Arquivos do DEOPS de São Paulo na internet

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divulgação
No próximo dia 1º de abril, segunda-feira, às 10h30, o Arquivo Público do Estado de São Paulo promove
o evento Memória Digital - Os Arquivo do DEOPS de São Paulo na Internet.

Cerca de 1 milhão de páginas da documentação do extinto Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), serão disponibilizadas na internet durante o evento.

A digitalização dos documentos foi realizada em parceria pela Associação dos Amigos do Arquivo Público de São Paulo e o projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, com o apoio da FAPESP. O material a ser publicado inclui fichas, prontuários, produzidos pela Delegacia Estadual de Ordem Política e Social, DEOPS-SP, que de 1923 a 1983 foi o órgão de repressão política mais atuante no Estado de São Paulo.

O objetivo desta publicação online é facilitar o acesso do cidadão à documentação do Estado e ao mesmo tempo abrir uma fonte de pesquisa para estudiosos, jornalistas e público em geral. 

O acervo estará disponível para consulta a partir de 1º de abril no site www.arquivoestado.sp.gov.br.

O Arquivo Público do Estado de São Paulo se localiza na rua Voluntários da Pátria, 596, Santana (ao lado do metrô Portuguesa-Tietê )

Arquivo do Estado

Departamento de Ordem Política e Social

"O Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), criado em 1924, foi o órgão do governo brasileiro, utilizado principalmente durante o Estado Novo e mais tarde no Regime Militar de 1964, cujo objetivo era controlar e reprimir movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder.

Antigamente, subordinados aos Governos Estaduais, receberam outras denominações, dependendo da época e local, como DEOPS (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) e DELOPS (Delegacia de Ordem Política e Social).

O órgão em São Paulo foi fundado em 1924 e teve vários nomes (delegacia, superintendência), até ser extinto no início de 1983. A sua designação no período final era Deops – Departamento Estadual de Ordem Política e Social, como consta em seus arquivos. Contudo, a sigla "Dops" é a que ficou na história.

Durante o regime militar, em São Paulo, o seu delegado mais conhecido foi Sérgio Paranhos Fleury, devido as acusações de "linha dura" feita pelos presos.

Havia muitas dificuldades para quem fosse fichado no DOPS. O candidato a um emprego, por exemplo, em um período da ditadura militar, precisava apresentar um "Atestado de Antecedentes Políticos e Sociais", mais conhecido como "Atestado Ideológico", que era fornecido pelo DOPS a quem não tinha ficha no órgão.

Hoje, o DOPS (delegacia de ordem política e social) ainda existe em alguns estados da federação. No passado, além da repressão política, o DOPS da Polícia Federal tinha a atribuição de censurar os meios de comunicação, através da Divisão de Censura e Diversões Públicas e a partir de 2001 o controle das armas de fogo. Atualmente, a Divisão de Ordem Política e Social não consta mais do organograma da Polícia Federal, mantendo esta, entretanto, a competência para apurar as "infrações penais contra a ordem política e social", nos termos do inciso I, do § 1º, do artigo 144, da Constituição Federal". (Wikepedia)

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