Senado brinca de fazer Reforma Eleitoral

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O Senado votou nesta segunda-feira, dia 16, o que chamaram de minirreforma eleitoral. Não passou de uma brincadeira ou de ações para manter os privilégios dos que lá já estão. Não escutaram as vozes das ruas.

Não acabaram com os cabos eleitorais, o que na prática mantém a compra de voto, meio substancial para desvirtuar o processo democrático.

Não permitiram tornar público os doadores de campanha durante o processo eleitoral, de modo que o eleitor saiba quem financia seu candidato, antes de votar.

Não acabou com o financiamento privado de pessoas jurídicas, permitindo a aberração e fonte da corrupção na administração pública. Para se ter ideia, nas ultimas eleições, 52% da doações partiram de bondosas construtoras. Os partidos responsáveis por manter este tipo de doação foram PMDB, PSDB, PP, PDT, PR e PRB.

Talvez, a única coisa boa, foi impedir a edição de enquetes, método de levantamento de opinião facilmente burlável.

O texto vai agora para a Câmara. Não é possível que consigam fazer pior do que fez o Senado. Aguardemos. Não dá, contudo, para se esperar muito de casas acostumada a legislar a interesses próprios.


Por Leandro de Jesus

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