28 agosto, 2008

BEINJING


Fraca. Não existe outra palavra para resumir como foi a nossa participação nos Jogos Olímpicos de 2008. A delegação brasileira, a maior que o país já levou às Olimpíadas, com mais de 200 atletas, desembarcou de Pequim com apenas TRÊS medalhas de ouro. O fraco desempenho da equipe frustrou boa parte dos torcedores brasileiros, entretanto revelou o quão comprometidos com o esporte estão os políticos de todo o país.

Em Poá, por exemplo, podemos ver o único ginásio da cidade totalmente abandonado, as garotas da ginástica sem lugar adequado para treinos, os meninos do basquete mantendo-se com recursos próprios, ausência de professores de educação física nas escolas e de um lugar decente para que os alunos possam ter iniciação esportiva - o Centro de Esportes não sai dos planos dos prefeituráveis há anos.

Meu desejo é que no lugar de criarmos milhões de piadas com o sumiço da vara, da queda de bunda do nosso ginasta, ou com a quantidade ouro que ganhamos, deveríamos gastar essa energia para cobrar dos nossos políticos o que eles fazem com o nosso esporte.
Por Saulo Souza

23 agosto, 2008

Candidato x Tomate

Sabe, às vezes fico pensando se não seriam as donas de casa as melhores professoras para nos ensinar a escolher.

Vejamos por exemplo quando elas estão fazendo feira, aquelas feiras da semana, elas olham, manuseiam os produtos, vão a todas as barracas, negociam, pechincham, falam umas com as outras e trocam informações, reclamam do produto da feira anterior e voltam para casa com o que escolheram. Nada lhes foi imposto, se não gostam, não compram, se o produto não é bom, encalha, se está estragado, tem outro destino.

Ora, se escolha funciona para feira, deve funcionar também para eleição dos nossos representantes, ou será que um tomate vale mais que um vereador?! Escolhamos candidatos cuja qualidade seja explícita e inquestionável, ou então levemos para casa o produto estragado e degustemo-lo por quatro longos anos, dia-a-dia. Ah, e não adianta reclamar porque a próxima feira será só daqui a quatro anos.


Pois bem, vou sugerir quatro critérios para escolha de um candidato. Baseio-me nos critérios de excelência.

1 - Liderança - O candidato tem história comprovando de onde veio, o que fez, qual foi o resultado que alcançou, e como tem se envolvido com os aspectos públicos. Traz na sua imagem o respeito e a confiança, o comportamento ético, a participação no coletivo, o desenvolvimento de pessoas e liderança de grupos legalmente constituídos por gente honesta. Participa da análise crítica do desempenho global da cidade e colabora para melhoria deste desempenho.

2 - Responsabilidade - O candidato tem se apresentado responsavelmente na abordagem dos temas potenciais sobre sociedade, educação, trabalho, meio-ambiente, desenvolvimento urbano, formação profissional, segurança, qualidade de vida, saúde etc.

3 - Competência estratégica - O candidato está capacitado para descrever, discutir, formular e avaliar as necessidades atuais e futuras dos municípios diante do cenário cruel da globalização. Sabe buscar novas oportunidades para a cidade, avaliando a relação custo-benefício para os riscos financeiros, mercadológicos, tecnológicos, políticos e sociais.

4 - Foco no povo - O candidato está preparado para examinar como a prefeitura identifica, entende e se antecipa às necessidades do povo em relação à saúde, transporte, educação, formação moral e cívica, infra-estrutura, meio ambiente entre outros.

Outros critérios podem se somar aos citados, basta um pouco de criatividade e raciocínio crítico como por exemplo: de onde vem o dinheiro da campanha, ou a que grupo o candidato está ligado, em que seu nome já esteve envolvido que o desabona, ou "diga-me com quem andas e lhe direi quem és" e assim por diante.

Bem, votar na qualidade é votar com critérios, ou então fiquemos só com os tomates.
Por Saulo Souza

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