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24 outubro, 2018

Fake News, os canalhas e os preguiçosos

Muitas vezes, olhamos as fakes news passeando pela time line e não temos a menor percepção do alcance em massa daquelas aparente inocentes mensagens. Aquilo que achamos ficar somente na nossa bolha de amigos, pode ter um estrago muito maior.

Vi alguns dados estatísticos da agência Aos Fatos e compreendi um pouco da dimensão que pode alcançar uma notícia falsa, de baixa qualidade, boato ou desinformação. Como especialistas apontam, há sim possibilidade grande deste impacto afetar o resultado eleitoral.

No fim do primeiro turno, Aos Fatos desmentiu 12 boatos que, somados, acumularam 1,17 milhão de compartilhamentos no Facebook. Os referente aos boatos de fraude nas urnas somaram 844 mil compartilhamentos. No segundo turno, o número alcança 1,12 milhão de compartilhamentos, sendo mais de 400 mil apenas os referentes ao chamado "kit gay". A notícia falsa de que Haddad defendia a prática de incesto alcançou mais de 170 mil compartilhamentos.

Esses dados são apenas do Facebook e apenas de compartilhamentos. Quantos milhões não visualizaram e também comentaram? Quanto outros milhões viram através do Whatsapp ou alguma outra rede social?

O fenômeno é grave.

De um lado, há canalhas de toda espécie, formulando e divulgando informações falsas, deturpando casos, atacando pessoas, profissionais da imprensa, candidatos e partidos. Em escala massiva, colaborativa e profissional.

De outro, há os amigos das redes sociais, muitos bem formados mas compostos de preguiçosos, incapazes de efetuar uma simples checagem, ou daqueles que agem com deliberada má-fé, com notório intuito de difamar e prejudicar qualquer adversário. Gente que não tem qualquer rigor com a informação que consome e divulga.

Há ainda uma outra parte, composta de ignorantes no uso da tecnologia, embora haja cada vez mais meios para se consultar a veracidade das mensagens que recebemos.

Já disse num outro artigo que a eleição presidencial estimula paixões, emoções e torcida. Isso, porém, não dá aval à irresponsabilidade ou aos crimes. Apesar de toda nossa vontade em ver eleito aquele em quem depositamos esperança, é necessário optar em ser ético e responsável ou ser um notório preguiçoso. Aos canalhas criminosos, o rigor da lei está à disposição.

Por Leandro de Jesus

08 junho, 2017

TSE, não nos envergonhe,

O TSE tem o dever institucional de decidir tecnicamente garantindo sempre a legalidade da soberania popular do voto.

Não lhes cabe decidir conforme o réu ou considerando a crise instalada.

Se assim o fizer, como tudo indica, os ministros deixam de serem juízes e atuam apenas como políticos.

Se já era ilegítima a vitória da chapa Dilma/Temer, viveremos sob um nova aberração com uma decisão que será tudo, menos ética e jurídica.


Por Leandro de Jesus
Foto: TSE/divulgação

27 maio, 2013

TSE permite fraude eleitoral e abre brecha para fichas sujas

Julgamento sobre Paulínia aprova manobra para eleger filho de político condenado. TSE abre brecha para fichas sujas

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu no último dia 23 que o ex-prefeito de Paulínia (SP) Edson Moura (PMDB) agiu dentro da lei ao manobrar para eleger em seu lugar Edson Moura Júnior (PMDB), seu filho, na disputa municipal do ano passado (2012).

Condenado duas vezes pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por improbidade administrativa, o ficha suja Edson Moura conseguiu disputar a eleição por força de uma decisão liminar (provisória) a seu favor.

Fez campanha até a véspera da eleição. Renunciou às 18h11 do sábado, 6 de outubro de 2012, a pouco mais de 12 horas da abertura das urnas. Em seguida, o PMDB registrou como candidato o filho de Moura, Edson Moura Júnior – que venceu o pleito.

O sistema de urnas eletrônicas e a Lei Eleitoral no Brasil impedem que os dados do candidato sejam substituídos depois de uma determinada data. Nesse caso, as urnas mostram no dia da eleição o número, o nome e foto de um candidato que renunciou à disputa. Os eleitores votam nesse político, mas elegem outro que foi colocado no lugar pelo mesmo partido.

O segundo colocado da eleição em Paulínia, José Pavan Junior (PSB), reclamou na Justiça. Argumentou que Edson Moura sabia que não podia concorrer (a Lei da Ficha Limpa impede políticos condenados por um colegiado de juízes de disputar eleições).

A Justiça Eleitoral de São Paulo decidiu que Moura não poderia ter concorrido. O juiz Ricardo Augusto Ramos afirmou que tanto pai quanto filho tiveram “conduta totalmente abusiva” e deu posse ao segundo colocado.

Agora, com a decisão do TSE, Pavan perde a cadeira e deve assumir a prefeitura Edson Moura Júnior, filho do pai que era ficha suja e fez toda a campanha em 2012.

Mas o efeito é mais amplo. Está escancarada uma brecha legal para políticos fichas sujas em todo o país disputarem a eleição. Podem ficar até a véspera do pleito (se conseguirem uma liminar com algum juiz local, o que não é muito difícil). Em seguida, renunciam e entra no lugar o substituto – muitas vezes alguém da família.

O caso de Paulínia servirá de parâmetro para vários outros que serão ainda julgados pelo TSE. Apenas no Estado de São Paulo, outras 5 cidades assistiram à manobra de trocar o candidato na véspera do pleito, segundo levantamento do site Congresso em Foco.

Em Nova Independência, Valdemir Joanini (PSDB), desistiu da disputa e colocou sua mulher, Neuza Joanini, no lugar, que se elegeu. Em Macedônia, Moacyr Marsola (PTB), também abdicou da candidatura e sua mulher, Lene Marsola, foi eleita em seu lugar. Em Valentim Gentil, Liberato Caldeira (PP) desistiu da disputa e colocou sua mulher, Rosa Caldeira, também eleita. Em Viradouro, José Lopes Fernandes (PTB) abdicou da candidatura e seu filho, Maicon Lopes, foi eleito em seu lugar. Por fim, em Álvares Machado, Juliano Garcia (PT) deixou a disputa e, em seu lugar, Horácio Fernandes se elegeu.

Nesta 5ª feira, no julgamento do TSE, votaram a favor da brecha legal para políticos fichas sujas os ministros Nancy Andrighi, Marco Aurélio Mello, Laurita Vaz, José Antônio Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Votou contra a ministra Luciana Lóssio.

(Com reportagem de Bruno Lupion) Direto de Amarribo

20 março, 2013

Procuradoria Eleitoral pede cassação de Testinha

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo relatou favoravelmente pela anulação da diplomação do Prefeito Testinha (PDT). O parecer, emitido nesta quarta-feira, dia 20, faz parte da análise dos Recursos Contra Expedição de Diploma (RCED) interpostos pelo Ministério Público, PSOL, PRP, PRTB, PT, PHS e pelo Dr Ali.. O processo irá agora a julgamento pelos desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Os partidos ingressaram com o pedido para anular a diplomação alegando que o Prefeito eleito estaria inelegível de acordo com a Lei Ficha Limpa (LC 135/2010), após condenação por um órgão colegiado. Testinha foi condenado em segunda instância numa Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa.

29 novembro, 2012

JULGADOS NO TSE: TESTINHA E EDEVALDO GONÇALVES

Ministros emitem diferentes decisões para o mesmo caso.

As eleições municipais já terminaram mas julgamentos pendentes ainda podem mudar o resultado eleitoral ou a classificação dos candidatos. Alguns casos pendentes de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tiveram resultados divulgados. 

Os recursos movidos pelo PRP foram recusados e a candidatura de Testinha (PDT) foi mantida. E em julgamento monocrático, a Ministra Nancy Andrighi reverteu decisão do TRE/SP e manteve a legalidade da candidatura de Edevaldo Gonçalvez (PR).

Os recursos do PRP foram recusados pois de acordo com a legislação eleitoral só a coligação poderia informar possíveis irregularidades O PRP, individualmente, não poderia fazê-lo. Desde a primeira instância o partido já sabia disso mas manteve recurso e agora o caso transitou em julgado.

19 junho, 2012

PODCAST: CONVENÇÕES DOS PARTIDOS. DISSOLUÇÃO DA DIREÇÃO DO PT. CÚPULA DOS POVOS DA RIO+20



Nesta edição, o programa Política 360 graus informa como estão as Convenções dos partidos e quem serão os candidatos a prefeito. Entenda como foi dissolvido o Diretório Municipal do PT e a briga para manter a candidatura do Dr. Ali. Saiba como estão as atividades da sociedade civil na Rio+20.

E mais: Prazo de desincompatibilização, saque de abono do Pis/Pasep e muita prestação de serviços


O Política 360º é transmitido ao vivo, aos sábados, a partir das 10h, na rádio comunitária Nova FM 87,5 MHz. O conteúdo é produzido numa parceria da Agência Atitude e do Blog de Poá.




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