O MUNDO FICOU PRETO E BRANCO E UM POUCO MAIS LOUCO

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O Corinthians comemora mais um título mundial. Venceu o poderoso Chelsea por 1 a 0 em Yokohama, no Japão. Novamente, o mundo se cobre de preto e branco e conhece mais um pouco do que o bando de loucos torcedores é capaz de fazer para empurrar seu time.  Esse dia 16 de dezembro é mais que especial.  Completou nesta data 22 anos da conquista do primeiro Brasileirão. Pode ser de agora em diante o dia de Corinthians.

Foi sofrido, como sempre. A final, o sonho do bando, tinha que ser como foi. Apesar das dificuldades, o Corinthians jogou muito e, diferente dos clubes brasileiros que lá foram, jogou no ataque, pressionando bastante o Chelsea. A partida foi equilibrada, com grandes chances para as duas equipes.

Emerson perdia gols do lado corintiano e Torres no dos ingleses. Quando tudo parecia perdido, no entanto, Cassio, como na Libertadores, mostrou-se como um gigante e fez defesas incríveis. Não à toa, foi eleito o melhor jogador da competição. Será sempre lembrado.

A defesa foi precisa, como em todo o ano. Alessandro, Chicão e Fábio Santos deram conta do recado. Paulinho é talvez o melhor jogador do time. Consistente na marcação e sua surpresa nos ataques sempre desequilibra. No gol, lá estava também.

Jorge Henrique, por sua vez, fez mais uma partida taticamente perfeita. Firme na marcação e, embora tenha limitações no ataque, fez boas jogadas auxiliando Danilo, Emerson e Guerrero

Apesar do jogo difícil e da ansiedade, o bando de loucos gritava o tempo todo, tanto aqui no Brasil como lá no estádio. Estimam uns 30 mil corintianos lá, vibrando como se no Pacaembu fosse.

Paulinho apareceu novamente, primeiro com um toque de calcanhar para Jorge Henrique e depois limpando na área e deixando para Danilo finalizar. Na sobra, lá estava Paolo Guerrero para marcar de cabeça, de desacreditado no meio do ano a heroi da conquista. 

Apesar da vantagem, o time não ficou somente se defendendo. Isso foi fundamental para a conquista. Respeitar mas não temer foi diferencial e mesmo sofrendo ataques perigosos o time continou comandando a partida. 

O título veio, enfim. Suado, sofrido, merecido. Mais uma vez, o mundo viu quem é o Corinthians e conheceu sua magnífica torcida, que não apenas torce, mas empurra o time à vitória.

O mundo é do Corinthians. É festa nas favelas, é festa do povo brasileiro. Afinal, o Corinthians tem cara de Brasil. É a torcida onde todos são iguais, bando de loucos.


A Renascença

A saga certamente começou em 2007, após o terrível rebaixamento para a segunda divisão. No ano seguinte, com os agora campeões Alessandro, Chicão e Julio Cesar, renascendo da cinzas, o Timão vencia a segundona com a melhor campanha já registrada. Em 2009, Ronaldo deixou o Corinthians mais fenomenal ainda. O clube do Parque São Jorge conquistou o campeonato paulista com brilhantes jogadas do artilheiro de todas as copas e se sagrou campeão da Copa do Brasil.

Após alguns anos, em 2010, o Poderoso Timão voltou a Libertadores. Apesar de ser o melhor da primeira fase e deixar a torcida animada, não resistiu ao Flamengo, de Adriano, o ex-Imperador. Ronaldo jogou pouco mas ainda assim o coringão chegou bem no campeonato brasileiro e quase foi campeão.

O começo de 2011 foi desastroso. Com um time fora de forma, desentrosado e no início de temporada, veio o vexame. Mesmo com Ronaldo e o lateral Roberto Carlos, o Timão perdeu na pré-Libertadores para o desconhecido Tolima. O clube foi motivo de chacotas. Mas o destino reservara um final de ano muito melhor. Com uma consistente e eficaz campanha, mais uma vez o clube ganhou o troféu de melhor clube do país, ao vencer pela quinta vez o Brasileirão.

Em 2012, todos já sabem. O campeão dos campeões, o clube mais brasileiro, é o dono da bola, o melhor do mundo.


Por Leandro de Jesus

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