Bandido bom é moleque preto e pobre

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Nem espanta e nem mais é curioso o modus operandi dos deputados.

Membros da bancada da bíblia ou da bala, fieis defensores da redução da maioridade penal, foram os maiores defensores de Eduardo Cunha durante todo o seu processo.

E no julgamento final, claro, demonstraram o quanto se preocupam de verdade com a criminalidade.

Marco Feliciano votou contra a cassação, por exemplo. Guilherme Mussi faltou. André Moura e Laerte Bessa se abstiveram.

É mais fácil prender um moleque ladrão de pacote de bolacha do que atacar os interesses daqueles que tem milhões em contas na Suíça sem comprovação da origem lícita do dinheiro.

Na campanha de propagação do medo que fazem, bandido bom é moleque preto e pobre.

Por Leandro de Jesus
Foto: Antonio Cruz/A/br

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