29 março, 2009

POÁ FAZ FESTA. COMEMORE COM MODERAÇÃO

Parabéns. Poá comemorou 60 anos de emancipação política no último dia 26. Festa deve haver sim, mas com moderação e sem esquecer dos problemas que a cidade ainda enfrenta. Alguns avanços houveram nos últimos anos, mas não podemos fechar os olhos para o dever que o poder público não cumpriu.

Na última semana, o prefeito de Poá, Francisco Pereira de Sousa, o Testinha (PDT), foi à Câmara Municipal levar projetos e relatar os primeiros 90 dias de sua administração. Preocupou-se em mostrar o que fez e devemo-nos preocupar com o que falta a fazer.

O problema mais latente para a população continua ser a saúde. Após o pedido de demissão da médica Cristiane de Souza, a secretaria foi ocupada interinamente pelo atual secretário de governo, o também médico Ali Sami El Kadri. A ocupação do cargo que seria temporária, parecer se tornar permanente. Apenas um cargo dessa natureza já é complexo, dois para uma mesma pessoa demonstra um constra-senso do prefeito.

A prefeitura contratou serviço privado de ambulância UTI e comprou peruas Kombi para levar pacientes a outros municípios. O que se quer, no entanto, é o hospital municipal funcionando, com número adequado de funcionários e a qualidade merecidade pelos cidadãos. Estes, por sua vez, não sabem qual será o destino da maternidade. Será reativada ou fechada definitivamente? Se não tiver condições de ser reaberta, Testinha terá coragem de denunciar o ex-prefeito Roberto Marques (PTB)por improbidade administrativa, pois a teria inaugurado sem as condições necessárias?

Outro problema preocupante na cidade e que poucos prestam atenção é a segurança nas obras executadas pelo poder executivo. O secretário de Obras, Paulo Dornellas, que tem o dever de ficalizá-las, quando faz, age de forma atrasada. A obra no Rio Tucunduva permaneceu vários dias sem o isolamento necessário, seja para impedir acesso de carros ou de pedestres. As obras na avenidade Jorge Francisco Correa Allen tumultuaram o trânsito, pois não havia orientação. A construção da escola onde se instalará a ETEC continua sem tapumes. Qualquer curso de construção civil têm a disciplina de segurança, mas pelo visto, as técnicas ensinadas não têm sido aplicadas.

Na área da educação, Poá tem tido resultados regulares nos índices estaduais e federais. Não se viu, no entanto, divulgação de planos que possam alavancar a qualidade do ensino dos estudantes poaenses. A mudança na forma de contratação de diretores de escola é imperativo. Nomeá-los via cargo comissionado abre margem à pessoas desqualificadas na função ou apadrinhados políticos. Que se faça, então, concursos públicos ou eleições com votos da comunidade.

A população segue sem ter a transparência constitucionamente garantida e requisitada da administração pública. O sítio oficial da prefeitura poderia ser utilizado com ferramente de transparência, mas segue sem qualquer atualização. É urgente a divulgação do orçamento da cidade, dos gastos em cada pasta, dos valores empenhados e bloqueados, das licitações e das respectivas empresas contratadas. Uma administração moderna se pauta na divulgação desses itens.

O preço do ônibus municipal também está sendo sentido pelo trabalhador. Não houve indicação de que a prefeitura pretende abaixar o valor ou do alardeado bilhete único, divulgado no fim de dezembro.

Alguns problemas foram elencados e devem ser resolvidos. Se a administração de Testinha pretende ser diferente das anteriores, está na hora de começar a efetivamente resolvê-los. Acabou o carnaval e a festa de aniversário. Está em tempo de trabalhos concretos, então. Mãos à obra prefeito, a população tem pressa.

Por Leandro de Jesus Gomes

21 março, 2009

TURISMO EM POÁ?

A atividade turística na cidade é muitas vezes tema de reportagem e editoriais de jornais na região. O turismo, contudo, não é tratado pela administração municipal com a profundidade, complexidade e a importância requisitada.

Poá é Estância Hidromineral mas não está preparada para receber turistas, sequer visitantes. Não apresenta infra-estrutura adequada para a atividade e não se vê vontade política para que isso aconteça. Os problemas impeditivos do turismo são diversos.

Antes de querer receber turistas, é necessário que a cidade seja boa para seus cidadãos. É importante que eles se sintam bem em sua cidade, que gostem e conservem o ambiente no qual vivem. É preciso criar uma consciência coletiva que ressalte a importância social e econômica em se manter uma cidade bonita, organizada, com pessoas receptivas, apta para receber visitantes. Mas, neste momento, a cidade está feia, com obras desconexas, com praças sujas e pouco atraentes, mesmo depois de reformas. Trânsito atabalhoado, buracos e falta de segurança são também aspectos que desânimam a população.

A gestão do turismo na cidade, em diversos governos, também é realizada de forma equivocada. Faltam técnicos para orientar os políticos, falta estrutura adequada para uma área importante que promove o desenvolvimento, mas, acima de tudo, falta visão e vontade políticas. Nenhum prefeito até hoje se dispôs a incentivar o turismo. A atual diretoria de turismo não conta com estrutura decente para promover projetos. Falta desde computador, passando por e-mail corporativo, acervo bibliográfico, funcionários, até chegar a um gabinete inadequado para receber autoridades ou visitantes.

Conselho municipal de turismo também é outra peça de ficção. Criado há algum tempo, não teve participação ativa, seja criticando, analisando ou articulando projetos na cidade. Não houve transparência na eleição de sua diretoria e não se tem notícias de que haverá novo pleito.

É verdade que em Poá há poucos recursos turísticos, os quais podem vir a serem atrativos e depois produtos turísticos. Com uma gestão visionária, no entanto, a médio prazo, eles podem ser criados, aperfeiçoados e desenvolvidos. Como exemplo, pode ser citada a cidade de Itu. Há algumas décadas, ela não era conhecida como o é hoje. A gestão pública e os empresários levaram à frente aquilo que o humorista Simplicio, do programa "Praça da Alegria", divulgava: uma cidade onde tudo era grande. Hoje Itu recebe milhares de visitantes para ver orelhão, farol e comprar produtos em tamanhos gigantes. A cidade criou um conceito, uma marca, e com seriedade promoveu atrações turísticas.

Poá, por sua vez, segue na contramão. No momento em que poderia divulgar sua maior marca, a água, através das requalificações de praças e passeios no centro da cidade, foram colocados bloquetes que nada são atrativos e a marca da cidade sequer foi lembrada. Pura falta de visão num local onde dizem querer alavancar o turismo.

É positivo para a cidade receber turistas, mas para isso a gestão pública em Poá precisar incentivar a atividade. A cidade, que recebe recursos específicos por ser estância, precisa preservar seus rios, lagos e nascentes. Urge a conscientização ambiental dos cidadãos e promoção de eventos educacinais. Precisa promover mais debates e suscitar ações da iniciativa privada. Os cidadãos só tendem a apoiar. Esses são passos para articular a população num grande projeto.

É urgente a criação de conceitos e principalmente massificar a marca de Poá, a água. A prefeitura precisa criar a infra-estrutura e levar à população a importância que é para o desenvolvimento receber visitantes. É imperativo colocar profissionais do setor para promover projetos e darem sugestões. A seguir, trabalha-se na infra-estrutura, com disponibilização de coisas básicas, como banheiros públicos, rodoviária decente, sinalização em placas e pavimentação de ruas e avenidas, além de melhora nos sentidos do escoamento do trânsito.

E por fim, trabalha-se no desenvolvimento de produtos, sejam naturais ou não. Pode-se criar portais da cidade, visitação às fontes, à prédios históricos, criar a feira permanente do artesanato, com produtos que divuguem a cidade. Divulgar Poá e seus eventos em feiras turísticas é também de grande importância.

Existe um longo trabalho a ser realizado. A sugestão está posta. Que a adminstração pública cumpra, então, seu dever

Por Leandro de Jesus
Formado em Turismo no Instituto Federal de Educação de SP

Combate à corrupção em Poá

No mês de fevereiro, iniciou-se um novo movimento na cidade que tem uma pretensão ousada: ajudar no combate à corrupção, denunciando atos ilegais, fiscalizar o cumprimento da lei de compra de votos, e educacional, cujo objetivo é promover o debate sadio de eleições limpas.

O movimento denomina-se TRANSPARÊNCIA POÁ e é ligado ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)*. Neste primeiro ano, será coordenado por Leandro de Jesus. Este novo movimento social terá como característica sua democracia e a participação será desburocratizada, assim como ocorre com o MCCE em todo o país.

Nas primeiras reuniões, o grupo estrutura o movimento e planeja ações para atuar na cidade. Informações podem ser obtidas através de transparenciapoa@gmail.com

* www.lei9840.org.br

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