DESAFIOS DA NOVA PRESIDENTA

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Enfim, termina mais um capítulo da história do Brasil e outro se inicia. Finda as eleições de 2010 na qual se protagonizaram debates com conteúdo sem qualquer relevância e sem discutir os principais problemas do país. Nos últimos dias, os embates limitaram-se a termos moralistas e religiosos. "Entre mortos e feridos", Dilma foi eleita a primeira presidenta do Brasil. Desafios, contudo, não lhe faltarão.

Há uma série de mudanças e reformas necessárias para o país. Lula não as fez e é imperativo que Dilma as façam. Para que elas acontecam, será preciso pulso firme para enfrentar aqueles que não querem a modernização do Brasil. No primeiro discurso após o resultado das eleições, Dilma garantiu querer acabar com a miséria e realizar a reforma política. É preciso, porém, que a oratória vire ações.

Outra questão urgente a ser tratada é a reforma tributária. É importante que haja a desoneração das folhas de pagamento e dos contribuintes. Ressalta-se, no entanto, que o processo além de ser mais simplificado precisa ser embutido de um mecanismo que tribute diferentemente os desiguais. A presidenta precisa regulamentar a tributação das grandes fortunas para que se caminhe no sentido de diminuir a desigualdade social.

O problema da educação novamente voltou à tona nestas eleições. Apesar de Dilma não ter se comprometido, é preciso caminhar para que haja a destinação de 10% do PIB para o setor. A eleita prometeu chegar no máximo a 7%. É importante que se continue o processo de expansão das universidades federais e que sejam criados, sobretudo, cursos com qualidade, não apenas em quantidade.

O tema segurança também foi explorado, especialmente a questão das drogas. Muitos desses entorpecentes chegam aos jovens através de facilitada entrada pelas fronteiras do país. É preciso, portanto, criar uma barreira a isso. Ao mesmo tempo em que se equipe melhor a Polícia Federal, seria interessante criar uma organismo que cuidadasse especificamente da vigilância das longas fronteiras.

Muitos outros problemas precisam ser sanados. Dilma precisará modernizar a gestão do país, inibindo a ação de apadrinhamento que gera tantas mazelas na administração pública. É importante aumentar a eficácia da transparência e fiscalização e derrotar o conservadorismo reinanante no aliado PMDB. Que Dilma lembre das dificuldades da ditadura, da tortura que sofreu, e consigar transformar realmente o país numa nação mais justa. Que ela faça, portanto, um governo à esquerda.

Por Leandro de Jesus

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