25 fevereiro, 2008

Reflexões sobre a saúde de Poá


Em entrevista ao jornal Novo Milênio, o Secretário de Saúde de Poá, Murilo Mendes, confirma falta de materiais, manutenção e de funcionários para a pasta. Ao se fazer uma análise mais ampla, vê-se que a prefeitura prefere gastar em festas a investir na saúde do município.

Na publicação de 23/02, Mendes confirmou à reportagem do jornal a falta de verba para consertar a máquina de Raio-X e de aparelho oftalmológico, orçado em R$ 10 mil. Quanto a outros problemas, a desculpa é que também acontecem ou em outras secretarias ou em outras cidades. Como se fosse válida essa desculpa.

Além disso, confirmou que a alternativa da prefeitura para falta de contratação de escriturários é a exploração dos jovens que são contratados pela JUCIP. Esses adolescentes são colocados em práticas complexas que deveriam ser exercidas por funcionários concursados. Mendes informa ainda faltar auxiliares de enfermagem.

O discurso do secretário, então, deve ser desvendado. O prefeito Roberto Marques não disponibiliza dinheiro para consertar as máquinas, para a contratação de funcionários e nem para pagamento de melhores salários, os quais incentivariam funcionários melhores qualificados.

Marques, no entanto, disponibilizou R$ 100 mi, segundo a imprensa, para a decoração natalina da Praça da Bíblia. Disponibiliza em torno de R$ 1500 para cada edição do jornal Notícias de Poá. Disponibiliza alta quantia para trazer a dupla Zezé di Camargo e Luciano. Em pesquisa na Internet, seu show é por volta de R$ 80 mil. Disponibiliza verba para diversos cargos comissionados. O prefeito abriu desnecessariamente mais 3 secretarias, cujos gastos devem ser altos.

Vê-se, assim, a preferência do prefeito Roberto Marques por gastos supérfluos e a área da saúde, tão importante para a população carente da cidade, vive com o resto que sobra, para tentar cuidar de 110 mil habitantes.

Por Leandro de Jesus

18 fevereiro, 2008

CIDADE ABANDONADA

Por Leandro de Jesus

Retomemos a um assunto discutido nesse blog, mas que não cansa de preocupar os poaenses. Abandono: esse é o retrato da cidade de Poá. A prefeitura maquia o centro, mas não consegue escondê-lo, esquece-o, deixa-o “às moscas”, isso é comum tanto na área central quanto na periferia.

A gestão Roberto Marques especializa-se em pintura. Desde o início de seu mandato, todos os prédios pertencentes, ou alugados, da administração municipal passaram por novas pinturas. Agora, a nova forma encontrada para esconder os defeitos, foi maquiar ruas e praças do centro da cidade. Mas não passa de maquiagem.

Destruíram duas praças para a construção (?) de uma nova: vide praça da Bíblia. Tem até chafariz e portões que impedem o acesso de cidadãos à noite. Disseram que eram para segurança. Agora a realidade: esta praça, inaugurada com tanta pompa, cujos gastos foram em milhões, está sempre suja. Bancos, conforme publicado pelo jornal Novo Milênio, estão quebrados. Para que servem aqueles funcionários na casinha da praça? Pelo jeito para fazer o que vemos diariamente: nada. Ficam parados, conversando, esperando a jornada de trabalhao terminar e ganhar seu salário, fazendo nada. Provavelmente estão em cargos comissionados.

A própria reportagem do jornal, “Vandalismo perdura na cidade”, publica aquilo que para o prefeito são detalhes. Viadutos, placas de sinalização, túnel, todos com danificações. Claro que por obra de vândalos, mas não se vê ação da prefeitura, tanto em consertar quanto em promover programas para prevenção. Para ela, basta uma maquiagem.

O túnel do centro é outro exemplo de abandono. O odor fétido é intenso. Qualquer chuva faz ficar alagado. Iluminação fraca e pixações. Um local tão central, próximo à prefeitura, tão movimentado pela população, mas tão abandonado.

Lixeira é raridade na cidade. Depois pedem para os cidadãos serem educados. As que existem, estão em sua maioria quebradas.

Outra forma de ilusão são as inaugurações. Quem se lembra das famosas câmeras instaladas no centro, para promover a segurança. Funcionaram apenas por alguns dias. E a maternidade. Outra obra inaugurada com pompa para não funcionar.

É assim que age a atual administração. Com maquiagem e inaugurações. Mas no fundo, o abandono não consegue ser escondido e a população começa a cobrar ações, não apenas festas e inaugurações.

16 fevereiro, 2008

CANCELAMENTO DE EMPRESAS

Por Saulo Souza

Taxa de cancelamento de empresas (novidade instituída pela Lei nº. 3.276/07) no município de Poá passou de R$ 7,48 para R$ 1.000,00 e já provoca a reação de setores como o de serviços contábeis e assessoramento na cidade. Claramente, o abusivo reajuste da ordem de 13 mil por cento abalou todo setor empresarial da cidade.
Mais uma vez, na tentativa de corrigir erros passados, a Administração Roberto Marques se utiliza de caminhos nada coerentes e decisões inconseqüentes na busca de sobrevivência na ‘Guerra Fiscal’ mantida pelos municípios do Estado de São Paulo. Esta majoração abusiva viola princípios do artigo 37 da Constituição Federal, notadamente no tocante a moralidade, como por exemplo a ofensa à proporcionalidade e desvio de finalidade.
Dessa forma, é notório que esse aumento, além de ferir o principio da moralidade, poderá gerar informalidade na cidade e o descumprimento das exigências municipais pelos empreendedores, em sua maioria micro e pequenos empresários, que não terão como suportar um acréscimo tão exagerado justamente no momento em que tentam formalizar o fim de um negócio.

ANIVERSÁRIO

Neste mês, completamos 08 meses na rede e contagem de 1000 (mil) acessos no período. Foram postagens comentadas, idéias em conflito, discordâncias e concordâncias. Mas o mais importante foi a manutenção do respeito e a livre expressão de idéias. O abrir da mente e do coração. Ainda que separados pela distância física – mas unidos virtualmente. Queremos agradecer o tempo que você dedicou para ler e comentar os nossos textos. Agradecer por você ter partilhado um pouco de si e levado um pouco de nós por meio deste blog. E convidá-lo para continuar conosco nessa aventura da partilha virtual de idéias.
Abraços

Saulo Souza e Leandro Gomes

LOUCO, EU?

Por Saulo Souza

Sabia que Deus gosta dos loucos? Não?
Então veja se não tenho razão:
- Alguma pessoa normal chegaria na frente do mar e diria: ABRE-TE!?
- Alguma pessoa normal olharia prá cima e gritaria pro sol: PÁRA, SOL! ?
- Alguma pessoa normal bateria com o cajado numa pedra prá tirar água?
- Alguma pessoa normal diria prá um morto há 3 dias: LEVANTA-TE E ANDA! ?
- Alguma pessoa normal mandaria o mar e o vento ficarem quietos?
- Alguma pessoa normal ficaria quietinha sentada dentro de uma jaula com leões famintos?
- Alguma pessoa normal ficaria rodando em volta de uma cidade durante 7 dias, cantando, até as muralhas da cidade caírem?

É assim que desejo seguir: VENDO O INVISÍVEL! ACREDITANDO NO IMPOSSÍVEL!

11 fevereiro, 2008

TUBARÕES

Por Saulo Souza
“Se os tubarões fossem homens”, perguntou ao sr K. a filha da sua senhoria, “eles seriam mais amáveis com os peixinhos?”. “Certamente”, disse ele. “Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar em direção às goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.
O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo, quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta, marxista, e avisar imediatamente os tubarões se um dentre eles mostrasse tais tendências.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo em direção às goelas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões.
Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens".
Bertolt Brecht em "Histórias do sr. Keuner" - Editora34, p.53 (os grifos são meus).

02 fevereiro, 2008

Partidos

Por Saulo Souza
Não é novidade para ninguém que a composição partidária em Poá se modifica de acordo com a alternância do Poder Executivo. Os políticos, em sua maioria, não querem ficar longe do poder e, com isso, migram para partidos que compõem a base de sustentação do governo. Eles mudam de partido para ficarem próximos dos governantes, por causa de cargos públicos, emendas orçamentárias, prestígio, dinheiro e outras benesses que são oferecidas pelo governo. Todos os anos constroem-se partidos artificiais, que fazem crescer as chamadas coligações e que agridem a democracia.

A fidelidade partidária, como a própria definição do Aurélio deixa claro, implica “ser fiel, leal e constante”. Se há políticos que mudam de partido várias vezes como em nossa cidade, podemos de longe já concluir quais são os seus verdadeiros ideais.

Segundo o Dicionário Aurélio, fidelidade significa:
- Qualidade de fiel, lealdade.
- Constância, firmeza, nos sentimentos.
- Outro significado, mais ligado à Física, é: Propriedade de uma balança que assume sempre a mesma posição quando solicitada pelas mesmas forças.

26 janeiro, 2008

FARSA


A menos que alguém acredite em Papai Noel ou no coelhinho da Páscoa, ficou evidente a farsa montada pelo governo de Roberto Marques na criação da Secretaria da Mulher e o desmembramento da Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo. Como já fora previsto neste blog, os 90 cargos comissionados tinham como objetivo dar continuidade ao "toma lá dá cá" entre os partidos da base de apoio ao governo para as próximas eleições. Isso é o que se constata. Pasta da Mulher com militante do PSDB. Pasta de Esportes com indicado do PR (antigo PL) e Pasta de Turismo com atual Presidente do PRB, Augusto de Jesus. Nada de ética e tudo de conveniência.

LEGADO



Este é o legado da Administração Roberto Marques
e dos onze vereadores poaenses.

POÁ?

Prefeitura sem prefeito (por Patativa do Assaré)

Nessa vida atroz e dura
Tudo pode acontecer
Muito breve há de se ver
Prefeito sem prefeitura;
Vejo que alguém me censura
E não fica satisfeito
Porém, eu ando sem jeito,
Sem esperança e sem fé,
Por ver no meu Assaré
Prefeitura sem prefeito.

Por não ter literatura,
Nunca pude discernir
Se poderá existir
Prefeito sem prefeitura.
Porém, mesmo sem leitura,
Sem nenhum curso ter feito,
Eu conheço do direito
E sem lição de ninguém
Descobri onde é que tem
Prefeitura sem prefeito.

Ainda que alguém me diga
Que viu um mudo falando
Um elefante dançando
No lombo de uma formiga,
Não me causará intriga,
Escutarei com respeito,
Não mentiu este sujeito.
Muito mais barbaridade
É haver numa cidade
Prefeitura sem prefeito.

Não vou teimar com quem diz
Que viu ferro dar azeite,
Um avestruz dando leite
E pedra criar raiz,
Ema apanhar de perdiz
Um rio fora do leito,
Um aleijão sem defeito
E um morto declarar guerra,
Porque vejo em minha terra
Prefeitura sem prefeito.

SECRETARIA DE TURISMO

Por Leandro de Jesus

Nesta semana serão empossados novos secretários do governo municipal, entre eles, Augusto de Jesus, que será responsável pela pasta de Turismo. Augusto, presidente do inexpressivo PRB, indicado para uma secretaria desnecessária, mostra qual é sua qualificação para o cargo: apenas visitar cidades turísticas.

Segundo o novo secretário, a cidade nunca conseguiu montar uma sólida estrutura para o turismo e que agora o caminho começa a ser aberto. Ele, como o governo Roberto Marques, são ignorantes com relação ao assunto Turismo. A atividade turística para ser alavancada, a priori, necessita dispor de recursos turísticos, os quais, em Poá, quase inexistem. É, portanto, totalmente inútil e onerosa a criação dessa pasta, principalmente por a cidade não ser na prática um local atrativo para visitantes.

Augusto fala na criação de um parque aquático. Ele repete as palavras de Aessio Ramos, as quais nunca foram cumpridas. Basta ler os arquivos dos jornais da cidade, que tratavam também a respeito da transferência do centro de fisioterapia e reativação do antigo balneário. Além disso, a cidade impera outros serviços, não a criação de um parque com recursos públicos.

Cria-se uma pasta com o pretenso objetivo de alavancar o turismo, mas, nem o prefeito e nem o novo secretário conhecem tecnicamente a área. Se houvesse um Conselho Municipal de Turismo com caráter técnico e não político, o turismo na cidade poderia ser visto de outra forma.

Essa nomeação é mais uma mostra da criação de cabides de empregos que se perpetua na prefeitura da cidade e do descompromisso dos governantes em relação ao gasto das verbas públicas.

23 janeiro, 2008

PRIMEIRO VOTO

Por Saulo Souza

Abordou-me por estes dias uma jovem poaense de 16 anos e me perguntou: Saulo, em 2008 vou votar pela primeira vez. Ajude-me, por favor, como escolher alguém em que posso confiar o meu primeiro voto da vida. Depois de horas conversando sobre o assunto, fui para casa pensativo - Meu Deus! Quantas são as pessoas que tem as mesmas dúvidas. Então, decidi reuni neste blog informações diversas sobre escolha de candidatos para votar. Eis que inicio com alguns dos principais compromissos de um político cidadão. A série de informações que vou colocar no blog vai ajudar você também a escolher seu candidato... Eu tenho certeza!
O POLÍTICO CIDADÃO

1. Eu me comprometo a recusar privilégios de recessos remunerados de noventa dias de férias, que nenhum cidadão trabalhador ou empresário brasileiro tem;

2. Eu me comprometo a combater os polpudos jetons por convocações extraordinárias ou verbas de ajuda de custos;

3. Eu me comprometo a não realizar nomeações de parentes a cargos de confiança, empregando apenas os funcionários de carreira e transferindo os excedentes para as funções fim de atendimento aos cidadãos comuns;

4. Eu me comprometo a nunca utilizar apoios financeiros não declarados para minha campanha e a divulgar na internet toda e qualquer contribuição recebida;

5. Eu me comprometo a recusar qualquer barganha política para votar matérias de interesse do executivo em troca de obras, cargos, nomeações, viagens oficiais etc;

6. Eu me comprometo a evitar quaisquer compromissos fisiológicos com os caciques partidários e a assumir publicamente os compromissos com meus próprios eleitores;
7. Eu me comprometo a não votar qualquer projeto de isenções, incentivos ou subsídios que implique na diminuição da receita fiscal do Estado;

8. Eu me comprometo a não aprovar prestações de contas já recusadas pelos tribunais de contas;

9. Eu me comprometo a combater ferozmente a corrupção e a impunidade;

10. Eu me comprometo, enfim, em assumir um compromisso público de defender mais os cidadãos eleitores do que os políticos eleitos.
Sou contra a violência social!

Sou por uma cidade mais justa e menos desigual para nossos filhos!
etc.

Chega dos Mesmos!

Por Leandro de Jesus
Poá tem um histórico de prefeitos cuja ideologia e práticas não representam a vontade e as necessidades do povo de Poá. Basta ver, desde a emancipação, que ou os governantes são da mesma família, do mesmo partido ou representam a elite da cidade.

Abaixo uma análise de alguns deles.

Carlos Roberto Marques – atual prefeito (PTB), foi vice de Jorge Alen (PSD), do qual herdou o cargo após a morte do prefeito e é filho do primeiro e muitas vezes prefeito, José Lourenço Marques. É filiado ao PTB e todos sabemos que sua herança na prefeitura é de cargos comissionados, inúteis, obras faraônicas, e a área social abandonada.

Eduardão – filiado ao DEM (Democratas), ex-filiado ao PSD. Foi prefeito de Poá por duas oportunidades e lembramos apenas dos muitos shows que havia na cidade. Fora isso, a cidade permaneceu cheia de buracos, sem a maternidade que tanto ele prometeu. Ele levou diversos processos. A cidade quase não tinha funcionários públicos e os que havia recebiam salários de miséria, assim como ainda acontece. Primeiro no PSD, partido que apoiava a ditadura, portanto, sabemos qual é sua ideologia, agora está no DEM, partido que representa a ultra-direita conservadora deste país, representante ainda das oligarquias. Eduardão ajudou eleger Jorge Alen, que tinha como vice, Roberto Marques. Eduardão teve como vice o Elias, do PV, partido que, portanto, defende as mesmas idéias de Eduardão na cidade.
A família Massa, do empresariado de Poá, elegeu José Massa, então no PDS, partido que era base da ditadura e que fundiu-se com o Partido Progressista (PP), o mesmo de Paulo Maluf, representante do alto conservadorismo.

Não distante, Poá teve como prefeito Miguel Comitre, do PMDB. Nada sabe-se de bom feito por ele na cidade. Hoje este partido é base de apoio de Roberto Marques, tendo membros como secretários na gestão.

Testinha, vereador pelo PDT, foi a pessoa que mais apoiou na eleição de Marques e vice-versa. Será também candidato a prefeito.

Todos são, portanto, farinha do mesmo saco: conservadores, representantes da elite, não trabalham para o povo, promovem gastos desnecessários, não contratam funcionários concursados, não fazem projetos que promovam o desenvolvimento da cidade, criando empregos e melhorando a infra-estrutura. Eduardão, que fez Jorge Alen, que fez Roberto Marques, que é apoiado pelos Massa, que foi antecedido pelo Comitre. Ou seja, nessa cidade: PTB, PMDB, PV, DEM, são todos iguais. Somam-se ainda os que os apóiam, PMN, PSC, PT, PR, PRB.

17 janeiro, 2008

DESAPROPRIAÇÃO

Por Saulo Souza

Enfim, um desfecho trágico para as famílias que ocupavam irregularmente área no Jardim São José. Provam-se mais uma vez o despreparo da Administração e da Câmara Municipal no sentido de protegerem os interesses do povo. Fica claro além de má vontade e negligência destes, a falta de conhecimento jurídico dos nossos políticos ao atribuírem a ATO DE DESAPROPRIAÇÃO adjetivos como, por exemplo, ilegalidade. Todos sabem que o art. 170 da CF assegura e reconhece a propriedade privada e a livre empresa e condicionam o uso destas ao bem estar social. É o Poder Público que impõe normas e limites para o uso e o gozo dos bens e riquezas particulares. O Poder Público pode intervir na propriedade do particular através de atos que visam satisfazer as exigências coletivas e reprimir a conduta anti-social do particular. Nessa intervenção do Estado não existe nada de ilegalidade, é uma prática instituída em paises democráticos como o nosso pela própria Constituição e regulada por leis federais que disciplinam as medidas interventivas, estabelecendo o modo e a forma de execução, condicionando ao atendimento do interesse público, mas respeitando as garantias individuais elencadas na Constituição.
O que as famílias desejavam não era comportamento ilegal por parte da Administração, mas sim intervenção na propriedade privada fundamentado na necessidade pública, utilidade pública e no interesse social. O que eles almejavam era a aplicabilidade do Direito, era a intervenção do Poder Público no sentido de retirar a propriedade privada para dar-lhe uma destinação pública e de interesse social através de desapropriação. Era fazer valer direitos registrados na Carta-Magna.

Pela moralidade na administração pública em Poá

Por Leandro de Jesus

É latente a enorme quantidade de cargos comissionados criados desde o início do mandato de Roberto Marques. Sabe-se, é claro, que alguns são necessários, mas observa-se que os criados pelo atual prefeito são, em sua maioria, inúteis. Servem simplesmente para desabastecer o erário público e agraciar apaniguados de partidos políticos.

Além disso, o nepotismo é comum. Vemos familiares de prefeito, vereadores e secretários por todos lados dos órgãos municipais. É com alívio que se recebe a notícia de que a promotora substituta da Comarca de Poá, Luciana Marques Figueira, expede recomendação ao prefeito para que exonere parentes até terceiro grau, limitando as demissões ao dia 2 de fevereiro. Caso não o faça, será aberta uma ação civil pública.

A recomendação é para exoneração de todos os parentes que estão em cargos, em qualquer órgão da esfera pública municipal. Assim, será necessário também a demissão de André Marques, filho do prefeito e Secretário de Governo, e Maria da Graça Chaia Marques, esposa do prefeito e Secretária da Promoção Social. A população deve ficar atenta para que haja o cumprimento por parte de Roberto Marques, o qual deverá enviar cópia dos atos demissionários para a promotoria.

Aquilo que todos reclamavam, foi visto pela promotora. Há ainda, em paralelo, processos para que ocorram a demissão de todos comissionados e sejam contratados os concursados. Se o prefeito da cidade de Poá não age eticamente, não age moralmente em respeito ao povo, a justiça deve então, assim como fez, fazê-lo cumprir seu dever constitucional: tomar decisões sem favorecimento pessoal.

06 janeiro, 2008

Chove em Poá e a cidade fica submersa

Por Leandro de Jesus

No dia 05 de janeiro de 2008, em apenas alguns minutos, muitas ruas do centro de Poá ficaram inundadas. A chuva foi forte, mas é espantoso o fato de os alagamentos terem ocorrido em apenas minutos. Isso indica que não há o mínimo de estrutura para que haja o escoamento das águas de chuvas. Não houve investimento da prefeitura para combater enchentes. Todos os prefeitos municipais, inclusive o atual, Roberto Marques, perpetuam as promessas de campanha para salvar o centro, mas nada fazem.

Perdem assim, os comerciantes, que têm seus imóveis invadidos pelas águas, e os motoristas, os quais têm seus automóveis atingidos e prejudicados também.
Presenciei o enorme volume de águas em frente ao túnel sob a linha férrea, na saída da Av. Brasil. Pior, a obra realizada neste local, há um tempo, pela prefeitura, só serviu para alagar ainda mais o túnel e sua saída, impedindo a passagem das pessoas. Constantemente ocorre isso, mesmo sem chuvas fortes.

A av. Brasil, inclusive em frente da prefeitura estava alagada. O viaduto do centro mostrou não ter capacidade de escoamento. A av. Hemógenes La Regina tinha carros parados, devido a entrada de água nos veículos. A av. 9 de Julho, próximo à loja Cem estava completamente alagada.

Será que a culpa é de São Pedro? Claro que não. Todo verão chove e Poá sofre com as enchentes. Essa foi a primeira enchente deste ano e não será a última . Enquanto a cidade tiver sob o comando desses governantes, os quais não possuem responsabilidade alguma com o povo, a cidade sofrerá com esse tipo de mazela.

De que adianta ter uma praça toda enfeitada para o Natal se na primeira chuva de 2008, a cidade fica submersa, e acabada, pelos simples fato: abandono de ações de infra-estrutura urbana.