FENÔMENO HISTÓRICO

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Em tempo, não poderia deixar de escrever algumas palavras sobre R9

Há apenas alguns poucos dias, Ronaldo Luís Nazário de Lima anunciava sua aposentadoria da carreira de jogador. Porém, tempo suficiente para já sentirmos saudades do correto apelidado de Fenômeno. Um fênomeno pode ser natural ou artificial, ele nos parecia ser sobrenatural. Em minha jovem vida de amante do futebol, certamente foi o melhor que vi atuar, sem espaço para comparação com outro qualquer.


© Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
O outrora Ronaldinho sempre esteve à frente de seus companheiros. Seja na corrida, nos dribles, no raciocínio, na capacidade de fazer gols e até de gerar receitas midiáticas, ele sempre foi o primeiro. Não fosse suas três graves contusões, as quais o deixaram mais de ano fora de campo, ele poderia hoje disputar com Maradona e Pelé o título de maior de todos os tempos. Suas lesões, no entanto, talvez serviram para confirmar aquilo que víamos nos jogos. Recuperar e voltar a jogar naquelas oportunidades foi ato dígno de poucos, e desacreditado por muitos, mas atitude que apenas confirma a realidade de seu status de fenômeno.

É certo que nos últimos meses ele não conseguia mais demonstrar o que sempre soube: sua capacidade em desequilibrar. É certo que sua despedida não foi vitoriosa como muitos desejavam, especialmente os corintianos. Mas sem dúvida, isso não apaga ou mancha seu passado. Do modesto São Cristóvão, passando rapidamente por Cruzeiro e em seguida pelo PSG até chegar ao grande Barcelona, já observávamos que ele não era comum. Melhor do mundo três vezes, campeão da Copa pela seleção e dezenas de títulos por clubes não é para qualquer um. A dúvida é em qual clube ele melhor jogou, pois melhor sempre ele foi. Passou ainda por Inter de Milão, Real Madri, Milan e Corinthians.

A música em sua homenagem escrita por Marcelo D2 e Bruno é um hino que retrata sua trajetória. A imagem que temos dele é a mesma do verso "igual a todo brasileiro, eu sou guerreiro/ Às vezes caio, mas eu me levanto, mas eu me levanto". Não há imagem melhor do fenômeno. As quedas nunca foram barreiras para ele. Nem mesmo a queda do alambrado na comemoração de seu primeiro gol na volta aos gramados brasileiros. É, este momento não fora como as outras quedas, foi um salto para mais um recomeço vitorioso. Mas, infelizmente sua carreira chegou a fim.

Guardamos lembranças de seus arranques, gols e até das adversidades. Contudo, neste momento cabe apenas dizermos parabéns por sua brilhante carreira. Poucos foram e serão como você. Sem dúvidas, Ronaldo foi um verdadeiro fenômeno histórico.

Por Leandro de Jesus
Jornalista

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