Não seja um zumbi das Redes Sociais

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Diariamente, difundi-se pelas redes sociais infinitas informações, frases, fotos e vídeos. Curtir, compartilhar, retuitar e comentar faz parte desse cenário no Twitter e Facebook, dois dos maiores sites de relacionalmentos no mundo. No entanto, qual a credibilidade de certas informações que lemos e avalizamos ao compartilhar? Tomamos cuidado com o conteúdo que recebemos ou apenas repassamos automaticamente feito zumbis?

Zumbi é aquele ser considerado irracional e sem consciência plena. Parece que um dos males propiciados pela velocidade a qual nos acostumamos nas redes seja agir assim: consumir informação e divulgá-la sem refletirmos criticamente sobre o conteúdo, o que propicia a difusão de erros, mentiras e de inclusive cometer crimes difamando determinada pessoa. Isso não é incomum nas redes sociais.

De acordo com o jornal inglês Telegraph, um estudo feito pela Optimum Research mostrou que as pessoas estão muito mais propensas a serem honestas pessoalmente do que em redes sociais como Facebook e Twitter, conforme foi publicado no Olhar Digital.

"O estudo relata que as pessoas acham mais fácil mentir para outras nas redes sociais do que pessoalmente. Segundo um levantamento feito com 2.012 pessoas, apenas 20% dos questionados disseram que eram mais honestos quando se comunicavam pelo Twitter ou mensagem de texto. Quase um terço afirmou que eles eram mais verdadeiros quando falavam com alguém cara-a-cara e, segundo outro estudo não identificado, em 2008, o email foi apontado como a forma menos honesta de comunicação".

Há vários exemplos de erros, propositais ou não, compartilhados. É comum a existência de mentiras pequenas contadas sobre estado civil, sobre seu humor em determinado momento ou um lugar em que estaria. Há aquelas mentiras que espalham-se como vírus ou correntes. Certamente o navegante já recebeu algum conteúdo dizendo que não poderia ingerir alguns alimentos misturados, uma famosa foto que fora montada ou mesmo um pedido para excluir certo arquivo que seria um vírus mas na verdade se tratava de importante arquivo no computador. Ou ainda aquela mentira de que seria anulada uma eleição se mais de 50% das pessoas votassem nulo.

Um mentira, uma calúnia, porém, pode causar enorme problema na vida de um político. Recentemente, uma frase do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), foi atribuída a Geraldo Alckmin e se espalhou numa enorme velocidade, "Professor deve trabalhar por amor, não por dinheiro", disse o político cearense. O ex-presidente Lula também foi citado, inveridicamente, de estar na lista dos bilionários da Revista Forbes. Ele teria, de acordo com a informação circulada, patrimônio de mais de R$ 2 bilhões

O caso mais recente ocorre com o Deputado Federal Jean Willys (PSOL/RJ). Após liderar um movimento de combate à posse do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC/SP) como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Willys passou a sofrer um "terrorismo virtual". Inventaram uma falsa entrevista dele na rádio CBN, na qual teria defendido a pedofilia. Numa outra mentira divulgada, dizia que os "cristãos seriam fanáticos e doentes" ou que "a bíblia era uma piada" e que somente palhaços acreditavam nela. Certamente, atos de criminosos. 

A mentira pode piorar a situação e gerar uma onda de violência. Willys acabou de solicitar reforço na sua segurança devido a muitas ameças e tentativas de intimidação. Isso é muito grave. 

Agora, quando o internauta também começa a fazer parte desses crimes? Quando compartilha/divulga/retuita tais falsas mensagens sem recorrer a uma simples busca pela internet para confirmar ou não a veracidade da informação. Quando não atua como um ser crítico, analisando o que consome e repassa a seus amigos e seguidores, automatizado, como faria um zumbi.

Divulgar uma mensagem, ainda que criada por outrem, é também avalizar a credibilidade de quem publicou. É nosso dever fazer o mínimo, confirmar determinadas frases, informações. Se não conseguir checar, mesmo por um site de buscas como o Google, é melhor ser prudente do que colaborar muitas vezes, entre outras coisas, com um crime de difamação.

Por Leandro de Jesus

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