Fake News, os canalhas e os preguiçosos

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Muitas vezes, olhamos as fakes news passeando pela time line e não temos a menor percepção do alcance em massa daquelas aparente inocentes mensagens. Aquilo que achamos ficar somente na nossa bolha de amigos, pode ter um estrago muito maior.

Vi alguns dados estatísticos da agência Aos Fatos e compreendi um pouco da dimensão que pode alcançar uma notícia falsa, de baixa qualidade, boato ou desinformação. Como especialistas apontam, há sim possibilidade grande deste impacto afetar o resultado eleitoral.

No fim do primeiro turno, Aos Fatos desmentiu 12 boatos que, somados, acumularam 1,17 milhão de compartilhamentos no Facebook. Os referente aos boatos de fraude nas urnas somaram 844 mil compartilhamentos. No segundo turno, o número alcança 1,12 milhão de compartilhamentos, sendo mais de 400 mil apenas os referentes ao chamado "kit gay". A notícia falsa de que Haddad defendia a prática de incesto alcançou mais de 170 mil compartilhamentos.

Esses dados são apenas do Facebook e apenas de compartilhamentos. Quantos milhões não visualizaram e também comentaram? Quanto outros milhões viram através do Whatsapp ou alguma outra rede social?

O fenômeno é grave.

De um lado, há canalhas de toda espécie, formulando e divulgando informações falsas, deturpando casos, atacando pessoas, profissionais da imprensa, candidatos e partidos. Em escala massiva, colaborativa e profissional.

De outro, há os amigos das redes sociais, muitos bem formados mas compostos de preguiçosos, incapazes de efetuar uma simples checagem, ou daqueles que agem com deliberada má-fé, com notório intuito de difamar e prejudicar qualquer adversário. Gente que não tem qualquer rigor com a informação que consome e divulga.

Há ainda uma outra parte, composta de ignorantes no uso da tecnologia, embora haja cada vez mais meios para se consultar a veracidade das mensagens que recebemos.

Já disse num outro artigo que a eleição presidencial estimula paixões, emoções e torcida. Isso, porém, não dá aval à irresponsabilidade ou aos crimes. Apesar de toda nossa vontade em ver eleito aquele em quem depositamos esperança, é necessário optar em ser ético e responsável ou ser um notório preguiçoso. Aos canalhas criminosos, o rigor da lei está à disposição.

Por Leandro de Jesus

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