Prefeitura promove debate sobre Rodoanel e Mobilidade

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A Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana de Poá promove na próxima quinta-feira, dia 08, um debate sobre o Plano de Mobilidade, Rodoanel e Impactos no Trânsito do município. A atividade será a partir das 19:30h na Câmara da cidade.

O assunto é muito importantes pois se trata de discutir os impactos sociais, econômicos, ambientais, no trânsito e, especialmente, no uso e ocupação do solo. O Blog de Poá já apontou, por diversas vezes, o caos que pode ocorrer no município e região se não houver política específica para reduzir tais impactos. 

Em janeiro de 2012, o Blog demonstrou preocupação com o andamento de obras. Após um estudo elaborado pela prefeitura da cidade, a primeira ação do executivo foi transferir as responsabilidade para o governo. . 

O estudo demonstrava que com a conclusão da obra na região, prevê-se que haja um aumento de quase 35% no número de veículos circulando no município. Passaria dos atuais 8.200 para 11.045. Em 2023, o número ultrapassaria os 14 mil carros. Somente no Viaduto Trancredo Neves, na região central, o fluxo de veículos deverá aumentar 62%. Na SP-66, rota que dará acesso ao Rodoanel, o aumento no tráfego será da ordem de 94%.

Os resultados apresentados pela empresa só comprovam a expectativa sobre os danos da obra no município. O trânsito atual na cidade já beira o insuportável nos horários de pico. As vias principais são estreitas e poucos são os trajetos que possibilitam o acesso de um lado a outro. Hoje, qualquer veículo quebrado no viaduto provoca tráfego lento em toda a região central.

A Prefeitura se antecipou e passou para o Estado a responsabilidade na execução dessas obras mitigadoras. De fato, o governo estadual tem de arcar com a maior parte dos custos para impedir o caos na cidade, o que não retira responsabilidade do poder público municipal. O executivo poaense tem de assumir também parte das obras e, além de tudo, agir desde já para não trabalhar apenas após os danos.

É um ótimo momento, portanto, para a população e o Legislativo, passivos diante de tais acontecimentos, exigir da Secretaria de Transportes posicionamento das ações tomadas após a publicação do referido estudo ou mesmo verificar se o documento adormece em alguma gaveta dos nobres gabinetes da Estância.

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