NEGÓCIOS DO PT

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Partido chega nas eleições indefinido

Não é novidade que o Partido dos Trabalhadores (PT) deixou de ser um partido de bases e passou a ser dominado por uma elite política maravilhada com o pragmatismo eleitoral. Espanta cada vez mais deixar distante o passado de lutas, de ideologia, de rupturas, para aceitar acordos em torno de eleger a qualquer custo. Em Poá, a situação do partido não está diferente.

Primeiro, o partido ingressou na gestão do prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), no intuito de trazer verbas federais para a cidade, por meio da Secretaria de Habitação. Não só não teve êxito, como o então Secretário, Dorval Torres, saiu pelas portas do fundo, demitido.

Alinhando ainda com o governo, a direção municipal buscou um dos quadros da administração para ser seu candidato a prefeito, o então Secretário de Saúde, Ali El Kadri, no prazo limite de filiação para poder concorrer este ano. Insatisfeito, Testinha demitiu Ali do governo.

Em dezembro do ano passado, Ali, apoiado por Rogério Mathias, presidente do partido, e Dorval Torres, saiu vencedor nas disputas das prévias interna, contra Rosenil Órfão.

Passados seis meses da disputa, torna-se cada dia mais público aquilo que todos sempre souberam: as disputas e rachas internas do partido. No entanto, dessa vez, querem rasgar o estatuto do partido e desautorizar a candidatura de Ali, que havia vencido no voto dos militantes. O Diretório Municipal se reuniu nessa semana e optou pela troca de candidato.

É como um negócio. Se não estão satisfeitos, desfaz como se objetos fossem. Não entra nesse caso mérito ou não da candidatura do médico ou os defeitos dele, mas sim o direito adquirido, conquistado nas prévias. Confirmando a alteração da candidatura, o PT afasta de si mais ainda uma das poucas características de seu passado, a democracia interna. Dessa forma, o partido entra na disputa eleitoral já perdendo e repetindo erros do passado.

Por Leandro de Jesus

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