30 junho, 2009

ORQUESTRA: INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS

As inscrições para participação na Orquestra Municipal de Poá continuam abertas. Os candidatos podem se dirigir à diretoria de cultura, cuja sede é no Centro Cultural Taiguara, localizado na Alameda Pedro Calil, Centro.

A orquestra fará apresentação no próximo domingo, dia 05, no Arraiá Poaense. Os músicos tocarão antes do show do cantor Sérgio Reis.

Informações podem ser obtidas no tel 4639.2765.

PREFEITURA CRIA ORQUESTRA ELITISTA

A Diretoria de Cultura de Poá iniciou este ano várias novas ações, entre as quais está a criação da Orquestra Municipal. A participação nesse projeto, porém, é limitada e apresenta problemas desde seu começo.

De acordo com a mãe de um jovem músico, a inscrição para participação no grupo só é permitida para os que dispõe de instrumento musical. "Além de passar por uma difícil avaliação para demonstrar os conhecimentos", diz ela que não quis ser identificada. Alguns candidatos já são eliminados nesta primeira etapa.

As informações da obrigatoriedade do conhecimento musical e da necessidade de ter instrumento foram confirmadas com Sérgio Cardoso, instrutor da orquestra. Segundo Cardoso, há essa orientação "enquanto se aguarda os projetos de doações de intrumentos".

Cardoso disse ainda que uma possível alteração na limitação da participação de jovens somente será pensada após a Festa da Orquídea, que deverá ocorrer entre Agosto e Setembro.

Diante das condições exigidas, a Diretoria de Cultura impede que maior quantidade de jovens participe das ações do órgão. Jovens carentes não têm condições de comprar, por exemplo, um violoncelo cujo valor está acima de R$ 1000. Além desse custo, existe a manutenção, limpeza, afinação e aulas externas para aperfeiçoamento.

Neste momento não há também programa de remuneração, bolsa ou qualquer outro auxílio para os músicos participantes. Dessa forma, um projeto que poderia servir como escola para muitos e democratizar o acesso à cultura, inicia-se limitado para uma elite detentora das condições impostas.

Por Leandro de Jesus

29 junho, 2009

Conselho Municipal da Juventude

O prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha, criou por meio de decreto uma comissão permanente que terá como objetivo estudar, propor e assessorar as políticas públicas para a juventude. Como primeira medida, a comissão está suscitando o debate para a instalação na cidade do Conselho Municipal da Juventude.

Entre as ações da comissão está a realização de reuniões com jovens para divulgar e debater idéias sobre o novo Conselho. A última ocorreu dia 27 na EE. Padre Simon Switzar, com a presença de grêmios estudantis, alunos de diversas escolas e militantes dos direitos da juventude.

Tanto a criação da comissão como do conselho são ações importantes. É mais que urgente um debate sério com proposições e sistematizações de políticas para esse público alvo. A juventude de Poá, porém, deve ficar atenta à constituição do Conselho.

A história na cidade confirma a falta de democracia nas eleições dos conselhos. Comumente são transformados em peça de ficção. A fiscalização e a proposição de projetos na prática não são realizados, pois não há vontade em boa parte dos indicados dos executivo e legislativo. Provavelmente por gestão desses poderes, muitas vezes nem quórum há nas reuniões. Em outras oportunidades, a entrega de relatórios para análise é feita no último dia para que não haja a vistoria.

Neste momento, o esboço do projeto de lei a ser passado à prefeitura apresenta equívocos na indicação dos membros. Para não continuarem os problemas, a juventude precisa estar atenta ao chamado das reuniões e cobrar ampla divulgação das eleições, além de dar sugestões.

Por Leandro de Jesus

14 junho, 2009

Mobilidade no trânsito está cada dia pior

As obras do Rodoanel em Poá ainda não se iniciaram, mas a mobilidade no trânsito da cidade está complicada. Motoristas sofrem com diversos problemas nas vias principais.

As ruas e avenidas centrais têm curta largura, o que impede maior circulação de automóveis. Exemplos são as Ruas 26 de Março e a Avenida 9 de Julho, importantes ligações para o centro e para municípios vizinhos.

Além disso, o trânsito torna-se mais lento quando bicicletas ou mesmo pedestres ocupam as ruas. Buracos e falta de sinalizações com placas ou pinturas são constantes. Agora, há reclamações da disposição de lombadas, as quais em execesso e em locais indevidos, mais atrapalham que promovem a segurança. A liberação de estacionamento em zona azul em algumas ruas também é um escandâlo, como pode ser visto na rua Marina La Regina. Nesta via, no trecho onde é mão dupla, não há espaço para os veículos nos dois sentidos e os estacionados.

Algumas dessas situações que parecem pequenos problemas poderão ter sua dimensão aumentada quando da construção da parte leste do Rodoanel Metropolitanto. O único acesso da região a esta rodovia será por Poá. Prevê-se, portanto, um fluxo bem maior de veículos na cidade. Há que se fazer, assim, a correção imediata e a prevenção contra as dificuldades futuras.

Se as ruas têm pequena largura, é necessário que a prefeitura faça alterações e escolha prioridades. Ao decidir por ciclovias e calçadas mais largas, mesmo nessas vias pequenas, prioriza-se as seguranças do pedestre e ciclistas. Ao preferir pelos atuais estacionamentos, onde há cobrança de zona azul, o departamento de trânsito privelegia uma minoria que dispõe de veículos.

Ao passo que se construa ciclovias nas rua 26 de Março e 9 de Julho, por exemplo, a qualidade de vida da população melhorará, minimizando os riscos de acidentes e poderá agilizar o fluxo de automóveis, pois haverá maior espaço para a circulação. É importante também que haja guardas de trânsito organizando o trânsito, orientando quando necessário e punindo os infratores.

Não se pode deixar para fazer as obras quando mais acidentes ocorrerem ou quando o fluxo aumentar com a chegada do Rodoanel. É preciso que o poder público haja mais rápido e para isso é urgente a convocação da população para decisões importantes. O que seria o "governo de povo" em Poá só mostra os sinais de governo dos poucos, como sempre foi na cidade. Se o povo não participar as medidas serão burras.

Publ01