20 dezembro, 2009

NOVAMENTE, O NÃO-TURISMO EM POÁ

A Diretoria de Turismo de Poá enfim produziu uma atividade que serviu para promover atrativos do município. No último dia 13, na edição do projeto "Prefeitura Bairro a Bairro" na Cidade Kemel, foi disponibilizado um ônibus para realização de passeio turístico.

Apesar de ocorrer somente agora, há alguns dias de Testinha completar um ano no cargo, a ação é benéfica. O primeiro passo para transformar uma cidade em receptora de turistas é enraizar nos moradores a cultura de manter o município organizado, atraente, bonito, limpo. A importância de se preservar atrativos é algo que deve ser orientado pelo poder público, bem como os benefícios para todos resultante da chegada de visitantes.

Contudo, nova diretoria do Conselho Municipal de Turismo foi empossada, milhares de recursos foram destinados à promoção turística, mas não se vê o executivo mobilizando de forma efetiva empresários e moradores na construção de projetos de curto, médio e longo prazos para transformar Poá na sonhada cidade turística.

É necessário identificar os recursos para poder transformá-los em atrativos turísticos. Não se pode, porém, acreditar que trará visitantes a última reforma das praças centrais e a construção de uma nova no antigo pátio da feira. Se o interesse foi esse, o objetivo não será alcançado, pois não há nada de novo nelas. Para fins de exemplo, compara-se os parques de Curitiba, com suas respectivas fontes, e as nossa praças. Veja link http://www.curitibafulltime.com.br/turismo.htm.

Em Curitiba ele foram ousados, pensaram grande. Em Poá ocorre o inverso, uma pequenez de atitude. O investimento em Poá na reforma do centro histórico, especialmente das praças Atílio Santarelli, do Relógio, dos Expedicionários, João Felippe Júnior e Rui Barbosa, custaram em torno de R$ 4 milhões e não são atrativas para turistas.

Mais um ano se passou e o sonho de transformar a Estância em cidade turística continua. A diretoria de turismo acertou com a atividade relatada, mas é muito pouco para as promessas feitas em campanha e para aquilo que necessita o município. Espera-se que haja mais coragem, perspicácia, ousadia e competência no próximo ano.

Por Leandro de Jesus

18 dezembro, 2009

CARRO DA CÂMARA PODERÁ ANDAR 300 KM/DIA

Estimativa é baseada quantidade de litros a ser contratado em pregão

A Câmara Municipal de Poá contratará empresa para fornecer durante um ano estimados 82.000 litros de combustível para abastecimento de veículos oficiais. O pregão presencial ocorrerá em 8 de janeiro de 2010, de acordo com o edital nº 009/09.

Também fazendo estimativas, é possível acreditar que um carro utilizado por vereador possa percorrer por volta de 300 km por dia. Isso pois, nos últimos anos houve uma média de 250 dias úteis. Considerando que um carro usado gaste 1L a cada 10 km rodados, e que haja um carro por cada vereador, chega-se àquele valor.

Esses dados ainda estão subestimados, pois não foram considerados emendas ou feriados municipais. Só para ter uma clareza maior da distância possível de ser percorrida, é possível fazer o caminho Poá a São Paulo, ida e volta, 3 vezes em um único dia. Outro exemplo seria ir e voltar de Limeira, interior de São Paulo.

É muito curioso, para não dizer outra coisa, a quantidade de litros que a Câmara pretende comprar, haja visto que o município poaense dispõe de apenas de 17km2 e que os automóveis tenham de estar exclusivamente a serviço do Poder Legislativo.

14 dezembro, 2009

AS OBRAS DO GOVERNO DO ESTADO

O governo do Estado, administrado pelo PSDB há 15 anos, tem dado exemplos de como se contratam obras e não as fiscalizam ou as deixam serem inicializadas inadequadamente.

Na última semana, mais uma vez pode ser constatada essa situação. A rodovia Padre Eustáquio, que ligará Poá à rodovia Ayrton Senna, nem inaugurada foi, mas, como disseram, já foi batizada. Bastou dois dias de chuvas para que ela tivesse um trecho alagado. Isso é resultado de um inadequado projeto de construção em meio à várzea do rio Tietê.

Há outros exemplos que mostram a falta de fiscalização constante do governo em obras contratadas. Em janeiro de 2007, houve a abertura de uma cratera em um acidente do Metrô, na região de Pinheiros, o que causou algumas mortes.

No último mês de novembro houve um grave acidente no Rodoanel Sul, onde vigas caíram sobre um caminhão e dois carros, gerando ferimentos em pessoas.

Dois trens do Metrô se colidiram também no mês de novembro. Entre as composições, estava uma das mais novas compradas pelo governo.

Se os governantes tucanos não fiscalizam da forma como deveriam, o povo deve fiscalizá-los e cobrá-los. E muita atenção. Em breve chegará a obra do rodoanel em Poá.

Leandro de Jesus

06 dezembro, 2009

BARRACAS CONTINUAM EM CALÇADA


Após término das obras no centro, prefeitura não removeu barracas de calçada

A prefeitura municipal de Poá fecha os olhos para a bagunça urbana. Barracas de camelôs continuam sob calçadas em plena área central e ao lado da estação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Não bastasse a continuidade da permissão para que os comerciantes permanecessem com suas barracas em praças, a autorização temporária para ficar sob as calçadas parece estar se tornando definitiva.

As obras das praças terminaram mas os camelôs continuam impedindo que os pedestres circulem em segurança na calçada. É comum ver as pessoas saindo da estação da CPTM e ter de se arriscar na avenida por não ter espaço na calçada. Além das barracas, os camelôs ainda colocam suportes para os produtos ampliando a área ocupada.

O que está diante de todos parece não estar na visão dos responsáveis na prefeitura. O problema é antigo e houve pedido de remoção até pela CPTM. O requerimento foi relatado em notícia no sítio da prefeitura em maio de 2009, mas até agora nada foi providenciado. ( http://www.poa.sp.gov.br/noticias/noticias.php?id=517 )

O problema mais grave de as barracas continuarem no local é colocar a vida de pedestres em risco, já que o local tem muito movimento de pessoas e de ônibus. Um outro problema é a beleza da área central. De que adianta utilizar verbas da área de turismo para embelezar o centro se a própria prefeitura contribui para desorganizá-lo.

É lamentável que a administração não tome uma simples providência: construir um mercado popular, fazendo com que o serviço dos camelôs fosse melhor organizado e fiscalizado. Não se sabe o que mais falta, se é vontade ou capacidade.

Por Leandro de Jesus
foto: Fernando Araújo/PMP

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