27 setembro, 2008

DEBATE ELEITORAL

Por Saulo Souza


O Debate Eleitoral realizado por excelente iniciativa da OAB/ACIP POÁ entre prefeituráveis na nossa cidade foi fraco, muito fraco e pobre de idéias. Em debates como esse, apresentar idéias e projetos é importante, mas isso só é possível se o candidato ter desenvoltura para se comunicar. Infelizmente encontrei por lá candidatos despreparados que não conseguiram articular suas respostas em todas as oportunidades que teve, um ou outro salvaram-se.
Sei que devo levar em consideração que situações de ansiedade como essas são naturais em momentos de avaliação, por isso é normal a tendência de baixa produtividade em termos gerais, por outro lado, acredito que capacidade de contornar momentos de pressão é uma das características de uma boa figura pública.
Enfim, saí triste e resignado. O Debate foi péssimo. Se encontros entre pessoas que se dizem preparadas para assumir um cargo público de relevada importância para a população, mesmo tendo opiniões opostas, continuarem não acrescentando nada à cidade, pouca esperança podemos ter de que o nosso futuro possa ser melhor do que tem sido até agora.

Como foi o Debate?

O Debate teve seis blocos. No primeiro, cada candidato falou sobre um tema sorteado. No segundo, fizeram perguntas entre si. No terceiro, seguiram para nova rodada de questões e, no quarto bloco, foi a vez dos jornalistas perguntarem. No quinto, tiveram dois minutos para responder: "Como Poá será entregue em 2012, caso o senhor seja eleito?".

13 setembro, 2008

CURRAL ELEITORAL

Por Leandro de Jesus

Poá, no início deste mês, viveu cenas de entristecer qualquer cidadão que acredita numa eleição civilizada e democrática. Um candidato a vereador pelo PT sofreu uma tentativa grave de agressão enquanto fazia campanha, no centro da cidade.

O candidato, conhecido por sua forma de atuação e de oratória, discursava na praça defronte a comunidade Santo Antonio. Seu discurso, no entanto, incomoda muita gente, principalmente pessoas da atual administração da cidade.

Tudo seria natural se algumas pessoas de Poá não achassem que ainda vivem sob um regime ditatorial ou não tivessem ainda enraizado em suas concepções as formas “coronelísticas” de seus antepassados políticos.

Numa cidade ideal, as proposições e oposições são benéficas para fiscalização e cumprimento do dever público. Mas em Poá, isso parece ser demonizado. O candidato foi brutalmente ameaçado por 4 homens, os quais estariam a mando do Secretário de Comunicação Fernando Felipe, segundo a acusação registrada na delegacia. O postulante adentrou a um comércio para evitar a agressão e promover uma batalha entre militantes em pleno centro da Estância.

Novamente, numa situação ideal, se as acusações ou críticas forem falsas, a justiça serve para resolver este tipo de problema. Mas a brutalidade, o arcaísmo, a falta de civilidade prevalecem.

Estas eleições em Poá poderiam ser mais uma tentativa de os cidadãos elegeram seus representantes de forma democrática, mediante análises de projetos e históricos. O fim do túnel, contudo, sinaliza que será dos mais negativos. A compra de votos provavelmente será decisiva e o caso citado acima e outros que estão ocorrendo comprovam que a cidade está assim como o Rio de Janeiro sob um curral eleitoral, onde o estado paralelo tentar intimidar e se perpetuar no poder.

08 setembro, 2008

FLAGRAS
















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