PROBLEMA DO LIXÃO TEM SOLUÇÃO

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Quantidade de lixo pode ser minimizada com coleta seletiva

As cidades do Alto Tietê enfrentam o problema da falta de local para destinar o lixo produzido na região. A licença da Empreiteira Pajoan terminou e é necessário encaminhar o material para um aterro sanitário em Caieiras. Se as cidades, especialmente Poá, com sua nova secretaria de meio ambiente, efetivarem programa de coleta seletiva, a questão será parcialmente resolvida.

Coleta seletiva é o recolhimento dos resíduos sólidos com o lixo reciclável separado do orgânico e dos não-recicláveis. Os materiais que podem ser reciclados são o papel, vidro, plástico e metal. Os orgânicos são restos de alimentos e não-reciclados são espuma, porcelana, entre outros.

A separação dos resíduos nas residências se transforma numa ação ambientalmente responsável e de forma simples contribui com a coleta seletiva. É uma ação individual que beneficia todo o coletivo.

O CRUMA já realizaça coleta seletiva em Poá, mas não abrange todo o município. Não se criou ainda alternativa, mas basta a prefeitura verificar o exemplo que Curitiba dá no tratamento dos resíduos.

Desde 1989, a capital paranaense tem um programa de tratamento do lixo. Naquele ano criou o "Lixo que não é lixo", inicialmente com projetos de educação ambiental em escolas e posteriormente com a população em geral. A prefeitura coleta o material e doa para o Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC), que é responsável pela Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR).

A UVR, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba, "foi criada para fazer a triagem e comercializar parte dos resíduos sólidos reaproveitáveis coletados pela Prefeitura. O programa incentiva a população a separar seletivamente o lixo, depositando materiais orgânicos, papéis, plásticos, vidros e metais em recipientes diferenciado".

A economia com aterros fica bem clara quando observado os seguintes dados. No primeiro semestre deste ano, a UVR recebeu o equivalente a 4.278.190 toneladas de lixo reciclável. Isso representa uma economia de pelo menos 35 dias em área no aterro sanitário.

Os materiais recebidos pela instituição são triados e vendidos a empresas de reciclagem. Com os recursos obtidos, são comprados materiais para doação a organizações e pessoas carentes, como fraldas, cobertores, materiais escolares, entre outros objetos.

Os moradores da cidade tem de cumprir a legislação separando o material em sacos coloridos, os quais identificam o orgânico do reciclável. Tal ação ajuda a separar rapidamente os resíduos.

O programa implantado em Curitiba, portanto, mostra que é possível criar alternativas sustentáveis para o destino do lixo. Para início, basta visão ambiental e vontade da administração pública. Mas isso é que parece não ser fácil.

Leandro de Jesus

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