Inacreditável: hospital municipal fecha as portas para crianças

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O Prefeito de Poá, Gian Lopes (PR), determinou o fechamento da pediatria no Hospital Municipal
Guido Guida. Desde a última semana, dezenas de pais estão voltando com os filhos para a casa  após o atendimento ser negado. Este é o presente para a cidade em pleno mês das crianças.

O prefeito alegou dificuldades financeiras para manter o pagamento de quatro médicos pediatras, os quais estariam recebendo horas extras. Como se pode observar, para a prefeitura, é muito caro cuidar da saúde das crianças e o bem estar delas não vale o esforço do pagamento extra. 

É certo que a prefeitura deve se ater aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal mas pouco foi feito para reduzir a folha de pessoal e preferiu-se, agora, atacar a saúde.

De acordo com a nota oficial da Secretaria de Saúde, administrada pelo vice-prefeito, Marquinhos Indaiá (PDT), as crianças só serão atendidas no hospital por clínico geral quando o caso for de urgência ou emergência. Os demais casos deverão ser encaminhados para a unidade de saúde do bairro do morador.

Então, como parece que a atual administração sofre de um apagão, se é que algum dia ela começou de fato, vamos lembrar que Poá não tem uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou outra unidade 24 horas. A criança, então, será atendida tão somente quando surgir vaga no agendamento da UBS da região. 

É um absurdo.

Quem prometeu tudo o que prometeu nas eleições (como pode ser visto nas imagens deste post), não pode agora alegar crise financeira. Há anos, apontamos aqui e no Jornal Plural a possibilidade de quebra do orçamento municipal com a mudança na cobrança do ISS mas nada foi feito. Ou melhor, agora foi feito: o prefeito resolveu aumentar impostos.

Vamos a mais uma lembrança. Há meses o prefeito informou que faria uma reforma administrativa e reduziria a quantidade de secretarias e demitiria os secretários adjuntos. Até hoje, tudo continua como sempre esteve. A máquina inchada de aliados políticos enquanto a saúde do município agoniza.

A crise é grave, como sempre afirmarmos que seria, mas o prefeito e seu vice já demonstram não serem capazes de administrá-la. A ruptura do poder, legado democraticamente pelo voto, deve ser feita em situações excepcionais. Diante de todo esse quadro caótico, no entanto, a cassação deveria entrar no radar do legislativo.


Por Leandro de Jesus






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