28 setembro, 2009

TESTINHA ENTREGOU A SECRETARIA DE HABITAÇÃO AO PT

Por apoio político, o prefeito criou nova secretaria e quem pagará é o povo

O prefeito da Estância Hidromineral de Poá, Francisco Pereira de Souza, o Testinha, em continuidade a ação de promoção de mais gastos sem necessidade, criou a Secretaria de Habitação. Apesar de não possuir projeto para moradia popular na cidade, o administrador presenteou o PT - Partido dos Trabalhadores.

O indicando ao cargo de secretário foi o professor Dorval Torres, presidente da sigla.

O prefeito segue na contra-mão de sua promessa de campanha, que seria diminuir o número de secretarias. Por conta de meros apoios políticos, o cidadão poaense paga a conta.

Como se não bastasse isso, problemas nos serviços públicos não são resolvidos. Há munícipes que aguardam mais de dois meses em uma fila para agendar exames médicos.

Testinha, no entanto, demonstra ter outras prioridades. Esbanjar dinheiro público para atender interesses políticos.


Professor Carlos Datovo

13 setembro, 2009

GASTO EM PUBLICIDADE DA PREFEITURA DE POÁ SUPERA A DE SÃO PAULO

Relativamente à população de cada município, em Poá o gasto é mais que o dobro

De acordo com dados oficiais, a prefeitura de Poá gastará ao longo de um ano mais com publicidade do que o programado no orçamento do município de São Paulo, considerando o total de habitantes em cada local.

O executivo poaense divulgou em julho a empresa vencedora de processo licitatório para realizar serviços de comunicação. A "Excel Comunicação Integrada", que ficou em primeiro lugar, receberá R$ 1.8 milhão para os trabalhos de "divulgação, publicidade e marketing". O custo por habitante ultrapassa os R$ 17. Segundo o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade estaria com 104 mil moradores.

A prefeitura da capital paulista, por sua vez, pretende gastar durante este ano cerca de R$ 80 milhões com publicidade, considerando o remanejamento desta semana para a área. São Paulo, no mesmo período, contabiliza uma população de 10.8 milhões. O gasto por habitante estaria, portanto, em torno de R$ 7, menos que a metade investida em Poá.

Estranha, assim, o valor programado no município poaense, pois as características indicam que São Paulo tenderia a gastar mais. Esta é a capital do Estado, uma das maiores cidades do mundo, tem a maior população do país, a maior economia, alto peso político, enquanto Poá é apenas uma cidade dormitório de apenas 17km2.

Considerando ainda que a qualidade em muitos serviços públicos é deficiente, como já relatada diversas vezes neste blog, é espantosa a destinação de tal montante pela administração Testinha (PDT).

Cabe, nesse contexto, atuação da Câmara Municipal para que se averigue o porque de tal alto valor. Que o legislativo, então, cumpra seu dever.

Leandro de Jesus

07 setembro, 2009

PROBLEMA DO LIXÃO TEM SOLUÇÃO

Quantidade de lixo pode ser minimizada com coleta seletiva

As cidades do Alto Tietê enfrentam o problema da falta de local para destinar o lixo produzido na região. A licença da Empreiteira Pajoan terminou e é necessário encaminhar o material para um aterro sanitário em Caieiras. Se as cidades, especialmente Poá, com sua nova secretaria de meio ambiente, efetivarem programa de coleta seletiva, a questão será parcialmente resolvida.

Coleta seletiva é o recolhimento dos resíduos sólidos com o lixo reciclável separado do orgânico e dos não-recicláveis. Os materiais que podem ser reciclados são o papel, vidro, plástico e metal. Os orgânicos são restos de alimentos e não-reciclados são espuma, porcelana, entre outros.

A separação dos resíduos nas residências se transforma numa ação ambientalmente responsável e de forma simples contribui com a coleta seletiva. É uma ação individual que beneficia todo o coletivo.

O CRUMA já realizaça coleta seletiva em Poá, mas não abrange todo o município. Não se criou ainda alternativa, mas basta a prefeitura verificar o exemplo que Curitiba dá no tratamento dos resíduos.

Desde 1989, a capital paranaense tem um programa de tratamento do lixo. Naquele ano criou o "Lixo que não é lixo", inicialmente com projetos de educação ambiental em escolas e posteriormente com a população em geral. A prefeitura coleta o material e doa para o Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC), que é responsável pela Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR).

A UVR, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba, "foi criada para fazer a triagem e comercializar parte dos resíduos sólidos reaproveitáveis coletados pela Prefeitura. O programa incentiva a população a separar seletivamente o lixo, depositando materiais orgânicos, papéis, plásticos, vidros e metais em recipientes diferenciado".

A economia com aterros fica bem clara quando observado os seguintes dados. No primeiro semestre deste ano, a UVR recebeu o equivalente a 4.278.190 toneladas de lixo reciclável. Isso representa uma economia de pelo menos 35 dias em área no aterro sanitário.

Os materiais recebidos pela instituição são triados e vendidos a empresas de reciclagem. Com os recursos obtidos, são comprados materiais para doação a organizações e pessoas carentes, como fraldas, cobertores, materiais escolares, entre outros objetos.

Os moradores da cidade tem de cumprir a legislação separando o material em sacos coloridos, os quais identificam o orgânico do reciclável. Tal ação ajuda a separar rapidamente os resíduos.

O programa implantado em Curitiba, portanto, mostra que é possível criar alternativas sustentáveis para o destino do lixo. Para início, basta visão ambiental e vontade da administração pública. Mas isso é que parece não ser fácil.

Leandro de Jesus

CADÊ NOSSO PARQUE

7 de setembro, feriado nacional. Diferente de dias anteriores, o sol brilha magnificamente. Pais descansam e famílias se reencontram. Filhos aproveitam o dia para brincar. É dia de parar para respirar, esquecer o estresse cotidiano, praticar esportes, estudar, refletir, enfim, entreter-se. Vamos, então, ao parque. Mas cadê? Poá não tem parque municipal.

Nos últimos anos, muitas obras na cidade foram realizadas. Puro concreto. Ruas foram construídas, asfaltadas, árvores destruídas. As gramas de praças deram lugar a canteiros cimentados. Esqueceram-se do verde.

Não. Não se esqueceram do verde. Decidiram reduzir o que ainda resta. Sobre as poucas áreas naturais do município foi autorizada a construção de duas estradas: Padre Eustáquio e Rodoanel. Se elas podem ser construídas, por que não utilizar parte dessa área, presevar e erguer um parque ecológico?

É um pergunta que não se cala, principalmente nestas horas que poderíamos aproveitar nosso ócio. Talvez quem decidiu e decida as obras no município, esteja agora na praia ou na casa de campo. Nossos filhos, porém, devem se contentar em ficar dentro de casa ou ir para o perigo da rua.

Projetos de parques nunca saíram do papel. O sonhado Parque da Juventude também não deve sair, porque nosso presidente não liberou a verba dos esportes. Ah, mas para carros, suas avenidas e estradas sempre tem dinheiro.

Eh, poderíamos aproveitar hoje a área verde, estudar "in loco" o meio ambiente. Descansar sobre sombras e observar o canto de pássaros. Poderíamos fazer um pequenique ou mesmo um churrasco. As crianças poderiam soltar pipas ou jogar futebol em segurança. Poderíamos caminhar por trilhas ou tirar fotos em jardins floridos. Poderíamos ver apresentações em coreto ou simplesmente dormir no gramado. Poderíamos comprar picolé.

Não. Não podemos. Isso ficará em nossos sonhos. Não temos um parque. Nossa área verde é para carros, não para pessoas. Sonhemos então que um dia surgirá uma administração que pensará no meio ambiente e nas pessoas. Enquanto esse tempo não chega, procuremos os parques de outras cidades ou o quintal de nossos lares.

Leandro de Jesus

04 setembro, 2009

INFORME SOBRE GRIPE PODE ENGANAR POPULAÇÃO


No dia 29 de agosto, a prefeitura de Poá publicou em jornal da cidade informe referente as ações de prevenção à disseminação do vírus Influenza A (H1N1). Além de mal redigido, o texto passa mensagem que não traduz a realidade de combate à doença.

O informe em seu início trata do afastamento de funcionárias gestantes. Em seguida, relata a edição de materiais informativos, des ações que seriam preventivas e do cancelamento da EXPOÁ.

O ítem preocupante nesse texto foi a informação de que "em Poá a nova gripe está totalmente controlada". Tal mensagem não tem respaldo em dados de infectados e mortos, divulgados pela Secretaria estadual ou pelo Ministério da Saúde e contraria sugestões desses órgãos na forma de orientar a população.

A cada semana, novos casos de contaminados pela gripe são confirmados na região. De acordo com o último levantamento, 96 pessoas estariam com o vírus. No restante do país, porém, a tendência é de queda. O número de novos casos graves tem diminuído nas três últimas semanas. A Organização Mundial de Saúde demonstra cautela e informa não ser possível identificar o quanto a doença pode aumentar no mundo.

O Estado de São Paulo apresenta no país a 3ª maior taxa de mortalidade por 100 mil habitantes. Já o Brasil tem a 6ª entre os 15 países com maior número de mortos.

Diante de tal contexto, considerando que o vírus pode ser transmitido por tosse, espirros, ou por toque em área que esteja contaminada, é equivocado informar que a gripe estaria totalmente contralada na cidade. Essa informação pode levar a cidadãos a diminuirem atitudes preventivas quando elas devem ser mais promovidas.

Dessa vez, a prefeitura seguiu contrariamente às orientações dos órgãos sanitários e cometeu um grave erro que desorienta a população. A propaganda não educou nem recomendou medidas de prevenção. Transmitiu-se uma falsa idéia de controle que não é passível de ser realizado no momento.

Espera-se que a propaganda não seja repetida, pois erros em questões de saúde podem ser fatais.

Redação

Por se tratar de um texto que deveria ser informativo, estava mal redigido. Orações desconexas e não coesas. Os assuntos foram dispostos aleatoriamente. Vírgula estava onde deveria ser ponto. Péssimo exemplo prestou a administração pública.

Publ01