Bolsonaro, não!

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O Blog de Poá sempre teve lado e nunca deixou de se posicionar. Em 2014, apontamos a gravidade
do voto em Aécio Neves. Hoje, todos sabem da história da mala de R$ 2 milhões e seu envolvimento com a JBS. Em 2018, nos posicionamos dessa forma:

Por que ele não?

A eleição presidencial estimula paixões, emoções e torcida. Na busca de aspirações e desejo concreto de um país melhor para nós, depositamos na urna não apenas votos mas esperança e sonhos.

Mas neste turbilhão de sensações, é preciso serenidade para escolher aquele que tem o dever de nos liderar, de trabalhar pelo desenvolvimento e pela justiça social, num contínuo combate às desigualdades.

Nesta reflexão, não podemos nos enganar com falsos profetas, moralistas sem moral, salvadores de última hora e omissos de sempre. E é neste caso que se encontra Bolsonaro.

Não faltam argumentos para dizer não a ele.

Ele é deputado inexpressivo há três décadas. Nunca presidiu comissões ou relatou projetos importantes. Passou por vários partidos, beneficiando-se das siglas e políticos que hoje critica. Ou seja, ele sempre foi mais do mesmo, inclusive recebendo recursos eleitorais da JBS, empresa comprovadamente corrupta.

Mais recentemente foi denunciado por contratar funcionário fantasma e admitiu receber dinheiro público para "comer gente". Sua ex-esposa diz que fugiu do país sob ameaça de morte e o acusou de roubo de um cofre.

Mas suas posições políticas, enquanto postulante à presidência, é o que tem de mais grave.

Despreza mulheres e a garantia de equidade de gênero. Humilha homossexuais e destila preconceitos a negros.

E, na sua recém e frágil conversão ao neoliberalismo, sua chapa quer atacar o resto de direitos trabalhistas e fala em privatizar o patrimônio público.

E mais: quer aumentar imposto de renda dos mais pobres e retomar a CPMF. É a velha história dos que sempre nos governaram. Mantém os privilégios dos ricos e retira dos mais pobres.

Não podemos acreditar em quem não consegue sequer detalhar uma ideia concreta de seu plano de governo. Frases rasas não resolvem um país. Frases de efeito servem para incautos e para a torcida mas não agregam ao desenvolvimento da nação.

Combate corrupção quem estava até ontem com Eduardo Cunha e queria ser vice do Aécio? Diminui a máquina pública quem sempre votou por aumentar seu salário e quer manter regalias de militares? Respeita o dinheiro dos impostos quem passou o ano inteiro em campanha eleitoral viajando com verba da Câmara?

Não basta bradar que é contra corrupção ou que vai acabar com a violência. De meros discursos, o brasileiro não aguenta mais. E ele não apresenta projetos concretos e não tem credibilidade.

Não precisamos de alguém que tem como prática disseminar ódio. Precisamos de quem pense em saúde, educação e emprego.

Bolsonaro é contra a civilidade. Contra direitos conquistados.

E nós, que queremos um país melhor para a gente e para nossos queridos, temos o dever de ser contra Bolsonaro. Ele, não!

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