29 junho, 2013

Movimento Passe Livre chama aula pública em Poá

O Movimento pelo Passe Livre em Poá irá organizar uma aula pública sobre Tarifa Zero na próxima terça-feira, dia 02. O ato é mais uma das ações dos ativistas para difundir o conceito de gratuidade e direito social ao transporte coletivo

Ao longo da última semana, o movimento tem realizado panfletagens nos terminais de ônibus da cidade. O grupo entende que é meio de "conscientizar a população e fazer balanço das atividades recentes". No domingo, dia 30, os ativistas estarão panfletando na feira central da cidade e na segunda, dia 01, no Terminal Ayrton Senna.

"Não podemos aceitar transporte público caro e precário. Assim como a saúde e a educação, o transporte é um direito do cidadão. É absurdo pagar R$ 2,80 numa cidade que tem apenas 17km2. A arrecadação do município é de mais de R$ 360 milhões", diz a nota do movimento, que após conseguir a revogação do reajuste vai exigir a tarifa zero nos coletivos da cidade.

A aula será realizada em frente a Câmara Municipal, à partir das 18:30h e deve ser semelhante às que já ocorreram em São Paulo e em Brasília, nas quais houve exposição de alternativas ao atual sistema de transporte público. Clique AQUI e confirme a presença no evento divulgado no Facebook.

Por Leandro de Jesus

Políticos recuam após pressão popular

Tão surpreendente quanto a massa de manifestantes que tomou as ruas em todo o país, foi a reação de prefeitos, deputados, governadores e até mesmo da presidenta. A mobilização popular conseguiu pautar a agenda dos políticos, indo além de mudanças na tarifa dos transportes públicos.
Foto: Rodrigo Gonçalvez
Manifestação em Poá
A primeira exigência objetiva do movimento nacional foi conquistada em muitas regiões. Tratava-se da redução da tarifa ou revogação parcial de reajustes. Assim como em São Paulo e Rio de Janeiro, em Poá o reajuste também foi revogado integralmente após a pressão popular.

Em âmbito nacional, no entanto, surpreendeu a reação dos políticos. A Câmara dos Deputados votou e rejeitou a PEC 37, que tinha como objetivo limitar investigações apenas às polícias civis ou federal. Os deputados, na sequência, aprovaram um pedido do movimento estudantil: destinação dos royalties do petróleo para a educação. Da forma como foi aprovado, e diferentemente da proposta da presidenta Dilma, haverá maior destinação de valores ao setor.

O Senado, por sua vez, aprovou mudança na legislação e torna agora crime hediondo o ato de corrupção. As penas serão mais rigorosas. Senadores pretendem ainda votar nesta próxima semana o PLS 248/2013, que institui o passe livre estudantil em todo o país, e a PEC 6/2012, que exige "ficha limpa" para preenchimento de cargos e funções comissionadas no serviço público.

A presidenta Dilma propôs um plebiscito para que a população indique como deseja a reforma política.  Muito desejada mas há anos parada no Congresso Nacional. Não necessariamente a participação popular será positiva nesse assunto, pois tratam-se de temas complexos aos quais exigirão enorme esforço pedagógico para simplificá-los, torná-los palpáveis ao cidadão. Do contrário, pode piorar o que já está péssimo.

A presidenta, ainda, fez aquilo que em dois anos e meio de mandato não tinha feito: receber diversos movimentos, instituições, sindicatos, políticos, com intuito de ouvir demandas e, ao mesmo tempo, compartilhar o peso político das decisões, como fez na reunião entre prefeitos e governadores.

É certo que as manifestações de rua, neste momento, necessitam reorganizar a pauta de reivindicações e organização, afastando as generalidades e rechaçando posições fascistas e conservadoras, que naturalmente são contrárias à organização popular, desde sempre. Mas é de se louvar os milhões que foram às ruas nas última semanas obrigando os políticos eleitos a agirem  e ouvir os anseios daqueles que lhes conferem pelo voto o direito de tomar decisões.

Mais do que nunca as mudanças devem ser exigidas nas ruas. Como já foi dito neste Blog, que os os questionamentos, atos e protestos não sejam apenas moda de verão, mas se tornem parte do dia-dia e vire lutar popular real.

Por Leandro de Jesus

28 junho, 2013

Trip homenageia Sandro Testinha da Ong Social Skate

Sandro Testinha será homenageado ao lado do Deputado Estadual 
Marcelo Freixo (PSOL/RJ) e da cantora  Daniela Mercury

O Prêmio Trip Transformadores nasceu como uma forma de homenagear e de reconhecer o trabalho de pessoas que se transformaram ajudando a transformar a realidade em que vivem. Foi um acerto. Em cinco anos, o prêmio já é reconhecido como um dos mais importantes do cenário editorial brasileiro.

Nos últimos anos, em cada uma de suas edições, a revista Trip levantou e pesquisou temas sobre os quais, a nosso ver, é urgente refletir para que possamos resgatar algum equilíbrio em nossas vidas e em nosso planeta. São assuntos que nos parecem vitais também para aproximar as pessoas daquilo que costuma ser chamado de felicidade.

O prêmio foi criado para buscar e reconhecer na sociedade brasileira pessoas notáveis que, de alguma forma, comungam nossa tese e dedicam a maior e melhor parte de suas vidas a fomentar a reflexão sobre essas mesmas buscas, além de dedicar seu tempo, trabalho e talento para fazer a diferença e inspirar mudanças positivas no Brasil e no mundo.

O Prêmio Trip Transformadores foi criado ainda para homenagear um tipo especial de pessoas. Aquele tipo de gente que não espera, faz. Que não pensa só em si, mas enxerga o outro. Que acredita em uma mudança para melhor. Esses são os verdadeiros transformadores.

Veja AQUI a lista de homenageados de 2013. A cerimônia será realizada em novembro.


Sandro Testinha
O skatista que ensina as manobras da vida

Companheiro inseparável do skate desde os 14 anos de idade, Sandro Soares aprendeu com a pranchinha a cair e a se levantar, a corrigir seu posicionamento e a tentar de novo até conseguir acertar. Lição aprendida, lição compartilhada. Com esse aprendizado, Sandro transformou o skate em ferramenta de inclusão social.

Se o que Testinha, como é conhecido, tinha a ensinar era como superar os tombos que a vida dá, sua primeira escola não podia ser mais adequada: seus primeiros alunos foram os internos da Fundação Casa, a antiga Febem, no ano 2000. Onze anos e mais de 1.200 jovens atendidos depois, Testinha deixou para trás o ambiente murado, mas não sua ferramenta de ensino.

Criou em Poá, no extremo leste da Grande São Paulo, onde vive, a ONG Social Skate e o projeto Manobra do Bem, por meio dos quais promove a inserção social de crianças das redondezas.

A cada final de semana, ele oferece café da manhã, lanche da tarde e aulas de skate para mais de 50 crianças e adolescentes de sua cidade natal. Com o apoio da mulher, a pedagoga Leila Vieira, a formação cultural e educacional dos jovens também cresce junto com as manhãs nas rodinhas. Além das aulas de equilíbrio sobre a pranchinha, oficinas de grafite e artesanato e atividades de dança de rua, a ONG acompanha o rendimento na escola dos participantes.

Texto: Revista Trip

22 junho, 2013

Valério Arcary: Não deixem abaixar as bandeiras vermelhas!

“A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente.” (Rosa Luxemburgo)
“Liberdade é o direito de estar errado, e não de fazer errado.” (John Diefenbaker)
“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.” (Albert Einstein)

De repente, tudo mudou. Nas manifestações de ontem, segunda, 17 de junho, aconteceu algo excepcional, algo de inusitado e heroico, que remete ao extraordinário, ao imprevisto, ao grandioso. Bonita, magnífica, majestosa, em São Paulo, no Rio de Janeiro, e pelo Brasil afora, a juventude saiu às ruas e fez tremer a Avenida Paulista e a Rio Branco, fez tremer os banqueiros, fazendeiros, empreiteiros, fez tremer os comandos das Polícias Militares, os governadores, prefeitos, deputados e até o último dos vereadores. Ontem, toda a ordem econômica, social e política que preserva o Brasil como um dos países mais injustos do mundo tremeu. Eles não podiam ir dormir. Tinham que procurar uma explicação. Porque eles precisavam entender porque são desprezados.

Foi surpreendente, mas sabíamos que teria que acontecer, que estava no horizonte, pelo que esperamos por vinte anos; esperamos, alguns, uma vida inteira. O que tinha sido, até então, em quatro passeatas corajosas em São Paulo, um protesto contra o aumento das passagens, se agigantou em manifestação política nacional e, de repente, tudo mudou. O capitalismo brasileiro, que estava comemorando as suas grandes obras, os seus estádios, suas hidroelétricas, foi para a cama de olhos arregalados, assustados.

Mudou porque esta geração da juventude, a mais escolarizada da história do Brasil, os desaprova, os condena, os odeia. Pior e mais importante que tudo, temem que a juventude esteja somente abrindo a porta para a entrada em cena da classe trabalhadora. Se os milhões de assalariados, que fazem o Brasil ser um dos países periféricos com um dos maiores proletariados do mundo, entrarem na briga, o que vai estar em disputa não será somente a anulação do aumento das passagens. Esta aliança da classe trabalhadora com a juventude é a maior força social que existe. Foi assim nas Diretas. Foi assim no Fora Collor.

Por que mudou? Mudou porque éramos muitos, éramos centenas de milhares, e isso faz toda a diferença. Mudou porque eram milhões que nos apoiavam. Mudou porque aqueles que não saíram nas ruas, ontem, virão nas próximas. Mudou porque nossos inimigos se calaram, silenciaram, roendo as unhas. Mudou porque aquilo que é justo merece vencer. A alegria tomou conta das ruas e o medo tomou conta dos palácios. Eles gemeram, e nós cantamos. Andamos, gritamos e cantamos, como deve ser. Aliás, como andamos em São Paulo! Muitos cartazes maravilhosos: “Se o povo acordar, eles não dormem!” “Não adianta atirar, as ideias são à prova de balas!” “Não é por centavos, é por direitos!” “Põe a tarifa na conta da Fifa!” “Verás que um filho teu não foge à luta!” “Se seu filho adoecer, leve-o ao estádio!” “Ô fardado, você também é explorado!”

Mas, se apareceu o que existe de mais generoso, valente e solidário no coração da juventude, apareceu, também, o que existe de ingênuo, confuso e até reacionário. Não foi tudo progressivo. Apareceram jovens embriagados de nacionalismo, embrulhados na bandeira nacional, e cantando “sou brasileiro com muito orgulho e muito amor”. O nacionalismo é uma ideologia política perigosa. Só é positivo quando defende o Brasil do imperialismo. Acontece que não parecia que os que cantavam o hino estavam de acordo em exigir a anulação dos leilões de privatização, portanto, de desnacionalização do petróleo do pré-sal.

Alguns destes jovens fizeram ainda pior. Avançaram sobre militantes de esquerda e suas bandeiras. Atacaram as bandeiras do PSOL, do PCB e do PSTU. Por sorte, não aconteceu uma tragédia: porque a militância da esquerda tinha o direito e a disposição de defender suas bandeiras, a qualquer custo, e poderia ter se precipitado uma pancadaria séria, com feridos.

Gritar “sem violência” não é o mesmo que gritar “sem partidos”. Quando gritamos juntos “sem violência” estamos denunciando a presença de provocadores infiltrados da polícia que querem oferecer um pretexto para a repressão. Não estamos condenando o direito legítimo à autodefesa, um direito inalienável, que qualquer um aprendeu no jardim de infância. Estamos tentando impedir que nossas manifestações sejam destruídas pela repressão, e que esta repressão consiga ganhar apoio do povo contra a juventude. As televisões usaram e abusaram de imagens de uma estação de metro depredada. O povo que trabalha é contra a destruição do metro. Foi isso que Alckmin tentou fazer, por quatro vezes, manipular a população acusando a juventude de vandalismo. E foi derrotado.

Gritar “sem partidos”, contra a esquerda, é muito diferente. Que uma parcela de juventude ingênua tenha profunda repugnância pela política, que associe toda a esquerda ao PT, o PT à corrupção, e o Haddad ao aumento, embora seja superficial, portanto, meia verdade e meia mentira, é compreensível. Que grupos reacionários, nacionalistas, que estão contra o governo Dilma pela ultradireita, que odeiam a esquerda porque ela representa o projeto coletivista e igualitarista da classe operária, aproveitem da confusão de uma manifestação com muitos milhares para expressar seu ódio de classe, insuflados por Jabor da Rede Globo, é previsível. Que alguns pequenos núcleos de inspiração anarquistas – não todos, vale ressalvar! – ainda insistam na divisão do movimento, querendo impor pela força dos gritos sua ideologia, é antidemocrático, divisionista, portanto, lamentável.

Mas o que aconteceu em São Paulo, no Rio de Janeiro e Salvador foi diferente, e muito, muito mais grave. Foi parecido com o Cairo, onde a Irmandade Muçulmana tentou impedir a esquerda de se apresentar publicamente.

O que aconteceu foi que jovens de rosto coberto, mascarados, alimentando a ilusão de que a intimidação física é o bastante para vencer na luta política, foram a linha de frente de um ataque covarde, quando estavam, acidentalmente, em maioria, e tentaram derrubar as bandeiras vermelhas. Não conseguiram fazê-lo, nem no Rio, nem em São Paulo, mas conseguiram em Salvador.

As lutas são apartidárias, mas não são monolíticas, são plurais. À exceção dos reacionários, marchamos todos juntos, não importa a ideologia, pelas reivindicações comuns que nos unem. Cada um abraça sua ideologia, seu programa e, se quiser, um partido. Sim, porque na vida, é preciso, mais cedo ou mais tarde, tomar partido. Mas, dentro do movimento ninguém pode impedir os outros de apresentar sua identidade, ou de expressar sua posição. O antipartidarismo, mais grave quando se dirige contra a esquerda socialista, é uma ideologia reacionária e tem nome: chama-se anticomunismo. Foi ela que envenenou o Brasil para justificar o golpe de 1964 e vinte anos de ditadura.

O PSTU vai empunhar suas bandeiras. O PCB e o PSOL certamente farão o mesmo. E os honestos anarquistas, aqueles que sabem que nenhuma aliança com a direita anticomunista é correta, com certeza terão a coragem de desfraldar suas bandeiras libertárias. Não deixem abaixar as bandeiras vermelhas. Foram os melhores filhos do povo que derramaram seu sangue pela defesa delas.

Valério Arcary

* Atualmente leciona em graduação no curso de licenciatura em Geografia e no Curso de Turismo, ambos no antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (CEFET-SP) e atual Instituto Federal de São Paulo - IFSP.

* Livros publicados:
As esquinas perigosas da História - Situações revolucionárias em perspectiva marxista. Ed. Xamã, São Paulo, 2004.
O encontro da revolução com a História. Editora Sundermann e Xamã, São Paulo, 2006.

20 junho, 2013

Segunda manifestação pelo Passe Livre em Poá será nesta sexta, dia 21

Movimento não ficou satisfeito com redução de apenas R$ 0,10 no valor da passagem

O Movimento pelo Passe Livre, em Poá, realiza na próxima sexta-feira (21) a segunda grande manifestação pela redução das tarifas de ônibus no município. Os manifestantes não aceitam redução de apenas R$ 0,10, como foi proposto e já aplicado pelo Prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha. O grupo se reunirá, a partir das 18 horas em frente a Câmara Municipal.
Foto: Rodrigo Gonçalvez
Na última terça-feira, dia 18, ao menos 1000 manifestantes ocuparam as ruas de Poá exigindo mudanças no sistema de transporte público. No início da sessão da Câmara Municipal, o grupo leu uma carta de reivindicações e solicitou ao presidente Marquinhos Indaiá que protocolasse o documento na prefeitura.

O movimento pede redução imediata do valor da tarifa para R$ 1,00, devendo posteriormente chegar a zero, como ocorre em algumas cidades no Brasil e em diversas no mundo. Ao mesmo tempo, exigem Passe Livre aos estudantes e municipalização da empresa de transportes coletivos.

Os manifestantes querem ainda redução no tempo de espera, cobrador em todos os ônibus, com garantia de direitos trabalhistas e veículos adaptados a deficientes, em quantidade suficiente.

“É absurdo pagar R$ 3,10 numa cidade que tem apenas 17km2. É uma das tarifas mais caras do país considerando o tamanho do município. É de conhecimento de todos a alta receita do município de Poá. Neste ano, a arrecadação gira em torno de R$ 360 milhões. Como política social, é dever a Prefeitura investir no transporte e garantir a gratuidade no transporte”, diz a nota do movimento encaminhada à Câmara.

O movimento aponta ainda que o trajeto dos ônibus de Poá não percorre toda a pequena área da cidade. Se um cidadão for morador do bairro “Nova Poá”, área que faz divisa com a cidade de Ferraz de Vasconcelos, e precisar ir a ao Hospital, no Jardim Medina, terá de pagar por dois ônibus.

Muitas cidades investem no transporte subsidiando a passagem. Por exemplo, em São Paulo, a cada passagem paga pelo cidadão, a prefeitura paga outra parte. Por que Poá não faz isso? 

O passe livre é a garantia de pleno desenvolvimento social e intelectual da nossa juventude, propiciando o direito de ir e vir. Nossos estudantes devem ter o direito de se locomover na cidade de forma gratuita e com segurança.

Os manifestantes garantem não mais aceitar transporte público caro, precário e que penaliza o trabalhador diariamente. Assim como a saúde e a educação, o transporte é um direito inalienável do cidadão. O Transporte de qualidade é a garantia para poder exercer nossa cidadania na ida às escolas, no acesso à cultura, no percurso ao trabalho, no lazer.

Vereadores de Poá recebem comissão contra o aumento da passagem

Diogo, Marcelo e Clayton
Os vereadores de Poá receberam na tarde desta quarta-feira (19 de junho) um grupo de manifestantes que é contrário ao aumento do valor cobrado na tarifa de ônibus pela empresa concessionária do transporte coletivo, a Radial Transportes.

O início das apresentações foi tomado por Marcelo Dilá, para ele a redução por si só não resolve o problema da população. “Nossa luta não é apenas pela diminuição de centavos, vai além, queremos o 'passe livre', é mais profunda do que a redução da tarifa”, ponderou.

Seguida por diversas falas, os cidadãos se revezavam entre si, para ilustrar a indignação de toda a sociedade quanto a precariedade do transporte coletivo na cidade.

Para Clayton Belchior, um dos membros da comissão, a tarifa do transporte deve ser subsidiado pelo poder público. “A Casa de Leis deve fiscalizar a tripartite: O valor que é custeado pela empresa, pela prefeitura e pela população. O ideal é haver uma empresa pública para custear o transporte”, destacou.

A acessibilidade dos coletivos também foi levantada durante a reunião.

Na ocasião foram apontados quatro encaminhamentos: O primeiro sobre a criação do conselho da juventude, o segundo deles sobre o pedido sobre o giro econômico de custeio do transporte coletivo (tripartite), o terceiro trata sobre a realização de uma audiência pública sobre transporte – com a presença do secretário municipal da pasta - no Legislativo e o quarto solicita o 'passe livre'.

“Nós iremos intermediar uma reunião com o prefeito para que vocês possam explanar as ideias e os benefícios que reivindicam”, disse Marquinhos Indaiá, presidente do Legislativo

Gisele Santos
Assessoria de Imprensa - Câmara Municipal de Poá

18 junho, 2013

Manifestantes em Poá ocupam a Câmara e apresentam reinvidicações

Foto: Marco Aurélio
Há pouco mais de um ano a Câmara de Poá era tomada por manifestantes contra o abusivo aumento salarial dos políticos da cidade. Agora, os ativistas demonstraram o enorme descontentamento com o transporte coletivo municipal e, no plenário, exigiram mudanças imediatas. 

A manifestação começou em frente ao legislativo municipal, tomou as ruas de cidade e paralisou completamente o viaduto. Na sequência, o grupo se encaminhou até a Rodovia Henrique Eroles (São Paulo-Rio) e interditou o tráfego na via que liga Itaquaquecetuba-Poá-Suzano

Foto: Rodrigo Gonçalvez
No início da sessão da Câmara Municipal, o movimento tomou conta do plenário e exigiu a leitura da carta de reivindicações. Não há previsão regimental para tribuna livre mas movimento conseguiu expor as exigências.

Foto: Rodrigo Gonçalvez
De acordo com o movimento, a Prefeitura deve começar imediatamente a redução da tarifa até chegar a zero. Como primeiro ato, o valor tem de baixar para R$ 1,00. Os manifestantes alegam que há recursos suficientes para o executivo subsidiar a passagem, como ocorre em todo o mundo. A arrecadação municipal deve chegar aos R$ 360 milhões este ano.

O movimento exige desde já passe livre para os estudantes, municipalização do transporte público, contratação de cobradores para todos os veículos, com garantia de direitos trabalhistas e disponibilização de ônibus com acessibilidade aos deficientes.

Os ativistas entendem que, assim como a educação e saúde, o transporte público é um direito e deve ser gratuito para que possam exercer plenamente a cidadania. Por isso, o poder público deve investir garantindo transporte público, gratuito e de qualidade.

Prefeito
Na manhã desta terça-feira, o Prefeito Testinha emitiu nota informando que encaminhou ofício à Radial para avaliar se é possível reduzir o valor. É bom lembrar que o prefeito tem o direito de decretar a redução a qualquer momento, como fez quando reajustou. O ofício não altera a situação em nada pois somente o prefeito é quem tem o direito e é responsável por alterar.

Veja AQUI vídeo da manifestação
Veja FOTOS

 Por Leandro de Jesus

O povo acordou? A revolução chegou? Verás que o filho não foge à luta?

Calma, sejamos serenos na avaliação do que ocorre em todo o país. O povo ainda não acordou, a revolução ainda não chegou e esses filhos precisam sim se engajar na luta.

Mas essas enormes manifestações, jamais vista na história recente do país, não se tratam apenas de questionar um reajuste de R$ 0,20 em tarifa de transporte. O movimento ganhou folego quando pares fizeram questionamentos e dessa forma muitos outros tomaram coragem para ir à ruas apresentar também as suas insatisfações, inquietações e revoltas. 

Tais sentimentos ganham força especialmente porque o modelo de democracia em que vivemos não nos basta. As importantes decisões de nossas cidades, estados e país são decididas em conchavos de gabinetes. Não há real democracia e muito menos espaço, incentivo e educação para participação popular.

A transparência ainda é apenas peça burocrática nas administrações, permitindo que corruptos continuem impunes e milionários às custas do erário público. A Ficha Limpa ainda não pegou.

A violência corrói a vida de jovens, especialmente negros e pobres de nossas periferias, muitas vezes patrocinada por agentes do Estado. Violência essa, praticada publicamente na quinta, dia 13, que serviu de combustível para incentivar a participação de novos manifestantes.

A falta de projetos culturais, transporte, emprego decentes e perspectivas, mina sonhos e frusta desejos de nossa juventude. Resta, muitas vezes, apenas a insatisfação por não poder explorar o potencial, seja por meio da arte, da educação, da ciência ou da política.

Assim, as manifestações a cada dia ganham as mais diversas bandeiras, os mais diferentes sentimentos são expostos. É coletivo mas ao mesmo tempo desconexo.

De tudo, serve como alerta e como um claro recado. É preciso mudar. O poder público existe para nos servir e não para os políticos se servirem.

A revolução ainda não chegou. A Bastilha (Congresso) brasileira foi ocupada mas não derrubada. Para que a revolução seja concretizada, os questionamentos, atos e protestos não podem ser apenas moda de verão, mas devem se tornar parte do dia-dia, virar lutar popular real.

Por Leandro de Jesus

17 junho, 2013

Transportes: novos protestos em São Paulo e em Poá

A última semana foi marcada por protestos em todo o país contra o aumento nas tarifas de ônibus, trem e metrô. Também vai ser lembrada por um dos períodos nos quais houve maior repressão a manifestações em tempos de democracia no Brasil. Centenas de ativistas foram feridos e presos em ações violentas e desproporcionais por parte das polícias militares, em todo o país.

A repercussão da violência foi imediata. Jornalistas e cidadãos que sequer acompanhavam as manifestações também foram alvos da brutalidade. A ação militar que tinha como objetivo intimidar os movimentos acabou tendo o efeito contrário. Dezenas de novos atos foram marcados e, inclusive, já ocorreu manifestações no exterior, como na Irlanda, Alemanha e EUA. Nesta semana, 100 novos protestos devem acontecer.

Em São Paulo, nesta segunda-feira, há a promessa de ser realizado um dos maiores atos públicos dos últimos anos na capital. Novas bandeiras foram incorporadas ao movimento como o combate à corrupção, Estatuto dos Nascituros, Copa pra quem, Educação e Saúde de qualidades. Muitos, por sua vez, vão apenas para fazer o direito de se manifestar, contrariamente à vontade do governo de São Paulo que tenta impedi-los através do uso da força policial. No evento divulgado pelo Facebook, 227 mil pessoas tinham confirmado presença até o início desta segunda-feira.

Poá
Em Poá, um grupo de ativistas pretende realizar um ato na terça-feira, em frente a Câmara Municipal, às 18h30. O evento divulgado no Facebook já tem a presença de mais de 200 pessoas confirmadas. Os manifestantes pretendem questionar o valor de passagem do município, que foi recentemente reajustado e representa umas da maiores do país por km rodado. Além disso, querem verificar se a concessionária está cumprindo clausulas contratuais da concessão. 

Conforme divulgado pelo Blog de Poá, a Radial pretende aumentar novamente o valor da tarifa, ainda este ano.

Por Leandro de Jesus

15 junho, 2013

Copa pra quem? Documentário A Caminho da Copa


Um documentário de 26 minutos aposta na internet para lançar luz a uma das circunstâncias menos contempladas de exposição no ciclo de Mundial e Olimpíada no Brasil. "A Caminho da Copa" expõe o autoritarismo do poder público no processo de remoção de famílias para viabilizar grandes obras, presentes no contexto destes eventos esportivos.

Assinado pelas diretoras Florence Rodrigues e Carolina Caffé, o documentário apresenta opiniões a respeito dos impactos na preparação destes megaeventos no cotidiano de grandes cidades brasileiras. Entre os tópicos aparecem denúncias de práticas irregulares nas desapropriações, em atos que ferem a lei e resvalam em debate sobre direitos humanos.

No trabalho estão contidos relatos de histórias de pessoas cujas vidas foram deslocadas até 70 km após a desapropriação de suas casas – pela lei, esta distância precisa ser de até 7 km, para se preservar ao máximo a rede de relações da família atingida.

A lei ainda prevê que, em caso de remoção, a família deve receber uma casa em igual condições ou melhores, em relação à anterior, contando com a conjuntura social em torno da residência (ofertas de saúde, educação, direito de trabalho). No entanto, o documentário ouviu reclamações de ressarcimentos em valor inferior.

Raquel Rolnik, Carlos Vainer, Juca Kfouri, Toni Sando, Vicente Cândido e moradores de São Paulo e Rio de Janeiro atingidos por obras urbanas ligadas aos eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas são entrevistados no filme.


Conheça cidades que têm transporte público de graça

Tarifa zero é possível? Conheça cidades que oferecem opções de transporte de graça organizadas por órgãos públicos e sem a participação de empresas privadas

Os protestos relacionados ao aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo levantam, novamente, a discussão sobre o modelo de “Tarifa Zero”. A ideia é que os custos das passagens sejam inteiramente subsidiados por governos e prefeituras, sem que o cidadão precise pagar nada para usar o ônibus, metrô ou outros veículos incluídos na rede.

A ideia já foi considerada em São Paulo em 1990, na gestão de Luiza Erundina (PT) como prefeita. Para custear o sistema, seria implantado o “Fundo de Transporte”, que reservaria parte do dinheiro coletado no IPTU. Dessa forma, o custo do transporte coletivo para os cidadãos seriam proporcionais a seus ganhos salariais. Por apresentar um aumento no IPTU, o projeto sofreu resistência e não foi aplicado. Atualmente, o Movimento Passe Livre luta pela gratuidade no transporte coletivo, encarando a mobilidade dentro da cidade como inerente ao direito humano de acesso à cultura e a serviços públicos.

Mas será viável aplicar um modelo como esse? Confira alguns exemplos de municípios no exterior (e dois brasileiros) que conseguiram implantar a gratuidade do trasnporte coletivo:
Talinn, Estônia

Em 2013 a cidade de Talinn, capital da Estônia, implementou o esquema de transporte coletivo gratuito para habitantes, se tornando a primeira grande cidade europeia a adotar o esquema. Para fazer uso da rede completa, que inclui trens, ônibus e bondes, basta que o usuário apresente um cartão registrado na prefeitura (pode ser obtido com uma taxa de 2 euros). Internamente, o programa foi apelidado de “13o. salário”, já que usuários poderão economizar o equivalente a um salário mínimo anualmente – que, por políticos da oposição, foi visto como uma jogada populista para agradar eleitores.

A tarifa ‘gratuita’ custará aos cofres públicos o equivalente a 16 milhões de dólares, custos que devem ser cobertos com o estímulo à economia – de acordo com a prefeitura, foi registrada uma maior mobilidade nos fins de semana, indicando que pessoas saem de casa e gastam mais dinheiro no comércio e em atividades culturais. Já nos três primeiros meses de implementação, estima-se que o uso de carros na capital foi reduzido em 15%, enquanto o número de passageiros do sistema de transporte coletivo subiu 10%. Para suportar a maior quantidade de usuários, Talinn comprou 70 novos ônibus e 15 novas linhas de bonde. O objetivo é ser conhecida como “A Capital Verde” da Europa em 2018.

Veja matéria completa no Pragmatismo Político

14 junho, 2013

Estado falido não dialoga, reprime com violência

Jornalista baleada - Foto: Diego Zanchetta/Estadão
O povo vai às ruas, cansado de ser tratado como gado em transporte público, caro, lotado, sem qualidade. O Estado, falido, que não é capaz de controlar manifestação democrática, é truculento, violento e promove barbárie em pleno centro da capital mais "desenvolvida" do Brasil. O Estado existe para se antever, dialogar, planejar, organizar e por em práticas políticas para o bem coletivo, além de tratar os desiguais de forma desigual. Isso não existe em São Paulo, é utopia. As cenas desse dia 13 são de horror.

O aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus, metrô e trem é apenas o estopim para as enormes manifestações nas ruas. Quem precisa trabalhar ou estudar enfrenta transporte lotado desde as 4 ou 5h da manhã. É desumano. O cidadão chega aos compromissos já exausto pela maratona. Não há qualidade de vida, apenas perda de saúde. O Estado e parte da mídia grande fingem não ver. Bilhetes únicos, transferências gratuitas não resolvem os problemas para essa massa que sai das periferias para trabalhar nos grandes centros. Infelizmente, nossas cidades não priorizam transporte público.

Decerto, alguns poucos manifestantes até extrapolaram, num ato emocional, talvez já num ato de grito, de desespero para chamar atenção ao caos do transporte público. Eles podem errar. Se houve excesso de uns, nada, porém, justifica a violenta repressão a todos por parte do Estado. Este, por sua vez, não tem o direito de errar. Seria despreparo das forças públicas ou uma ação política deliberada do governo?

A violência estatal atingiu jornalistas que trabalharam nas manifestações. Alguns foram presos e outros feridos com tiro no rosto, algo comum apenas em ditaduras. Veja balanço dos feridos da Folha de S. Paulo. Pasmem, o jornalista Piero Locatelli da Carta Capital foi preso por portar vinagre em sua mochila. Sim, inacreditável. Veja AQUI o vídeo. "No exercício do jornalismo fui tratada como criminosa em cobertura de protesto contra tarifa de transporte público em São Paulo. Mas nem os criminosos devem ser tratados assim", conta a repórter Gisele Brito. Veja AQUI. Outro VÍDEO demonstra o ataque gratuito aos profissionais da imprensa. Um fotógrafo corre o risco de perder a visão.

Não são poucos os relatos de que a manifestação era pacífica e o confronto iniciou após a PM jogar bombas e atirar nos jovens. Muitos gritavam "sem violência". Neste VÍDEO, jovens ajoelhados são atingidos por tiros.

A violência midiática de ontem não difere muito do que ocorre na periferia, diariamente. Em seu blog, Azenha relata essa experiência descoberta agora pela classe média paulistana.

"Manifestantes não podem ser presos sob acusação de formação de quadrilha, crime inafiançável. Se isso vier a prevalecer, estaremos entrando num cenário de ditadura contra a luta social. Será um novo AI-5, o instrumento que faltava para a tão sonhada criminalização dos movimentos sociais que vem sendo arquitetada há tanto tempo pelas forças conservadoras do país", disse Rovai em seu Blog. No último balanço, havia aproximadamente 200 prisões e cerca de 100 feridos.

A Anistia Internacional demonstrou em nota seu temor aos acontecimentos em São Paulo. "Também é preocupante o discurso das autoridades sinalizando uma radicalização da repressão e a prisão de jornalistas e manifestantes, em alguns casos enquadrados no crime de formação de quadrilha. O transporte público acessível é de fundamental importância para que a população possa exercer seu direito de ir e vir, tão importante quanto os demais direitos como educação, saúde, moradia, de expressão", diz o texto.

Não há outro termo a dizer, o Estado comprova sua falência utilizando da pior forma seu direito ao uso do monopólio da força. O cidadão pode, mas o governo não tem o direito de errar. Se há alguém que deva ser julgado nesse momento, são os governantes que se omitem diante da violência. Ou melhor, em seus gabinetes,  aplaudem a guerra urbana. 

Devemos continuar intolerantes. Intolerantes contra essa política oficial de Estado, que dissemina a barbárie.

Por Leandro de Jesus

PS: O que explica um policial quebrar o vidro de sua própria viatura, flagrado em VÍDEO que corre na internet?

12 junho, 2013

Artistas organizam I Festival Multiartístico de Poá

Companhias, bandas, grupos, artistas e diversos agentes participarão de estopim cultural durante o dia 15 de junho na Praça da Bíblia, em Poá

A cultura será protagonista em Poá neste mês. O I Festival “Despertar” Multiartístico da cidade nasce para
por em xeque o tradicional costume de classificar Poá como mera ‘cidade dormitório’, que não apresenta atrativos culturais à população. Grupos de dança e teatro, músicos, poetas, brincantes, artistas plásticos e diversos outros de dentro e de fora do município transformarão a tradicional praça Praça da Bíblia em ambiente rico em diversidade cultural, no próximo sábado, 15 de junho.

Será um dia de intervenções para acordar a pequenina cidade, acolhedora, de leque cultural diverso mas que não tem espaço para ser apresentado e divulgado. Não estamos apontando o dedo para ninguém. Este é apenas um relato do que é vivido por artistas, grupos, músicos ou quaisquer agentes culturais de todo o Alto Tietê. Eis, outro ponto de nossa atenção.

O I Festival “Despertar” Multiartístico de Poá surge para somar. Somar pessoas em prol da cultura, de um levantar que evidencie a arte como essência para uma mudança social. Somar a diversidade multiartística destes agentes culturai, escancarando a qualidade e conteúdo únicos de cada participante, tão próximos de nós no dia a dia. Somar esforços nesse movimento. Somar amor pela arte.

Serão ao menos 30 intervenções, muitas delas simultâneas, ao longo do dia. Alguns dos artistas confirmados são: o grupo mogiano de música e dança popular Jabuticaqui, o artista circense Erich Sant'anna da Família Ver'Arte, que fará intervenções de circo-teatro, o grupo de teatro Clara Trupi de Ovos y Assovios, os músicos Leonardo Fonseca, Helder Vinhola, Clayton Belchior, além da bateria jovem da G.C.E.S. Última Hora e dos grupos de Hip Hop Rahsaan e Arena MC. Durante o decorrer do festival, artistas plásticos como Jonh Naja estarão pintando ao vivo. 

A união destes artistas, que organizam o evento de forma autônoma, almeja quebrar barreiras culturais e despertar Poá por meio da arte. Em Tupi, Poá significa “bifurcação de caminhos”, o que deixa claro o caráter transitório dos que passam por aqui. Mas no próximo sábado todos se encontram em um único lugar. Diversos públicos e criadores de diferentes gêneros, classes, idades, raças e crenças estarão juntos na Praça da Bíblia, das 14 às 22h, para modificar esta concepção e tentar transformar a cidade dormitório em uma cidade em que se chega, se fica, se desperta e, principalmente, se sonha.

Comissão Organizadora
I Festival “Despertar” Multiartístico de Poá

Veja Programação completa AQUI

11 junho, 2013

Jovens debatem redução da idade penal

Diminuir a idade penal não só não reduz a criminalidade como pode agravar ainda mais o problema,
excluindo uma maioria que já não tem seus direitos garantidos', essa foi a opinião unânime de especialistas que avaliaram o tema durante videorreportagem produzida pela TV Vermelho para entender o que significa essa medida e como o tema está sendo tratado pelos diferentes setores da sociedade. A produção é de Toni C e Joanne Mota.

Com o apoio da TV Novolhar, a reportagem acompanhou o trabalho de atenção a crianças e adolescentes realizado há mais de 10 anos pela Ong Novolhar e de como eles observam essa medida.


Publicado no Vermelho

10 junho, 2013

Eleitos os novos conselheiros tutelares de Poá

Cerca de 3 mil pessoas compareceram aos nove pontos de votação para escolher os cinco representantes que terão dois anos pela frente para gerir o órgão que tem a responsabilidade de zelar por crianças e adolescentes que foram ameaçados ou que tiveram seus direitos violados. Os eleitos tomam posse no próximo dia 08 de julho.

RESULTADO

CANDIDATO                    VOTOS     %

*Eliana Aparecida (Carioca) 583        18,81%

*Sandra Lima                       376        12,13%

*Waldir Farmácia                 292         9,42%

*Dolores Baiana                   252        8,13%

*Maria Luciana Panão          238         7,68%

Marlene Ap. Reguim            183          5,91%

Azenildes S. Neto (Zê)         169         5,45%

Claudete da Saúde               168          5,42%

Rosemary Fuga                    166          5,36%

Sonia Barco                         128          4,13%

Dra. Maria José                    114        3,68%

Carlos S. Moreira (Jabá)       112       3,61%

Profª Rose                            107        3,45%

Profª Maria Socorro               97        3,13%

Patricia Turetti                        63        2,03%

Arlete Romano Batista           28         0,90%

BRANCOS                            5          0,16%

INVALIDOS                          1         0,03%

NULOS 17 0,55%

TOTAL 3.099 100%

Fonte: Secom/PMP

Corregedoria Nacional do MP vai investigar promotor

Jeferson Coelho
O corregedor nacional do Ministério Público (MP), Jeferson Coelho, instaurou nesta segunda, dia 10, Reclamação Disciplinar contra o promotor de Justiça de São Paulo Rogério Zagallo. A Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo também abriu um processo para apurar a possível incitação de violência contra os manifestantes do Movimento do Passe Livre.

A reclamação feita ao Conselho Nacional do MP vai apurar se o promotor cometeu falta disciplinar ao postar, em rede social, mensagem tratando da conduta da polícia em relação a passeatas e manifestações em São Paulo. O promotor será notificado e terá prazo de 10 dias para se manifestar.

O Caso

Zagallo, em sua página no Facebook, ao criticar a manifestação contra aumento das passagens em São Paulo, promovida pelo Movimento Passe Livre, entre outros absurdos, disse: "Por favor, alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Juri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial". 

Veja o caso completo AQUI

Por Leandro de Jesus

Promotor diz que PM pode matar e ele arquiva inquérito


O Ministério Público encara neste momento uma grande campanha para impedir a aprovação da PEC 37, que retira poderes de investigação da instituição. Um dos argumentos favoráveis à emenda seria o descompasso de promotores e por isso somente a polícia é que deveria conduzir inquéritos. Apesar de ser um caso isolado, o Promotor Rogério Zagallo, na última sexta-feira, cooperou com a tese e deu mostras de atos que devem ser coibidos desses servidores públicos. Admitiu fechar olhos para possíveis assassinatos.


Zagallo, em sua página no Facebook, ao criticar a manifestação contra aumento das passagens em São Paulo, promovida pelo Movimento Passe Livre, disse: "Por favor, alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Juri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial". O print com o post completo pode ser visto no Blog Maria Fro.

Promotores são agentes responsáveis pela defesa da ordem jurídica, dos interesses coletivos e responsáveis por iniciativa de ação penal. Ao dizer publicamente que não cumpriria seu dever no inquérito, não estaria ele prevaricando? Prevaricação é crime cometido por funcionário público para o qual cabe pena de detenção, de três meses a um ano, e multa.

Neste domingo, no entanto, o promotor emitiu nota em sua página na rede social, conforme publicou o Blog do Rovai. O texto, porém, não deixa de ser confuso. Ele admite a legalidade da manifestação mas não se retrataria pelos seus comentários. Disse que o fez num desabafo, por ter de ir buscar crianças e ficar atrasado diante do congestionamento causado pela manifestação. Por fim, pede desculpas.

Se ele prevaricou ou não, qualquer emissão de conteúdo nesse sentido é a mais pura incitação à violência,  à execuções, vindo de quem deveria ajudar a combatê-la. É bom lembrar que incitação ao crime também está previsto no Código Penal.

Rede social não é como conversa a quatro paredes dentro de casa. Trata-se de uma conversa pública e a liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade e limites. É tudo o que não houve nesse caso. 

Por Leandro de Jesus

08 junho, 2013

Protestar não restringe o direito de ir e vir

Houve depredação de equipamentos públicos? Sim, você encontra minorias de idiotas em todos os lugares. Mas isso não invalida nem diminui a importância do ato, que chama a atenção a um aumento de R$ 3,00 para R$ 3,20. Ou seja, uma passagem, que já é cara, de um serviço público de transporte urbano ruim ficará mais cara ainda. Jovens revoltados foram às ruas. Queriam protestar, se fazerem ouvidos. O poder público dialogou com bombas de gás.

Autoridades e alguns veículos de comunicação não demoraram a chamá-los de vândalos. Repórteres, com os olhos arregalados do tamanho do mundo, demonstravam o pânico de quem nunca imaginaria que aquela massa disforme poderia fazer barricadas com sacos de lixo. Falou-se em “contenção”, comentaristas na TV em “imposição da ordem”. Pouco sobre um Estado que não está nem aí para quem (sobre)vive nas franjas da sociedade e depende de transporte público. Na internet, houve quem pediu para colocar esses miseráveis bandidos de volta para o lugar deles.

E não é só evitar que o preço da passagem suba, e sim garantir qualidade e conforto para trazer o público que não é usuário de transporte coletivo para ele (aos poucos, é claro, porque não tenho tanta esperança no senso de coletividade da classe média paulistana assim). Enquanto isso, encarecer o transporte individual a ponto de ser um mau negócio usar carro a todo o momento, destinando os recursos dessas taxas e afins à ampliação da rede pública.

Não estou defendendo que interditar vias públicas de grande circulação é a forma correta de protestar até porque “forma correta de protestar” é por si só uma contradição.

O que restringe nosso direito de ir e vir não são protestos e sim o aumento na passagem de ônibus.

Ao mesmo tempo, quem rompe a barreira do conformismo e protesta é criminalizado ou reduzido a um mero causador de congestionamentos. Para esses insurgentes, que não entendem que a cidade é um organismo autônomo que lhes presta um favor por deixarem nela viver, só gás nos olhos resolve.

Texto completo AQUI

Por Leonardo Sakamoto

06 junho, 2013

Inscrições para Conselho Municipal da Saúde

Os interessados em integrar o Conselho Municipal de Saúde de Poá precisam ficar atentos pois as inscrições serão abertas na segunda-feira, dia 10. De acordo com a diretora de planejamento da Secretaria de Saúde, Cristina dos Santos, podem se candidatar trabalhadores da área da saúde e usuários da rede.

Segundo o cronograma de inscrições, elas se encerram no dia 14. Os interessados, portanto, devem ir até a Secretaria de Saúde, situada na Rua Barão de Juparaná, nº 43, no bairro Jardim Medina, para se inscreverem, no horário das 08 às 17 horas.

“É importante que trabalhadores e a sociedade em geral participem do Conselho, pois os assuntos debatidos, as propostas para a saúde passam por esse grupo a se formar. É de interesse de todos”, afirmou a chefe da pasta de Sáude, Claudia Cristina de Deus.

Após o período de inscrições, será o de eleições, sendo que de 19 a 21 de junho será a do segmento trabalhadores da saúde, a ser realizada em Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e no Hospital Municipal. No dia 21 também serão eleitos os conselheiros do segmento usuários, no Centro Cultural Taiguara, na Alameda Pedro Calil, nº 50, no Centro de Poá.

Texto: Secom/PMP

Eleição para Conselheiro Tutelar é neste domingo

Neste domingo, dia 9, das 8 às 17 horas, tem eleição do Conselho Tutelar em Poá-SP. Assim como em outros municípios vizinhos, a escolha dos conselheiros será pelo voto popular, ou seja, qualquer eleitor poaense pode votar. Como o processo eleitoral não dispõe de recursos aos candidatos, muitos poucos moradores sabem que haverá eleição neste sábado. 

Com o objetivo de contribuir para a divulgação desse momento importante, o blog Agência Atitude apresenta a relação de candidatos, os respectivos números de legenda e os locais de votação.

Para que serve?
Antes, vale lembrar para que serve um Conselho Tutelar. O conselheiro é aquele responsável por zelar pelos diretos das crianças e adolescentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina é são consideradas crianças, pessoas até os 12 anos. Dos 13 aos 18 anos, são considerados adolescentes, mas o ECA se aplica até os 21 anos.

O Conselho Tutelar são órgãos autônomos e independentes do Judiciário, embora, necessitem dele para o encaminhamento de casos de atos infracionais, por exemplo. Juntamente ao Ministério Público, Juizado da Infância e Juventude, Defensoria Pública e entidades formam o sistema de garantias de direitos.

Veja lista de candidatos, locais de votação e texto completo AQUI

Por Delcimar Ferreira

01 junho, 2013

Proposta de Cotas Raciais nas Universidades Públicas


Nos últimos meses o movimento negro e os movimentos sociais, organizados na FRENTE DE LUTAS PRÓ COTAS RACIAIS DE SP se dedicaram a uma ofensiva para exigir a aplicação desta política nas Universidades Públicas Paulistas.

Na contramão do anseio popular, o governador Alckmin, em conjunto com as reitorias de USP, Unesp e Unicamp apresentaram o PIMESP-Programa de Inclusão por Mérito, que nem de longe atende as reivindicações históricas de democratização do acesso.

Imediatamente reagimos. Formulamos o Manifesto a Favor das Cotas e contrário ao Pimesp. Provocamos as forças populares na Alesp e sobretudo, promovemos um amplo debate no seio das universidades e da sociedade como um todo.

Como fruto desse processo, em comum acordo com o grupo de parlamentares favoráveis às Cotas, estabelecemos um Grupo de Trabalho composto por representantes da sociedade civil, cuja tarefa seria a elaboração de um novo texto que servisse de substitutivo ao PL de Cotas 530/04.

Após 2 meses de trabalho, encerramos essa etapa e apresentamos à sociedade civil organizada a proposta de PL de Cotas elaborada e, a partir da agora, defendida pelos Movimentos.

Leia o texto completo AQUI

Veja AQUI o Projeto de Lei

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