GRUPO DE MILITANTES SAI DO PT E CRITICA O PARTIDO

.
Militantes propõe o desafio de se criar uma alternativa de esquerda em Poá

Em manifesto encaminhado à direção do Partido dos Trabalhadores (PT), ao menos 30 militantes informaram desfiliação do partido e chamaram outras pessoas, filiadas ou não a partidos, a construírem uma alternativa de esquerda em Poá, resgatando uma política que deixou de fazer efeito na cidade.

No manifesto, o grupo avalia que após a perda das eleições a prefeito em 2004, com o candidato Milton Buento, o partido deixou de ter representantes de mandatos populares. O partido teria vivido "quatro anos de horror, de barganha e trocas de favores com os ex-vereadores Rogério Mathias e Dorval Torres". Os resultados eleitorais de 2008 só não foram piores porque o PT não conseguiu eleger Mathias, alegam os militantes.

Ainda em relação à esfera municipal, o governo de Testinha é visto como aquele que rompeu com as antigas oligarquias mas que "manteve políticas e condutas conservadoras e populistas", mantendo assim a "velha política".

O PT, segundo os dissidentes, "não é mais um espaço de construção do poder popular". Salvo excessões, a maioria estaria cooptada pela lógica eleitoreira e fisiologismo, além de se abraçar à política neoliberal. O grupo garante ainda que há pouco espaço para os que são comprometidos com a transformação da sociedade. Destaca-se somente os que são "apadrinhados por caciques ou por grandes corporações sindicais".

Por fim, os militantes dizem não ser mais possível conquistar mandatos populares e socialistas pelo PT. Contra isso, dizem, aceitam o desafio de rearticular a esquerda na cidade através de um grupo forte e comprometido com o socialismo, com o intuito de conquistar espaço em conselhos municipais, no legislativo e executivo.

Blog analisou situação ano passado

Após as eleições do primeiro turno em 2010, o Blog de Poá analisou o resultado vitorioso do PT. Na cidade, o partido foi o mais votado para presidente, deputado estadual, governador e senador. Em contrapartida, na esfera municipal, o partido nunca elegeu prefeito e nesta legislatura não conseguiu eleger sequer um vereador.

Um dos motivos seriam o tamanho da divergência existente entre os grupos mais fortes no diretório municipal. Agora, um dos grupos, o que circundava o ex-vereador Milton Bueno, torna público a divisão e resolve abandonar a sigla. Segundo informações, Bueno ainda não decidiu sobre sua possível saída.

Agora, o grupo dissidente continua chamando militantes a saírem do partido e segue conversando com a direção do PSOL para uma possível filiação.

Por Leandro de Jesus

0 comentários:

Publ01