Entidades manifestam por eleições limpas

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Foi realizado na segunda-feira (08/04), no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o Ato “Eleições Limpas”: Contra o financiamento privado e em defesa do financiamento democrático de campanha. O evento contou com a adesão de dezenas de entidades da sociedade civil que subscreveram o manifesto de mesmo nome.

Para o codiretor do MCCE, o Juiz Márlon Reis, o apoio de tantas entidades prova que se chegou a uma maturidade social necessária para transformar a política brasileira. Disse ele: 

- Precisamos mudar, não podemos mais viver sob as regras que hoje orientam as eleições. Estamos vendo um crescimento do abuso do poder político e econômico e todos concordam que é preciso fazer uma profunda reforma no sistema eleitoral. Nós estamos aqui para declarar isso e convocar a sociedade para uma grande marcha democrática, cívica pela mudança das eleições no Brasil. 

Veja o manifesto:

“ELEIÇÕES LIMPAS”: CONTRA O FINANCIAMENTO PRIVADO E EM DEFESA DO FINANCIAMENTO DEMOCRÁTICO DE CAMPANHA

O atual sistema político brasileiro está viciado. Abre caminho para a corrupção eleitoral e para uma representação política que, em muitos casos, não atende às aspirações do povo brasileiro. Com isto, distorce a vontade popular limitando o alcance de uma verdadeira democracia política.

Desta forma cresce na sociedade a exigência de uma Reforma Política Democrática. A Lei da Ficha Limpa cumpriu importante papel ao atacar as consequências da corrupção eleitoral. Agora é necessário enfrentar suas causas.

A causa fundamental da corrupção eleitoral está no atual sistema eleitoral e no financiamento privado de campanha que permite ao poder econômico influenciar o processo político, privilegiando candidatos que representam interesses de uma minoria em prejuízo dos candidatos que visam os interesses da maioria do povo brasileiro.

A verdade é que a maior parte das doações não aparece, constituindo importantes recursos eleitorais não declarados e que se prestam à formação do chamado “caixa dois”, causa principal da corrupção eleitoral.

Uma análise deste financiamento, dito privado, evidencia que de privado tem apenas o nome, já que políticos que dele se beneficiam, muitas vezes, retribuem aos seus financiadores com recursos públicos, prática esta que acarreta um saque nos dinheiros públicos de regra muito maior do que a doação.

Os candidatos que assim se elegem traem compromissos com seus eleitores, pois defendem os interesses de quem os financiou, causando justa indignação na sociedade. O passo inicial para uma reforma política democrática deve ser o fim do financiamento privado de campanha, instituindo o financiamento democrático através de recursos públicos.

A Reforma Política Democrática representa, pois, o caminho para aprofundar a democracia, garantindo a ampliação da representação política da maioria da sociedade, valorizando o papel do eleitor e contribuindo para o fim da corrupção eleitoral.

A Sociedade civil organizada se reserva o direito e dever de apresentar um Projeto de Iniciativa Popular mais abrangente, apresentando e representando os anseios da sociedade onde eles não forem atendidos pelos que deveriam representá-la e que compõem o Congresso Nacional.

Sim à Reforma Política Democrática!
Não ao financiamento privado de campanha!
Fora a influência do poder econômico nas eleições.

Mais detalhes em http://www.mcce.org.br/site/vnoticias.php?acao=vinoticias&id_noticias=898

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