CURRAL ELEITORAL

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Por Leandro de Jesus

Poá, no início deste mês, viveu cenas de entristecer qualquer cidadão que acredita numa eleição civilizada e democrática. Um candidato a vereador pelo PT sofreu uma tentativa grave de agressão enquanto fazia campanha, no centro da cidade.

O candidato, conhecido por sua forma de atuação e de oratória, discursava na praça defronte a comunidade Santo Antonio. Seu discurso, no entanto, incomoda muita gente, principalmente pessoas da atual administração da cidade.

Tudo seria natural se algumas pessoas de Poá não achassem que ainda vivem sob um regime ditatorial ou não tivessem ainda enraizado em suas concepções as formas “coronelísticas” de seus antepassados políticos.

Numa cidade ideal, as proposições e oposições são benéficas para fiscalização e cumprimento do dever público. Mas em Poá, isso parece ser demonizado. O candidato foi brutalmente ameaçado por 4 homens, os quais estariam a mando do Secretário de Comunicação Fernando Felipe, segundo a acusação registrada na delegacia. O postulante adentrou a um comércio para evitar a agressão e promover uma batalha entre militantes em pleno centro da Estância.

Novamente, numa situação ideal, se as acusações ou críticas forem falsas, a justiça serve para resolver este tipo de problema. Mas a brutalidade, o arcaísmo, a falta de civilidade prevalecem.

Estas eleições em Poá poderiam ser mais uma tentativa de os cidadãos elegeram seus representantes de forma democrática, mediante análises de projetos e históricos. O fim do túnel, contudo, sinaliza que será dos mais negativos. A compra de votos provavelmente será decisiva e o caso citado acima e outros que estão ocorrendo comprovam que a cidade está assim como o Rio de Janeiro sob um curral eleitoral, onde o estado paralelo tentar intimidar e se perpetuar no poder.

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