20 dezembro, 2009

NOVAMENTE, O NÃO-TURISMO EM POÁ

A Diretoria de Turismo de Poá enfim produziu uma atividade que serviu para promover atrativos do município. No último dia 13, na edição do projeto "Prefeitura Bairro a Bairro" na Cidade Kemel, foi disponibilizado um ônibus para realização de passeio turístico.

Apesar de ocorrer somente agora, há alguns dias de Testinha completar um ano no cargo, a ação é benéfica. O primeiro passo para transformar uma cidade em receptora de turistas é enraizar nos moradores a cultura de manter o município organizado, atraente, bonito, limpo. A importância de se preservar atrativos é algo que deve ser orientado pelo poder público, bem como os benefícios para todos resultante da chegada de visitantes.

Contudo, nova diretoria do Conselho Municipal de Turismo foi empossada, milhares de recursos foram destinados à promoção turística, mas não se vê o executivo mobilizando de forma efetiva empresários e moradores na construção de projetos de curto, médio e longo prazos para transformar Poá na sonhada cidade turística.

É necessário identificar os recursos para poder transformá-los em atrativos turísticos. Não se pode, porém, acreditar que trará visitantes a última reforma das praças centrais e a construção de uma nova no antigo pátio da feira. Se o interesse foi esse, o objetivo não será alcançado, pois não há nada de novo nelas. Para fins de exemplo, compara-se os parques de Curitiba, com suas respectivas fontes, e as nossa praças. Veja link http://www.curitibafulltime.com.br/turismo.htm.

Em Curitiba ele foram ousados, pensaram grande. Em Poá ocorre o inverso, uma pequenez de atitude. O investimento em Poá na reforma do centro histórico, especialmente das praças Atílio Santarelli, do Relógio, dos Expedicionários, João Felippe Júnior e Rui Barbosa, custaram em torno de R$ 4 milhões e não são atrativas para turistas.

Mais um ano se passou e o sonho de transformar a Estância em cidade turística continua. A diretoria de turismo acertou com a atividade relatada, mas é muito pouco para as promessas feitas em campanha e para aquilo que necessita o município. Espera-se que haja mais coragem, perspicácia, ousadia e competência no próximo ano.

Por Leandro de Jesus

18 dezembro, 2009

CARRO DA CÂMARA PODERÁ ANDAR 300 KM/DIA

Estimativa é baseada quantidade de litros a ser contratado em pregão

A Câmara Municipal de Poá contratará empresa para fornecer durante um ano estimados 82.000 litros de combustível para abastecimento de veículos oficiais. O pregão presencial ocorrerá em 8 de janeiro de 2010, de acordo com o edital nº 009/09.

Também fazendo estimativas, é possível acreditar que um carro utilizado por vereador possa percorrer por volta de 300 km por dia. Isso pois, nos últimos anos houve uma média de 250 dias úteis. Considerando que um carro usado gaste 1L a cada 10 km rodados, e que haja um carro por cada vereador, chega-se àquele valor.

Esses dados ainda estão subestimados, pois não foram considerados emendas ou feriados municipais. Só para ter uma clareza maior da distância possível de ser percorrida, é possível fazer o caminho Poá a São Paulo, ida e volta, 3 vezes em um único dia. Outro exemplo seria ir e voltar de Limeira, interior de São Paulo.

É muito curioso, para não dizer outra coisa, a quantidade de litros que a Câmara pretende comprar, haja visto que o município poaense dispõe de apenas de 17km2 e que os automóveis tenham de estar exclusivamente a serviço do Poder Legislativo.

14 dezembro, 2009

AS OBRAS DO GOVERNO DO ESTADO

O governo do Estado, administrado pelo PSDB há 15 anos, tem dado exemplos de como se contratam obras e não as fiscalizam ou as deixam serem inicializadas inadequadamente.

Na última semana, mais uma vez pode ser constatada essa situação. A rodovia Padre Eustáquio, que ligará Poá à rodovia Ayrton Senna, nem inaugurada foi, mas, como disseram, já foi batizada. Bastou dois dias de chuvas para que ela tivesse um trecho alagado. Isso é resultado de um inadequado projeto de construção em meio à várzea do rio Tietê.

Há outros exemplos que mostram a falta de fiscalização constante do governo em obras contratadas. Em janeiro de 2007, houve a abertura de uma cratera em um acidente do Metrô, na região de Pinheiros, o que causou algumas mortes.

No último mês de novembro houve um grave acidente no Rodoanel Sul, onde vigas caíram sobre um caminhão e dois carros, gerando ferimentos em pessoas.

Dois trens do Metrô se colidiram também no mês de novembro. Entre as composições, estava uma das mais novas compradas pelo governo.

Se os governantes tucanos não fiscalizam da forma como deveriam, o povo deve fiscalizá-los e cobrá-los. E muita atenção. Em breve chegará a obra do rodoanel em Poá.

Leandro de Jesus

06 dezembro, 2009

BARRACAS CONTINUAM EM CALÇADA


Após término das obras no centro, prefeitura não removeu barracas de calçada

A prefeitura municipal de Poá fecha os olhos para a bagunça urbana. Barracas de camelôs continuam sob calçadas em plena área central e ao lado da estação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Não bastasse a continuidade da permissão para que os comerciantes permanecessem com suas barracas em praças, a autorização temporária para ficar sob as calçadas parece estar se tornando definitiva.

As obras das praças terminaram mas os camelôs continuam impedindo que os pedestres circulem em segurança na calçada. É comum ver as pessoas saindo da estação da CPTM e ter de se arriscar na avenida por não ter espaço na calçada. Além das barracas, os camelôs ainda colocam suportes para os produtos ampliando a área ocupada.

O que está diante de todos parece não estar na visão dos responsáveis na prefeitura. O problema é antigo e houve pedido de remoção até pela CPTM. O requerimento foi relatado em notícia no sítio da prefeitura em maio de 2009, mas até agora nada foi providenciado. ( http://www.poa.sp.gov.br/noticias/noticias.php?id=517 )

O problema mais grave de as barracas continuarem no local é colocar a vida de pedestres em risco, já que o local tem muito movimento de pessoas e de ônibus. Um outro problema é a beleza da área central. De que adianta utilizar verbas da área de turismo para embelezar o centro se a própria prefeitura contribui para desorganizá-lo.

É lamentável que a administração não tome uma simples providência: construir um mercado popular, fazendo com que o serviço dos camelôs fosse melhor organizado e fiscalizado. Não se sabe o que mais falta, se é vontade ou capacidade.

Por Leandro de Jesus
foto: Fernando Araújo/PMP

22 novembro, 2009

AS MANSÕES DA PREFEITURA

Executivo municipal gasta erário público com diversos aluguéis


A exemplo de administrações anteriores, o governo de Testinha (PDT) mantém a mesma política de alugar diversos imóveis na cidade para alocar departamentos. Tal política leva o executivo a alugar salas comerciais e até mansões.

A locação de imóveis é prejudicial sob vários aspectos. O primeiro e mais latente ponto negativo é não se poder observar com clareza os critérios que identificam a transparência nas decisões ou a impessoalidade dos atos. O segundo ponto é não haver concorrência nesse tipo de contrato. Diante disso, o preço será o indicado pela imobiliária, sendo o de mercado ou não.

Outro item negativo são as constantes mudanças de imóveis. Isso é mais visível quando se inicia uma nova administração. Novos locais são alugados e os antigos, com as reformas investidas, são largados. Além, é claro, de que a população se acostuma a ir em determinado lugar e em seguida deve procurar o novo local.

A cada novo imóvel locado, como já dito,a prefeitura investe em reforma. Pintura, paredes, janelas, segurança, acessibilidade, divisórias, portas, iluminação entre outros. A mudança de prédio faz se perder todo esse investimento e novo gasto deverá ser realizado.

Estranha também o fato de a prefeitura alugar mansões na cidade. Os imóveis nos quais estão a Diretoria de Turismo e o Ambulatório da Saúde Mental são exemplos. Será realmente necessário alugar mansões no lugar de casas ou salas comerciais? Não se entende também o porquê alugou-se um prédio para ensaios da orquestra quando foram investidos milhões na construção do Centro Cultural Taiguara.

Provavelmente, a sede da prefeitura não comporte todos esses departamentos, o que a obriga a locar os imóveis. Ela faria melhor se já planejasse construir uma unidade que centralizasse as diversas secretarias e diretorias. Não se vê, porém, projetos para isso, o que geraria redução de custos a longo prazo e o consequente investimento do valor em outra área.

É necessária uma política séria para a disposição na cidade dos diversos departamentos da prefeitura. É importante a centralização deles em um único ou poucos locais. Algo que seja bem distante da atual frágil política de aluguéis de mansões.

Por Leandro de Jesus

14 novembro, 2009

CÂMARA CORRIGE SITE

Após mais de uma semana do aviso via e-mail, Câmara Municipal de Poá corrige erro em link de sua página oficial na internet. Ao clicar na imagem do "Portal da Transparência", uma página em inglês era carregada, provavelmente um sítio de compras (veja texto abaixo).

Na última terça-feira, dia 10, após a sessão da Câmara Municipal, Leandro de Jesus e Carlos Datovo cobraram do Diretor do local, Luis Charquesi, posição da administração sobre o erro. O relato foi acompanhado pelo vereador Junior da Locadora (PV), que disse ter visto o e-mail e teria alertado o presidente da casa, Ricardo Massa (PP).

Leandro ressaltou aos presentes que caso Massa não resolvesse o problema, poderia ser acionado no Ministério Público.

No dia seguinte, porém, o sítio foi corrigido. Lamenta-se, no entanto, que a imagem do "Portal da Transparência" continue, mas nada foi posto para se analisar.

Leandro de Jesus

01 novembro, 2009

SITE DA CÂMARA É PIADA DE MAU GOSTO

Assim como o do executivo, o sítio do legislativo não atende ao que necessita a população

O sítio da Câmara Municipal de Poá na rede mundial de computadores - a internet - não cumpre com a publicidade e tranparência exigidas para o Poder Legislativo. Seguindo os erros da páginal oficial da prefeitura, não deixa à disposição vários serviços, links ainda estão em construção e páginas em destaque estão com notícias da gestão anterior.

Já na página inicial, uma nota oficial relata como seria o sítio. Segundo a informação, desde agosto deste ano o sítio contaria "com um banco de dados totalmente interativo, que proporcionará a comunidade obter de forma simplificada informações sobre a Câmara, sobre as seções semanais, dia-a-dia dos vereadores, banco de leis e prestação de contas".

Pouquíssimo do prometido, porém, é disponibilizado. Não existe o banco de dados interativos, assim como também não há detalhes sobre seções e vereadores. O banco de leis é falho, pois muitos links não podem ser abertos. A prestação de contas detalhada foi recentemente colocada no sítio.

O cidadão que quiser saber como ocorreram as seções não ficará informado. Não há disponibilização de atas nem de reportagens, embora a instituição conte com assessoria de imprensa.

Há ainda erros grosseiros. A chamada para o link da reformulação do sítio mostra a foto do call center que presta serviços para a prefeitura. A foto do sítio, por sua vez, está no texto que trata do "Fala Poá", projeto do executivo. Estão em destaques reportagens que foram publicadas em jornais da cidade, algumas não são atuais. O texto "Poá mudou para melhor" foi publicado há mais de um ano no Jornal do Município. Trata da gestão Roberto Marques e de ações do então secretário André Marques.

A agenda está sem dados. Nas seções Institucional e História de Poá não existem informações. A área de Leis Gerais também apresenta a nota de que em breve estará liberado o dowload. O link do Regimento Interno apresenta apenas os números das resoluções, mas não o texto completo. É de se estranhar também um link disponível que dá acesso a um sítio em inglês, provavelmente de compras ( http://shop.joomla.org/ ).

São uma série de problemas e erros inadmissíveis para um poder constituído. O serviço é pago pelo contribuinte mas sua prestação não é eficaz. A fiscalização tanto do executivo como do legislativo fica dificultada com esses entraves. Seria esta a vontade dos vereadores? Espera-se que não.

A responsabilidade maior é do presidente da casa, o vereador Ricardo Massa (PP). Que ele tome as devidas providências para que não seja responsabilizado, especialmente quanto ao link que dá acesso a um sítio de compras.

Se o Legislativo fiscaliza tem também o dever de informar e facilitar a fiscalização. Isso, porém, não é o que acontece.

Leandro de Jesus

ENSINO SUPERIOR OU INFERIOR?

Alunos da UNIBAN demonstram o resultado do ensino brasileiro

Na noite de 22 de outubro, estudantes da Universidade Bandeirante (UNIBAN), campus de São Bernardo, protagonizaram cenas bárbaras que demonstram haver algo de muito errado no ensino superior brasileiro. Em pleno horário de aulas, centenas de jovens agrediram verbalmente, e quase fisicamente, a aluna Geisy Arruda, 20 anos, por um simples fato, usar um vestido curto (vídeos no Youtube).

No episódio, Geisy foi chamada de puta, cercada por centenas de alunos e sofreu várias ameaças quando percorria os corredores da instituição. Tentou refugiar-se em sala de aula, mas os jovens continuaram a hostilizar pela porta e janelas do local. Somente conseguiu sair escoltada por policiais, mas ainda diante de xingamentos.

Se a estudante houvesse transgredido a lei ou as normas da faculdade, agido contra a cultura local, rompido a barreira daquilo que é ético ou atacado moralmente alguém, ainda assim as hostilizações teriam limite, mas alunos universitários agirem daquela forma é inaceitável.

Universidades que deveriam ser centros irradiadores de esclarecimento e de formação de elite intelectual tem produzido, isso mesmo, numa lógica mercantil, profissionais brutos e incapazes de tolerar a diversidade.

Esse é o resultado da mercantilização do ensino brasileiro. Com algumas excessões, universidades privadas vendem um produto ( a educação ) e estudantes compram com o único objetivo de receber um diploma na formatura. As instituições não são mais centros geradores de conhecimento, de pesquisa, reflexão e crítica. A simples transmissão de burocráticas técnicas substituiu a do saber. O episódio acima e outros como os violentos trotes de início de ano são exemplos disso.

Avaliações do governo federal já denunciam a baixa qualidade do ensino ministrado, mas ele pouco faz para impedir que a situação continue. Os últimos dados do Índice Geral de Cursos, divulgados pelo MEC, mostram que 737 mil estudantes universitários do país estudam em instituições reprovadas. Das avaliadas, 39 % das universidades privadas receberam notas 1 ou 2. Apesar disso, os cursos continuam abertos.

Está claro, portanto, que o caminho não está correto. O governo federal, que regula o sistema, precisa intervir e impedir a abertura das unis-shopping e a continuidade da venda do conhecimento como se ele fosse um simples produto. Da forma como está, pode se estar mais próximo do obscurantismo que da luz. O episódio em São Bernardo foi mais um alerta. Ou se promova mudanças ou o Brasil terá gerações de profissionais menos civilizados.

Por Leandro de Jesus

20 outubro, 2009

AMAT FOI À ITÁLIA MAS BRASIL TEM SOLUÇÃO

Representantes locais foram à Europa mas não visitam cidades brasileiras que reciclam lixo

Enquanto cidades da região ainda enfrentam a indefinição do destino de resíduos sólidos urbanos, representantes da Associação dos Municípios do Alto Tietê (AMAT) viajaram para a Itália em busca de alternativas quando poderiam pesquisar municípios brasileiros que implementaram programas de coleta seletiva.

De acordo com a associação, o objetivo da viagem era verificar "indústrias que transformam lixo em energia e como as soluções encontradas podem ser adequadas ao Brasil, conhecendo os procedimentos utilizados, da captação à transformação final".

Neste blog, porém, já foi relatada a eficiência de programas de coleta seletiva em cidades do Brasil, a exemplo de Curitiba, com o programa "Lixo que não é lixo". Ações como essa são de curto prazo, o que amenizaria os problemas na região. A AMAT, ao contrário, estuda a construção de usinas que transformam o lixo em energia, o que demanda longo tempo.

Há também outras cidades que poderiam ser observadas pela associação. Em Vitória/ES, desde 2007 existe um trabalho de coleta seletiva. No lançamento do programa, foram anunciadas a instalação de cerca de 12.500 lixeiras nas dependências da prefeitura, nas escolas municipais e na Câmara da cidade. Os moradores podem fazer a entrega em Pontos de Entrega Voluntária (PEV), contêiner ou recipientes instalados em locais públicos.

Além da importância para o meio ambiente, existe ainda preocupação com a inclusão social. Em Vitória, há esforço para que os catadores de materiais recicláveis se organizem em cooperativa. Não será por falta de oportunidade que a AMAT deixará de conhecer este projeto. Neste mês será realizado o II Seminário de Coleta Seletiva e Inclusão Social de Vitória, nos dias 21 e 22, com objetivo de discutir novas ações de desenvolvimento sustentável e planejado.

Em 100% do município de Santos também há coleta seletiva, promovida pela prefeitura. O material é encaminhado para uma usina especializada onde ex-catadores de lixo fazem a triagem. Os trabalhadores recebem ajuda de custo, cesta-básica, vale-transporte e três refeições.

Dados

O Ministério das Cidades divulgou no dia 19 levantamento apontando que apenas 57% dos municípios brasileiros realizam coleta seletiva. O estudo "6° Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos 2007" foi realizado em capitais e cidades com mais de 250 mil habitantes.

Cerca de 64% do lixo coletado vão para aterros sanitários, 26,6% são levados para aterros controlados – que têm estrutura melhor que lixões, mas onde há trabalho de catadores – e 9,5% dos resíduos ainda vão para os lixões, considerados a pior solução para o destino final.

Em Poá, parte da cidade tem o serviço de coleta realizado pela Cooperativa de Reciclagem Unidos pelo Meio Ambiente (CRUMA).

Não faltam exemplos e estudos quem indicam solução para o problema do lixo. Não é necessário ir ao exterior quando cidades brasileiras têm projetos eficazes. É imperativo, no entanto, tratar a causa com a seriedade merecida. Somente dessa forma é que ações políticas poderão ser bem sucedidas, social e ambientalmente.

Por Leandro de Jesus

12 outubro, 2009

EDUCAÇÃO: QUALIDADE X QUANTIDADE

Investimentos em escolas técnicas demonstram predomínio da quantidade

O governador de São Paulo José Serra (PSDB) inaugurou no dia 5 a Escola Técnica de Poá (ETEC). Apesar de já ter sido inaugurada pelo prefeito Testinha (PDT), e estar em funcionamento pleno desde agosto, esse novo evento foi realizado, dando mostras que Serra está irregularmente em campanha para as eleições de 2010.

Um problema pouco explorado, porém, pela imprensa, mas que precisa ser melhor debatido, é a denúncia de alunos da ETEC de Suzano. Em manifestação no evento, alunos reclamaram da precaridade do prédio no qual estudam e da falta de materiais pedagógicos.

Essa denúncia ganha respaldo em manifestações anteriores de alunos de outras ETECs, de Fatecs, ambas geridas pelo Centro Paula Souza, e dos Institutos Federais de Educação Tecnológica (IFETs), administrado pelo governo federal.

Nos últimos anos, tanto o governo de São Paulo quanto o federal ampliaram a quantidade de vagas e escolas que ministram o ensino técnico e tecnológico. A qualidade do ensino, no entanto, não acompanhou esse crescimento. As unidades já existentes não sofreram os investimentos necessários e as novas foram inauguradas sem que houvesse estrutura adequada.

Exemplos não faltam. No IFET São Paulo, cursos como o Turismo permanecem sem os laboratórios e corpo discente necessários para que os alunos tenham o aprendizado objetivado. Na Fatec de SP até greve alunos já fizeram como medida para denunciar o descaso. Na Etec de Ferraz de Vasconcelos somente agora é que está sendo construída quadra poliesportiva. A Etec Prof Aprígio Gonzaga, em SP, sofrera muito tempo com computadores ultrapassados.

Esse cenário não é suficiente, porém, para que ambos governos melhorem primeiro a qualidade e depois faça a ampliação. A quantidade tanto para Serra quanto para Lula vem em primeiro lugar. E o pior. Talvez pare somente nela.

Em campanhas eleitorais, contudo, o número de escolas construídas são colocados como pontos positivos. A falta de estrutura fica escondida atrás maquiagem da publicidade. Por fim, é dever da imprensa mostrar o que está por trás de tantos prédios construídos. Que começe logo, então, a cumpri-lo.

Por Leandro de Jesus

08 outubro, 2009

Por que candidato precisa ter ficha limpa

"O princípio constitucional da presunção de inocência constitui regra para a proteção do indivíduo contra o poder. A questão atual, ao contrário, é a proteção do poder, contra o indivíduo"


Edinaldo de Holanda Borges*

A preocupação do povo em manifestar perante o Congresso Nacional a necessidade do estabelecimento de regras para a seleção de candidatos ao exercício de cargos eletivos revela a situação de desespero da opinião pública contra a escalada da corrupção em nosso país. O ato encontrou imediata contestação de políticos e até de representante da Ordem dos Advogados do Brasil.

Duas posições ou correntes de opinião foram criadas, a do povo e a dos contestadores. Os que se opõem à proposição, como apresentada, argúem a falta de certeza da responsabilidade do acusado, quando a condenação emanou do magistrado singular, em primeira instância. O juiz, afirmam, está sujeito como qualquer mortal à possibilidade do erro. Em razão, só o julgamento colegiado, de segunda instância, traduziria a certeza inquestionável da culpa, para impossibilitar o registro da candidatura.

A posição do povo é diferente. A relevância do serviço público, de administração ou de representação popular, exige, para a sua composição, a certeza da honestidade de seus agentes. Inverte-se o raciocínio a favor da sociedade. Não só a certeza da culpa é necessária para limpeza do serviço público. Basta que haja VEEMENTES INDÍCIOS para que a opinião pública, o senso comum, rejeite o candidato. Isso porque os indícios já são qualificados pelo requisito da evidência, para que a preservação da sociedade prevaleça sobre o pleito individual da candidatura.

Resta a reunião dos elementos para que o indício se torne qualificado como veemente. O fato tido como delituoso apresenta-se inicialmente em forma de notícia (notitia criminis), o que autoriza a investigação pelos órgãos de repressão. O inquérito, como procedimento inicial, termina com um relatório da autoridade, que pode concluir pelo indício da culpa. É o primeiro juízo de existência do INDÍCIO. A autoridade policial remete ao Ministério Público que, ao formular a acusação, manifesta o segundo juízo de existência do INDÍCIO. O juiz então decide pelo recebimento da acusação, formulando o terceiro juízo de existência do INDÍCIO.

Até então, apesar da constatação de três juízos de indícios da materialidade do crime e de sua autoria, o acusado ainda não teve oportunidade de defesa. Estabelece-se, em seguida, o curso processual, com o contraditório e ampla defesa. No final, o Juiz profere decisão condenatória que, na doutrina processual constitui a transformação dos indícios em reconhecimento da prova produzida. É o quarto juízo de culpa, quando os indícios foram convertidos em prova.

É preciso mais ainda para afastar o candidato duvidoso do acesso aos cargos de soberania nacional? Será que todo esse decurso processual ainda não produziu INDÍCIOS VEEMENTES para a salvaguarda do poder público?

Mas não é só. Se durante todo esse procedimento, houver fato incontestável que exclua a materialidade do delito ou a sua autoria, ainda cabe o recurso do habeas corpus, inclusive para os tribunais superiores. Se isso não ocorreu ou foi julgado no sentido da manutenção do processo, não há como desdizer a palavra do juiz monocrático e de todos os acusadores, sob o falso apanágio do erro humano.

Depois de que, se a sociedade exige para a profilaxia de seu poder público e para evitar a candidatura a cargos eletivos, não a CERTEZA, mas INDÍCIOS VEEMENTES de culpa da prática delituosa, não é possível dizer que o julgamento condenatório em primeira instância não seja suficiente. O raciocínio em contrário peca pelo excesso de zelo na proteção individual, em detrimento da coletividade. Repita-se: não é preciso a CERTEZA DA CULPA, mas INDÍCIOS VEEMENTES, para evitar a contaminação do poder.

No caso, não se conduz o raciocínio pelo princípio constitucional da presunção de inocência. O referido princípio constitui regra para a proteção do indivíduo contra o poder. A questão atual, ao contrário, é a proteção do poder, contra o indivíduo. O conflito de valores se dinamiza pela prevalência da intangibilidade do Estado, no confronto com o direito individual, por causa da supremacia do interesse público, tendo em vista a sua preservação. Só quando está em jogo a integridade do poder é que os seus valores prevalecem sobre os valores individuais.

* Edinaldo de Holanda Borges é subprocurador-geral da República
texto original http://congressoemfoco.ig.com.br

04 outubro, 2009

CÂMARA ESTÁ DESCONECTADA DA REALIDADE


Legislativo poaense novamente deu mostras de seu descolamento da socidade

Mais uma vez, a Câmara Municipal de Poá demonstrou que seu trabalho está voltado a interesses diversos, bem distante daqueles que realmente importam para os cidadãos poaenses. Em uma sessão polêmica, Comissões Especial de Inquéritos (CEI) foram abertas e um requerimento ao Ministério Público (MP), para investigar a saúde do prefeito, foi aprovado.

Foi instaurada comissão processante para investigar o contrato emergencial da prefeitura com a empresa Transbahia Paulista Transporte e Remoção de Resíduos e outra para verificar a legalidade do acúmulo de funções do secretário Ali Sami El Kadri. O requerimento do vereador Azuir Marcolino (PTB) solicitando ao MP para que faça um teste de sanidade mental no prefeito Francisco Pereira de Souza (PDT), também foi aprovado. Os vereadores que votaram favoráveis a todos os pedidos foram Wellington Lopes e Azuir Marcolino (PTB), Junior da Locadora e Lauriston (PV), Mario Sumire (DEM) E Augusto de Jesus (PRB).

É importante que haja investigações sobre ações do executivo que estejam sob suspeita. Dessa forma, a aprovação das CEIs é saudável para que sejam esclarecidas dúvidas aos munícipes. Mas o pedido ao MP não tem conexão com a realidade. É típica de uma oposição barata que não tem compromisso com os reais problemas da cidade. Se o prefeito toma alguma atitude equivocada, deve ser cobrado politicamente, não com extravagâncias de um showzinho no plenário cujo benefício certamente não será para a sociedade.

Os pedidos de CEI perderam, no entanto, a credibilidade quanto a sua seriedade já que concomitante foi aprovado o esdrúxulo requerimento ao MP. Além disso, como se pode acreditar em seriedade quando o vereador Augusto de Jesus utiliza de adereços como vendas e mordaças na boca, no plenário, ao invés de debater assuntos de interesse público. Já que o plenário não é palco, encenações ali realizadas são ações que configuram quebra de decoro parlamentar.

A priori, os vereadores teriam cumprido seu papel de fiscalização, mas da forma como agiram, com uma teatralização inconcebível às mais nobres tarefas de legislativos, fica a impressão de que estamos num circo, mas nós é que somos os palhaços.

Leandro de Jesus






crédito foto: Adilson Santos

28 setembro, 2009

TESTINHA ENTREGOU A SECRETARIA DE HABITAÇÃO AO PT

Por apoio político, o prefeito criou nova secretaria e quem pagará é o povo

O prefeito da Estância Hidromineral de Poá, Francisco Pereira de Souza, o Testinha, em continuidade a ação de promoção de mais gastos sem necessidade, criou a Secretaria de Habitação. Apesar de não possuir projeto para moradia popular na cidade, o administrador presenteou o PT - Partido dos Trabalhadores.

O indicando ao cargo de secretário foi o professor Dorval Torres, presidente da sigla.

O prefeito segue na contra-mão de sua promessa de campanha, que seria diminuir o número de secretarias. Por conta de meros apoios políticos, o cidadão poaense paga a conta.

Como se não bastasse isso, problemas nos serviços públicos não são resolvidos. Há munícipes que aguardam mais de dois meses em uma fila para agendar exames médicos.

Testinha, no entanto, demonstra ter outras prioridades. Esbanjar dinheiro público para atender interesses políticos.


Professor Carlos Datovo

13 setembro, 2009

GASTO EM PUBLICIDADE DA PREFEITURA DE POÁ SUPERA A DE SÃO PAULO

Relativamente à população de cada município, em Poá o gasto é mais que o dobro

De acordo com dados oficiais, a prefeitura de Poá gastará ao longo de um ano mais com publicidade do que o programado no orçamento do município de São Paulo, considerando o total de habitantes em cada local.

O executivo poaense divulgou em julho a empresa vencedora de processo licitatório para realizar serviços de comunicação. A "Excel Comunicação Integrada", que ficou em primeiro lugar, receberá R$ 1.8 milhão para os trabalhos de "divulgação, publicidade e marketing". O custo por habitante ultrapassa os R$ 17. Segundo o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade estaria com 104 mil moradores.

A prefeitura da capital paulista, por sua vez, pretende gastar durante este ano cerca de R$ 80 milhões com publicidade, considerando o remanejamento desta semana para a área. São Paulo, no mesmo período, contabiliza uma população de 10.8 milhões. O gasto por habitante estaria, portanto, em torno de R$ 7, menos que a metade investida em Poá.

Estranha, assim, o valor programado no município poaense, pois as características indicam que São Paulo tenderia a gastar mais. Esta é a capital do Estado, uma das maiores cidades do mundo, tem a maior população do país, a maior economia, alto peso político, enquanto Poá é apenas uma cidade dormitório de apenas 17km2.

Considerando ainda que a qualidade em muitos serviços públicos é deficiente, como já relatada diversas vezes neste blog, é espantosa a destinação de tal montante pela administração Testinha (PDT).

Cabe, nesse contexto, atuação da Câmara Municipal para que se averigue o porque de tal alto valor. Que o legislativo, então, cumpra seu dever.

Leandro de Jesus

07 setembro, 2009

PROBLEMA DO LIXÃO TEM SOLUÇÃO

Quantidade de lixo pode ser minimizada com coleta seletiva

As cidades do Alto Tietê enfrentam o problema da falta de local para destinar o lixo produzido na região. A licença da Empreiteira Pajoan terminou e é necessário encaminhar o material para um aterro sanitário em Caieiras. Se as cidades, especialmente Poá, com sua nova secretaria de meio ambiente, efetivarem programa de coleta seletiva, a questão será parcialmente resolvida.

Coleta seletiva é o recolhimento dos resíduos sólidos com o lixo reciclável separado do orgânico e dos não-recicláveis. Os materiais que podem ser reciclados são o papel, vidro, plástico e metal. Os orgânicos são restos de alimentos e não-reciclados são espuma, porcelana, entre outros.

A separação dos resíduos nas residências se transforma numa ação ambientalmente responsável e de forma simples contribui com a coleta seletiva. É uma ação individual que beneficia todo o coletivo.

O CRUMA já realizaça coleta seletiva em Poá, mas não abrange todo o município. Não se criou ainda alternativa, mas basta a prefeitura verificar o exemplo que Curitiba dá no tratamento dos resíduos.

Desde 1989, a capital paranaense tem um programa de tratamento do lixo. Naquele ano criou o "Lixo que não é lixo", inicialmente com projetos de educação ambiental em escolas e posteriormente com a população em geral. A prefeitura coleta o material e doa para o Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC), que é responsável pela Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR).

A UVR, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba, "foi criada para fazer a triagem e comercializar parte dos resíduos sólidos reaproveitáveis coletados pela Prefeitura. O programa incentiva a população a separar seletivamente o lixo, depositando materiais orgânicos, papéis, plásticos, vidros e metais em recipientes diferenciado".

A economia com aterros fica bem clara quando observado os seguintes dados. No primeiro semestre deste ano, a UVR recebeu o equivalente a 4.278.190 toneladas de lixo reciclável. Isso representa uma economia de pelo menos 35 dias em área no aterro sanitário.

Os materiais recebidos pela instituição são triados e vendidos a empresas de reciclagem. Com os recursos obtidos, são comprados materiais para doação a organizações e pessoas carentes, como fraldas, cobertores, materiais escolares, entre outros objetos.

Os moradores da cidade tem de cumprir a legislação separando o material em sacos coloridos, os quais identificam o orgânico do reciclável. Tal ação ajuda a separar rapidamente os resíduos.

O programa implantado em Curitiba, portanto, mostra que é possível criar alternativas sustentáveis para o destino do lixo. Para início, basta visão ambiental e vontade da administração pública. Mas isso é que parece não ser fácil.

Leandro de Jesus

CADÊ NOSSO PARQUE

7 de setembro, feriado nacional. Diferente de dias anteriores, o sol brilha magnificamente. Pais descansam e famílias se reencontram. Filhos aproveitam o dia para brincar. É dia de parar para respirar, esquecer o estresse cotidiano, praticar esportes, estudar, refletir, enfim, entreter-se. Vamos, então, ao parque. Mas cadê? Poá não tem parque municipal.

Nos últimos anos, muitas obras na cidade foram realizadas. Puro concreto. Ruas foram construídas, asfaltadas, árvores destruídas. As gramas de praças deram lugar a canteiros cimentados. Esqueceram-se do verde.

Não. Não se esqueceram do verde. Decidiram reduzir o que ainda resta. Sobre as poucas áreas naturais do município foi autorizada a construção de duas estradas: Padre Eustáquio e Rodoanel. Se elas podem ser construídas, por que não utilizar parte dessa área, presevar e erguer um parque ecológico?

É um pergunta que não se cala, principalmente nestas horas que poderíamos aproveitar nosso ócio. Talvez quem decidiu e decida as obras no município, esteja agora na praia ou na casa de campo. Nossos filhos, porém, devem se contentar em ficar dentro de casa ou ir para o perigo da rua.

Projetos de parques nunca saíram do papel. O sonhado Parque da Juventude também não deve sair, porque nosso presidente não liberou a verba dos esportes. Ah, mas para carros, suas avenidas e estradas sempre tem dinheiro.

Eh, poderíamos aproveitar hoje a área verde, estudar "in loco" o meio ambiente. Descansar sobre sombras e observar o canto de pássaros. Poderíamos fazer um pequenique ou mesmo um churrasco. As crianças poderiam soltar pipas ou jogar futebol em segurança. Poderíamos caminhar por trilhas ou tirar fotos em jardins floridos. Poderíamos ver apresentações em coreto ou simplesmente dormir no gramado. Poderíamos comprar picolé.

Não. Não podemos. Isso ficará em nossos sonhos. Não temos um parque. Nossa área verde é para carros, não para pessoas. Sonhemos então que um dia surgirá uma administração que pensará no meio ambiente e nas pessoas. Enquanto esse tempo não chega, procuremos os parques de outras cidades ou o quintal de nossos lares.

Leandro de Jesus

04 setembro, 2009

INFORME SOBRE GRIPE PODE ENGANAR POPULAÇÃO


No dia 29 de agosto, a prefeitura de Poá publicou em jornal da cidade informe referente as ações de prevenção à disseminação do vírus Influenza A (H1N1). Além de mal redigido, o texto passa mensagem que não traduz a realidade de combate à doença.

O informe em seu início trata do afastamento de funcionárias gestantes. Em seguida, relata a edição de materiais informativos, des ações que seriam preventivas e do cancelamento da EXPOÁ.

O ítem preocupante nesse texto foi a informação de que "em Poá a nova gripe está totalmente controlada". Tal mensagem não tem respaldo em dados de infectados e mortos, divulgados pela Secretaria estadual ou pelo Ministério da Saúde e contraria sugestões desses órgãos na forma de orientar a população.

A cada semana, novos casos de contaminados pela gripe são confirmados na região. De acordo com o último levantamento, 96 pessoas estariam com o vírus. No restante do país, porém, a tendência é de queda. O número de novos casos graves tem diminuído nas três últimas semanas. A Organização Mundial de Saúde demonstra cautela e informa não ser possível identificar o quanto a doença pode aumentar no mundo.

O Estado de São Paulo apresenta no país a 3ª maior taxa de mortalidade por 100 mil habitantes. Já o Brasil tem a 6ª entre os 15 países com maior número de mortos.

Diante de tal contexto, considerando que o vírus pode ser transmitido por tosse, espirros, ou por toque em área que esteja contaminada, é equivocado informar que a gripe estaria totalmente contralada na cidade. Essa informação pode levar a cidadãos a diminuirem atitudes preventivas quando elas devem ser mais promovidas.

Dessa vez, a prefeitura seguiu contrariamente às orientações dos órgãos sanitários e cometeu um grave erro que desorienta a população. A propaganda não educou nem recomendou medidas de prevenção. Transmitiu-se uma falsa idéia de controle que não é passível de ser realizado no momento.

Espera-se que a propaganda não seja repetida, pois erros em questões de saúde podem ser fatais.

Redação

Por se tratar de um texto que deveria ser informativo, estava mal redigido. Orações desconexas e não coesas. Os assuntos foram dispostos aleatoriamente. Vírgula estava onde deveria ser ponto. Péssimo exemplo prestou a administração pública.

29 agosto, 2009

POLÊMICA SOBRE EXPOÁ CONTINUA

Após a prefeitura de Poá informar o cancelamento da EXPOÁ (Exposição de Plantas Ornamentais e Orquídeas) 2009, em razão da disseminação do vírus A H1N1, debates acalorados sobre a decisão tomaram conta em comunidade sobre a cidade no "orkut", na rede mundial de computadores - a internet. Questiona-se se foi uma decisão populista ou técnica.

Alguns participantes alegam que a decisão foi política e que provavelmente em ano de eleição a festa não seria cancelada. Outros concordam que se deve ter prudência. Os contrários à decisão dizem que a EXPOÁ seria muito esperada e a não realização eliminaria uma das poucas opções de lazer programadas na cidade.

Apesar de outras cidades não cancelarem festas, como em Arujá, Guararema, Suzano e a famosa festa de peão de Barretos, a prefeitura de Poá age de forma correta seguindo inclusive sugestões do governo federal.

De acordo com a assessoria do Ministério da Saúde, "há riscos de transmissão do vírus em local aberto, sendo que em locais fechados o risco é bem maior". A EXPOÁ tradicionalmente vem sendo organizada nos galpões e em tendas disponibilizadas na Praça de Eventos. Milhares de pessoas costumam visitar o espaço, fato que poderia potencializar a disseminação do vírus.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, em locais abertos deve-se seguir, "a princípio, as mesmas recomendações de ambientes fechados. Evite aglomerações de pessoas e procure ambientes com maior ventilação, sugere a pasta.

O vírus é novo e toda precaução por parte de órgãos governamentais é importante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que o H1N1 se dissemina numa velocidade muito alta e o total de contaminados já supera os que estão com gripe sazonal.

Diante desse cenário, é importante o cancelamento da EXPOÁ como medida de prevenção. Independente dos reais motivos que levaram a prefeitura a tomar tal decisão, ela está tecnicamente correta.

Por Leandro de Jesus

24 agosto, 2009

DENEVAL DIAS E EX-VEREADORES SÃO CONDENADOS

De acordo com dados do "Diário de Suzano, juiz condenou-os por viagem irregular

O juiz de direito do Fórum de Poá, Alessander Marcondes França Ramos, condenou o vereador Deneval Dias (PRB) e outros oito vereadores da legislatura 93 a 96 a devolver ao Poder Legislativo verba utilizada indevidamente no III Congresso Internacional de Direito Administrativo, realizado em Foz do Iguaçu, entre os dias 8 e 11 de setembro de 1993.

A ação movida pelo ex-vereador Milton Bueno de Almeida (PT) condenou também Adelir dos Santos, Edson Vieira Pires, Itamar Firmo da Cruz, José Alves da Silva, Laureano Rosal, Milvio Sanches Baptista, Ramon Ruiz Lopes Filho e Osvaldo Leite Dantas.

Os envolvidos deverão devolver aos cofres públicos valores com juros e correção monetária.

Leandro de Jesus

PREFEITURA LIMPA TERRENO

Após matéria publicada no Jornal Novo São Paulo ( veja abaixo http://poa-sp.blogspot.com/2009/07/escolas-sofrem-com-terreno-da.html ), a prefeitura municipal realizou limpeza de terreno público.

A área está localizada entre as escolas Nanci Cristina do Espírito Santo e Manoel Petronílio do Santos, no Jardim Áurea. Na ocasião, o Secretário de Serviços Urbanos, Carlos Tavares, o Léo, não havia indicado data para limpeza e fim dos problemas da comunidade.

Pouco tempo após a publicação, o terreno foi limpo, mas ainda restou um problema. O muro não foi fechado, o que permite novamente que pessoas joguem lixo ou adentrem ao terreno para usar drogas ou invadir as unidades escolares.

Está dado o alerta para que a prefeitura resolva o problema completamente.

Leandro de Jesus

18 agosto, 2009

SESSÃO DA CÂMARA É APÁTICA

Idealmente, uma Câmara de Vereadores e legisladores servem para cumprir algumas das mais nobres tarefas de uma sociedade. Debate sério dos problemas coletivos, fiscalizar a legalidade de ações do executivo e propor leis que promovam a melhoria das relações entres os cidadãos são algumas dessas tarefas, mas a Câmara Municipal de Poá parece não entender sua importância.

Na última sessão do dia 11, salvo raras excessões, pode-se acompanhar cenas de marasmo, falta de respeito com cidadãos presentes ou mesmo de preparo para exercer a digna função.

De início, o vereador Mario Sumirê (DEM) leu o expediente, mas a maioria dos vereadores nem sequer prestou atenção ao que se falava. Exemplos de Wellington Lopes (PTB) e Tonho (PDT). A seguir, alguns vereadores utilizaram a Tribuna. Lauriston (PV) fez homenagem ao judoca poaense Matheus. Apesar de merecida, poderia ter sido marcado sessão especial e não realizada na ordinária, quando assuntos complexos e polêmicos devem estar na pauta.

Sumirê fez levantamento de pontos positivos e negativos, em bairros, em relação às ações da prefeitura. Passou apenas os dados e não concliu. Para que servem dados se não se concretiza em análise crítica? O trabalho do vereador ficou incompleto, então.

Agora resta uma dúvida. Vários vereadores não usaram a tribuna. Será que não há assunto importante numa cidade com 110 mil habitantes para se tratar a cada semana? Dessa forma, os vereadores parecem estar distante da realidade. Fora os já citados, o vereador Junior da Locadora (PV) e Deneval Dias (PRB) também foram os únicos que falaram na tribuna.

Mais desrespeitoso ainda são as conversas entre o pares quando um está na tribuna. Além disso, naquela sessão, o presidente da casa, Ricardo Massa (PP) e Tonho (PDT)passaram quase todo o período, aberto aos vereadores discusarem, do lado de fora do plenário. Isso é desrespeito com os colegas. Deveria haver assunto muito importante, pois só isso motivaria largar o plenário na única sessão da semana, imagina-se.

Alguns projetos de lei foram inclusos do forma urgente na ordem do dia. Um deles, do Junior, iria ser aprovado por unanimidade, sem que todos conhecessem do que se tratava, como demonstrou Edson Rodrigues (DEM). Junior, no entanto, se dispôs a explicar, mesmo sem pedidos.

As conversas paralelas, as saídas do plenários, a falta de assunto para debater, o desinteresse com a pauta do dia são no mínimo falta de respeito para com aqueles que comparecem ao local para assistir à sessão. Mais ainda, com todos o poaenses. Repete-se. Só ocorre uma vez por semana e a maioria deles não consegue apresentar um debate público de alto nível nas sessões.

Só não sei afirmar o que é maior. Falta de respeito ou de competência?

Por Leandro de Jesus

17 agosto, 2009

WILLIAM HARADA É NOMEADO EM SANTO ANDRÉ

Ex-Secretário de Finanças de Poá, investigado pela PF, foi nomeado pelo governo do PTB

O presidente da Comissão de Concursos de Projetos para Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) da Secretaria de Saúde em Santo André, William Sérgio Maekawa Harada, nomeado em 27 de julho, é citado em ação contra a prefeitura de Poá, acusada de superfaturamento na compra de ambulâncias. Harada exerceu os cargos de secretário de Administração e de Finanças durante o governo de Roberto Marques (PTB), entre 2005 e 2008.

Segundo o ex-secretário, seu nome consta no processo, mas não como réu. "Não existe nada relacionado à minha pessoa. Fiz parte do governo e existia uma verba federal desde 2004 para compra de uma ambulância. A verba já vinha da gestão anterior e, pelas pressões políticas que sofremos, fizemos a compra do veículo por um valor entre R$ 60 e R$ 80 mil, não lembro exatamente. Tudo isso ocorreu na época das investigações da Máfia das Ambulâncias, por isso, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar", explicou.

texto completo em http://www.dgabc.com.br
Clébio Cantares
Do Diário do Grande ABC

09 agosto, 2009

PODER PÚBLICO RESTRINGE DEBATE SOBRE RODOANEL

Apesar da importância e dos efeitos que a futura obra do Rodoanel causará na cidade, os poderes públicos eleitos em Poá limitam o debate e não convocam a população a opinar.

A prefeitura montou um grupo reduzido de pessoas para discutir e elaborar sugestões ao prefeito a respeito da obra. A Câmara Municipal não constituiu sequer comissão sobre o tema.

A população só pode participar de forma concreta e objetiva na Audiência Pública promovida pelo DERSA, em julho. O evento é uma das obrigações existentes para que o Coselho Estadual de Meio Ambiente libere a construção da estrada. Ressalta-se, porém, que esse evento não é das melhores formas para a população entender e participar das decisões. As explanações dos órgãos envolvidos são muito técnicas e a proposição de sugestões é reduzida pelo tempo e não pode ser debatida.

Vereadores comentam vagamente sobre o tema nas sessões. O prefeito divulga na imprensa seus pedidos para compensar as alterações que a cidade sofrerá. Nenhum debate sério, no entanto, é convocado pelos poderes. Seminários, conferências, reuniões ou mesmo palestras poderiam levar a população para discutir a tão importante obra.

A população têm de estar informada sobre os desdobramentos da aprovação do traçado e tem o direito de opinar e questionar. Ambos poderes não demonstram interesse para que isso aconteça. Eles têm grande oportunidade para promover a participação popular em questões decisivas, mas mais uma vez estão deixando a oportunidade passar.

Há ainda muitos pontos importantes a serem debatidos. Onde a população desalojada ficará hospedada se no município há poucas casas disponíveis para aluguel? Onde serão construídos os prédios do CDHU? Como será oferecida a infra-estrutra (escolas, creches, postos de saúde, transporte público) no local?

Não faltam motivos para se ampliar o debate, ou promovê-lo seriamente, de forma ampliada e coletiva. Falta, pelo visto, vontade do poder público.

Por Leandro de Jesus

01 agosto, 2009

TRECHO LESTE DO RODOANEL AMEAÇA MAIS DE 10 ESPÉCIES DE AVES EM EXTINÇÃO


Lista de aves em extinção ameaçadas pelo Rodoanel pode ser ainda maior, pois o estudo de fauna durou apenas 10 meses

Aves inclusas na lista de extinção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA) estão sendo ameaçadas pelo traçado das obras de construção do Trecho Leste do Rodoanel.

De acordo com o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), apresentado pelo Desenvolvimento Rodoviário SA (DERSA), foram detectadas em campo, na área do traçado do Trecho Leste, dez espécies de aves em extinção.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – PROAM, Carlos Bocuhy, o número de aves localizadas nestas áreas e, que constam na lista de animais ameaçados de desaparecer da fauna brasileira, pode ser ainda maior, pois os estudos encontraram, além das dez espécies em campo, outras 12 que foram consideradas como ocorrência provável a partir de dados secundários.
“O estudo de fauna das regiões que contemplam o traçado do Trecho Leste do Rodoanel foi realizado apenas durante dez meses, neste período aves migratórias podem ter sido excluídas da lista de animais encontrados”, esclareceu Bocuhy.

O ambientalista informou que, além das 22 espécies supracitadas, mais oito espécies de aves em extinção podem ser encontradas nas regiões das obras do Rodoanel.
“Existe a possibilidade de encontrarmos mais quatro espécies de aves pelo traçado do Rodoanel, devido ao bioma. E, mais quatro nas áreas próximas da Represa Billings”, explicou.

Bocuhy detalhou que as aves que estão na lista de animais em extinção e que foram encontradas no traçado do Techo Leste do Rodoanel são: Pavó, Jacuaçu, Gavião-pega-macaco, Papagaio-verdadeiro, Pica-pau-dourado, Macuquinho, Araponga, Tico-tico-do-banhado, Pixoxó e Carretão.

Já as aves que não foram catalogadas pelo EIA/Rima da DERSA e, possivelmente, podem ser encontradas nas regiões do traçado são: Maçarido-pintado, Gavião-pombo-pequeno, Sabiá-cica e Cigarra-verdadeira. Entre as espécies que podem ser encontradas da várzea do Tietê e Billings estão: Garça-real, Gavião-asa-de-telha, Carqueja-de-bico-manchado e Maçarico-do-campo.

Fonte: http://www.proam.org.br

24 julho, 2009

BILHETE ÚNICO MAIS UMA VEZ ADIADO

O prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), mudou mais uma vez o prazo para instalação do bilhete único no transporte coletivo municipal. As diversas mudanças de prazos e o não cumprimento de metas deixam o administrador desacreditado.

A primeira promessa em relação ao transporte público foi feita logo após sua eleição. Para a imprensa, divulgou que em janeiro passado já haveria um bilhete integrado único entre as linhas municipais de Poá e Ferraz de Vasconcelos. Além disso, já no primeiro semestre a tarifa seria reduzida. Prometeu em sua campanha que o preço seria de R$ 1,70 e duas novas rodoviárias seriam construídas.

Perto de completar seis meses de governo, Testinha disse que em Julho os munícipes poderiam aproveitar do benefício. O mês está terminando e agora nova promessa foi realizada. De acordo com o jornal Diário do Alto Tietê, ficará para agosto o lançamento, pois um projeto de lei estaria sendo debatido na Câmara Municipal.

Essas constantes mudanças de datas e não cumprimento de promessas só demonstram que o prefeito ou não se atenta aos entraves burocráticos que projetos têm para serem efetivados ou não tem responsabilidade ao lançar espectativas para os cidadãos poaenses.

De concreto, os usuários de transporte coletivo permanecerão tempo maior sem o benefício do bilhete e aguardam ainda a efetivação da redução do preço da passagem. Se foi prometido, o povo acreditou e o elegeu, deve cumprir.

Aguardaremos e cobraremos!

Leandro de Jesus

21 julho, 2009

"SITE EM CONSTRUÇÃO"

É esta mensagem que se encontra ao buscar informações sobre a administração ou a cidade no sítio da prefeitura de Poá, na internet. Após questionamento neste blog da falta de atualização, o sítio foi retirado do ar, há quase três meses, e nada mais foi publicado.

Ná página resta um trecho que diz "mais transparência", mas é justamente isso que está faltando. Não há motivos para tanta demora em colocar um sítio no ar. Muito pelo contrário. Grandes portais da rede mundial de computadores têm suas páginas totalmente reformuladas sem a necessidade de sua retirada total.

A prefeitura presta um desserviço aos cidadãos com a não disponibilização de dados oficiais por este meio de comunicação. O governo de Testinha caminha na contramão daquilo que propôs na campanha eleitoral: publicidade dos atos oficiais.

Espera-se que outras ações do executivo não sejam tão demoradas como esta, pois se assim for, serão 4 anos de poucos projetos e de uma população descontente.

Por Leandro de Jesus

20 julho, 2009

ESCOLAS SOFREM COM TERRENO DA PREFEITURA

Apesar de informada, a Secretaria de Serviços Urbanos não toma providências

Um terreno abandonado de propriedade da prefeitura de Poá, localizado entre a Escola Estadual Nanci Cristina do Espírito Santo e a Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Manoel Petronílio do Santos, tem causado problemas para as unidades e para a comunidade do bairro Jardim Áurea. A prefeitura foi avisada, mas não atendeu a solicitação.

O local está tomado por mato, lixo, fezes, móveis velhos, roedores, baratas e animais mortos. O odor é forte e o mato está alto. Há também árvores grandes no local. Além disso, o muro do terreno faz divisa com as escolas, mas na Rua Jorge Tibiriçá há abertura por onde entram pessoas e por onde são jogados os objetos. Jovens da região servem-se do terreno para usar drogas, invadir e apedrejar as escolas.

“À noite os jovens entram no terreno, usam drogas, observam tudo que acontece dentro da escola e invadem-na para fazer bagunça”, avalia Pedro de Sousa Santos, coordenador pedagógico da Escola Nanci Cristina. Do terreno, é possível visualizar as pedras jogadas pelos jovens no telhado da escola. De acordo com Santos, é comum eles fazerem isso, porém “no escuro não é possível identificá-los, além disso, quando vamos verificar eles saem correndo”.

A direção da unidade escolar informou ainda que algumas vezes é necessário chamar a Polícia Militar para tirar os jovens de dentro do páteo. Na Escola Manoel Petronílio, os problemas não são muito diferentes. Apesar de quase não haver invasões, o vandalismo sempre foi constante.

De acordo com Cintia Coronado, diretora da escola, sempre houve o apedrejamento. “Eles quebravam muitos vidros e telhados. Já jogaram pedras inclusive no meu carro. Hoje a intensidade diminuiu, pois foi erguida uma grade ao lado do muro do terreno”, disse a diretora. Cintia informou ainda que no início do ano a prefeitura fez a manutenção dos vidros e telhados.

A diretora Cintia tenta minimizar os problemas da invasão abrindo a escola para comunidade. “Sempre que querem praticar esportes, nós deixamos os jovens utilizar a quadra”, conclui.

Para Santos, uma solução seria a construção de uma área de lazer. “Deveriam ser construídas quadras esportivas, mas que houvesse também um programa de treinamento e organização. A prefeitura teria que atuar ativamente no local. Deixá-la sem atenção só traria os mesmos problemas”, diz o coordenador.

Prefeitura

O terreno é da prefeitura de Poá, mas foi utilizado há alguns anos pela Escola Nanci Cristina. Depois de reforma e ampliação da unidade, ele ficou sem uso. Ainda se encontra no local os postes de iluminação implantados na então escola.

Em abril de 2006, moradores do bairro já solicitaram à prefeitura mudanças no local. Numa audiência pública sobre o Plano Diretor, Márcia pedira que fosse construído um posto de saúde. José Francisco solicitara a limpeza do terreno e Irailda propusera que se construísse um hospital e alertou para o problema de drogas no local. Apesar das orientações e proposições, a administração do prefeito anterior, Roberto Marques (PTB), e do atual, Francisco Pereira de Sousa (PDT), o Testinha, só fizeram limpezas. A última, porém, foi feita há meses.

Há mais de um mês, a direção da Escola Nanci Cristina encaminhou ofício solicitando providências para a Secretaria de Serviços Urbanos. Sobre a situação e o documento, o Secretário da pasta, Carlos Tavares de Lima, o Léo, não tinha solução para o problema que ronda duas escolas e afeta centenas de alunos e moradores da região.


Léo disse que não saberia informar quando será feita limpeza, nem se seria realizada, pois não saberia dizer no momento se o terreno era ou não da prefeitura. Questionado sobre a propriedade, disse que os dados eram registrados em outro setor. “Quando os pedidos são feitos, primeiro o documento é encaminhado para a Secretaria de Obras, para verificar se o terreno é particular ou não”, disse ele. O secretário não soube informar do ofício da escola. “Como este, eu tenho outras centenas de ofícios que fazem solicitações”.

O secretário disse que não teria como responder datas para a escola ou qualquer outra repartição que solicitar, pois as máquinas estariam quebradas. “Para fazer limpeza de mato, a roçadeira está funcionando, mas para remoção de entulho, acho que o mecânico está consertando a máquina agora”, relatou. Sobre se o muro poderia ser fechado, ele também não tinha informação.

Léo disse, no entanto que agora os serviços melhorarão, pois no dia 6 de julho começaram a trabalhar 88 prestadores de serviço da Frente de Trabalho Municipal. Para ele, não basta a prefeitura fazer o serviço. “É necessário as pessoas se conscientizarem de não jogar lixos nos terrenos, estamos até pensando em fazer campanhas na cidade, comentou.

O secretário, contudo, esquivou-se de responsabilidades e as transferiu para a gestão anterior, a qual, segundo ele, teria deixado as máquinas em estado precário. Nos seis meses de governo, sabendo do problema, a atual administração não fez compra de máquinas novas. Os serviços em toda a cidade dependem, assim, do funcionamento das antigas. Quando estão quebradas, a cidade fica sem a prestação do serviço.


Publicado no jornal Novo São Paulo

08 julho, 2009

DIRETOR DE TURISMO RELATA PROJETOS

Por Leandro de Jesus

Nestaa quarta, dia 8 de Julho, o Diretor de Turismo da cidade de Poá, Fernando José Miranda, recebeu em seu gabinete Leandro de Jesus e Carlos Datovo, fez um balanço de seu trabalho e ouviu sugestões de projetos para o setor.

De acordo com Miranda, quando iniciou na pasta quase não havia projetos para o setor. A falta de estrutura era grande, alguns problemas já foram corrigidos, mas outros ainda continuam. "Não havia computador, nem internet tinha, faltavam técnicos da área. Os funcionários usavam meu gabinete para trabalhar com meu micro pessoal". Eu tinha que usar minha própria internet", informou.

O diretor relatou que hoje já há três micros no local, mas ele ainda trabalha com o seu particular. A diretoria também foi instalada num local mais adequado que o anterior. Hoje está num casarão alugado, com amplas salas, as quais também são utilizadas pelos grupos de teatro e dança da prefeitura.

Apesar da nova estrutura, a diretoria dispõe somente de um técnico na área. O próprio diretor disse preferir "trabalhar com quem não conhece mas tem vontade, do que com os que conhecem mas não a tem".

Miranda disse ainda que está tentando reestruturar o Conselho Municipal do Turismo, com novas eleições para em seguida promover o Fundo Municipal de Turismo. Segundo ele, está buscando junto ao Ministério do Turismo o Inventário Turístico do município e em breve fará a reabertura do Balneário Municipal.

Questionado sobre a falta de materiais promocionais da cidade no 4º Salão de Turismo - Roteiros do Brasil, Miranda respondeu com outra pergunta: "O que teríamos para apresentar"?. Os recursos da cidade realmente não se encontram estruturados para divulgação como atrativos, avaliou Leandro de Jesus.

O diretor de turismo falou ainda que tentou reestruturar o material divulgado em conjunto pelo Circuito Águas e Nascentes. Segundo Miranda, "o material apresentava, por exemplo, o Balneário, só que hoje ele ainda não pode ser visitado turisticamente". Por fim, falou dos projetos da Feira Permanente de Artesanato e da obra que será feita na Praça de Eventos.

Sugestões

Leandro de Jesus e Carlos Datovo informaram que muitos estão empenhados em ajudar a prefeitura, inclusive eles, mas gostariam de ter a confiança de que eles realmente pretendem seguir o que a população deseja. Carlos relatou a tristeza de ter feito diversas sugestões à prefeitura, "de coisas simples, pontuais, mas o prefeito não as acatou".

Nesta reunião, foram feitas sugestões para melhorias e promoção da EXPOÁ (Exposição de Orquídeas e Plantas Ornamentais), para que se possa aumentar o número de visitantes e a recepção seja com qualidade. Tratou-se também de melhor utilização da região das fontes, criando um parque, da organização de atrativos e roteiros na cidade e de uma festa específica sobre a água.

Por fim, cobrou-se do diretor de turismo que convoque a população e as pessoas interessadas no Turismo, para que haja participação popular nos projetos e desenvolva conceitos para melhoria do setor. Leandro e Carlos disseram ao diretor que entendem o Turismo com grande aliado na geração de emprego e renda, mas que é necessário que o poder público crie mecanismos para incentivar as comunidades e a iniciativa privada a participar dos projetos.

*Leandro de Jesus é formado em Turismo e é Secretário Geral do Psol/Poá
Carlo Datovo é professor e Presidente do PSOL/Poá

30 junho, 2009

ORQUESTRA: INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS

As inscrições para participação na Orquestra Municipal de Poá continuam abertas. Os candidatos podem se dirigir à diretoria de cultura, cuja sede é no Centro Cultural Taiguara, localizado na Alameda Pedro Calil, Centro.

A orquestra fará apresentação no próximo domingo, dia 05, no Arraiá Poaense. Os músicos tocarão antes do show do cantor Sérgio Reis.

Informações podem ser obtidas no tel 4639.2765.

PREFEITURA CRIA ORQUESTRA ELITISTA

A Diretoria de Cultura de Poá iniciou este ano várias novas ações, entre as quais está a criação da Orquestra Municipal. A participação nesse projeto, porém, é limitada e apresenta problemas desde seu começo.

De acordo com a mãe de um jovem músico, a inscrição para participação no grupo só é permitida para os que dispõe de instrumento musical. "Além de passar por uma difícil avaliação para demonstrar os conhecimentos", diz ela que não quis ser identificada. Alguns candidatos já são eliminados nesta primeira etapa.

As informações da obrigatoriedade do conhecimento musical e da necessidade de ter instrumento foram confirmadas com Sérgio Cardoso, instrutor da orquestra. Segundo Cardoso, há essa orientação "enquanto se aguarda os projetos de doações de intrumentos".

Cardoso disse ainda que uma possível alteração na limitação da participação de jovens somente será pensada após a Festa da Orquídea, que deverá ocorrer entre Agosto e Setembro.

Diante das condições exigidas, a Diretoria de Cultura impede que maior quantidade de jovens participe das ações do órgão. Jovens carentes não têm condições de comprar, por exemplo, um violoncelo cujo valor está acima de R$ 1000. Além desse custo, existe a manutenção, limpeza, afinação e aulas externas para aperfeiçoamento.

Neste momento não há também programa de remuneração, bolsa ou qualquer outro auxílio para os músicos participantes. Dessa forma, um projeto que poderia servir como escola para muitos e democratizar o acesso à cultura, inicia-se limitado para uma elite detentora das condições impostas.

Por Leandro de Jesus

29 junho, 2009

Conselho Municipal da Juventude

O prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha, criou por meio de decreto uma comissão permanente que terá como objetivo estudar, propor e assessorar as políticas públicas para a juventude. Como primeira medida, a comissão está suscitando o debate para a instalação na cidade do Conselho Municipal da Juventude.

Entre as ações da comissão está a realização de reuniões com jovens para divulgar e debater idéias sobre o novo Conselho. A última ocorreu dia 27 na EE. Padre Simon Switzar, com a presença de grêmios estudantis, alunos de diversas escolas e militantes dos direitos da juventude.

Tanto a criação da comissão como do conselho são ações importantes. É mais que urgente um debate sério com proposições e sistematizações de políticas para esse público alvo. A juventude de Poá, porém, deve ficar atenta à constituição do Conselho.

A história na cidade confirma a falta de democracia nas eleições dos conselhos. Comumente são transformados em peça de ficção. A fiscalização e a proposição de projetos na prática não são realizados, pois não há vontade em boa parte dos indicados dos executivo e legislativo. Provavelmente por gestão desses poderes, muitas vezes nem quórum há nas reuniões. Em outras oportunidades, a entrega de relatórios para análise é feita no último dia para que não haja a vistoria.

Neste momento, o esboço do projeto de lei a ser passado à prefeitura apresenta equívocos na indicação dos membros. Para não continuarem os problemas, a juventude precisa estar atenta ao chamado das reuniões e cobrar ampla divulgação das eleições, além de dar sugestões.

Por Leandro de Jesus

14 junho, 2009

Mobilidade no trânsito está cada dia pior

As obras do Rodoanel em Poá ainda não se iniciaram, mas a mobilidade no trânsito da cidade está complicada. Motoristas sofrem com diversos problemas nas vias principais.

As ruas e avenidas centrais têm curta largura, o que impede maior circulação de automóveis. Exemplos são as Ruas 26 de Março e a Avenida 9 de Julho, importantes ligações para o centro e para municípios vizinhos.

Além disso, o trânsito torna-se mais lento quando bicicletas ou mesmo pedestres ocupam as ruas. Buracos e falta de sinalizações com placas ou pinturas são constantes. Agora, há reclamações da disposição de lombadas, as quais em execesso e em locais indevidos, mais atrapalham que promovem a segurança. A liberação de estacionamento em zona azul em algumas ruas também é um escandâlo, como pode ser visto na rua Marina La Regina. Nesta via, no trecho onde é mão dupla, não há espaço para os veículos nos dois sentidos e os estacionados.

Algumas dessas situações que parecem pequenos problemas poderão ter sua dimensão aumentada quando da construção da parte leste do Rodoanel Metropolitanto. O único acesso da região a esta rodovia será por Poá. Prevê-se, portanto, um fluxo bem maior de veículos na cidade. Há que se fazer, assim, a correção imediata e a prevenção contra as dificuldades futuras.

Se as ruas têm pequena largura, é necessário que a prefeitura faça alterações e escolha prioridades. Ao decidir por ciclovias e calçadas mais largas, mesmo nessas vias pequenas, prioriza-se as seguranças do pedestre e ciclistas. Ao preferir pelos atuais estacionamentos, onde há cobrança de zona azul, o departamento de trânsito privelegia uma minoria que dispõe de veículos.

Ao passo que se construa ciclovias nas rua 26 de Março e 9 de Julho, por exemplo, a qualidade de vida da população melhorará, minimizando os riscos de acidentes e poderá agilizar o fluxo de automóveis, pois haverá maior espaço para a circulação. É importante também que haja guardas de trânsito organizando o trânsito, orientando quando necessário e punindo os infratores.

Não se pode deixar para fazer as obras quando mais acidentes ocorrerem ou quando o fluxo aumentar com a chegada do Rodoanel. É preciso que o poder público haja mais rápido e para isso é urgente a convocação da população para decisões importantes. O que seria o "governo de povo" em Poá só mostra os sinais de governo dos poucos, como sempre foi na cidade. Se o povo não participar as medidas serão burras.

22 maio, 2009

TESTINHA MANTÉM TERCEIRIZAÇÃO DA SAÚDE

Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT), continuará com seu programa de terceirização nos serviços de saúde do município. O prefeito manterá uma gestora do Programa Saúde da Família (PSF) e contratará outra para administrar os serviços ambulatoriais de ortopedia no Hospital Municipal Dr Guido Guida.

Enquanto esteve na oposição ao governo Roberto Marques (PTB), Testinha foi grande crítico à gestão da maternidade municipal pela Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (Faep). Nos primeiros dias de governo, no entanto, permaneceu com as terceirizações ao designar a Instituição Assistencial Cristã Lar Mãe Mariana para gerir o PSF. Deu prosseguimento, em caráter emergencial, a uma forma de administrar que já havia demonstrado enormes equívocos no governo anterior.

O histórico no município dessas empresas contratadas são de diversos problemas nas relações trabalhistas dos profissionais. Houve situações desde contratações informais até a falta de pagamentos de salários. O atual Secretário da Saúde, Ali Sami El Kadri, contudo, confirma em entrevista ao jornal Diário do Alto Tietê que as precarizações continuam. Segundo El Kadri, médicos, dentistas e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) são contratados como pessoas jurídicas.

O secretário teria dito também que em até dois meses será contratada a empresa que prestará os serviços médicos de ortopedia, no pronto-socorro municipal. Afirmou a seguir que nada impede de no futuro abrir concurso público. Essa frase demonstra certamente uma vontade política de não cumpri-la, pois do contrário já determinaria um prazo para sua realização.

Essa política de terceirização está viciada e deve ser combatida. O aumento das unidades do Programa Saúde da Família e a abertura do serviço médico de ortopedia é um importante ato da prefeitura, mas a forma como estão sendo gestados é merecedora de repúdio.

As precarizações nas relações trabalhistas devem ser banidas, principalmente por um órgão governamental. Mas se nota uma complacência com este tipo de prática. Além disso, há possibilidade de aumentar já que outra empresa será contratada. Outro problema é a convivência num mesmo ambiente de trabalho de profissionais concursados da prefeitura ou comissionados e terceirizados. Experiências desse tipo não trazem boas recordações das relações entre si dos trabalhadores.

Outra preocupação será a disponibilização de apenas um médico ortopedista para atender o ambulatório e permanecer de plantão. Se ocorrer a chegada de um caso grave e o especialista estiver realizando um consulta, deverá pará-la para atender o novo paciente. Isso é típico de uma gestão má planejada.

Importantes programas como esses anunciados tendem a ter sua qualidade reduzida através de terceirizações. A administração de Testinha opta, assim, por uma opção que certamente não traz esperanças de serviços melhores.

17 maio, 2009

PREFEITURA FAZ LIMPEZA EM ESCOLA

A prefeitura de Poá já realizou limpeza na EMEI Vereador Candido José Balazaima. De acordo com a apuração deste blog, essa ação ocorreu na última semana.

Neste domingo, no entanto, o Blog de Poá publicou com atraso de 10 dias uma crítica em relação ao descuido com aquela unidade escolar. Permanece, contudo, o alerta à administração pública para que não ocorram novamente situações como aquela.

Leandro de Jesus

MATAGAL NA EMEI

O prefeito TESTINHA mais uma vez mostra que não tem compromisso com a população. Desta vez a prova da inação do prefeito é constatada em unidade escolar do município.

Crianças estudantes da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Vereador Candido José Balazaima, situada na Av. Vital Brasil, no centro de Poá, são obrigadas a brincar no meio de um matagal.

O parquinho no qual as crianças utilizam para lazer está totalmente tomado pelo mato. Neste local, as crianças estão sob o risco de serem picadas por insetos e aracnídeos.

O prefeito e o Secretário de Serviços Urbanos, Léo, que gosta bastante de aparecer na imprensa, deveria ter maior preocupação em fiscalizar os prédios públicos e identificar os problemas.

Outro local que continua esquecido pelo poder público é o prédio localizado ao lado da EE. Prof Maria Aparecida Ferreira, na Vila Amélia. O local já foi EMEI e prédio para cursos da Frente de Trabalho. Hoje em dia é dominado por mato, pixações e vidros quebrados.

Prof Carlos Datovo

13 maio, 2009

Opções para o transporte público municipal

Um dos debates mais polêmicos atualmente na cidade de Poá é sobre o transporte público municipal. Apesar da importância do tema para toda a população, a prefeitura municipal providencia edital de licitação de concessão do transporte sem uma consultar popular democrática.

Muitas idéias e opções existem para a concretização de um transporte mais acessível. Transformou-se em moda, em muitas cidades, o bilhete único. Com ele, o passageiro transita em determinado período de tempo por vários ônibus, pagando apenas uma passagem. Na cidade de São Paulo, por exemplo, é possível também utilizar trem ou metrô e ônibus com esse bilhete.

Em outras cidades, optou-se por reduzir a tarifa dos coletivos. Prefeitos compreenderam a importância social do transporte público e decretaram a redução, assim como ocorreu no primeiro mandato de Marcelo Cândido (PT), em Suzano. Em municípios, como São Paulo, a prefeitura subvenciona o transporte para que os custos não sejam altos para as pessoas.

Além dessas alternativas, Poá deve decidir se manterá o modelo de monópolio ou se permitirá a concorrência entre empresas. Sabe-se, contudo, que quando há concorrência a tendência é de disputa de preços e qualidade nos serviços prestados, o que gera benefícios ao consumidor.

Outra polêmica é a permissão para o transporte alternativo. Recente utilização de vans no serviço de foi proibida por Testinha. Alguns munícipes, no entanto, reclamaram desse fato, pois esse transporte demonstrava ser mais rápido que os tradicionais.

Sugestões, opções, dúvidas e polêmicas são várias. Resta à prefeitura fazer pela primeira vez na atual gestão um amplo debate, público e democrático, no qual a população possa realmente participar e ditar os rumos do transporte. A prefeitura, no entanto, até o momento não demonstrou vontade para que isso aconcetça.

Leandro de Jesus

11 maio, 2009

GARANTIA DE EMPREGOS A COBRADORES

Desde o dia 01 de Maio, todos os novos ônibus da cidade de Guarulhos devem circular com cobrador. As empresas de transporte coletivo terão o prazo de 180 dia para adequar a frota atual. A medida foi colocada em prática através de um decreto do prefeito Sebastião Almeida (PT). A prefeitura municipal de Poá deveria seguir o exemplo.

Essa medida é importante por vários motivos. Em primeiro lugar, garante a segurança dos passageiros, já que o motorista não será mais obrigado a dirigir, cobrar, calcular e dar o troco ao mesmo tempo. O motorista terá tranquilidade para exercer sua função. Os passageiros terão melhor qualidade no serviço prestado. Por fim, em tempos de crise, é uma boa oportunidade para criar vagas de empregos.

As empresas de transporte coletivo não podem reduzir custos e com isso diminuir a segurança de passageiros e pedestres. A prefeitura tem o dever de fiscalizar e normatizar para o bem dos cidadãos, haja visto o transporte ser um serviço público essencial.

A cidade de Poá vive a expectativa da divulgação de um edital para licitação da empresa concessionária do transporte municipal. O prefeito deve ficar, então, atento a esta questão. Antes de tudo, é uma questão de segurança ter um cobrador específico nos ônibus.

Algumas linha circulares em Poá tem apenas o motorista dentro dos ônibus. Ou seja, o perigo está iminente. Que as autoridades de Poá, assim, sigam o exemplo de Guarulhos e resguardem os cidadãos de mais problemas no transporte público.

Leandro de Jesus

06 maio, 2009

ABANDONO TOTAL

Muitos problemas...

O prefeito de Poá, Francisco Pereira de Sousa, o “TESTINHA” (PDT), está muito preocupado, como todos os seus antecessores, em mexer só no centro da cidade. O mais grave é que mesmo assim não resolve os problemas mais urgentes, como auxiliar os pedestres na travessia entre a Rua vinte e seis de março e Av. Brasil, uma vez que por causa das obras lá existentes, o percurso está muito perigoso.

Há aproximadamente vinte dias, fui até a prefeitura e falei pessoalmente com o prefeito, apontando vários problemas com relação à acessibilidade e nenhuma providência ainda foi tomada. Tal atitude, ou a falta dela, aparenta um total descaso por parte do prefeito, porque no que foi apontado não se gastará dinheiro. Mas se fosse necessário, deveria gastar, pois o erário público é para se aplicado em benefício da maioria da população e não para alguns afortunados da nossa cidade.

Os serviços públicos vão de mal à pior. No hospital não existe nem pomada para tratar de pacientes com queimaduras. As praças da Bíblia e Guido Guida quase não tem mais bancos para as pessoas sentarem. Nesses locais circulam muitos trabalhadores da região e em seus horários de almoço não encontram o mínimo de acomodação para descansar.

Os bairros estão abandonados, pois o dinheiro dos serviços que deveriam ser feitos lá está sendo gasto para desmanchar e refazer a área central da cidade. Isso é um absurdo.

O que não falta na prefeitura são cargos comissionados, os quais são ocupados por apoiadores da eleição, correligionários e pessoas indicadas por estes.

Nas ruas vemos muitos agentes de trânsito, mas simplesmente andando pelas ruas, sem tomar nenhuma atitude, pois é comum encontrarmos veículos estacionados em lugares proibidos e até contra mão, desrespeitando as pessoas que circulam a pé pela cidade.

O prefeito TESTINHA se preocupou em inchar o quadro de funcionários e o pior sem concurso público, mas a prestação de melhores serviços está muito longe de sua prioridade.

A cidade realmente continua abandonada.


Professor Carlos Datovo

02 maio, 2009

1º DE MAIO. COMEMORAR O QUÊ?

Comemorar desemprego, miséria, isso não se comemora, se combate, é o que deveriam fazer os homens que hoje estão no poder, em nosso país. Porém, o que vemos não é isso. Estão eles de braços dados com aqueles que sempre exploraram e que vão continuar explorando o trabalhador e junto estão também as grandes forças sindicais, cujo papel deveria ser a defesa dos explorados.

Ser trabalhador neste mundo capitalista é ser explorado. Por conta da crise financeira atual, que não foram os trabalhadores quem a criou, desde o fim do ano passado até a presente data, mais de dois milhões de trabalhadores brasileiros perderam seus empregos, o que significa mais de oito milhões de brasileiros que entram para engrossar o grande número já existente de miseráveis.

Devemos comemorar alguma coisa? Claro que não. Devemos sim, cobrar dos nossos dirigentes mais respeito com o povo e fazer com que quem criou a crise que pague por ela.

Em nosso município não é nada diferente. Enquanto faltam médicos e remédios nos postos de saúde e no “chamado Hospital”, o Prefeito Francisco Pereira de Sousa, o TESTINHA, como gosta de ser chamado, entrega nosso dinheiro para as construtoras e conseqüentemente beneficia alguns empresários da cidade, como na nova canalização do rio Tucunduva, por exemplo. Essa obra tem um grande beneficiário, o proprietário do imóvel ao lado de onde se executa o serviço, mais conhecido como Edu do Posto. Esse dinheiro deveria estar sendo investido nos bairros, lá sim é que precisa de obras, pois lá é que está a maioria da população. No entanto, vemos mais uma vez festa para tentar enganar a população.

Temos alguma coisa para comemorar? A única coisa que temos certeza é de que se nós nos mobilizarmos e nos unirmos, conquistaremos de verdade nossos anseios.


Prof. Carlos Datovo

01 maio, 2009

POR QUE FESTEJAR O DIA DO TRABALHADOR?

O feriado de 1º de Maio de 2009 é um dia dos últimos anos que menos motivos o trabalhador tem para comemorar algo. Em plena crise do sistema econômico mundial, a classe trabalhadora é a que mais sofre com a desordem vigente no neoliberalismo. Mas, alheias a isso, grandes centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, promovem festas e ignoram a gravidade do problema.

Segundo estimativas do DIEESE ( Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ), em Março havia 3,01 milhões de desempregados em 6 regiões metropolitanas. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o número de pedidos de seguro desemprego no primeiro trimestre de 2009 subiu 7,9%. Em dezembro de 2008, houve um recorde de demissões de trabalhadores com carteira assinada: 654 mil. O PIB (Produto Interno Bruto) deste ano se não ficar estável deverá ter queda em relação a 2008. O quadro, portanto, não é dos melhores para os trabalhadores.

Este feriado, desse modo, não tem de ser comemorado, principalmente pelas instituições que deveriam prezar por garantias aos trabalhadores. Essa data, no país, assim como em outros, deveria ser marcada se não com protestos, no mínimo como grandes questionamentos e preocupações. Mas CUT e Força Sindical, sem citar outras, promovem festas em várias cidades com direito a distribuição de prêmios, incluindo até carros.

Os trabalhadores estão pagando pela crise com seus empregos. Suas famílias sentem na pele a terrível cena de ver pais, mães e filhos desempregados. O dia do trabalho é de luta, não de festa. Repúdio sim às centrais que estão alheias ao sofrimento do trabalhador e que festejam em momentos de tristeza.

Trabalhador não se engane. Enquanto a burocracia sindical só pensa em festejar, na sua auto-promoção e de seus representantes eleitos, a corda nos pescoço da classe aperta cada dia mais. Resista a eles e procure alternativas, pois do contrário o trabalhador pagará cada dia mais por uma crise da qual ele não é o culpado.

PREFEITURA RESPONDE

Enfim a prefeitura de Poá tomou providências em relação ao sítio oficial na rede mundial de computadores, a internet. Após observação neste blog sobre o aniversário de 1 ano de falta de atualização e o posterior questionamento à prefeitura pelo jornal "Notícias de Poá", a administração retirou a página do ar para construção de uma nova.

Será observado agora quanto tempo demorará para o sítio ficar pronto e em seguida será feita análise de o quanto a prefeitura facilitará a vida do cidadão, ao ofertar serviços "on line".

Leandro de Jesus

23 abril, 2009

SITIO DA PREFEITURA COMEMORA ANIVERSÁRIO: 1 ANO SEM ATUALIZAÇÃO

O sítio oficial da prefeitura municipal de Poá na rede mundial de computadores faz aniversário. Não é de tempo no ar, mas de falta de atualização. Não é para se comemorar, mas para questionar.

O descaso da administração municipal para com este meio de comunicação existe desde sua criação, no governo de Roberto Marques (PTB). Pouca atenção fora dispensada a ele. Somente eram disponibilizadas algumas matérias elaboradas pela assessoria de imprensa e esporadicamente informações de campanhas.

O ápice da falta de atenção dada a esta mídia aconteceu em 2008. Desde abril não há atualização. Num ano eleitoral, a prefeitura deixou-o de lado. Talvez houvesse outras preocupações. O fato é que o sítio nunca foi utilizado para servir efetivamente ao cidadão.

Transparência dos mais diversos assuntos da administração não foi a tônica. O cidadão não teve fácil acesso, portanto, à detalhes do orçamento municipal, de editais, licitações e obras, de contratações e nomeações, do organograma, de projetos de secretarias, de decretos e leis e de transferências de verbas por parte dos governos federal e estadual. O poaense também não teve direito ao acesso à serviços, como impressão de boletos, informações sobre taxas, multas, cadastros, requirementos ou certidões.

O novo prefeito, Francisco Pereira de Souza, o Testinha (PDT) encontrou o sítio nessas condições mas até o momento sua equipe não promoveu alterações ou qualquer atualização. Entre as muitas ações a serem promovidas pelo novo governante deve estar também o sítio, pois ele é um importante instrumento da democracia, no sentido de propiciar fácil acesso a detalhes da administração. Mais que direito do cidadão, é dever constitucional do governante publicizar ações do governo. Está em tempo então de a prefeitura ativar este meio de comunicação e facilitar a vida do cidadão, garantindo acesso rápido a informações e a serviços.

REGIÃO

As prefeituras de Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos mantém sítios atualizados. Neles diversos serviços são oferecidos aos munícipes e informações sobre a administração são divulgadas. Os de Mogi e de Suzano são os mais completos. No primeiro há serviços sobre dívidas, consulta sobre processos, multas, IPTU, editais e licitação. O segundo apresenta notícias sobre ações do governo, divulga a estrutura administrava, finanças, além de um sistema "Fale Conosco".

Embora em menor quantidade, os sítios de Ferraz e Itaquá também disponibilizam notícias e opções "on line" de serviços ao cidadão. Em Poá, no entanto, até o sítio da Câmara Municipal está fora do ar.

15 abril, 2009

GERAÇÃO DE EMPREGOS CONTRA CRISE

Em um período no qual os efeitos da crise econômica são fortemente sentidos pelos trabalhadores, estratégias governamentais que auxiliem na geração de empregos são essenciais. A prefeitura de Poá deu o primeiro passo nesse caminho com a criação da Frente Municipal de Trabalho.


Alguns poaenses terão os efeitos da crise minimizados através da participação na frente de trabalho. Milhares de pessos inscreveram-se, o que mostra a necessidade da criação das vagas. As funções abertas são para profissionais de baixa qualificação e será oferecido um salário mínimo.

Um item, no entanto, precisa ser levado com a seriedade exigida. Os trabalhadores deverão fazer cursos oferecidos pela prefeitura. Essas atividades, em diversas frentes de trabalho, não correspondiam a seu objetivo: qualificar trabalhadores. Os cursos eram de baixa qualidade, de períodos curtos, sem projeto pedagógico eficiente. Os cidadãos terminavam, portanto, sua participação nas frentes e não obtinham qualificação necessária para alcançar vagas no mercado de trabalho.

Exige-se, assim, que a prefeitura, desta vez, ofereça cursos que qualifiquem realmente os trabalhadores. Não ocupem somente um período da jornada de trabalho, mas contribuam efetivamente para a formação do trabalhador e auxilie-o na buscas de vagas.


DISPENSAS


Entre novembro e janeiro, foram quase 800 mil demissões de profissionais com carteira assinada. Maior número de desempregados contribui para o círculo vicioso negativo que desacelara a economia. Em síntese, o trabalhador dispõe de menor poder aquisitivo, o que diminue o consumo e que gera como consequência uma menor produção, que por sua vez leva a novas demissões.

Por Leandro de Jesus

DITADURA EM POÁ?

Na última semana, foi anunciada a segunda alteração em cargo de alto escalão na prefeitura de Poá, com apenas 3 meses da nova administração. O Diretor de Turismo, Aessio Ramos Pinto, foi demitido. A dispensa, que deveria ser apenas uma atitude da burocracia municipal, está envolta de mistério, pois oficialmente não foram divulgados os motivos.

Aessio Ramos é conhecido por sua colaboração com o jornal Novo São Paulo. No dia 4 de abril, nesse periódico, foram publicadas duras críticas contra atitudes do prefeito. Houve questionamentos a respeito de comprissos assumidos durante a campanha e não cumpridos até o momento, além de denuncia de funcionários fantasmas na administração.

Dias depois da publicação, houve a informação da dispensa. Diante disso, a prefeitura precisa divulgar quais foram os motivos para a demissão. Caso não faça, estará claro para a população que a motivação foi a repulsa às críticas públicas.

Se assim for confirmado, o perfil do prefeito Francisco Pereira de Souza, o Testinha, estará mais que desenhado: um gestor que não admite críticas de subordinados e que censura a livre expressão da opinião de membros do governo. Práticas assim foram vistas em larga escala na ditadura militar brasileira (1964-1985).

A população aguarda posicionamento do prefeito diante desse fato, pois aparentemente não há outra motivação. Testinha agirá com autoritarismo assim como outros coronéis da cidade? Os munícipes esperam que não, mas aguardam ansiosamente respostas.

Por Leandro de Jesus

10 abril, 2009

A EDUCAÇÃO PÚBLICA AGONIZA

O governo de São Paulo divulgou ontem notas da avaliação SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) 2008. O dados ratificam a visão de um ensino público deficiente, de baixa qualidade, resultado de uma ineficaz política educacional implementada pelos governadores do PSDB.

Em todas as séries avaliadas (2ª, 4ª, 6ª, 8ª do Ensino Fundamental e 3º ano do E. Médio), a maioria dos estudantes não alcançou o conhecimento esperado, definido pela Secretaria de Educação. Os alunos do E.F. pioraram na avaliação de português, entre 2007 e 2008. Na 8ª série os índices são mais alarmantes. Do nível esperado, 82,5% não o atingiram em lingua portuguesa e 88,4% em matemática.

No ano passado, o número de alunos que não detinham conhecimento adequado de português na 8ª série foi 19% maior que em 2007. Na disciplina de matemática, houve uma melhora em todas as séries, exceto a 6ª, embora os resultados ainda sejam muito negativos. Assim também ocorreu no Ensimo Médio, cujas médias foram melhoradas, tanto em português quanto matemática, mas os índices são piores que os do E.F. Por exemplo, 88,4% dos alunos não tem conhecimehto esperado em matemática.

Avaliada pela primeira vez em 2008, Ciências também apresentou resultado muito ruim. Dos alunos avaliados, 82% apresentam domínio insuficiente ou parcial da disciplina.

De modo geral, pode-se afirmar que a política educacional estadual não produz resultados positivos. Provas são realizadas, bônus são dados aos profissionais, mas os índices continuam negativos. O governo decerto não ataca de forma correta o problema.

Segundo educadores ouvidos pela Folha de S.Paulo, o programa do governo precisa ser reestruturado, o sistema de ensino ser modernizado, as escolas deveriam ter uma fiscalização mais presente.

José Serra, contudo, avalia como positivo os dados. Não observa que determinada melhora em uma disciplina ou outra não consegue deixar a maioria dos alunos com conhecimento adequado.

Sabe-se que a melhora do ensino público ocorre somente ao longo de vários anos. Diante disso, tem-se certeza que a politica implementada no estado pelo PSDB é equivocada, para não dizer criminosa. Administrar SP desde 1995 e não produzir melhoras sensíveis na educação pública, retratra um real descompromisso com o povo paulista.

EDUCAÇÃO EM POÁ


Embora a avaliação seja realizada em alunos de escolas estaduais, a administração pública municipal tem o dever de se preocupar também. Parte do problema se deve ao aluno sair da rede municipal com deficiências no conhecimento.

Os alunos da cidade obtiveram média menor que o restante do Estado. Os da cidade de Itaquaquecetuba ficaram com a menor média entre as cidades da região. Poá e Itaquá estão sob a administração da Diretoria Regional de Itaquaquecetuba. A atual dirigente de ensino, Prof Rosânia Morroni, é, por sinal, filiada ao PSDB. Antes dela, o atual secretário de educação de Poá, Prof Carlos Humberto Martins (PDT) era quem dirigia a política regional.

O prof Humberto, apesar de qualificado para a função, precisar dar respostas à população através de projetos. O que se vê, no entanto, é o prefeito divulgar que vai construir escolas com piscinas. Seria este um projeto que revolucionaria a qualidade na educação poaense? Não dá para acreditar.

Precisa-se para uma melhor qualidade no ensino de professores efetivos, com dedicação integral; menor quantidade de alunos por sala; professores assistente; projetos sérios de reforço; acesso às tecnologias; laboratórios; busca de maior participação dos pais. Enquanto estes projetos não são colocados em prática, a educação agoniza e aguardamos o funeral.

Por Leandro de Jesus.

29 março, 2009

POÁ FAZ FESTA. COMEMORE COM MODERAÇÃO

Parabéns. Poá comemorou 60 anos de emancipação política no último dia 26. Festa deve haver sim, mas com moderação e sem esquecer dos problemas que a cidade ainda enfrenta. Alguns avanços houveram nos últimos anos, mas não podemos fechar os olhos para o dever que o poder público não cumpriu.

Na última semana, o prefeito de Poá, Francisco Pereira de Sousa, o Testinha (PDT), foi à Câmara Municipal levar projetos e relatar os primeiros 90 dias de sua administração. Preocupou-se em mostrar o que fez e devemo-nos preocupar com o que falta a fazer.

O problema mais latente para a população continua ser a saúde. Após o pedido de demissão da médica Cristiane de Souza, a secretaria foi ocupada interinamente pelo atual secretário de governo, o também médico Ali Sami El Kadri. A ocupação do cargo que seria temporária, parecer se tornar permanente. Apenas um cargo dessa natureza já é complexo, dois para uma mesma pessoa demonstra um constra-senso do prefeito.

A prefeitura contratou serviço privado de ambulância UTI e comprou peruas Kombi para levar pacientes a outros municípios. O que se quer, no entanto, é o hospital municipal funcionando, com número adequado de funcionários e a qualidade merecidade pelos cidadãos. Estes, por sua vez, não sabem qual será o destino da maternidade. Será reativada ou fechada definitivamente? Se não tiver condições de ser reaberta, Testinha terá coragem de denunciar o ex-prefeito Roberto Marques (PTB)por improbidade administrativa, pois a teria inaugurado sem as condições necessárias?

Outro problema preocupante na cidade e que poucos prestam atenção é a segurança nas obras executadas pelo poder executivo. O secretário de Obras, Paulo Dornellas, que tem o dever de ficalizá-las, quando faz, age de forma atrasada. A obra no Rio Tucunduva permaneceu vários dias sem o isolamento necessário, seja para impedir acesso de carros ou de pedestres. As obras na avenidade Jorge Francisco Correa Allen tumultuaram o trânsito, pois não havia orientação. A construção da escola onde se instalará a ETEC continua sem tapumes. Qualquer curso de construção civil têm a disciplina de segurança, mas pelo visto, as técnicas ensinadas não têm sido aplicadas.

Na área da educação, Poá tem tido resultados regulares nos índices estaduais e federais. Não se viu, no entanto, divulgação de planos que possam alavancar a qualidade do ensino dos estudantes poaenses. A mudança na forma de contratação de diretores de escola é imperativo. Nomeá-los via cargo comissionado abre margem à pessoas desqualificadas na função ou apadrinhados políticos. Que se faça, então, concursos públicos ou eleições com votos da comunidade.

A população segue sem ter a transparência constitucionamente garantida e requisitada da administração pública. O sítio oficial da prefeitura poderia ser utilizado com ferramente de transparência, mas segue sem qualquer atualização. É urgente a divulgação do orçamento da cidade, dos gastos em cada pasta, dos valores empenhados e bloqueados, das licitações e das respectivas empresas contratadas. Uma administração moderna se pauta na divulgação desses itens.

O preço do ônibus municipal também está sendo sentido pelo trabalhador. Não houve indicação de que a prefeitura pretende abaixar o valor ou do alardeado bilhete único, divulgado no fim de dezembro.

Alguns problemas foram elencados e devem ser resolvidos. Se a administração de Testinha pretende ser diferente das anteriores, está na hora de começar a efetivamente resolvê-los. Acabou o carnaval e a festa de aniversário. Está em tempo de trabalhos concretos, então. Mãos à obra prefeito, a população tem pressa.

Por Leandro de Jesus Gomes

21 março, 2009

TURISMO EM POÁ?

A atividade turística na cidade é muitas vezes tema de reportagem e editoriais de jornais na região. O turismo, contudo, não é tratado pela administração municipal com a profundidade, complexidade e a importância requisitada.

Poá é Estância Hidromineral mas não está preparada para receber turistas, sequer visitantes. Não apresenta infra-estrutura adequada para a atividade e não se vê vontade política para que isso aconteça. Os problemas impeditivos do turismo são diversos.

Antes de querer receber turistas, é necessário que a cidade seja boa para seus cidadãos. É importante que eles se sintam bem em sua cidade, que gostem e conservem o ambiente no qual vivem. É preciso criar uma consciência coletiva que ressalte a importância social e econômica em se manter uma cidade bonita, organizada, com pessoas receptivas, apta para receber visitantes. Mas, neste momento, a cidade está feia, com obras desconexas, com praças sujas e pouco atraentes, mesmo depois de reformas. Trânsito atabalhoado, buracos e falta de segurança são também aspectos que desânimam a população.

A gestão do turismo na cidade, em diversos governos, também é realizada de forma equivocada. Faltam técnicos para orientar os políticos, falta estrutura adequada para uma área importante que promove o desenvolvimento, mas, acima de tudo, falta visão e vontade políticas. Nenhum prefeito até hoje se dispôs a incentivar o turismo. A atual diretoria de turismo não conta com estrutura decente para promover projetos. Falta desde computador, passando por e-mail corporativo, acervo bibliográfico, funcionários, até chegar a um gabinete inadequado para receber autoridades ou visitantes.

Conselho municipal de turismo também é outra peça de ficção. Criado há algum tempo, não teve participação ativa, seja criticando, analisando ou articulando projetos na cidade. Não houve transparência na eleição de sua diretoria e não se tem notícias de que haverá novo pleito.

É verdade que em Poá há poucos recursos turísticos, os quais podem vir a serem atrativos e depois produtos turísticos. Com uma gestão visionária, no entanto, a médio prazo, eles podem ser criados, aperfeiçoados e desenvolvidos. Como exemplo, pode ser citada a cidade de Itu. Há algumas décadas, ela não era conhecida como o é hoje. A gestão pública e os empresários levaram à frente aquilo que o humorista Simplicio, do programa "Praça da Alegria", divulgava: uma cidade onde tudo era grande. Hoje Itu recebe milhares de visitantes para ver orelhão, farol e comprar produtos em tamanhos gigantes. A cidade criou um conceito, uma marca, e com seriedade promoveu atrações turísticas.

Poá, por sua vez, segue na contramão. No momento em que poderia divulgar sua maior marca, a água, através das requalificações de praças e passeios no centro da cidade, foram colocados bloquetes que nada são atrativos e a marca da cidade sequer foi lembrada. Pura falta de visão num local onde dizem querer alavancar o turismo.

É positivo para a cidade receber turistas, mas para isso a gestão pública em Poá precisar incentivar a atividade. A cidade, que recebe recursos específicos por ser estância, precisa preservar seus rios, lagos e nascentes. Urge a conscientização ambiental dos cidadãos e promoção de eventos educacinais. Precisa promover mais debates e suscitar ações da iniciativa privada. Os cidadãos só tendem a apoiar. Esses são passos para articular a população num grande projeto.

É urgente a criação de conceitos e principalmente massificar a marca de Poá, a água. A prefeitura precisa criar a infra-estrutura e levar à população a importância que é para o desenvolvimento receber visitantes. É imperativo colocar profissionais do setor para promover projetos e darem sugestões. A seguir, trabalha-se na infra-estrutura, com disponibilização de coisas básicas, como banheiros públicos, rodoviária decente, sinalização em placas e pavimentação de ruas e avenidas, além de melhora nos sentidos do escoamento do trânsito.

E por fim, trabalha-se no desenvolvimento de produtos, sejam naturais ou não. Pode-se criar portais da cidade, visitação às fontes, à prédios históricos, criar a feira permanente do artesanato, com produtos que divuguem a cidade. Divulgar Poá e seus eventos em feiras turísticas é também de grande importância.

Existe um longo trabalho a ser realizado. A sugestão está posta. Que a adminstração pública cumpra, então, seu dever

Por Leandro de Jesus
Formado em Turismo no Instituto Federal de Educação de SP

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