O que tem em comum os casos Temer e Aécio?

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O Senador Aécio Neves (PSDB) é investigado por corrupção passiva e obstrução de justiça. Segundo
as investigações, ele teria recebido R$ 2 milhões em propina da JBS e atuado tanto junto ao executivo quanto no Senado para atrapalhar as investigações.

Michel Temer (PMDB), por sua vez, foi o primeiro presidente denunciado no exercício do mandato. Primeiro, a Procuradoria Geral da República o acusou de corrupção passiva ao receber recursos indevidos por intermédio de seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures.

Na segunda denúncia, Temer foi acusado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça. Seus ministros, Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, também foram acusados.

Mas, há algo em comum entre os dois casos. No Senado, a Comissão de Ética arquivou o pedido de investigação contra Aécio e os senadores derrubaram a ordem de afastamento do mandato e recolhimento noturno que havia sido determinada pelo STF.

Na Câmara, a Comissão de Constituição e Justiça, tanto na primeira quanto na segunda denúncia, votou pelo arquivamento, e assim também deve ocorrer no plenário.

Como podem diante de tantas evidências os políticos votarem num flagrante corporativismo ao invés de preservar a coisa pública?

Mas os políticos lá, tão rechaçados hoje em dia pela sociedade, não vieram de outro planeta. Todos foram eleitos nas urnas (ou quase todos, tirando os golpistas). 

E a estes, que se mostraram tão ferozes e machistas em relação a Dilma, que fora acusada de praticar tão somente as tais pedaladas, se mostram agora mansos cordeiros em denúncias gravíssimas de corrupção. 

Esses casos servem para mostrar que não se deve dar a eles o direito de serem reeleitos. Se é para agir na esfera pública como se privada fosse, que nunca mais voltem a nos representar. Se é para rasgar a Constituição e demonstrar qualquer desprezo pela ética e pela moralidade, que sejam punidos pela escolha do voto.

Fica a dica e a responsabilidade para as próximas eleições.

Por Leandro de Jesus
Foto: Valter Campanato - A/br

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