impermeabilizam o solo, provocando mortes de animais e enchentes.

Não se quer aqui fazer um discurso de eco-chato, mas pretende-se alertar à população que num momento de atenção para com o meio-ambiente, os representantes do povo, em Poá, estão fazendo ataques direto à natureza. Não adianta dizer que haverá recompensa, o estrago já está feito. A vida ecológica ali existente já está destruída. Independente de pareceres técnicos, é imoral cimentar locais onde prevalecia o verde apenas para destacar obras em ano de eleição.

São práticas que mostram o descompromisso com a qualidade de vida, com o respeito ao meio ambiente, com a garantia de um futuro melhor para as novas gerações. O povo de Poá tem obrigação de cobrar o prefeito por estas imoralidades.
Por Leandro de Jesus

21 julho, 2008

Senhor Candidato a Prefeito de Poá

Senhor Candidato a Prefeito de Poá

Na hora de elaborar suas propostas para a prefeitura,
não se esqueça de algo fundamental:
os maiores problemas de Poá não são só a saúde,
o nepotismo, a educação.
Temos também como grande problema em nossa cidade
a promessa falsa, o discurso vazio, o blábláblá.

A promessa cria esperança.
Quando não se concretiza, ela gera decepção.
E é esse o sentimento que mais afasta as pessoas da política.
Você, como político, é o maior responsável
por evitar esse distanciamento.

Se um texto como este não for suficiente para convencê-lo
a pensar melhor suas propostas, lembre-se que “promessa não cumprida”
é apenas uma maneira mais branda de dizer “mentira”.

Este blog estará atento.
E, se isso ainda for pouco, quem mais importa
em uma eleição também: o eleitor. Ele também estará atento,
porque o que queremos, nesta eleição, são propostas coerentes,
que possam ser concretizadas. E não conversa fiada.


Por Saulo Souza

08 julho, 2008

CARTA

Sabe, o DESCASO é o grande mal da Câmara de Vereadores da nossa cidade, o mal dos males, a origem de todas as infelicidades sociais do município, a fonte de todo descrédito, é a miséria suprema da nossa estância, o que impede o crescimento da cidade. Assim, a injustiça, acaba por desanimar o trabalho, a honestidade, o bem; desanima o espírito do jovem, semeia no coração dos poaenses que vêm nascendo e das novas famílias que chegam por aqui a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar e a não ter esperança em nada senão na lua, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte. Ela, a injustiça, promove a desonestidade, promove a corrupção, promove a devassidão, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas. De tanto ver triunfar as pessoas que não tem mérito nenhum, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer os políticos amantes de si mesmo, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o poaense chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a abandonar os livros, a ter vergonha de ser honesto. Esse foi o triste legado da maioria dos vereadores poaenses nos últimos anos. Enfim, estamos novamente diante das eleições. Que nosso voto construa uma cidade onde a Câmara seja uma sentinela vigilante, de cuja coerência todos reconheça e que, acesa no alto guarde a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça, do valor à pessoa humana e da moralidade.
Por Saulo Souza

Clique e confira as promoções