METRÔ CIRCULOU COM PESSOAS NA LINHA

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O incidente que deixou o Metrô de São Paulo parado na manhã da última terça-feira, dia 21, poderia ter causado graves acidentes. Para que os trens circulassem novamente, o Centro de Controle Operacional da empresa autorizou as partidas ainda com passageiros circulando nas passarelas de emergência que ficam ao lado dos trilhos.

A informação foi repassada por um funcionário da empresa que não quis se identificar. De acordo com o relato, a ordem dada era para que o maquinista transitasse em velocidade reduzida e buzinasse quando visse pessoas no local. Essa atitude contraria totalmente as normas internas de segurança da empresa, as quais regulamentam impedimento do trem para que circule nessa situação.

O Metrô confirmou ontem ao SPTV, da Rede Globo, as denúncias de que os problemas no trecho entre a estação Pedro II e Sé, na Linha Vermelha, são causados pela superlotação no horário de pico. Naquela região há uma curva e com o Metrô lotado há pressão sobre as portas fazendo com que uma mensagem de portas abertas seja repassada ao condutor. Imediatamente, o trem para e o maquinista tem de sair da cabine e verificar o problema na porta.

O Metrô não respondeu os questionamentos referente à denúncia.


Paralisação

O problema iniciou-se às 7h50 com a paralisação de duas composições entre as estações Pedro II e Sé. De acordo com o metrô uma blusa estaria impedindo o fechamento total da porta. Quando um funcionário verificava o problema, passageiros teriam apertados os "botões-socos" que permitem a abertura das portas. Os passageiros desceram e caminharam na passarela em direção à estação Sé. Neste momento, a compania desenergizou o trecho e em sequência toda a linha.

Os trens mais novos são equipados com ar-condicionado e as janelas são travadas. Com a desenergização os vagões ficaram quentes e os passageiros também teriam resolvido abrir as portas e caminhar nas passarelas e até sob os trilhos.

18 estações ficaram fechadas e 17 trens acabaram danificados. Ao menos 250 mil passageiros foram afetados diretamente.

Por Leandro de Jesus

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