Morte do cinegrafista

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Primeiramente, é absolutamente lamentável a perda da vida de qualquer um que esteja numa manifestação, seja trabalhando ou lutando. Mas, infelizmente, já era algo previsto, especialmente depois das Revoltas de Junho. Seja pelo despreparo e violência do Estado, através de suas forças repressoras, que ao invés de combater a própria violência só a faz aumentar, ou seja pelo uso da tática black bloc por parte de militantes.


Mas, afinal, a morte não faz parte das lutas? Quantos morreram no combate à ditadura? Quantos morreram na Primavera Árabe? Essas lutas, no entanto, tinham um objetivo claro, definido, diferentemente do que temos visto em algumas manifestações no Brasil, que mais se assemelham a uma banalização do lutar e que propiciam um jogo de violência em que os dois lados só perdem. Já apontei isso quando disse que as pautas diversas, sem liderança e sem coesão não obteve ganhos concretos no ano passado ( http://migre.me/hNWwc )

Da mesma forma, questionei qual era a real intenção dos que usam a tática Black Bloc ou daqueles que queriam ocupar o Congresso Nacional, por exemplo. Só conseguiu-se vitórias, naquele período, quem tinha pauta definida, quem sempre foi coeso e sempre esteve nas ruas.

E assim vai. O movimento #NãoVaiTerCopa, por exemplo, questiona uma competição ao invés de dar nomes aos verdadeiros corruptos e inábeis administradores públicos. A quem interessa esconder o nome dos verdadeiros culpados da lavanderia do dinheiro público?

Como também já disse outra vezes, esse tipo de movimento mais desagrega e não traz para si o apoio das massas, que não se sente representada e não se identifica com tais atos. Agora, ainda menos.


Por Leandro de Jesus

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