VEREADORES FINGEM QUE SE PREOCUPAM, A GENTE FINGE QUE ACREDITA

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Na última sessão da Câmara, alguns vereadores, que querem aparentar ser de oposição, levaram um grande grupo de moradores ao plenário. A intenção oficial era mostrar os descaso da administração municipal com a decisão judicial de desapropriação pela qual passa essas pessoas. A encenação se procedeu de forma que todos acreditassem, inclusive a imprensa, de se tratar de novidade, e que imediatamente eles haviam se preocupado. Não é bem assim.

Há vários meses ocorre esse processo, encaminhado pela promotoria da cidade. Tanto os vereadores, quanto o executivo conhecem a situação e já era possível prever a decisão de desocupação, por se tratar de área de nascentes. Portanto, não se trata de novidade. Se houvesse realmente preocupação, eles teriam acompanhado todo o processo, ao lado dos moradores, e buscando informações com o promotor. Mas, essa intenção, é só aparência.

Inclusive, há meses, eu, como membro do Conselho Municipal de Habitação, questionei oficialmente em reunião qual seria o posicionamento da administração municipal tanto sobre essas desocupações no entorno da fonte quanto aquelas que poderão ocorrer em virtude da construção de um Spa e hotel na região. Na reunião, ficou claro que não havia qualquer projeto, mas aventou-se a possibilidade de encaminhá-las para o Programa de Aluguel Social.

Ainda, se houvesse preocupação do legislativo com moradias no município, os vereadores acompanhariam as reuniões do Conselho Municipal de Habitação e o de Políticas Urbanas. Com acento garantido, eles não vão às reuniões. Quanta preocupação, não?

É muito fácil retirar moradores de suas residências, levá-los ao plenário e mostrar-lhes indignação. Difícil é trabalhar como um verdadeiro vereador, preocupando-se e acompanhando os problemas da cidade, diariamente. A situação foi apresentada por Júnior da Locadora, Azuir Cavalcante e Augusto de Jesus. Depois, todos os outros demonstraram "solidariedade" à causa.

Abuso de poder

Para apresentar uma denúncia, o vereador Augusto de Jesus levou ao plenário um vídeo-denúncia no qual uma senhora relatava uum problema e a seu lado, em situação vexatória, estavam duas crianças. A denúncia, sobre uma possível perda de moradia da senhora, merece e deve ser averiguada. Mas nada justifica expor publicamente, daquela forma, duas crianças. 

Aqueles que deveriam garantir o cumprimento de legislação, do Estatuto da Criança e Adolescente, foram os primeiros a desrespeitá-las. Nem o presidente da casa interviu, nem a vereadora Jerusa Lisboa, ex-membro do Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente, fez qualquer ato para impedir a continuidade da exposição.

Acompanhe o caso com mais detalhes no blog Saulo Souza, que ainda tentou intervir mais foi abruptamente impedido pelos vereadores e pela platéia, que mal sabia das irregularidades.

Por Leandro de Jesus

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