ELEIÇÕES 2010. CANDIDATOS NA MÍDIA

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Faltando apenas alguns dias para a realização das maiores eleições do Brasil, uma certeza todos tem. Esse pleito já é o que mais possibilitou a divulgação de candidatos, seja por meio das redes de tv, rádio ou internet. Isso é bom mas falta muito para que a democracia eleitoral seja realmente instalada.

Certamente nesse ano houve o maior número de debates entre candidatos à presidência. Tvs e associações católicas, diversos canais nacionais de tv e rádio e veículos de internet foram palcos dos embates. Diversas sabatinas em associações profissionais ou comerciais também apliaram as discussões de projetos. As redes sociais, por sua vez, como orkut, facebook, twitter e blogs cuidaram de disseminar calorosamente os ideais e polêmicas.

Diante desses meios de comunicação, os brasileiros puderam conhecer melhor os candidatos e saber mais de seus programas, além de observar como reagem a situações de pressão. Foi possível também conhecer aqueles que tem ideal de país, aqueles que só querem aparecer com propostas reprováveis e aqueles avacalham a política com um humor que não dignifica candidatos e desrespeita eleitores.

O fato mais claro, portanto, foram as ínúmeras oportunidades nas quais o eleitor pode ser melhor informado. Maiores que em qualquer outra eleição no país. Isso foi muito importante mas há muito que se melhorar. Se for realizada hoje uma pesquisa questionando quantos candidatos a presidência há, a maioria erraria. De modo geral, a mídia apresenta apenas 3 candidatos, quando democraticamente deveria mostrar os 9. Assim também ocorre na disputa dos outros cargos.

A justiça eleitoral peca em não obrigar que órgãos concessionários como as rede de tv não deem tempo igual a todos os candidatos. O próprio horário eleitoral gratuito é dividido de forma a manter em visibiliade, e por consequência, no poder, os mesmos que já detém mandato ou seus companheiros. Essa divisão, assim como repasses financeiros de verbas públicas a partidos políticos, não é nada igualitária.

Diante desse descompasso se mantém uma falsa democracia eleitoral. O que se tem na verdade é um sistema que exclui grupos com claro interesse manter outros nos governos ou legislativos. Infelizmente, a imprensa grande também contribui para manter o status quo.

Espera-se que novos políticos sejam eleitos e que consigam fazer uma reforma eleitoral adequada para uma democracia. A maioria dos que aí estão não demonstraram interesse em fazer isso. Enquanto as mudanças não vem, o uso das tecnologias da informática tem sido importante para divulgar projetos que antes eram totalmente escondidos. Usemos e abusemos, então.

Por Leandro de Jesus

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