SESSÃO DA CÂMARA É APÁTICA

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Idealmente, uma Câmara de Vereadores e legisladores servem para cumprir algumas das mais nobres tarefas de uma sociedade. Debate sério dos problemas coletivos, fiscalizar a legalidade de ações do executivo e propor leis que promovam a melhoria das relações entres os cidadãos são algumas dessas tarefas, mas a Câmara Municipal de Poá parece não entender sua importância.

Na última sessão do dia 11, salvo raras excessões, pode-se acompanhar cenas de marasmo, falta de respeito com cidadãos presentes ou mesmo de preparo para exercer a digna função.

De início, o vereador Mario Sumirê (DEM) leu o expediente, mas a maioria dos vereadores nem sequer prestou atenção ao que se falava. Exemplos de Wellington Lopes (PTB) e Tonho (PDT). A seguir, alguns vereadores utilizaram a Tribuna. Lauriston (PV) fez homenagem ao judoca poaense Matheus. Apesar de merecida, poderia ter sido marcado sessão especial e não realizada na ordinária, quando assuntos complexos e polêmicos devem estar na pauta.

Sumirê fez levantamento de pontos positivos e negativos, em bairros, em relação às ações da prefeitura. Passou apenas os dados e não concliu. Para que servem dados se não se concretiza em análise crítica? O trabalho do vereador ficou incompleto, então.

Agora resta uma dúvida. Vários vereadores não usaram a tribuna. Será que não há assunto importante numa cidade com 110 mil habitantes para se tratar a cada semana? Dessa forma, os vereadores parecem estar distante da realidade. Fora os já citados, o vereador Junior da Locadora (PV) e Deneval Dias (PRB) também foram os únicos que falaram na tribuna.

Mais desrespeitoso ainda são as conversas entre o pares quando um está na tribuna. Além disso, naquela sessão, o presidente da casa, Ricardo Massa (PP) e Tonho (PDT)passaram quase todo o período, aberto aos vereadores discusarem, do lado de fora do plenário. Isso é desrespeito com os colegas. Deveria haver assunto muito importante, pois só isso motivaria largar o plenário na única sessão da semana, imagina-se.

Alguns projetos de lei foram inclusos do forma urgente na ordem do dia. Um deles, do Junior, iria ser aprovado por unanimidade, sem que todos conhecessem do que se tratava, como demonstrou Edson Rodrigues (DEM). Junior, no entanto, se dispôs a explicar, mesmo sem pedidos.

As conversas paralelas, as saídas do plenários, a falta de assunto para debater, o desinteresse com a pauta do dia são no mínimo falta de respeito para com aqueles que comparecem ao local para assistir à sessão. Mais ainda, com todos o poaenses. Repete-se. Só ocorre uma vez por semana e a maioria deles não consegue apresentar um debate público de alto nível nas sessões.

Só não sei afirmar o que é maior. Falta de respeito ou de competência?

Por Leandro de Jesus

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