SITE DA CÂMARA É PIADA DE MAU GOSTO

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Assim como o do executivo, o sítio do legislativo não atende ao que necessita a população

O sítio da Câmara Municipal de Poá na rede mundial de computadores - a internet - não cumpre com a publicidade e tranparência exigidas para o Poder Legislativo. Seguindo os erros da páginal oficial da prefeitura, não deixa à disposição vários serviços, links ainda estão em construção e páginas em destaque estão com notícias da gestão anterior.

Já na página inicial, uma nota oficial relata como seria o sítio. Segundo a informação, desde agosto deste ano o sítio contaria "com um banco de dados totalmente interativo, que proporcionará a comunidade obter de forma simplificada informações sobre a Câmara, sobre as seções semanais, dia-a-dia dos vereadores, banco de leis e prestação de contas".

Pouquíssimo do prometido, porém, é disponibilizado. Não existe o banco de dados interativos, assim como também não há detalhes sobre seções e vereadores. O banco de leis é falho, pois muitos links não podem ser abertos. A prestação de contas detalhada foi recentemente colocada no sítio.

O cidadão que quiser saber como ocorreram as seções não ficará informado. Não há disponibilização de atas nem de reportagens, embora a instituição conte com assessoria de imprensa.

Há ainda erros grosseiros. A chamada para o link da reformulação do sítio mostra a foto do call center que presta serviços para a prefeitura. A foto do sítio, por sua vez, está no texto que trata do "Fala Poá", projeto do executivo. Estão em destaques reportagens que foram publicadas em jornais da cidade, algumas não são atuais. O texto "Poá mudou para melhor" foi publicado há mais de um ano no Jornal do Município. Trata da gestão Roberto Marques e de ações do então secretário André Marques.

A agenda está sem dados. Nas seções Institucional e História de Poá não existem informações. A área de Leis Gerais também apresenta a nota de que em breve estará liberado o dowload. O link do Regimento Interno apresenta apenas os números das resoluções, mas não o texto completo. É de se estranhar também um link disponível que dá acesso a um sítio em inglês, provavelmente de compras ( http://shop.joomla.org/ ).

São uma série de problemas e erros inadmissíveis para um poder constituído. O serviço é pago pelo contribuinte mas sua prestação não é eficaz. A fiscalização tanto do executivo como do legislativo fica dificultada com esses entraves. Seria esta a vontade dos vereadores? Espera-se que não.

A responsabilidade maior é do presidente da casa, o vereador Ricardo Massa (PP). Que ele tome as devidas providências para que não seja responsabilizado, especialmente quanto ao link que dá acesso a um sítio de compras.

Se o Legislativo fiscaliza tem também o dever de informar e facilitar a fiscalização. Isso, porém, não é o que acontece.

Leandro de Jesus

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