TESTINHA MANTÉM TERCEIRIZAÇÃO DA SAÚDE

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Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), continuará com seu programa de terceirização nos serviços de saúde do município. O prefeito manterá uma gestora do Programa Saúde da Família (PSF) e contratará outra para administrar os serviços ambulatoriais de ortopedia no Hospital Municipal Dr Guido Guida.

Enquanto esteve na oposição ao governo Roberto Marques (PTB), Testinha foi grande crítico à gestão da maternidade municipal pela Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (Faep). Nos primeiros dias de governo, no entanto, permaneceu com as terceirizações ao designar a Instituição Assistencial Cristã Lar Mãe Mariana para gerir o PSF. Deu prosseguimento, em caráter emergencial, a uma forma de administrar que já havia demonstrado enormes equívocos no governo anterior.

O histórico no município dessas empresas contratadas são de diversos problemas nas relações trabalhistas dos profissionais. Houve situações desde contratações informais até a falta de pagamentos de salários. O atual Secretário da Saúde, Ali Sami El Kadri, contudo, confirma em entrevista ao jornal Diário do Alto Tietê que as precarizações continuam. Segundo El Kadri, médicos, dentistas e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) são contratados como pessoas jurídicas.

O secretário teria dito também que em até dois meses será contratada a empresa que prestará os serviços médicos de ortopedia, no pronto-socorro municipal. Afirmou a seguir que nada impede de no futuro abrir concurso público. Essa frase demonstra certamente uma vontade política de não cumpri-la, pois do contrário já determinaria um prazo para sua realização.

Essa política de terceirização está viciada e deve ser combatida. O aumento das unidades do Programa Saúde da Família e a abertura do serviço médico de ortopedia é um importante ato da prefeitura, mas a forma como estão sendo gestados é merecedora de repúdio.

As precarizações nas relações trabalhistas devem ser banidas, principalmente por um órgão governamental. Mas se nota uma complacência com este tipo de prática. Além disso, há possibilidade de aumentar já que outra empresa será contratada. Outro problema é a convivência num mesmo ambiente de trabalho de profissionais concursados da prefeitura ou comissionados e terceirizados. Experiências desse tipo não trazem boas recordações das relações entre si dos trabalhadores.

Outra preocupação será a disponibilização de apenas um médico ortopedista para atender o ambulatório e permanecer de plantão. Se ocorrer a chegada de um caso grave e o especialista estiver realizando um consulta, deverá pará-la para atender o novo paciente. Isso é típico de uma gestão má planejada.

Importantes programas como esses anunciados tendem a ter sua qualidade reduzida através de terceirizações. A administração de Testinha opta, assim, por uma opção que certamente não traz esperanças de serviços melhores.

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