Greve dos dissidentes

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Preocupa o fato de duas das grandes greves recentes não terem sido organizadas pelos sindicatos mas por dissidentes das categorias. As greves dos rodoviários do Rio de Janeiro e de São Paulo foram dessa forma.

Que há pelegos de toda monta aparelhados em sindicatos ninguém duvida. Que eles sucumbem a acordos escusos com patrões ou governos também é de conhecimento público. 
Fernando Frazão/Agência Brasil
A ocorrência de greves não comandadas pelos sindicatos, porém, pode ser uma armadilha contra os direitos de trabalhadores em geral. A classe trabalhadora desorganizada é o elo mais frágil numa relação trabalhista. Isso é o que os patrões querem, além de reduzir direitos nas sempre reiteradas propostas de reformas da legislação.

Se os sindicatos deixam de ser os representantes oficiais ou legítimos, certamente quem perde é o trabalhador. Independente dos motivos e resultados, novas greves nesse formato podem abrir campanhas pela extinção de sindicatos e criação da flexibilização de acordos trabalhistas. 

A nós, trabalhadores, não interessa.

Por Leandro de Jesus

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