Sobre bananas e macacos

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A atitude de Daniel Alves, pensada ou não, reflete uma tentativa de ironizar ou ignorar um ato racista no calor de uma partida. É válida por não deixar passar batido, embora ele pudesse tomar dezenas de outras atitudes. A campanha que se seguiu, #SomosTodosMacacos, planejada por Neymar e uma empresa de marketing, é que deveria ter sido de fato combativa e de denúncia. Infelizmente, não foi.

Não passou de campanha para venda de produtos associados ao Luciano Huck e outros que ainda devem aparecer.

O caso não se trata de bullying infantil em que a "melhor" tática é ignorar, mas de denunciar um crime contra o ser humano. 

Ao nos associarmos todos aos macacos não estamos combatendo o racismo de frente. Estamos ignorando-o como se fosse um apelido. E Não se trata disso, efetivamente. É de crime. É preciso combater firmemente atos que nos lembram o passado brasileiro, de quase 400 anos de escravidão, história que ainda nos bate à porta, diariamente.

Embora tenha a boa-fé dos que ingressaram no #SomosTodosMacacos, a campanha suaviza e relativiza o racismo. Enfim, reforça-o.

Por Leandro de Jesus

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