MORADORA RECLAMA DO TRANSPORTE PÚBLICO, SEGURANÇA E ACESSIBILIDADE

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Reproduzimos abaixo carta de moradora de Poá descontente com a falta de ação da prefeitura.

Sou moradora da Vila Varela, na divisa com Itaquá. Trabalho na zona sul (Brooklin), e para isso tenho de sair de casa às quatro da manhã, tanto pela falta de transporte público, como pela minha restrição de mobilidade (sou deficiente física, mas não cadeirante). A estação de trens mais próxima (Aracaré) fica em outro município, e a de Poá, no meu passo, fica há quase uma hora de caminhada. Não tem como pegar ônibus pra lá, pois o primeiro veículo sentido centro só passa quando faltam 5 minutos para as cinco da manhã (isso sem contar a distância de minha casa até o ponto de ônibus, uns vinte minutos). Dessa forma, sou obrigada a pegar um outro ônibus até o Metrô Brás.

Desde a construção de uma passarela sobre a linha férrea no bairro, os assaltos são constante, sem falar no problema de acesso de pessoas com restrições (como eu), ou simplesmente as centenas de trabalhadores que não têm emprego aqui na cidade e são obrigadas a irem para a “cidade grande” ganhar seu sustento (como eu também). Por inúmeras vezes, já foi pedida instalação de uma guarita nessa passarela, mas nada foi feito. O perigo aos moradores continua.

O ilustre prefeito iniciou em frente a essa passarela, uma pequena área de lazer, mais exatamente sob o viaduto que dá acesso à Suzano. Ok, ele tem obrigação de investir no lazer, mas concorda que ele deve priorizar investimentos em obras funcionais, ainda mais quando a segurança da população está em jogo?

Outra coisa, pra que essa pequena área de lazer se não existe sequer uma guia rebaixada para acesso de cadeirantes! Nada democrático, não é mesmo?

Bom, a minha de insatisfação com a atual gestão de nossa cidade, pelos mais variados motivos, ocuparia boa parte de seu tempo, por isso só quis ressaltar um dos pontos que achei primordiais,

Leony Permanhani Costa

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