30 janeiro, 2011

TESTINHA AUTORIZOU AUMENTO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS

Sem qualquer discussão pública, valor da passagem foi alterada num sábado

Ao contrário de sua promessa nas eleições de 2008 na campanha para prefeito de Poá, Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), permitiu aumento na tarifa da passagem do ônibus municipal. Sem discussão e sem aviso prévio, o decreto autorizativo e o aumento foram subitamente publicados no último dia 15.


A passagem municipal sofreu um reajuste de 12%, passando de R$ 2,50 para R$ 2,80. Este é o segundo aumento no valor da passagem na gestão de Testinha. Em janeiro de 2009, o valor havia passado de R$ 2,30 para R$ 2,50. O prefeito, no entanto, alega que a autorização daquele aumento fora efetuado pelo ex-prefeito Roberto Marques (PTB).

Os reajustes, no entanto, vão de encontro ao que prometeu o então candidato Testinha. Em entrevista para a imprensa, ele havia prometido baixar o valor para R$ 1,70, valor 40% menor que o atual.

Além disso, houve outro fato incomum e estranho no procedimento. A autorização se deu no momento no qual está ocorrendo o processo de concorrência para determinar qual será a nova empresa concessionária do transporte público. Na proposta vencedora, poderá constar um valor diferente do atual. Portanto, seria mais prudente aguardar o resultado, já que deverá ser publicado em breve.

Promessas para o transporte

Esta não é a primeira promessa na área de transportes que ainda não foi cumprida pelo prefeito. Garantiu que haveria um bilhete de ônibus integrando os coletivos de Poá e Ferraz de Vasconcelos. Os usuários, ainda no primeiro mês de sua gestão, iriam viajar nas duas cidades com o pagamento de apenas uma passagem. Meses depois, somente foi criado o bilhete COMPOÁ, com o qual se pode viajar sem pagar outra passagem no intervalo de 1 hora.

A construção de duas novas rodoviárias, uma do lado norte e a outra no sul, também não foram concretizadas até o momento, mas fizeram parte das promessas de Testinha.

Ações de grande interesse público, como o subsídio transferido às concessionárias, de forma a reduzir o valor, e a criação do passe livre (gratuito) para estudantes, também não foram apresentadas pelo governo.

Por Leandro de Jesus

25 janeiro, 2011

FEIJOADA BENEFICENTE FOI UM SUCESSO

Evento fez parte da campanha para custear tratamento do menino Arthur


Arthur e sua família

No último sábado, dia 22, a família do menino Arthur cumpriu mais uma etapa da bela campanha que move e comove amigos. Mais de 200 pessoas foram ao Espaço Casa Branca, em Itaquaqueceuba, para prestigiar uma Feijoada Beneficente. A arrecadação do evento faz parte da busca pelo montante de R$ 120 mil, valor necessário para custear na China um especializado tratamento com células-tronco.


A todo instante mais pessoas vão conhecendo a perseverança da família para tratar a Paralisia Cerebral que acometeu Arthur em seu primeiro mês de vida. Hoje, aos 6 anos, ele sente o calor de novos amigos solidários à sua campanha. As jovens Elaine Bairros e Ernaenes Lucato fazem parte desse grupo e resolveram abraçar a causa.

O evento se tornou realidade graças a elas. Com planejamento e organização, conseguiram mobilizar familiares e colegas da empresa na qual trabalham e transformaram a vontade numa grande ação. “Uma amiga foi quem me contou sobre o caso. Em seguida, contatamos a família do Arthur e pedimos autorização para promovermos a feijoada”, relatou Elaine. A partir daí, em 2 meses as idéias se transformaram em realidade. “Providenciamos então as camisetas, o salão de festas, buffet, e todos os outros materiais da festa”, descreveu Ernaenes.

Os pais, Edvaldo Venâncio e Adriana Maria da Silva, ficaram surpresos com o tamanho do evento. “Tudo o que vier é bem vindo, mas de repente elas ligaram e já estava tudo preparado, é uma maravilha, uma benção de Deus”, comentou Adriana.

A campanha tem se multiplicado em vários locais. As doações chegam desde algumas igrejas, as quais chamam os fiéis a contribuir, até anônimos que conhecem a campanha pelo blog do Arthur ou por publicações na imprensa. Os pais, no entanto, sabem da dificuldade de obter o valor e têm consciência dos possíveis resultados do tratamento. Eles, contudo, não querem desistir. “As vezes, criticam a gente por querer gastar um dinheiro tão grande para obter pouco resultado. Mas pra gente, qualquer gesto novo que o Arthur faça já valerá a pena”, falou emocionado Venâncio.

O tratamento do Arthur

Arthur nasceu saudável em 04 de maio de 2004. Um mês depois, com problemas respiratórios, seus pais o levaram para um hospital. Depois de longa espera para ser atendido, o então bebê piorou e teve de ser internado. Os médicos diagnosticaram bronquiolite e fizeram um procedimento de aspiração. Muito debilitado, o bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória. Após várias tentativas, conseguiram reanimá-lo, mas ele ficou com seqüelas. Após um mês de internação, ele teve alta e voltou para casa com problemas neurológicos.

Arthur atualmente não anda, não fala, tem movimentos involuntários, alimenta-se com dificuldade, auxiliado pela mãe, e faz uso medicamentos para convulsão. Ele é acompanhado na APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente) por fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, neurologista e ortopedista.

A família do menino conheceu há pouco tempo um tratamento realizado na China com utilização de células-tronco. Após envio de diversos exames, a empresa de biotecnologia Beike Biotech aceitou realizar o procedimento no Arthur. Algumas crianças têm obtido resultados bastante positivos após tratar-se naquele país. É esta esperança que move os pais na busca do valor total dos gastos, que incluem as sessões clinicas, passagens, hospedagem, alimentos e medicação.

As doações podem ser feitas na conta da Caixa, Agência 0976, operação 013, conta 16939-0, favorecido Arthur Victor Venâncio da Silva CPF:361.797.248-90 ou no Banco Bradesco Agencia 3320 conta Poupança 1003540 -6.

Blog da Campanha: http://wwwarthurrompendolimites.blogspot.com/

Leandro de Jesus - Jornalista
foto: Adilson Santos fotocomadilson@gmail.com


24 janeiro, 2011

MORADORA RECLAMA DO TRANSPORTE PÚBLICO, SEGURANÇA E ACESSIBILIDADE

Reproduzimos abaixo carta de moradora de Poá descontente com a falta de ação da prefeitura.

Sou moradora da Vila Varela, na divisa com Itaquá. Trabalho na zona sul (Brooklin), e para isso tenho de sair de casa às quatro da manhã, tanto pela falta de transporte público, como pela minha restrição de mobilidade (sou deficiente física, mas não cadeirante). A estação de trens mais próxima (Aracaré) fica em outro município, e a de Poá, no meu passo, fica há quase uma hora de caminhada. Não tem como pegar ônibus pra lá, pois o primeiro veículo sentido centro só passa quando faltam 5 minutos para as cinco da manhã (isso sem contar a distância de minha casa até o ponto de ônibus, uns vinte minutos). Dessa forma, sou obrigada a pegar um outro ônibus até o Metrô Brás.

Desde a construção de uma passarela sobre a linha férrea no bairro, os assaltos são constante, sem falar no problema de acesso de pessoas com restrições (como eu), ou simplesmente as centenas de trabalhadores que não têm emprego aqui na cidade e são obrigadas a irem para a “cidade grande” ganhar seu sustento (como eu também). Por inúmeras vezes, já foi pedida instalação de uma guarita nessa passarela, mas nada foi feito. O perigo aos moradores continua.

O ilustre prefeito iniciou em frente a essa passarela, uma pequena área de lazer, mais exatamente sob o viaduto que dá acesso à Suzano. Ok, ele tem obrigação de investir no lazer, mas concorda que ele deve priorizar investimentos em obras funcionais, ainda mais quando a segurança da população está em jogo?

Outra coisa, pra que essa pequena área de lazer se não existe sequer uma guia rebaixada para acesso de cadeirantes! Nada democrático, não é mesmo?

Bom, a minha de insatisfação com a atual gestão de nossa cidade, pelos mais variados motivos, ocuparia boa parte de seu tempo, por isso só quis ressaltar um dos pontos que achei primordiais,

Leony Permanhani Costa

21 janeiro, 2011

FEIJOADA BENEFICENTE

Ocorre neste sábado, dia 21, em Itaquaquecetuba, a Feijoada Beneficente com objetivo de arrecadar fundos para custear o tratamento médico do menino Arthur.

A criança sofre de paralisia cerebral decorrente de uma bronquiolite adquirida ainda no primeiro mês de vida. A família deverá realizar o tratamento na China e para isso precisa arrecadar em torno de R$ 120 mil.

Mais informações sobre a campanha e formas de ajuda  estão disponíveis no blog  http://wwwarthurrompendolimites.blogspot.com/.


Por Leandro de Jesus

15 janeiro, 2011

CULPAR A NATUREZA É FÁCIL

Milhares de famílias sofrem neste início de ano com a perda de parentes e outras tantas pelo desabamento sobre suas casas. A alegria das festas de fim de ano foi substituída pela tristeza, desolação, desespero e inconformismo. O maior culpado pela tragédia não são as fortes chuvas do período, mas o homem. Mais especificamente, os responsáveis são aqueles que estão e estiveram a frente do Poder Público.

Ao mesmo tempo em que devemos ajudar e consolar os sobreviventes, devemos cobrar e apontar os culpados. Todos os anos a história se repete.  Fortes chuvas de verão caem sobre as cidades atingindo moradias em áreas de risco. De modo geral, o poder público não age preventivamente de modo a, no mínimo, reduzir o perigo. Ao contrário, somente começam a trabalhar após perdas materiais ou de vidas. Eles, porém, são pagos para pensarem e agirem 365 dias do ano de modo a zelar pela vida e segurança daqueles que os elegeram. Não é isso, contudo, o que acontece.

Segundo especialistas, mortes até poderiam acontecer devido a intensidade das tempestades mas se houvessem ações preventivas a quantidade seria bem menor. O exemplo mais atual é o resultado das fortes chuvas que caem nas últimas semanas na Austrália. Neste país, a população recebe cartas com informações das enchentes, há plano de evacuação de área e orientações são transmitidas pelo rádio.

De acordo com a Folha de S.Paulo, no Estado de Queensland, o total de mortos não passava de 20 enquanto na região serrana do Rio de Janeiro já ultrapassa 500. Nas mesma reportagem, segundo Margareta Wahlström, subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres, o Brasil poderia ter evitado mortes se tivesse planos de emergência eficazes. Ela cita como exemplo iniciativas de outros países em desenvolvimento, como a Indonésia, que "apesar de ser uma nação pobre, têm planos de evacuação diante de ameaças de terremoto e de erupção de vulcão, por exemplo. São iniciativas que salvam vidas", diz ela.

Há muitas ações que podem ser feitas de forma antecipada. É burrice ou um crime não fazê-las. Primeiro é importante planejar ou readequar as cidades através de um Plano Diretor que contemple áreas habitáveis. Ao mesmo passo é preciso que haja um mapeamento de áreas de riscos e haja o manejamentos das pessoas desses locais. É necessário a criação de programas públicos de construção de moradias que estejam adequados num plano municipal de habitação. O desassoreamento de rios e a limpeza das calhas são partes essenciais do processo de prevenção. O tratamento de esgoto, evitando que se destine aos rios, e a limpeza de bueiros são ações que devam ser realizadas pela empresa de saneamento.
 
Em poucas linhas descrevi ações que podem salvar milhares de vidas. Mas nosso poder público, volto a dizer, não se interessa por prevenção. Isso não gera votos. Nossos políticos apenas aparecem na foto em meio ao desastre e dizem quanto vão gastar para recuperação das áreas. As vidas que se foram, no entanto, não tem preço para os que ficaram.
 
Reflita se o seu prefeito fez alguma ou várias dessas ações durante o ano de 2010. Em Poá, pouco foi feito. O Plano Diretor não foi atualizado, moradores continuam em áreas de risco, programas habitacionais ainda não foram projetados e o Centro da cidade sofreu novamente com enchente.
 
Depois...é fácil culpar a natureza.
 
Por Leandro de Jesus



11 janeiro, 2011

2 ANOS DE GOVERNO TESTINHA

Governo do PDT não promoveu novidades como prometia

Metade da gestão do prefeito Testinha já se passou e uma avaliação mais clara sobre seu governo é possível de se realizar. Pode-se dizer que é mais do mesmo. É uma administração que não ousa, não inova, não mostra dinamismo, nem transforma ou promove mudanças substanciais.

Na campanha eleitoral, o atual prefeito fez promessas de mudança mas não as cumpriu. Não houve diminuição no número de secretarias como dissera. Ao contrário, o inchaço da máquina pública continua e o número de fucionários contratados sem concurso público, os chamados apadrinhados políticos, tem índice maior que a média das cidades do país. Dezoito secretarias é um número exorbitante para o tamanho da prefeitura de Poá e ainda assim não produzem o necessário.

Algumas secretarias apresentam bons serviços, como a Cultura e a Educação. Ambas realizaram ao longo dos dois anos projetos positivos. As outras 16 fazem uma gestão regular ou nula. Entre as regulares estão as pastas de Esportes e Saúde. Entre as que prestam serviços de péssima qualidade ou não demonstraram qualquer projeto estão a de Comunicações e a de Meio Ambiente.

Como exemplo de boas ações estão a orquestra e o centro de danças, ambos projetos da Cultura. A reforma e construção de escolas e participação de professores no processo de compra de material didático faz parte de atitudes positivas da Educação. A busca de parceria do governo federal na área de esportes também é acertada.

O balanço, no entanto, entre o que foi feito e o que poderia ser é desanimador. Não faltam exemplos. A Secretaria de Administração, responsável por realizar as licitações da prefeitura, há um ano e meio não consegue promover o importante certame para escolha da nova concessionária do transporte público. Após cancelamento do primeiro edital, só agora resolveu contratar consultoria e realizou recente debates públicos sobre tema.

A Secretaria de Obras peca em não exigir qualidade na prestação de serviços das empresas contratadas. As obras no município, de modo geral, sofrem com atrasos e não há ações incisivas do órgão para evitar essas situações.

Não houve até agora concurso público para preenchimento de cargos nas diversas secretarias mas houve o preenchimento de centenas de funções por comissionados, sem processo de seleção. A política de locação de imóveis para lotar os departamentos da prefeitura são um escândalo, já denunciado neste blog. Nada mudou. Os munícipes diante da ineficiente comunicação do executivo ficam informados mais sobre as coisas fúteis do que as importantes.

Pode-se dizer ainda que há secretaria que são nulas. Em dois anos fizeram tão pouco que deveriam ser fechadas ou serem nomeados novos secretários. São elas a do Turismo, Meio-Ambiente e da Mulher.

Problemas antigos não foram resolvidos ou foram atacados de forma muito tímida. A constantes reclamações de faltas de remédios nos hospitais; a continua a impermeabilização do solo, que facilita as enchentes; a tarifa de ônibus nunca foi reduzida, como Testinha prometera; não há expectativa da construção do shopping; não há planejamento orçamentário participativo; o parque das águas não sai do papel; não há política de incentivo a instalação de empresas nem início de uma política de turismo; não há uma séria política de tratamento de resíduos com a coleta seletiva.

Enfim, pode-se afirmar que para um governo que se dizia ser novo e do povo ele apenas pegou a direção do bonde, trocou uma roda e deu continuidade. Não promoveu mudanças substanciais, ou seja, não realizou as transformações necessárias que queriam aqueles que elegeram Testinha. Ou o governo muda a direção do bonde a favor de ações grandes e de impacto real ou continua com ações pontuais, sem conexão e se afundará nas próximas eleições.

Por Leandro de Jesus
Só será permitida a reprodução deste artigo ou parte dele mediante autorização por escrito.


07 janeiro, 2011

INSCRIÇÕES PARA CORAL E AULAS DE TEATRO

A Secretaria de Cultura de Poá informou que estão abertas as inscrições para participar dos grupos de corais e de teatro da prefeitura. Os amantes do canto e os de artes cênicas precisam se apressar pois os prazos são curtos.

Para os cantores, há a opção do Coro para a Melhor Idade, que será integrado por pessoas com idade superior a 50 anos. O Coral Municipal será formado por aqueles que tenham entre 18 e 49 anos. Crianças e adolescentes de 10 a 17 anos poderão se inscrever no Coral Infanto/Juvenil.

Segundo a secretaria, os ensaios ocorrem duas vezes por semana e os alunos praticam as diferentes técnicas de desenvolvimento de canto e afinação vocal.

As inscrições para o grupo teatral também já estão abertas e se encerram no fim do mês. As dos corais terminam quando forem preenchidas todas as vagas.

Para se inscrever é necessário apresentar cópia do comprovante de endereço e da Carteira de Identidade no Centro Cultural Taiguara, que atende de segunda à sexta-feira, das 8 às 17 horas, no endereço Alameda Pedro Calil, nº 50, Centro. Informações sobre os horários das aulas podem ser obtidas no telefone 4639-2765.

06 janeiro, 2011

CONTINUAM ABERTAS AS INCRIÇÕES PARA A ORQUESTRA MUNICIPAL

A Prefeitura Municipal de Poá informou que continuam abertas as inscrições para a Orquestra Jovem da cidade. Restam vagas apenas para cinco instrumentos musicais, sendo para violino (3), flugelhorn (1), trombone (1), euphonium (2) e percussão (1).

Segundo o secretário de Cultura, Douglas Aspasio, as vagas serão preenchidas de acordo com a ordem de chegada e para participar é necessário realizar cadastro no Centro Cultural Taiguara, que está situado na Alameda Pedro Calil, nº 50, região central do município.

 Para a inscrição é necessário apresentar uma cópia do Comprovante de Endereço e uma da Carteira de Identidade. Os telefones para informações são 4639-2765 e 4638-8804

Leandro de Jesus

Publ01