25 maio, 2008

SECRETÁRIO DE GOVERNO

O Secretário de Governo André Marques concedeu no dia 9 de Maio entrevista ao Jornal Novo Milênio. Para variar, nada de especial. O político lançou suas retóricas e o jornal as aceitou sem nenhum adendo. Deve-se, no entanto, explicitar o que o secretário esconde do povo de Poá e aquilo que o jornal não faz questão de investigar.

Já no início, o secretário diz que a cidade sofreu uma revolução na educação e saúde na gestão Roberto Marques. Não se sabe em que mundo vive Marques, mas não deve ser a Terra, pois de todos os adjetivos, o menos possível de qualificar essas áreas é revolução. Pelo visto ele não anda em postos de saúde e escolas. Ir em UBS ou hospitais, é sinônimo de horas de espera na fila, mal atendimento, falta de medicamento, falta de profissionais. Além disso, acredita que a educação terá resultados positivos apenas com investimento em material. É necessário mais que isso, é imperativo profissionais qualificados, salas com menos alunos, concurso para funcionários e participação integrada com a comunidade. Pelo visto, esses temas não são importantes para o secretário.

Falando especificamente da maternidade, não deixa claro que houve duas inaugurações para a mesma obra. Dois gastos com palanque, além, é claro, de ter deixado expectativas no povo quando do evento do ano passado. Somente um ano depois é que a maternidade funcionou. O secretário denuncia ainda desvios de verba do hospital na gestão Eduardão. Será que é da “boca para fora” ou é verdade. Se for verídico, por que o atual prefeito não pediu investigação contra o ex. Se não o fez, os dois cometeram crime, um por desviar e outro por omitir. O secretário esconde ainda que a desastrosa FAEP irá gerir a maternidade. Novamente terceiriza a saúde e pior, para uma empresa que já mostrou não ter competência.

Quando tratou de obras até o fim da gestão, Marques falou de reformas em praças centrais. Pode-se dizer claramente: na praça da Bíblia jogaram dinheiro público no ralo ao destruir uma praça para construir outra. Nas praças mais centrais, autorizou a colocação de bancas vendendo produtos. Isso é destruir praças e não melhoria na qualidade de vida, como afirmara. Para não esquecer, há quase quatro anos prometeu terminal rodoviário na Cidade Kemel, mas só agora, em vésperas de eleições, é que a licitação será aberta.

Outra fala desrespeitosa com a inteligência da população refere-se à saída do secretário Marcos Borges. Reclamou da desistência de Borges em continuar no cargo. Por que então Marques não citou os outros secretários nomeados que saíram da prefeitura, alguns também para serem candidatos. O pior deve ser Augusto de Jesus, tão alardeado em sua nomeação e ficou apenas dois meses na função. Pelo visto, Marques age com dois pesos e duas medidas quando em uma função pública deveria imperar os princípios de racionalidade e razoabilidade.

André Marques só confirmou através das falácias lançadas que a administração do prefeito Roberto Marques não promove os reais benefícios sociais necessitados pela população. A cidade, para variar, só perde com políticas desse modo.
Por Leandro de Jesus

QUERIDA MARINA


Caíste de pé! Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente. CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade. Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias.Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres. Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio? Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária.Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004. Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta. É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados. Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos.Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso". Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé. Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.Retorna à tua cadeira no Senado Federal. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum. Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia. Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?" Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 63, frade dominicano, escritor e assessor de movimentos sociais, é autor de, entre outras obras, "A Obra do Artista Uma Visão Holística do Universo". Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).

21 maio, 2008

MATERNIDADES

A cada ano uma nova maternidade na cidade. Agora são duas. Uma inaugurada em 2007 e outra em 2008...ps>Eu lavo as minhas mãos em relação àqueles que imaginam que falar seja conhecimento, que silêncio seja ignorância e que indecisão seja arte. - Kahlil Gibran.
Jornal Novo Milênio
31/03/2007

"No dia que o município completou 58 anos de emancipação o prefeito Roberto Marques concretizou um dos grandes sonhos poaense: a Maternidade.Exatamente no dia em que Poá comemorava o 58º aniversário de emancipação política-administrativa, foi entregue à população o novo Hospital Guido Guida e a tão sonhada Maternidade Maria de Nazaré, transformando a data festiva em um marco histórico para a cidade. Cerca de 400 pessoas acompanharam a inauguração do prédio que compreende seis mil metros quadrados de área construída. O prefeito Roberto Marques (PTB) enfatizou o momento de suma importância para a cidade e lembrou que, na década de 80, quando era Secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, lutou para incorporar o hospital no patrimônio municipal, o que na época muitos consideravam uma luta jurídica perdida. Lembrando a história e tomado de muita emoção, o prefeito disse que a partir daquele momento a saúde da população poaense voltou a ter dignidade. O Secretário de Governo, André Marques, salientou sua satisfação em entregar o hospital e a maternidade para a população. Ele esclareceu sobre os próximos passos da Saúde de Poá, como uma possível parceria com uma universidade, que irá realizar os trabalhos técnicos do hospital. André afirmou também que Poá contará com três novas ambulâncias, sendo uma delas com UTI, reforma do CSII, que terá o mesmo padrão do hospital, e diversas outras melhorias no setor da Saúde.André aproveitou a festa para registrar as principais conquistas de cada pasta do Governo Marques. Disse que hoje Poá tem uma educação-modelo e referencia para diversos municípios. Educação que irá contar com duas Emeis, duas creches e duas Emefs, que irão beneficiar os moradores dos Jardins Pinheiro, São José e do Centro. O secretário falou ainda do aprimoramento do setor de limpeza pública e nas obras da nova Câmara, unificação das Praças Guido Guida e da Bíblia e da revitalização da Avenida Nove de Julho.O Secretário de Saúde, Walter Guinger, falou que a inauguração emocionou o médico, funcionário público e secretário Walter. Ele lembrou que, no início do ano de 2005, o hospital estava em ruínas, com o teto ruindo, 200 lâmpadas queimadas, 40 mil horas-extras de dívida dos funcionários, goteiras, ou seja, um verdadeiro caos. E disse que é com muita emoção que vê a novo hospital que dará o total respaldo à população poaense. Após os discursos, foi feito o descerramento da placa inaugural. Em seguida, o prefeito Marques, acompanhado da primeira-dama Graça Chaia Marques, e das demais autoridades, visitou todas as dependências do novo hospital, que vai oferecer inicialmente 45 leitos, distribuídos entre o Pronto-Socorro, Unidade de Tratamento Intensivo adulto e infantil, centro cirúrgico, pediatria, maternidade e clinica médica. O Secretário de Governo disse que a meta é chegar a 90 leitos até o primeiro semestre de 2008, com a inauguração do centro cirúrgico. Ele disse ainda que a maternidade esta em fase de esterilização para evitar contaminações e deverá começar a funcionar em 40 dias. A estimativa é que a unidade deva realizar 150 partos ao mês. O Pronto-Socorro já começou a funcionar e deverá atender a 500 pessoas por dia.Além dos secretários, vereadores municipais da cidade, representantes da área da Saúde e da população poaense, estiveram presentes na inauguração o prefeito de Suzano e presidente da AMAT (Associação dos Municípios do Alto Tietê), Marcelo Candido (PT); os Deputados Estaduais Luis Carlos Gondim (PR) e Estevam Galvão (PD), o ex-deputado Francisco Bezerra, além dos assessores do deputado Marco Bertaiolli (PD), Cláudio Debussi e Edson Santos. Todos cumprimentaram o prefeito e se disseram maravilhados com a estrutura do hospital."
Jornal Novo Milênio
19/05/2008



"Poá: finalmente nasce a MaternidadeNa placa de inauguração da Maternidade de Poá ‘Maria de Nazaré’, está escrito “O direito de nascer está garantido pelo Poder Público”. Agora, as crianças podem nascer no município de Poá e serem registradas como autênticas cidadãs poaenses. A maternidade foi aberta no domingo comemorativo ao ‘Dia das Mães’, 11 de maio, pelo prefeito Roberto Marques, com a presença de diversas autoridade e população.No mesmo dia de inauguração, três crianças nasceram na maternidade. Às 9h14, o primeiro bebê oficialmente poaense nasceu, que recebeu o nome Maria da Graça, pesando 3,010 quilos e com 47 centímetros. O parto foi realizado pela equipe do médico Francisco Moacir Bezerra de Melo. Os pais são Rosemeire Conceição de Paula – que foi submetida a uma Cesariana – e Itamar de Paula. A solenidade foi aberta por Carlos Guilherme, representante da FAEP (Fundação de Amparo e Ensino a Pesquisa), que garantiu que esta fundação dará o apoio necessário para o pleno funcionamento da maternidade. A FAEP gerenciará sob a supervisão da Prefeitura de Poá e a equipe médica que atuará na maternidade é a mesma que trabalha na Santa Casa de Mogi das Cruzes.Em discurso em nome dos secretários municipais, o secretário de comunicação, Fernando Felippe disse que essa é a maior obra da Administração do Prefeito Roberto Marques e relembrou a atuação de Marques em meados da década de 80 como secretario de Assuntos Jurídicos para garantir que, até então, o prédio abandonado tivesse um dia uma maternidade.O secretário de Saúde, Murilo Mendes, lembrou que antes da atual administração tomar posse em 2005, toda a estrutura era um esqueleto maquiado e que sente-se imensamente grato pela oportunidade de ser o secretário de Saúde nessa inauguração. “Foi um grande desafio que a Administração Municipal e a Secretaria de Saúde conseguiu vencer. Foi grande a dedicação para que a maternidade fosse aberta e fico feliz em fazer parte desta equipe, que deixou este marco para a cidade de Poá”, comenta. Segundo o secretário, a maternidade tem capacidade para 24 leitos, mas atualmente pode realizar 10 partos diários. “Quando for necessário, reestruturaremos a equipe para funcionar na capacidade máxima. Inicialmente estamos suprindo a necessidade do município” explica. Murilo Mendes ressalta que para que sejam oficialmente registrados poaenses nascidos no município, além da maternidade, é necessário uma Declaração de Nascido Vivo emitida pelo Governo Federal, a qual só é emitida com a Maternidade estruturada e pronta para o atendimento. “Já realizamos alguns partos no Hospital, pela urgência. Foram mulheres que vieram já no ‘período de expulsão’ e não havia tempo para transportá-las”, relata o secretário. Ainda conforme Murilo Mendes, já nasceram cinco crianças depois da inauguração da maternidade, sendo um caso de alta complexidade, que foi encaminhado para a Santa Casa de Mogi das Cruzes, e outro para o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos. A maternidade funciona atualmente com 3 médicos plantonistas, 1 obstreta, 1 anestesista, 1 neo-natologista, 1 enfermeira obstretite, 5 auxiliares de enfermagem e o pessoal de apoio.O Coordenador Técnico da Maternidade, Luis Gustavo C. Ferraz, avaliou a estrutura da maternidade. “O segmento que queremos abranger das gestantes é de baixa e média complexidade, até porque a infra-estrutura não suporta atendimento de alta complexidade. Através de um prévio levantamento, baseado em históricos, confirmamos que a maior demanda são de casos de média e baixa complexidade” explica. Sete equipes médicas completas estão à disposição em revezamento 24 horas por dia, sete vezes por semana. Todo o procedimento de pré-natal estará a disposição a partir das Unidades Básicas de Saúde, UBSs, e encaminhadas para a maternidade."

11 maio, 2008

Feliz Dia da Mamãe

Mãe,
Que ao dar a benção da vida, entregou a sua…
Que ao lutar por seus filhos, esqueceu-se de si mesma…
Que ao desejar o sucesso deles, abandonou seus anseios…
Que ao vibrar com suas vitórias, esqueceu seu próprio mérito…
Que ao receber injustiças, respondeu com seu amor…
E que, ao relembrar o passado, só tem um pedido:

DEUS, PROTEJA MEUS FILHOS, POR TODA A VIDA!

Para você mãe poaense, um mais que merecido:
Feliz Dia das Mães!
Você merece!!!

10 maio, 2008

Eleições 2008


08 maio, 2008

Silêncio dos Inocentes

O metrô sacudia nossos corpos de um lado para outro como se programado para aquele ritmo. O barulho das rodas, nos trilhos, obedecia uma métrica quase musical. Vendo as pessoas bailando no vai e vem contínuo, inquietei-me com o silêncio humano.

Ninguém falava, ninguém ria, ninguém conversava. Procurei convencer-me que uma fadiga os entorpecia. Mas seria a desesperança?

Antigamente as filas dos bancos, das repartições públicas, dos guichês para compra de qualquer bilhete, se transformavam em fóruns de cidadania. Repetiam-se frases do tipo: “Por isso é que o Brasil não vai pra frente!”; “Que absurdo!”; “Até quando vamos agüentar calados?”; “Temos que fazer alguma coisa!”.

Em um processo lento, não de repente, como queria o poeta, calou-se o tal murmúrio; as pessoas se calam porque chegam à conclusão que falar não revolve nada - gasta-se energia para protestar e economizar-se é um recurso de sobrevivência. Instintivamente, sabem reservar seus gritos para um tempo quando houver possibilidade de esperança.

O Brasil está se calando. E o silêncio vem da centenária percepção de que o grito da maioria nunca foi ouvido pela minoria rica e poderosa. Essa quietude se transforma em depressão coletiva; o povo do tamborim, da cuíca, que bate samba numa caixa de fósforos, espirituoso e brincalhão, perde, infelizmente, seu lado moleque. Como lutadores de boxe cansados, baixam a guarda.

Enfraquecidas as resistências, reina uma estranha bonança e essa calmaria produz o caos social, que tanto mata. Os miseráveis já haviam se calado, agora a classe média também emudece. No Brasil não existem “panelaços”, palanques onde tribunos eloqüentes ficam roucos; são poucas as passeatas reivindicatórias. Sobram marchas (que mais se parecem carnaval fora de época), “showmícios” com sindicatos distribuindo prêmios através de sorteios. Porém, impõe-se o fatalismo perturbador dos pusilânimes.

Espero que, enquanto permanece quieta, “a brava gente brasileira” recobre sua antiga força criativa, restaure resistências e volte ao ringue pela dignidade nacional. Acredito que meu povo, uma dia, deixará de ser ordeiro e pacífico. Um dia acordaremos que essa paz só pertence aos covardes. Os verdadeiramente vivos não se conformam com a serenidade dos cemitérios; eles têm fome e sede de justiça.

- Deus, devolve-nos a indignação dos metrôs,dos ônibus e das filas, e faze-nos renascer para a esperança.
Por Ricardo Gondim

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