29 setembro, 2016

Greve - se estão insatisfeitos, larguem o emprego

"Se estão insatisfeitos, larguem o emprego". É comum ver este comentário nas notícias relacionadas à
Foto: Renato Araujo A/Br
greve nacional da categoria bancária. Mas, de vez em quando, é preciso desenhar.

Banqueiro é bilionário. Bancário é trabalhador

Os bancos em plena crise continuam ganhando bilhões. Bancário não está recebendo reposição nem da inflação.

A categoria é organizada e faz greve forte. A sua categoria é desmobilizada, não cobra seus direitos e, neste contexto, você reclama de quem? 

Dos banqueiros? Não, você, comentarista de rede social ou de portal, é claro que vai reclamar do trabalhador.

Se hoje pensam assim, culpando o trabalhador que busca garantir direitos, imagino daqui uns anos como serão os novos comentaristas formados nas escolas sem a disciplina de Sociologia.

Por Leandro de Jesus

23 setembro, 2016

Desmoralização da Lava Jato

Às 06h do último dia 22, Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, foi preso temporariamente pela
Foto: Valter Campanato/ABr
Polícia Federal pois apresentava "riscos à ordem pública" e poderia destruir provas.

Às 12h, o juiz Sérgio Moro, que autorizou a prisão, liberta-o.

Oras, como pode alguém em tão poucas horas oferecer risco à ordem pública e depois não mais?

Não há justificativa para a prisão e soltura em sequência. Se foi solto é porque não havia argumentos justos para a prisão temporária.

Trata-se de mais uma ação da República de Curitiba que ultimamente tem trabalhado mais pelo espetáculo político que pelo rigor jurídico.

Lamentável !!!

Por Leandro de Jesus

15 setembro, 2016

Convicção da Lava Jato

É absolutamente bizarra a denúncia contra Lula sob os seguintes termos: "não temos como provar,
mas tenho convicção".

Não há dúvidas de que as relações do ex-presidente com os empresários presos são, no mínimo, imprudentes.

Agora, daí virar uma denúncia, sob os holofotes do espetáculo midiático, sem que se possa provar, apenas por convicção, é colocar sob suspeita toda a seriedade da Lava Jato.

Se Lula cometeu crime, que se prove e seja severamente punido. Não admitamos, no entanto, que o MPF (Ministério Público Federal) se transforme em palco para uma farsa, onde o combate à corrupção e atos estritamente jurídicos fiquem em segundo plano diante de uma verdadeira prática política.

Lembro, processos frágeis ou ilegais apenas beneficiam infratores. Se há alguns neste caso, não são com meras ilações que serão condenados.
Por Leandro de Jesus

Bandido bom é moleque preto e pobre

Nem espanta e nem mais é curioso o modus operandi dos deputados.

Membros da bancada da bíblia ou da bala, fieis defensores da redução da maioridade penal, foram os maiores defensores de Eduardo Cunha durante todo o seu processo.

E no julgamento final, claro, demonstraram o quanto se preocupam de verdade com a criminalidade.

Marco Feliciano votou contra a cassação, por exemplo. Guilherme Mussi faltou. André Moura e Laerte Bessa se abstiveram.

É mais fácil prender um moleque ladrão de pacote de bolacha do que atacar os interesses daqueles que tem milhões em contas na Suíça sem comprovação da origem lícita do dinheiro.

Na campanha de propagação do medo que fazem, bandido bom é moleque preto e pobre.

Por Leandro de Jesus
Foto: Antonio Cruz/A/br

12 setembro, 2016

Sobre o debate eleitoral de Poá

Como de costume, a cada debate eleitoral surge a polêmica sobre quem seria o vencedor. Nesse caso,
um ou outro se apresentou melhor mas certamente a maior derrota é do eleitor.

O debate foi recheado de propostas aleatórias, ideias vagas, projetos inexecutáveis e, sobretudo, observamos o despreparo para assuntos tão relevantes e complexos.

Não se falou em números concretos. Não se falou de onde sairiam recursos para investimentos. Não se falou de metas. Por óbvio, elas inexistem.

Uns só falam com o olhar no retrovisor e outros escondem que fazem parte dos mesmos grupos ou das mesmas práticas que dominam a política há décadas no município.

Nem a continuidade nem as pretensas mudanças nos dão esperanças de um novo município pujante, ambientalmente protegido, socialmente desenvolvido e preparado especialmente para o grave desafio fiscal que está por ocorrer em Poá.

Não é fácil. Será preciso avaliar bem para não eleger aqueles que vivem do assistencialismo barato ou aqueles que pretendem manter a prática amadora na gestão pública.

Por Leandro de Jesus

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