Prefeito Testinha afirma que Poá tem a pior saúde da região

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No quinto ano de seu mandato, Testinha, Prefeito de Poá, declarou em entrevista coletiva que o município
tem o pior sistema de saúde da região. Culpou o prefeito de São Paulo, Fernando Hadadd, pela demanda direcionada a Poá e como medida paliativa, o Hospital Municipal Guido Guida atenderá apenas pacientes residentes na cidade.

Aquilo que todos já sabiam, parece que o prefeito só descobriu agora. O sistema público municipal de saúde é muito precário. Desde o primeiro ano de seu governo, diversas medidas da administração só pioraram a situação.

Com apenas 60 dias, a primeira Secretária da Saúde da administração, Cristiane Silveira e Souza, pediu demissão da função e denunciou o pagamento de equipamentos que nunca foram entregues. O Dr. Ali, então Secretário de Governo, assumiu a gestão da pasta, fechou a maternidade, tão sonhada pelos cidadãos, e por diversas vezes foi criticado pela falta de remédios nos postos municipais.

Quanto ao péssimo atendimento, a desculpa dos secretários e do prefeito sempre foi a mesma: as unidades ficavam superlotadas pois pacientes da região procuravam atendimento no município.

A precarização continuou ao transferir serviços para Ongs e terceirizando os serviços de ortopedia. Os serviços de fisioterapia não ocorrem hoje numa unidade própria, mas em galpão alugado adaptado para atendimento.

Mais recentemente, a administração não solicitou ao governo federal profissionais do Programa Mais Médicos e logo na sequência moradores denunciaram a falta de profissionais para atendimento no hospital.

Apesar de dizer que iria conversar sobre a situação com o governador Geraldo Alckmin, desta vez, na entrevista, estranhamente o prefeito não o criticou e jogou a responsabilidade da situação para Fernando Hadadd. Segundo Testinha, a região de Itaim, na capital, não disporia de pronto-atendimento.

A medida tomada pelo prefeito vai contra os princípios do SUS (Sistema Único de Saúde), que prevê universalização e descentralização do sistema, além de proibir qualquer discriminação no atendimento. O ato pode parar na justiça como já ocorreu em Porto Alegre e Uberlândia, que adotaram medidas semelhantes. Em Guararema, por exemplo, o município exigiu uso de um cartão para atendimento nas unidades. O cadastro só era permitido para munícipes. Após perder em duas instâncias na justiça, a prefeitura recorre no Superior Tribunal Federal para tentar manter a medida restritiva.

Acompanhe aqui a nota da prefeitura e veja a entrevista gravada pelo jornalista Nelson Camargo.


Por Leandro de Jesus

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