14 janeiro, 2017

O poder da família Lopes em Poá

A cidade de Poá agora é liderada pelos Lopes. Gian é o prefeito. Wilson, o Secretário de Transportes e Welson, o Presidente da Câmara Municipal. E é aqui que reside nossa maior preocupação.

Nem é necessário avançar muito na discussão da moralidade de uma eleição do presidente do legislativo parente do prefeito em exercício. Aliás, ética e moral são quase sempre desprezadas no mundo político. Mas há questionamentos importantes que não devem ser ignorados:

O Presidente da Câmara terá autonomia para fiscalizar o prefeito?

Terá isenção para colocar em pauta os projetos de interesse da cidade?

Terá disposição para tramitar celeremente possíveis denúncias contra a administração municipal?

Trabalhará para um correto julgamento das contas municipais?

Observa-se, desde já, que a harmonia constitucional exigida será garantida mas e a independência?

É verdade que há parentes que divergem e alguns até são adversários políticos mas isso não ocorre em Poá. Tais preocupações são temas importantes que deveriam estar em pauta na cidade que teve o último prefeito eleito cassado e num país que vive sob contínua desconfiança da classe política. 

Ignoraram este ambiente quem elegeu Welson, assim como aqueles que se omitiram ao não lançarem uma candidatura de oposição na Câmara.

Aguardemos os próximos passos mas de uma coisa não há dúvida. A sociedade precisa acostumar-se a fiscalizar os homens e mulheres do Poder. Não faltam mecanismos para isso. Se houver esta cultura, não há o que temer.

Por Leandro de Jesus
Foto: Reprodução Facebook

Ambiguidade de Obama

Barack Obama é capaz de fazer um discurso histórico e emocionante em defesa da democracia, como
fez no último dia 10, e ser agente beligerante, como foi em seu mandato.

É capaz de clamar pelos direitos dos imigrantes, pela igualdade, e defender no mesmo discurso o imperialismo americano.

É capaz de gritar pela justiça social e ter sido o presidente que utilizou bilhões para salvar o mercado financeiro.

Um homem que, sem dúvida, marcou história, especialmente por suas contradições e ambiguidades.

Por Leandro de Jesus

03 janeiro, 2017

Governo Gian Lopes é mais do mesmo. Veja os motivos

Nas últimas eleições, Poá optou pela mudança. Descartou Marcos Borges, administrador medíocre
humilhado nas urnas, e não embarcou na opção Geraldo de Oliveira, indicado do ex-prefeito, Testinha. Mas os primeiros atos de Gian Lopes (PR) já demonstram que seu governo pretende ser mais do mesmo.

O político, diferentemente do que exigiu a população, optou por montar uma equipe com membros que orbitam há anos diversos governos do município, independente do partido. Renovação começa pelo alto escalão, algo desde já ignorado pelo republicano.

Veja a lista de secretários e onde já estiveram

Administração: Alexandre Provisor (secretário na gestão Testinha)
Assuntos Jurídicos: Carlos Riccio Genovezzi (secretário na gestão Eduardão)
Comunicação: Fábio Henriques (diretor na gestão Testinha)
Governo: Augusto de Jesus (secretário nas gestões Roberto Marques e Marcos Borges)
Saúde: Greg Iassia (secretário nas gestões Roberto Marques, Testinha e Marcos Borges)
Mulher: Jeruza Reis (secretária na gestão Roberto Marques)
Planejamento: Elias El Ghossain (vice-prefeito de Eduardão)
Turismo: Edevaldo Gonçalvez (secretário na gestão Marcos Borges)

Além dessas peças, há o time de vereadores e ex-parlamentares: Ricardo Massa (Indústria e Comércio), Mario Sumirê (Cultura) e Zé Carlos Maçã do Amor (Esporte).

E, como de costume nas administrações locais, não pode faltar um parente. Wilson Lopes, irmão do prefeito, foi nomeado Secretário de Transporte. 

Como se fosse pouco, o novo prefeito não foi capaz nem de nomear todos os secretários. O governo inicia-se sem os titulares da pasta de Habitação, Meio Ambiente e Obras.

Sem novidades e renovação, começa muito mal a gestão de Gian.


Por Leandro de Jesus
Foto: Reprodução Facebook

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