CÂMARA ESTÁ DESCONECTADA DA REALIDADE

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Legislativo poaense novamente deu mostras de seu descolamento da socidade

Mais uma vez, a Câmara Municipal de Poá demonstrou que seu trabalho está voltado a interesses diversos, bem distante daqueles que realmente importam para os cidadãos poaenses. Em uma sessão polêmica, Comissões Especial de Inquéritos (CEI) foram abertas e um requerimento ao Ministério Público (MP), para investigar a saúde do prefeito, foi aprovado.

Foi instaurada comissão processante para investigar o contrato emergencial da prefeitura com a empresa Transbahia Paulista Transporte e Remoção de Resíduos e outra para verificar a legalidade do acúmulo de funções do secretário Ali Sami El Kadri. O requerimento do vereador Azuir Marcolino (PTB) solicitando ao MP para que faça um teste de sanidade mental no prefeito Francisco Pereira de Souza (PDT), também foi aprovado. Os vereadores que votaram favoráveis a todos os pedidos foram Wellington Lopes e Azuir Marcolino (PTB), Junior da Locadora e Lauriston (PV), Mario Sumire (DEM) E Augusto de Jesus (PRB).

É importante que haja investigações sobre ações do executivo que estejam sob suspeita. Dessa forma, a aprovação das CEIs é saudável para que sejam esclarecidas dúvidas aos munícipes. Mas o pedido ao MP não tem conexão com a realidade. É típica de uma oposição barata que não tem compromisso com os reais problemas da cidade. Se o prefeito toma alguma atitude equivocada, deve ser cobrado politicamente, não com extravagâncias de um showzinho no plenário cujo benefício certamente não será para a sociedade.

Os pedidos de CEI perderam, no entanto, a credibilidade quanto a sua seriedade já que concomitante foi aprovado o esdrúxulo requerimento ao MP. Além disso, como se pode acreditar em seriedade quando o vereador Augusto de Jesus utiliza de adereços como vendas e mordaças na boca, no plenário, ao invés de debater assuntos de interesse público. Já que o plenário não é palco, encenações ali realizadas são ações que configuram quebra de decoro parlamentar.

A priori, os vereadores teriam cumprido seu papel de fiscalização, mas da forma como agiram, com uma teatralização inconcebível às mais nobres tarefas de legislativos, fica a impressão de que estamos num circo, mas nós é que somos os palhaços.

Leandro de Jesus






crédito foto: Adilson Santos

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