COM RODOANEL, MORADORES VÃO PARA DEBAIXO DE PONTE

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Redução da área de domínio prejudicará moradores

A lenda oficial informa que com o Rodoanel a região terá possibilidade de grande desenvolvimento e as áreas residenciais serão valorizadas com o progresso. Um exemplo da cidade de Poá prova exatamente o contrário. Para reduzir custos, a SPmar, concessionária da obra, reduzirá a faixa de domínio e levará cidadãos a morarem praticamente debaixo da ponte que será construída entre Suzano e Poá.

O projeto inicial do Rodoanel prevê que as faixas de domínio - zona desocupada para as pistas - sejam de até 200 metros no total. Em algumas áreas, ela quer reduzir para 130 metros (65 de cada lado), o que faria diminuir a desocupação de 890 para 600 imóveis nas cidades de Mauá, Ribeirão Pires, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá, conforme informou o Diário do Grande ABC.


"Estamos procurando diminuir os impactos social e ambiental da obra. Já iniciamos as negociações com os proprietários de imóveis rurais por onde o Trecho Leste passará. Teremos uma posição mais clara de Mauá e Ribeirão Pires, e também dos outros municípios, quando concluímos os estudos sobre a redução da área de domínio", explica ao jornal o diretor executivo do SPMar, Marcelo de Afonseca e Silva


No Bairro Vila Eureka (Calmon Viana) a situação, no entanto, é mais crítica. Embora o atual projeto prevê pistas elevadas, a área de domínio será muito pequena, o que proporcionará, às pessoas que permanecerem na região, morarem praticamente embaixo da ponte. O cidadão abrirá sua janela e verá carros e caminhões sobre suas residências, além da poluição sonora.

Hoje estão preocupados aqueles que terão de sair de suas residência. No último levantamento, serão 41 moradias, conforme informou o Secretário de Habitação de Poá, Saul Souza. A preocupação, no entanto, tem de ser também daqueles que vão permanecer.

A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) ainda precisa aprovar o projeto executivo final proposta pela concessionária. Será um grande absurdo aprova-lo com uma faixa de domínio tão reduzida, na região. É necessário imediato questionamento. 

Além da ponte, que será considerada a segunda maior do Brasil, afetar profundamente o cenário urbano da cidade, moradores terão seus imóveis desvalorizados por residirem praticamente abaixo das pistas. Veremos agora quais políticos, do executivo e do legislativo, realmente se mobilizarão contra a aprovação do atual traçado. Da forma que está, não há qualquer respeito pelo cidadão.

Audiência Pública


Na próxima quarta-feira, dia 09, às 10h será realizada audiência pública na Câmara Municipal de Poá. Foram convidados a Empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), a SPMar, e a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). 

Por Leandro de Jesus

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