PARTIDOS OU COLIGAÇÃO SÃO MEROS DETALHES PARA VEREADORES

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Nesta última terça, dia 14, vereadores da Câmara Municipal de Poá elegeram o novo presidente da casa para o biênio 2011/2012. Deneval Dias (PRB), líder do governo, foi o vitorioso numa eleição na qual não existiu fidelidade partidária ou compromisso de projetos para administração do legislativo.

Numa típica bagunça, os votos que deveriam ser secretos foram abertos ao público e pode-se verificar o quão descompromissados com partidos ou ideais são alguns vereadores. O caso mais latente foi o do vereador Ricardo Massa (PP), então presidente da casa. Seu partido pertence à coligação do atual prefeito da cidade e, inclusive, tem o comando da Secretaria da Mulher e da Segurança Pública. Apesar disso, Massa votou no candidato da oposição, Júnior da Locadora (PV).

Júnior, por sua vez, não recebeu voto de seu companheiro de partido, o vereador Lauriston Barros (PV), o qual votou em Dias. Na mesma sequência de infidelidade, Augusto de Jesus (PRB) também não votou em seu colega de partido (Dias). Azuir Marcolino (PTB) se absteve do voto em sua colega, Jerusa Lisboa, para vice-presidência.

Essa bagunça toda parece não afetar de forma algumas esses partidos, o que demonstra a fraqueza das siglas e qualquer compromisso ideológico dos vereadores. Questionado sobre o voto de Massa na oposição, Geraldo de Oliveira, Secretário de Governo da prefeitura, viu a situação como normal e que não abalaria a relação dele ou do partido com o Executivo.

Agnaldo Reis, vice-presidente do PRB, divulgou nota na publicação "De Olho na Cidade" informando que seu partido não faz parte do governo e que Deneval Dias não pode realizar qualquer acordo político. O partido, no entanto, não toma qualquer atitude ao ato de infedelidade dele ou de outros militantes que estejam trabalhando na administração municipal.

A liberdade no voto deveria ser precedida de um mínimo de coerência ideológica/partidária. Afinal, os mandatos pertencem aos partidos. Mas pelo visto, isso não existe em Poá. Perde-se assim aqueles que ainda acreditam em partidos e nos seus projetos. Em siglas sérias, haveria imediata punição ou afastamento de coligação, mas na Cidade Jóia continuará tudo como antes.

Sem projeto

Apesar de os vereadores informarem que votaram numa proposta que agradou, Deneval Dias disse não ter apresentado qualquer projeto aos pares. Segundo ele, "os colegas é que deverão sugerir as ações". Dessa forma, caso não haja qualquer proposição ao novo administrador, o legislativo ficará com um presidente sem projeto de gestão. Espanta-nos o voto em um candidato sem projeto. Coisas da Câmara de Poá.

Por Leandro de Jesus

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