A imprensa na véspera

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Todos sabem que a mídia grande tem preferência por candidatos tucanos. Isso não é novidade. Jornais, TVs e revistas negam o inegável. É direito da mídia escolher seus candidatos e seria mais saudável declará-los publicamente.

Também já sabíamos que a Veja iria tentar lançar uma bomba, assim como o JN deve fazer hoje e amanhã. O crime é fazer tal estardalhaço sem apresentar uma prova sequer, baseado apenas num possível depoimento de um assaltante de cofres públicos.

Tentar modificar um resultado eleitoral ou atingir reputação de agente público sem qualquer indício é um ataque a democracia escondido sob o falso argumento da liberdade de expressão.

A IstoÉ fez também sua reportagem de capa, com uma análise crítica duvidosa, mas não chega perto da podridão da revista da editoral Abril.

Aliado a isso, temos a concentração na mídia e a ausência de diversidade de opiniões, de debates, de contraposições. Poucas organizações sobrevivem neste cenário e recebem vultosas verbas publicitárias, inclusive oficiais.

Se o governo do PT perder a reeleição, pagará um preço caro por não ter investido em 12 anos de mandato na democratização dos meios de comunicação. Não se pode ter democracia num país com absoluta concentração da mídia nas mãos de poucas famílias, detentoras do monopólio e manipulação da opinião pública.

Por Leandro de Jesus

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