ESCOLAS SOFREM COM TERRENO DA PREFEITURA

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Apesar de informada, a Secretaria de Serviços Urbanos não toma providências

Um terreno abandonado de propriedade da prefeitura de Poá, localizado entre a Escola Estadual Nanci Cristina do Espírito Santo e a Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Manoel Petronílio do Santos, tem causado problemas para as unidades e para a comunidade do bairro Jardim Áurea. A prefeitura foi avisada, mas não atendeu a solicitação.

O local está tomado por mato, lixo, fezes, móveis velhos, roedores, baratas e animais mortos. O odor é forte e o mato está alto. Há também árvores grandes no local. Além disso, o muro do terreno faz divisa com as escolas, mas na Rua Jorge Tibiriçá há abertura por onde entram pessoas e por onde são jogados os objetos. Jovens da região servem-se do terreno para usar drogas, invadir e apedrejar as escolas.

“À noite os jovens entram no terreno, usam drogas, observam tudo que acontece dentro da escola e invadem-na para fazer bagunça”, avalia Pedro de Sousa Santos, coordenador pedagógico da Escola Nanci Cristina. Do terreno, é possível visualizar as pedras jogadas pelos jovens no telhado da escola. De acordo com Santos, é comum eles fazerem isso, porém “no escuro não é possível identificá-los, além disso, quando vamos verificar eles saem correndo”.

A direção da unidade escolar informou ainda que algumas vezes é necessário chamar a Polícia Militar para tirar os jovens de dentro do páteo. Na Escola Manoel Petronílio, os problemas não são muito diferentes. Apesar de quase não haver invasões, o vandalismo sempre foi constante.

De acordo com Cintia Coronado, diretora da escola, sempre houve o apedrejamento. “Eles quebravam muitos vidros e telhados. Já jogaram pedras inclusive no meu carro. Hoje a intensidade diminuiu, pois foi erguida uma grade ao lado do muro do terreno”, disse a diretora. Cintia informou ainda que no início do ano a prefeitura fez a manutenção dos vidros e telhados.

A diretora Cintia tenta minimizar os problemas da invasão abrindo a escola para comunidade. “Sempre que querem praticar esportes, nós deixamos os jovens utilizar a quadra”, conclui.

Para Santos, uma solução seria a construção de uma área de lazer. “Deveriam ser construídas quadras esportivas, mas que houvesse também um programa de treinamento e organização. A prefeitura teria que atuar ativamente no local. Deixá-la sem atenção só traria os mesmos problemas”, diz o coordenador.

Prefeitura

O terreno é da prefeitura de Poá, mas foi utilizado há alguns anos pela Escola Nanci Cristina. Depois de reforma e ampliação da unidade, ele ficou sem uso. Ainda se encontra no local os postes de iluminação implantados na então escola.

Em abril de 2006, moradores do bairro já solicitaram à prefeitura mudanças no local. Numa audiência pública sobre o Plano Diretor, Márcia pedira que fosse construído um posto de saúde. José Francisco solicitara a limpeza do terreno e Irailda propusera que se construísse um hospital e alertou para o problema de drogas no local. Apesar das orientações e proposições, a administração do prefeito anterior, Roberto Marques (PTB), e do atual, Francisco Pereira de Sousa (PDT), o Testinha, só fizeram limpezas. A última, porém, foi feita há meses.

Há mais de um mês, a direção da Escola Nanci Cristina encaminhou ofício solicitando providências para a Secretaria de Serviços Urbanos. Sobre a situação e o documento, o Secretário da pasta, Carlos Tavares de Lima, o Léo, não tinha solução para o problema que ronda duas escolas e afeta centenas de alunos e moradores da região.


Léo disse que não saberia informar quando será feita limpeza, nem se seria realizada, pois não saberia dizer no momento se o terreno era ou não da prefeitura. Questionado sobre a propriedade, disse que os dados eram registrados em outro setor. “Quando os pedidos são feitos, primeiro o documento é encaminhado para a Secretaria de Obras, para verificar se o terreno é particular ou não”, disse ele. O secretário não soube informar do ofício da escola. “Como este, eu tenho outras centenas de ofícios que fazem solicitações”.

O secretário disse que não teria como responder datas para a escola ou qualquer outra repartição que solicitar, pois as máquinas estariam quebradas. “Para fazer limpeza de mato, a roçadeira está funcionando, mas para remoção de entulho, acho que o mecânico está consertando a máquina agora”, relatou. Sobre se o muro poderia ser fechado, ele também não tinha informação.

Léo disse, no entanto que agora os serviços melhorarão, pois no dia 6 de julho começaram a trabalhar 88 prestadores de serviço da Frente de Trabalho Municipal. Para ele, não basta a prefeitura fazer o serviço. “É necessário as pessoas se conscientizarem de não jogar lixos nos terrenos, estamos até pensando em fazer campanhas na cidade, comentou.

O secretário, contudo, esquivou-se de responsabilidades e as transferiu para a gestão anterior, a qual, segundo ele, teria deixado as máquinas em estado precário. Nos seis meses de governo, sabendo do problema, a atual administração não fez compra de máquinas novas. Os serviços em toda a cidade dependem, assim, do funcionamento das antigas. Quando estão quebradas, a cidade fica sem a prestação do serviço.


Publicado no jornal Novo São Paulo

1 comentários:

eefraimundonogueira.blogspot.com disse...

Gostaria que quem soubesse do e-mail da ee Profa Nanci Cristina do Espirito Santo, o enviassem para o e-mail: eefraimundonogueirabarros@gmail.com, pois precisamos entrar em contato. Motivo, transferência de aluno.

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